Real Love 2.0
25 Fazendo as pazes
Notas iniciais

O sol já tinha raiado, e o céu estava em um azul completamente fascinante, mas a linda lua ainda se fazia presente, como se não quisesse se despedir dos seus dois admiradores.
Há alguns minutos, o lobo negro havia se sentando ao lado de seu marido. Nenhuma palavra foi trocada, por serem companheiros, podiam se comunicar mesmo na forma de lobos;
O rei consorte ainda olhava para o céu e não podia negar que era muito bom ter seu marido ao seu lado. Todo seu corpo sentia falta do mais velho e sabia que no fundo já o tinha perdoado fazia tempo. A briga agora era apenas por causa do orgulho do mais novo e talvez por um sentimento estranho que o estava deixando nervoso a cada momento.
Então a luz brilhou em sua mente. Mais uma vez tinha se deixado levar pelo instinto. Só então percebera que havia entrado no cio novamente. Se não fosse os bons momentos que ele havia lhe proporcionado com seu esposo e os filhos que lhe dera, odiaria com todas as forças o fato de ser gama.
Era sempre assim.
Seu instinto animal o dominava. Ele ficava incontrolável e sempre magoava o marido.
Ele sabia que Derek havia errado em grita-lo ou tirar sua autoridade, mas ele também tinha errado, fazendo a mesma coisa que o marido. Havia gritado com ele na frente da filha e do sobrinho e igualmente tirado sua autoridade.
Oh como era estupido.
Ainda tinha castigado o esposo, sendo que também estava errado.
Então percebeu como Derek era especial. Havia aceitado a punição, sem reclamar mesmo sabendo que os dois deveriam ser punidos.
Respirou fundo e acabou deixando uma lágrima escorrer. Se aproximou do lobo negro e colocou o focinho em seu pescoço, num sinal de confiança.
“ Porque choras?” – O rei pediu, falando apenas na mente do marido, graças a sua ligação.
“ Por que sou um imbessil e afastei a pessoa que mais amo de mim.” — O rei não teve o que falar, apenas aceitou o carinho que o marido fez em seu pescoço. — “ Estou no cio. E mais uma vez te magoei por causa dele.”
Mesmo a voz não saindo o rei pôde sentir a tristeza do menor.
“ Eu já sabia.” – Stiles se assustou e o olhou depois da declaração. – “ Seu cheiro muda”. – Foi a única coisa que respondeu e o silêncio voltou a reinar. Mas agora algo agradável.
“ Será que Liam está bem?”
“ Sim. Pedi que uivassem se algo acontecesse”. – O rei respondeu calmamente enquanto passava o focinho por todo o pelo macio do marido, fazendo assim uma caricia gostosa no outro.
“ Me perdoa?” – O consorte pediu, fechando os olhos e adorando a aproximação deles. Estava morrendo de saudades do marido.
“ Tenho escolha?” – Mais uma vez o príncipe se assustou com a declaração do marido. – “ Se não perdoar, morro sem tua presença.”
Quem visse a cena de longe poderia jurar que o lobo branco havia sorrido.
“Vamos entrar” – O rei falou tranquilamente, mais podia se perceber uma certa autoridade que não seria contestada.
Pegaram as roupas e assim que se transforam em humanos, as vestiram e entraram no castelo, mas de mãos dadas e sorrisos felizes no rosto.
Tudo estava bem, finalmente. Ou talvez por enquanto.
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Miguel não podia acreditar em tudo que ouvira daquele homem. Era mentira. Ele tinha certeza.
Na verdade não tinha não.
Tudo parecia finalmente se encaixar.
Sebastian tinha lhe falado sobre o fato de seu pai, o rei, já ter sido casado. Essa parte até entendia, era normal os reis terem mais de um casamento, se o primeiro cônjuge houvesse morrido, e pelo que entendera Paige tinha morrido. Mas o que lhe assolava era a dúvida se seu pai mais novo sabia disso ou não. Teria que perguntar, pois não perdoaria o rei se ele houvesse mentido para o próprio marido.
Rodou o castelo a procura dos pais. Ainda era muito cedo entretanto, sabia que nenhum deles havia dormido graças a primeira transformação de Liam. Então era um ótimo momento para conversarem.
Encontrou a irmã e pensou em contar a ela o que havia descoberto. Mas achou melhor não, por isso apenas sorriu e a deixou ir para o quarto, finalmente descansar de toda a agitação noturna. Primeiro saberia dos pais. Aproveitaria e investigaria também sobre seus avós.
Miguel estava em um turbilhão de pensamentos. Parecia que tudo que tinha ouvido durante os anos, estavam finalmente se ligando e fazendo uma teia de conexões em sua mente.
Finalmente entendera um pouco de seu passado, já que conseguiu ler o final do livro, quando sua avó pede que a família guarde o segredo de ter sangue de caçador nas veias.
Bem se era o que estava pensando, então podiam ser acusados traidores e perder o reino.
Oh céus, parecia que iria enlouquecer.
Resolveu então procurar a única pessoa que era capaz de tranquilizar a sua mente. Seu primo Danny. Pegou um dos cavalos no estabulo e partiu para a cidade ao encontro do outro, apenas deixando um recado de que não demoraria.
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– Pensei em viajarmos. – Derek falou ao amado, enquanto entravam no castelo.
– E deixarmos as crianças nesse momento tão delicado? — Stiles respondeu em dúvida. Derek pensou por alguns segundos e acabou concordando que o marido tinha um bom ponto.
– Você tem razão. – Sorriu
Passaram pelos servos e procuraram saber sobre os filhos.
— A princesa Laura foi se deitar, o príncipe Liam continua dormindo e o Delfin Miguel, — era chamado assim por ser o aspirante ao trono— pediu para avisar que foi ver o primo Duque Danny na cidade. – A sempre bondosa Edna informou.
Assentiram e foram para o quarto, estavam exaustos.
– Estava com saudade desse quarto. – O rei sorriu assim que entrou e fechou a porta atrás de si.
– Só do quarto? – O consorte perguntou malicioso.
– Hum... Deixa eu ver. – Brincou.
– É? Então irei apenas me deitar e dormir, já que não queres o que tinha planejado. – Ameaçou.
– Sabes que é brincadeira. – Sorriu bobo.
– Como pude ficar tanto tempo longe de ti? – O príncipe perguntou passando a mão por seu pescoço.
– Também não sei. Mas eu já estava enlouquecendo. – Escorregou as mãos que antes pendiam na cintura do mais novo, para poder lhe apalpar a bunda. – Não faças mais isso mocinho. – Alertou apertando com todo o gosto a carne macia.
– Porque? Irás me castigar? – Desafiou.
– Com toda certeza. – Riu safado e o jogou sem nenhuma delicadeza sobre a cama.
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