Real King

13 Capítulo 13


Jin estava deitado na cama de Namjoon, cama essa que compartilhava todos os dias a semana toda com o Kim; seu rosto estava vincado de preocupação com a feição sofrida que vira em Namjoon quando chegaram em casa. O marido teve que tomar um calmante pra poder dormir e amanheceu ainda derrubado. A conversa que tiveram enquanto o calmante não fazia efeito rodava a sua mente.

Ele se perguntava como uma amizade tão bonita entre ele e os irmãos Choi evoluiu pra algo assim. Não tinha ciúmes do fato de Namjoon ter descoberto e explorado sua sexualidade com Min Ho, ele só queria saber o que havia dado de errado com Ji Su para ela ter se tornado quem se tornou. Ciúmes, talvez? Namjoon contara que os dois garotos se descobriram juntos, mas ela era apaixonada pelo Kim, e desde que o irmão contara que estavam namorando ela ficou mais distante. Mas o cerne da questão, a parte que mais perturbava o marido, Namjoon não conseguiu contar.

Mil e uma teorias rondavam a sua mente, mas ele esqueceu de todas, quando o rosto amassado de RM o encarava, ainda meio grogue.

— Bom dia bela adormecida! – o mais novo sorriu pequeno, e estendeu sua mão para acariciar o rosto do marido.

— Pensei que não fosse falar comigo hoje. – Vendo o rosto em dúvida, explicou. – Depois do que te contei. – Jin abriu um sorriso compreensivo e pegou a mão que o acariciava no rosto beijando-a.

— Todo mundo tem um passado, Nam, não seria imaturo a ponto de ignorar o seu. – Namjoon deu um suspiro aliviado e deitou-se novamente. – Quer continuar me contando o que começou ontem? – o mais novo fechou os olhos e negou. – Ok, quando estiver pronto eu estarei aqui. Vou preparar o café da manhã, os rapazes logo estarão chegando. — Deu um beijo na boca de Namjoon e levantou-se encarando-o. – Eu não vou a lugar nenhum. – E saiu com uma piscadinha fechando a porta.

— Eu amo você. – Sussurrou o mais novo protegido pela barreira da porta, achando que o marido não ouviria.

Ledo engano...

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Jungkook e Tae estavam saindo do quarto do mais novo quando ouvem vozes vindas do corredor.

— Qual o problema em ir com as minhas roupas?

— Por favor, Min, você basicamente só tem moletom e jeans no seu guarda roupas.

— Qual o problema com jeans e moletons? E outra, a gente está indo pra casa dos Kim, não pra semana da moda em Paris. – Taehyung nem precisou ver a cena pra saber que Jimin rolava os olhos com aquela declaração.

— Yoongi, você é um produtor. Você não vive da sua imagem, querido. A casa dos Kim sempre é rodeada de repórteres e sempre sou clicado quando vou pra lá. Eu preciso manter a minha imagem. – O casal mais novo saia para o corredor quando se deparam com Jimin entrando no próprio quarto e Yoongi com cara de entediado no sofá da sala.

— 15 minutos, Park, eu to morrendo de fome. – Ouviu a risada debochada de Tehyung ao fundo entrado no quarto do melhor amigo.

— Não consigo bagunçar você em 15 minutos, querido, óbvio que não consigo me arrumar nesse tempo. – Jungkook ria enquanto ia pra cozinha preparar um café para seu hyung.

Enquanto isso, Jimin se despia da roupa folgada de Yoongi enquanto era observado por um Tae deitado em sua cama.

— Desembucha, Taehyung, com essa cara eu sei que vem coisa aí. – O moreno riu um pouco sapeca e encarou o amigo pelo espelho.

— Dormiu no Yoongi? – o loiro deu de ombros e entrou no banheiro.

— Dei um show na festa pra espantar os gêmeos Lannister e o Yoon me agradeceu com um jantar e uma conchinha. – O Kim arqueou as sobrancelhas impressionado.

— "Yoon"? estão íntimos assim? – o Park rolou os olhos e encarou da porta do banheiro o amigo enquanto passava o secador no cabelo.

— Transo com ele há cinco anos Taetae, queria que eu ainda o chamasse pelo nome a essa altura? – Taehyung riu gostoso e rolou na cama. Queria muito provocar o amigo hoje.

— Sei não chim, essa discussão de vocês ainda agora... pareciam um casal de namorados brigando. – E se arrependeu no mesmo instante do que disse quando viu o semblante do seu soulmate cair. – O que houve?

Jimin suspirou e terminou de secar o cabelo calado. Quando voltou para o quarto contou o que passara no banheiro da festa.

— Que bando de imbecis! Mas o que isso tem a ver com o Yoongi?

— Além dele estar no banheiro? – Tae arregalou os olhos em surpresa. – Ele me contou ontem que eu sou o primeiro homem com quem ele transa. Aparentemente o único. – Terminou triste.

— ainda não fiz a relação. – Insistiu Tae

— Você acha mesmo que um cara como ele vai sair do armário por minha causa? Ainda mais depois de ouvir de primeira mão sobre a fama que eu tenho?! – ignorou o amigo e começou a se vestir.

— Acho que você está sendo muito inseguro, além de precipitado. Você mesmo me disse que esse lance de vocês era totalmente casual, você ate namorou um cara durante esse período. Qual o problema agora? Por que essas neuras? Até parece que você... – Não teve coragem de completar o raciocínio com o olhar que o amigo deu.

— Exatamente, Tae, eu to gostando dele, e já tem um tempo. – Taehyung se jogou na cama novamente, frustrado.

— Como você deixou isso acontecer, Ji?! Você é o rei do sexo casual, e vai se apegar logo pelo cara mais hetero com quem já esteve?

— Acha que eu quis essa merda? O dia que você descobrir como partilhar a cama de alguém por cinco anos sem se apegar me conta, porque eu não encontrei ninguém que me ensine isso. – Tae ficou realmente alarmado quando os olhos pequenos do amigo ficaram cheios d'água. – Se ele fosse o babaca que todo mundo pinta por aí era tranquilo, mas ele me trata melhor do que qualquer outra pessoa nesse mundo, incluindo você e o Jin hyung. – Ele quase riu da expressão chocada do amigo.

— Você não acha que está exagerando, Jimin naja? – terminando de vestir a blusa, o loiro dá uma risadinha fraca.

— Eu queria muito estar, mas não. – A conversa foi interrompida pela batida na porta.

— Jimin-ssi, eu to com o fome e o hyung tá pra pôr um ovo aqui! – Taehyung gargalhou do desespero do namorado. Resolveram terminar a conversa em outro momento.

Já com todos espalhados na cozinha de Jin, o mais velho cozinhava com a ajuda de Suga enquanto o restante conversava trivialidades sentados à mesa. O Min entendera o humor sombrio do parceiro do seu amigo e resolvera que o silêncio seria uma boa estratégia. Os mais novos estavam fazendo um bom trabalho em animar Namjoon, que de vez em quando ria de alguma bobagem que Jimin e Jungkook diziam. Todos já comiam o que estava pronto e ele auxiliava Jin a preparar o que ainda faltava.

— Tá calado pra não me encher ou porque tá de mau humor? – Yoongi olhou para seu quase cunhado que o questionava ainda focado no fogão.

— Meu humor tá ótimo, você quem não está com a cara boa. – Jin deu de ombros e deu um sorriso triste.

— Me mata ver ele assim. – disse simples. O Min concordou e olhou para trás para ver o melhor amigo tentando se distrair com os palhaços mais novos. – Tá ótimo, é?! Nunca mais te vi com alguém... – o mais baixo sorriu sorrateiro.

— Não tenho aparecido em publico com alguém, é diferente. – Vendo o sorriso animado de Jin, ele resolveu manter o tema, mesmo desconfortável. – Tenho expandido meus horizontes, digamos assim.

— Experimentando a monogamia, Yoongi? Não parece você. – O produtor riu e foi com ele para a mesa.

— Só aprimorando meu gosto. – disse misterioso. Jin deu uma risadinha e sentou-se à mesa com os outros.

— Do que vocês estavam comentando? – perguntou Tae curioso.

— Só o Yoongi misterioso querendo esconder que tá monogâmico. – disse Jin rindo enquanto se servia. Namjoon levantou a cabeça rindo.

— Suga? Não mesmo. Ele tem pavor à relacionamento. Seja quem for a garota, só está se iludindo. – O sorriso de Jimin morreu na hora, o que Tae percebeu, e ao olhar para o assunto da conversa, o percebeu quieto demais também. O Min continuou se servindo como se não estivessem falando dele, e quando Jin e Namjoon pararam de rir ele encarou o melhor amigo com a sua melhor cara de entediado e disse:

— Assim como tem coisas que você não conta pra mim, não divido 100% da minha vida com você, RM. – E ao ver a cara de indignado do melhor amigo ele emendou. – O dia que você me contar, eu te conto também. – Cortou o amigo começando a comer. A resposta deixou Jin divertido, Jimin amuado e Taehyung satisfeito. Jungkook encarava o hyung como se não o conhecesse. – Caguei que você domina 49 artes marciais, Jungkook, se continuar me encarando assim te quebro na porrada. – Dessa vez Taehyung quem gargalhou e começou a falar de trivialidades para distrair a mesa.

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— Presumo que você não contou nem para o seu melhor amigo sobre o que se passou com os irmãos Choi. – Disparou Jin do nada enquanto estava no banho com o marido. Namjoon o ignorou e continuou a ensaboar os próprios cabelos, virando de costas para si. – Sei que disse que ia respeitar seu silencio, mas sinceramente eu preciso pelo menos saber como agir diante deles. Ontem eu improvisei. – Ignorando o tratamento frio do mais novo, ele pegou o sabonete e começou a esfregar as costas largas do parceiro, que relaxava com a carícia.

— Não quero ser grosseiro com você, Seokjin, mas preciso que você não se meta nisso. – Jin sentiu uma pontada com aquela declaração e quando começou a tirar as mãos das laterais do corpo do marido, ele as segurou. – Não por não querer sua ajuda ou seu apoio, mas eu ainda não sei como lidar ou o que fazer. – Jin sentiu as mãos grandes de Namjoon levarem as suas para seu abdômen definido, fazendo o mais velho o abraçar. – Você continua sendo meu marido, aja como tal, não precisa que eu lhe diga o que fazer ou como agir, não quero que você se sinta menos parte da minha vida por isso, não quando acabamos de nos acertar. – Entendendo o que o outro dizia, Jin apertou o abraço em torno do mais novo e apoiou o queixo no vão do seu pescoço.

— Ok, vou tentar manter a minha palavra sobre respeitar seu momento. Mas não sou de ferro, Nam, não sou um ser evoluído nem a porra da Rainha da Inglaterra. Posso não conseguir segurar a pose, você entende? – ele sentiu o abdômen do marido contraindo e percebeu que ele estava rindo.

— Só se você prometer que quando estourar, vai fazer um rap. – disse caçoando da mania do mais velho de falar muito rápido quando está com raiva.

— Você ainda vai se arrepender das coisas que fala pra mim, Namjoon... – o mais alto percebeu a movimentação das mãos descendo pelo abdômen e indo cada vez mais pra baixo.

— Você sabe que eu amo implorar de joelhos pra você, Seokjin. – Os dois riram da mudança de assunto e Jin soltou repentinamente as mãos do corpo do Kim, que estranhou. Ao sentir ser virado de frente, deu de cara com o rosto sério e a cara de mandão do marido.

— Então implora. – Namjoon se arrepiou com a voz grave e com a mão pressionando seu ombro pra baixo.

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Algumas semanas se passaram em uma aparente calmaria. Jimin estava em seu apartamento arrumando a cozinha, tinha acabado de se despedir de Jin, que almoçara com ele; o amigo estava apreensivo com a falta de noticias de sua atual dor de cabeça e o marido aparentemente não poderia estar ligando menos pra isso, mas o loirinho sabia que Jin estava ansioso. E como o próprio Jimin estava evitando passar muito tempo com Yoongi, ele fazia de tudo pra distrair Jin fazendo companhia pra seu hyung. Quando estava no meio da louça suja, a campainha toca, e ao abrir a porta, dá de cara com quem tanto queria evitar.

— Pensei que estivesse ocupado essa semana, mas pelo visto só não queria me ver. – era impressão sua, ou o Min estava magoado?

— Como sempre, um docinho, Yoongi. Jungkook não está. – disse virando de costas e voltando para a cozinha. O moreno foi atrás dele com cara de poucos amigos.

— Não vim ver o pirralho, vim ver você. – Jimin xingava com todas as suas forças dentro de sua cabeça seu coração que começara a bater violentamente. Sabia que estava gostando do branquelo, mas aquilo era ridículo.

— Não estou no clima, Min, vai atrás de uma de suas garotas. – Ele sentiu uma mão gelada segurar em seu braço e virá-lo violentamente.

— Eu matei seu cachorro, por acaso? Por que está me tratando assim? – ao ver o loiro dar de ombros ele bufou, frustrado. – Vim te pedir um favor. – Vendo a cara de deboche passar para curiosidade, ele continuou. – Está livre agora a tarde? – vendo o mais baixo acenar, ele relaxou. – ótimo, troca de roupa e vem comigo pra MS. – disse empurrando o modelo com o quadril e assumindo a louça na pia.

— Por que eu iria pra empresa em que você trabalha? – o moreno revirou os olhos e continuou lavando a louça.

— Porque eu estou te pedindo, e por enquanto isso deve bastar. Confia em mim? – Jimin cerrou os olhos desconfiado, mas foi pro quarto se trocar.

Já na empresa, todos olhavam o produtor Yoongi acompanhado de um dos modelos mais badalados da Coreia; eles passavam chamando a atenção de todos, e quando entraram no elevador o loiro riu do burburinho a sua volta.

— é sempre assim com você? – o moreno o encarou confuso.

— Assim como? – acenando para ele ignorar, Jimin riu da falta de autoconsciência do Min. Devia ser bom ter aquele poder todo e não dar a mínima pra nada.

Quando chegaram no penúltimo andar, ele sai atrás de Suga e eles chegam em uma porta preta sem nenhuma identificação. Yoongi abre o painel e digita o código da porta para abri-la.

— Por que a senha da porta é o dia do casamento dos Kim? – Yoongi entrou na sala dando de ombros.

— Não queria uma senha que fosse obvia demais, ninguém acharia que eu colocaria a data do casamento do meu melhor amigo como senha. – Jimin concordou com o argumento e olhou ao redor. Não era apenas uma sala imensa, era um estúdio. E ao reparar na organização e na decoração simplista, aquele era o estúdio de Yoongi; uma lenda urbana em Seul, poucos artistas o viam por dentro.

— O que eu to fazendo no seu estúdio, Yoon? – o Min ficou satisfeito com a surpresa do mais novo, pelo menos voltou a chamá-lo pelo apelido.

— Já disse, preciso que me faça um favor. – Chamou o mais baixo para sentar ao seu lado no sofá e tirou um papel de dentro de uma pasta. Quando Jimin sentou ao seu lado, ele estendeu a folha para o modelo. – Essa música precisa de uma voz doce e aguda, não encontrei uma artista com essas características para gravar essa base pra mim. – Ao ver os olhos arregalados do mais novo ele ficou apreensivo.

— Quer que eu grave uma música? Você enlouqueceu? – o terror estampado nos olhos do Park deixava Yoongi indignado.

— Você tem uma voz linda, Jimin, e eu preciso de uma voz como a sua pra gravá-la. Como vou apresentar a música pros outros produtores sem a devida demo? – o loiro o encrava furioso.

— Peça pra quem escreveu a música gravar, oras! Não é assim que vocês compositores mandam a música de vocês? – Yoongi tinha que ir pro tudo ou nada, resolveu jogar baixo.

— é que essa música ficaria estranha na voz do Agust D. – ao ver os olhos arregalados do mais novo, sabia que tinha conseguido.

— Agust D escreveu essa música? – ao ver Suga confirmando com um gesto, arrancou a folha de volta das mãos do mais velho.

Yoongi se divertia ao ver as expressões do modelo ao ler a letra da música, e se surpreendeu ao ver os orbes pequenos o encarando de repente.

— Ele está apaixonado? – O susto que levou com a pergunta quase o entregou.

— Não tenho coragem de perguntar. Ele parece estar apaixonado? – Jimin acenou veementemente com a cabeça.

— Nunca senti tanta inveja de uma mulher na minha vida. – Yoongi o olhou curioso.

— Como sabe que é pra uma mulher? – Jimin o encarou com um olhar duro de deboche.

— Todas elas são, querido; os poetas, os autores e os compositores podem ser diversos, mas independente de quem eles levam pra cama, só as mulheres são dignas das demonstrações públicas e épicas de afeto. Você trabalha nessa indústria, deveria saber. – Levantou-se ignorando o olhar contrariado do mais velho e começou a aquecer a voz enquanto lia mais um pouco a letra. – Vai me orientar, né?! Faz muito tempo que não piso em um estúdio. – Yoongi resolveu engolir a frustração e o guiou para a cabine para começarem o trabalho.

Horas depois, satisfeitos com o resultado, eles saíam do elevador em um silêncio confortável quando ouviram uma voz muito familiar.

— Ouvi dizer que o Park Jimin subiu pro Genius Lab a tarde com o Min... o que diabos aconteceu? Será que o Yoongi mudou de time? Porque o único talento do Park é... – O aspirante a cantor foi interrompido ao dar de cara com os dois homens de quem falava. – Sr. Min...

— Cale-se, não vou conseguir tirar mais proveito nenhum do que sai da sua boca. – Yoongi puxou o celular do bolso e digitou um número, e antes de ser atendido viu Jimin querendo se distanciar. – Saia de perto de mim e sofra as consequências depois. – Murmurou para o loiro que congelou ao seu lado. – Alô? Min Yoongi falando. Vou mandar um trainee aí pra você agora, resolva tudo pra mim o mais rápido possível. – Olhou para o crachá pendurado no pescoço do rapaz a sua frente e leu. – Jang Yujin. – E simplesmente desligou. O rapaz o encarava com terror nos olhos.

— Senhor Min...

— A missão desta empresa é muito clara, e o código de conduta existe por um motivo. Você desrespeitar meu convidado dentro desta empresa com comentários maliciosos e baixos desses me dá vergonha de trabalhar aqui. Suba para o RH e resolva sua documentação, você não é material para essa empresa. – E ao passar pelo rapaz em choque ele viu Jimin correr pra acompanha-lo.

— Não acha que foi muito duro? O presidente pode não gostar muito dessa sua postura, Yoon. – Suga deu de ombros saindo pela porta da frente da empresa.

— Caguei pro presidente, Park. – disse simplesmente entrado no carro que o manobrista acabara de estacionar. Jimin sentou ao seu lado no banco do passageiro estranhando aquela postura relaxada.

— Como pode ser tão desrespeitoso com o dono da empresa, Yoon?! – O Min o encarou irritado e suspirou.

— Você entendeu errado. O presidente é só um palhaço engravatado, Jiminie. A empresa é minha. – E sem dar mais explicações, arrancou com o carro para a casa do mais novo. Ao chegarem na entrada do prédio, Jimin estranhou que ele não estacionou.

— Não vai dormir aqui hoje? – o moreno o encarou sério, o que o preocupou.

— Não vou dormir com você enquanto você estiver me evitando. Acho broxante alguém transar comigo por obrigação. – E ao ver a cara de chocado de Jimin ele deu o golpe de misericórdia. – tô cansado Jimin, obrigado pela ajuda hoje, mas quero um banho e a minha cama agora. – disse acenando com a cabeça para a porta do carro, que o loiro abriu em completo choque. Nunca foi tratado daquele jeito por Suga, aquilo era novo para si.

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— Então quer dizer que você foi dispensado por um boy na maior grosseria? Está perdendo o jeito, Ji? – Jin e divertia com o amigo aflito ao telefone desabafando do fora que levara. – Preciso do nome desse cara, pra mandar fazer uma placa. — E continuou rindo dos desaforos que o amigo gritava para si. Ouviu a porta da frente abrir e um Namjoon cansado passar por ela. – Vou ter que desligar, chim, o Nam chegou. – E o se livrar do aparelho, levantou-se e foi receber o mais alto com o um beijo.

— Eu amo quando chego em casa e sou recebido assim. – Jin sorriu para ele e o abraçou. – Pena que não vamos poder ficar de chamego hoje. – Ao ver o modelo encará-lo ele resolveu soltar logo a bomba. – Meu avô nos convocou para jantar hoje na casa dele.