Real Love 2.0
19 Baile de 15 anos Parte4
Notas iniciais

A festa estava divertida e já tinha atingido seu ápice. Então Chris teve a certeza de que era a hora de fazer o que tinha planejado. Miguel estava trajado de mago, carregando o simbolo de seu reino no cinturão, que era um simbolo de descendência celta, chamado arvore da vida, já que os Penalver, familia materna da rainha Alisson, descendiam de agricultura e tinha na terra seu sustento, e uma ligação muito forte com a natureza e o mundo sobrenatural.
– Poderia me acompanhar até o jardim, princesa?
– Acho que ninguém notaria não é? – Sorriu constrangida. – Por acaso viu o Miguel? – Pediu já caminhando com o príncipe.
– Se não me engano, o vi sair acompanhado por um jovem mascarado.
– Espero que esse jovem seja quem estou pensando. – Sorriu sapeca.
Chris teve vontade de perguntar sobre o que a princesa estava falando mas desistiu, já que estavam chegando no local que ele pensara ser perfeito para os dois.
– Adoro essa parte do jardim. – A loba sorriu se sentado no banco.
Estavam no jardim mais afastado do castelo, que era tão grande que possuía três lindos jardins, muito bem cuidados e ornamentados.
– Que bom que gostou. – Sorriu nervoso se sentado ao lado da jovem de forma que ele ficasse frente a ela.
– Estou tão curiosa para saber a surpresa Chris. – Sorriu sentindo o rosto esquentar quando sentiu as mãos do jovem por sobre as suas.
– Bem, eu sei que somos novos, que temos responsabilidades como herdeiros, mas gosto de ti, desde pequeno... – Puxou o ar com força. – Semana passada, mais um nobre ofereceu a mão de sua filha em compromisso para mim. – Ele falou e logo se arrependeu do que dissera por ver a cara de decepção da princesa.
– Entendo... Quem não gostaria de casar com o príncipe de Locust não é? – Disse também nervosa e segurando o ciúmes por dentro.
A princesa tinha muito da personalidade forte do rei, mas quando se tratava de coisas do coração era a personalidade do pai mais novo que a dominava. Desviou os olhos e puxou as mãos do colo do rapaz.
– Ei, deixa eu terminar. Ele a ofereceu, mas como fiz com todos os outros neguei. Disse que já estava comprometido. Pena que ainda era uma mentira.
A princesa ficou confusa e levantou os olhos para tentar entender o que o rapaz dizia.
Ele sorriu. Levantou uma das mãos delicadamente e dedilhou o rosto da jovem, e puxou a máscara que ela usava com tranquilidade. Beijou-lhe a bochecha, sentindo a maciez da pele, a vendo corar terrivelmente depois e voltou a falar.
– Mentira, porque ainda não lhe fiz o pedido como se deve. – Sorriu e se ajoelhou lentamente a frente da loba, com uma caixinha em mãos, a morena sequer vira que ele a carregava.
– Sei que somos novos e que mesmo outros já tenham se casado mais novos ainda, eu gostaria de esperar um pouco mais antes do casamento. Mas isso não me impede de pedir que assuma um compromisso sério comigo. – Falou tudo um pouco confuso. Era desastrado como o pai, rei consorte Scott, quando se tratava de revelar seus sentimentos.
– Estás falando sério? – Pediu incrédula, fitando o garoto ainda ajoelhado no chão do pequeno pátio.
– Sim. Quero que todos entendam de uma vez, que somos compromissados desde pequenos, não por causa de acordos ou contratos e sim porque sempre nos amamos e respeitamos. – Sorriu.
A jovem não conseguia dizer nada, apenas esticou a mão e o rapaz colocou o anel de compromisso em seu dedo.
Se sentou calmamente no banco de frente a ela.
Corações batendo frenéticos, quase podendo serem comparados a galopes de cavalos.
– Acho que está faltando algo. – Sorriu bobo, aproximando o rosto da jovem.
Laura podia ser inocente, mas sabia muito bem do que o garoto estava falando.
– Não sei bem como fazer isso. – Foi sincera.
– Então aprenderemos juntos. – Sorriu e quebrou a distância.
Os lábios se encostaram um pouco perdidos. Era o primeiro beijo de ambos. Mesmo que desde novos soubessem os sentimentos que nutriam um pelo outro, o relacionamento nunca passara de pequenas declarações, cartas e olhares. Mas aquele era um passo grande para os dois. Uma prova de que estavam crescendo e assumindo compromissos e responsabilidades, o que claramente assustava muito a ambos. Porém no momento, a única coisa que importava eram os corpos deles respondendo muito bem àquele pequeno gesto.
Chris passou a mão tremula pela cintura da loba e a puxou delicadamente para um beijo mais desejoso.
Laura se deixou levar e quando percebeu, o beijo já estava bem empolgado e ela precisando de ar. Se afastou um pouco assustada. Não queria e nem podia avançar demais naquilo. Mas os olhares e os corações batendo no mesmo ritmo denunciava a alegria que ambos sentiam.
No castelo, o rei Derek dançava alegremente com seu marido. Não conseguia entender como era possível se apaixonar a cada segundo mais por ele.
– Que beber algo meu amor? – Ofereceu galante, enquanto esperavam o intervalo de uma música e outra.
– Sim, uma taça de vinho por favor, querido. Vou me sentar naquele sofá. – O rei assentiu e quando já ia saindo ouviu o outro completar. – E pernil.
Derek sorriu, lembrando-se da primeira gravidez do marido, quando esse teve desejo de comer pernil na madrugada.
Pegou um prato e colocou a carne, com alguns acompanhamentos e serviu duas taças com o vinho, mas achou melhor levar logo a garrafa.
Antes mesmo de se aproximar, viu o marido conversando com alguém, sentado em um dos muitos sofás que estavam dispostos no enorme salão. Não ligou muito para cena, era normal alguém puxar conversa com o rei consorte.
Mas assim que começou a se aproximar, viu algo que não lhe agradou. O rapaz com quem seu marido conversava, depositou uma mão sobre as pernas do príncipe de Blitzo. Derek puxou o ar com calma e andou a passos mais rápidos.
– Querido príncipe, adorei a sua fantasia. Que tecido é esse? – Um rapaz muito bonito, que tinha se sentado ao lado do príncipe puxando algum assunto que Stiles não estava interessado, perguntou e colocou a mão sobre a coxa do consorte para sentir a maciez do tecido, o que incomodou o jovem.
– É couro, como qualquer calça de caçador. – Respondeu frio e tirando a mão do homem de sobre sua perna.
– Atrapalho? – Uma voz grossa e um pouco mais brava, perguntou assustando o garoto indelicado.
– Claro que não querido rei. Já estava de saída, apenas puxando assunto com o consorte enquanto vossa majestade não voltava. – O rapaz respondeu todo nervoso e se levantando depressa quase se embaraçando com as próprias pernas.
Rapidamente o rapaz sumiu da vistas dos reis e o rei Derek, se sentou ao lado do marido, lhe passando a comida ainda de cara fechada.
– O que houve? – O príncipe pediu bebericando seu vinho.
– Eu que deveria lhe fazer está pergunta. – Retrucou ainda zangado.
– Nada. Apenas um garoto me enchendo a paciência e sendo inconveniente, mas alguém o pôs para correr. – Disfarçou o sorriso. Adorava o fato de ver seu marido com ciúmes.
– Não se preocupe da próxima vez, os deixo mais à vontade. – Aumentou ainda mais a carranca, se era possível.
– Deixe de ser bobo, lobão. Você viu que eu o coloquei no lugar dele. – Falou se aproximando mais do marido e lhe sussurrando ao ouvido.
– Mesmo assim. Odeio o cheiro de outras pessoas em você. – Falou ainda com os braços na altura do peito.
– Então por que não tira esse cheiro, majestade? – Colocou discretamente a mão sobre o membro do marido e lhe falou bem sensual ao ouvido, fazendo com que o lobo se arrepiasse.
– O que está fazendo? – Derek tentou se concentrar nas pessoas dançando e não na mão do marido lhe fazendo carinho.
– Talvez possamos ter um pouco de diversão adulta... – Se aproximou ainda mais do marido, aumentando a intensidade das carícias.
– Vamos para outro lugar então... – Sussurrou já com dificuldade na voz.
– Mas não quero ir para o quarto. Só precisamos de um cantinho mais discreto, gosto dessa adrenalina de alguém poder descobrir.
– O que está acontecendo com você? – Derek o olhou assustado, apesar de adorar a reação do marido.
– Você com ciúmes de mim, sempre me excita muito. – Sorriu sapeca, o mesmo sorriso de sua filha.
Se levantaram e o rei agradeceu aos céus por estar usando calças folgadas, o que disfarçou bem a sua ereção que já se formava.
– Aqui está ótimo. – O consorte declarou ao chegarem a um dos corredores do castelo, numa zona menos movimentada, mesmo com tanta gente na festa.
– Stiles... – Tentou alertar mais sem muito sucesso, já que o marido voltara a lhe atiçar com a mão dentro de suas calças.
– Shiuu!! Não queremos chamar atenção não é? – Sorriu perverso.
– Estamos parecendo um casal de garotos. – Tentou argumentar.
– Tudo bem, se não quer... – Tentou se afastar do lobo, mas fora impedido antes disso.
– Você provocou agora aguente. – O puxou e imprensou contra a parede.
– Mas é o baile de nossos filhos lobão, e se alguém descobrir. – Fez voz de inocente, sorrindo ao perceber o desespero do lobo, ao lhe dar beijos no pescoço.
– Não foi você que disse, que se fizéssemos silêncio, ninguém iria descobrir?
– Tudo bem. Mas hoje o controle é meu. – Anunciou e se virou bruscamente, agora deixando o rei contra a parede, apenas sentindo suas caricias.
– Não está me vendo reclamar... – Anunciou e se permitiu sentir.
O consorte, se sentia como um jovem inconsequente, mas não podia negar o quanto era boa aquela sensação de poder ser pego, a adrenalina e a tensão correndo nas veias e deixando tudo ainda melhor.
Começou a passar a língua por todo o pescoço do marido, enquanto sua mão já estava por dentro da cueca alisando o membro do outro. Mordeu, mas logo foi repreendido.
– Se não quiser ter que explicar o porquê de eu estar com marcas de dentes no pescoço é melhor parar agora, por que mesmo com meus poderes lupinos, elas não sumirão antes de chegarmos a festa.
– Tudo bem. Mas geme mais baixo amor. – Provocou descendo a calça do rei, até o joelho, deixando a linda bunda a sua inteira disposição.
Desceu e deixou o rosto na altura das nádegas do marido, encheu as mãos com os pedaços de carne e as separando passou a língua lentamente.
– Hummm. – O rei se contorceu e espalmou as mãos contra a parede, sentindo todo o prazer do momento.
Lambeu várias vezes.
– Anda logo Stiles, ou logo sentirão nossa falta. – Se forçou a dizer.
– Tudo bem. – Sorriu, e o beijou antes de abaixar as próprias calças.
Pegou o membro já duro e se encaixou lentamente na entrada úmida e quente do marido, sentindo-se ser engolido.
– Sempre tão gostoso. – Sussurrou.
Começou as estocadas, se esforçando ao máximo para não fazer barulho e chamar atenção de algum curioso.
O ritmo foi ganhando força e o príncipe encontrou o ponto doce do amado, o fazendo gemer mais alto.
– Shiu. A festa está repleta de lobos, querem que descubram o que está acontecendo aqui? – Repreendeu e lhe tapou a boca com uma das mãos, enquanto a outra esmagava lhe as bolas.
– Isso é para você nunca mais duvidar que sou apenas seu lobão. – Murmurou, vendo ou outro apenas assentir.
Mais algumas estocadas e sentiu o corpo todo estremeceu acusando que chegaria no ápice. Saiu de dentro do marido para não o sujar, já que precisariam voltar a festa.
O grande rei, entendeu o que precisava ser feito, e rapidamente já estava de joelhos sugando o esposo, e o sentindo despejar a semente em sua garganta.
O consorte deixou um suspiro pesado escapar e logo retribuiu o favor, fazendo com que o marido jorrasse em sua boca.
Satisfeitos e completamente felizes, se vestiram e saíram do corredor, com naturalidade.
Os sorrisos maiores do que o costume.
– Você é louco. – Derek pronunciou ao tomar o marido para uma dança.
– Você adorou.- Viu o outro assenti. — É tão bom me sentir como um garoto de novo, sem tantas responsabilidades e preocupações. – Sorriu colocando a cabeça nos ombros do marido.
– Eu te amo lobinho. – Beijou-lhe a testa.
– Te amo muito mais lobão
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