Real King

30 Capítulo 30


Jungkook ria enquanto empurrava a cadeira do namorado pelos corredores do hospital. Taehyung carregava um buquê de flores e um ursinho de pelúcia, e de tão animado dava pequenos pulinhos desajeitados por conta do gesso na perna.

— Amor, vai se machucar se não ficar quieto na cadeira.

— Eu tô tão animado Kook, um bebê! – O mais novo sorriu, tinha ficado muito feliz com aquela notícia também. Mas Taehyung ainda não entendia alguns pormenores que aquela notícia geraria.

— Eu também, Tae. – Disse baixinho. Quando estavam quase na porta do quarto, deram de cara com Jimin e Yoongi também chegando. – Se marcássemos de vir juntos não teria dado certo. – Disse cumprimentando seus hyungs.

— Hey kookie, Taetae – Disse Jimin com um sorriso de orelha a orelha, quase quicando em seu lugar. Jimin empurrou o tatuado para o lado e empurrou a cadeira do melhor amigo pra dentro do quarto, fazendo Jungkook e Yoongi se encararem sem entender no portal.

— Não acha excitação demais por um bebê? – Perguntou o mais velho de olhos arregalados. JK riu e olhou para o quarto sem responder.

Hwasa ria da animação dos modelos enquanto cheirava as flores que Tae trouxera para si.

— Já sabe o sexo? – Perguntou Jimin estranhamente contido.

— Não, marcamos a ultrassom para amanhã. Como eu estava muito desidratada o Jin me obrigou ficar alguns dias por aqui. – Os dois concordaram com a cabeça. – Hobi, pega uma barra de chocolate pra mim? – O moreno, que estava calado até então concordou com a cabeça e saiu do quarto. Os dois mais novos olharam pra ela que suspirou. – Ele está grudado no pé da minha cama desde ontem. O médico pediu pra eu ganhar peso, porque nosso bebê está muito pequeno para o tempo de gestação, e isso deixou ele alerta. Mas ele não ouviu a parte de que é normal ele ganhar mais peso depois do quarto mês, e agora tá arrancando os cabelos de preocupação. Vocês homens, sinceramente... – ela suspirou apertando a bochecha do ursinho que Jungkook lhe deu. – Por que aqueles dois paspalhos estão parados lá fora?

— Aparentemente têm medo de mulheres grávidas – respondeu Jimin revirando os olhos. Eles conversaram sobre a falta de sintomas da secretária até que Hoseok volta para o quarto com os dois amigos em seu encalço.

— Encontrei esses dois palhaços lá fora com vergonha de entrar – Disse Hoseok radiante entregando o chocolate para a noiva. Os seis passaram alguns minutos conversando até a enfermeira entrar e dizer que o horário de visitas tinha terminado. Os quatro visitantes se despediram e saíram andando do quarto até a ala VIP, onde encontrariam Namjoon.

Jin estava dormindo encostado na poltrona e Namjoon lia um livro sentado à cabeceira da cama. Eles cumprimentaram o segurança que substituíra Kai na sua folga e entraram o mais silenciosamente possível. Passaram algum tempo conversando com Namjoon, que anunciou que receberia alta dali a uma semana, o que animou todos. Depois Jin acordou querendo saber da secretária, já que perdera o horário de visitas. Conversaram mais um pouco e quando deu a hora de realmente irem, os quatro saíram juntos rumo ao estacionamento.

— Gatinho, vou aproveitar e ir de carona com o Pernalonga bombadão. – Taehyung não segurou a gargalhada e se apoiou no namorado.

— Pelo amor de Deus, hyung, seu compêndio de referências da cultura pop a coelhos ainda não acabou? – O loiro deu de ombros piscando para o próprio namorado.

— Não, Kook, ainda estou nos filmes e cartoons ocidentais; depois tem os rappers, e aí viremos para o oriente... – Ele fez um biquinho e olhou o Min. – Vai me buscar pra dormir com você hoje?

— Claro, só consigo desocupar hoje pela noite, temos uma pequena crise com um grupo pra resolver, mas assim que desocupar eu passo lá e jantamos juntos. – O loiro sorriu radiante e jogou um beijo para Yoongi, entrando em seguida no carro do Jeon. Os dois amigos de longa data conversaram mais um pouco no estacionamento e enfim Jungkook entrou no carro ao lado de Tae e deu a partida.

Passou o caminho inteiro discutindo sobre música com o Kim, quando foram interrompidos pelo celular do mais novo ali tocado. Kook atendeu no fone de ouvido, deu algumas ordens e depois parou o carro no semáforo, encerrando a ligação.

— Tae, nossas compras vão ficar pra outro dia. – Disse batucando no volante, ansioso. Jimin percebeu o cenho do melhor amigo franzindo.

— Algum problema, amor? – O Jeon estava inquieto, mas abriu um sorrisinho tranquilizador.

— Consegui uma pista importante e preciso checar. – Ele virou a esquina e dirigiu mais alguns minutos em silêncio. Depois parou em frente ao edifício da Jeon’s e estacionou. – Jimin, se importa? – disse apontando para o volante.

— Mas e você? – Perguntou o loiro já saindo do banco de trás.

— Quando terminar o que tenho pra fazer um dos rapazes me deixa lá. – Disse apontando para a equipe que o aguardava na entrada do edifício. Jimin sorriu pra ele e se despediu com um aceno.

Quando já estavam há alguns metros dali Taehyung o olhou dirigir e sorriu.

— Faz tempo que a gente não sai assim, sozinhos. – Jimin franziu o cenho e o olhou rapidamente, irônico.

— Vadia, nunca saímos assim. Nenhum de nós têm carro. – Tae ficou alguns segundos em silencio e soltou uma gargalhada, acompanhado por Jimin. – Pra casa? – o moreno negou com a cabeça.

— Tenho salão marcado pra mais tarde. Vamos fazer compras naquela loja nova que abriu em Gangnam, eles me ligaram pedindo para aparecer por lá. – Jimin deu de ombros e ajustou o GPS do carro. Se ajeitou ais uma vez no banco do motorista e fez uma careta. – Qual o problema?

— Yoongi pegou pesado ontem. – Tae gargalhou sonoramente.

— Não quero detalhes, Chim. – O loiro riu enquanto focava no trânsito. – Você já viu como a entrevista de ontem repercutiu? – O amigo negou com a cabeça. – Aqui no twitter só tem meme do Wonho homofóbico. – Os dois riram de alguns que Tae lia em voz alta. – E claro, a Tag de casal de vocês dois. – Jimin rolou os olhos entediado.

— Só quero que meu nome suma dessa rede tóxica. – O amigo concordou e continuou vendo mais algumas coisas

— Seus fãs estão preocupados que você não deu as caras desde a entrevista. – O moreno sorriu para o amigo que franziu o cenho. – Estava ocupado demais levando uma surra do Yoongi, não é?! – Jimin jogou a cabeça pra trás gargalhado.

— Não me faz rir, porra, meu olho fecha e eu não consigo olhar o trânsito! – Taeyung riu ainda mais alto.

— A gente devia conversar assim em uma live, imagina o sucesso?! – Jimin parou no semáforo e o encarou.

— Vamos fazer isso. – Disse dando o celular pro amigo que o olhou confuso. – Inicie uma live, ué. – Taehyung pegou o aparelho e começou a mexer.

— Sei não, Minho hyung não vai gostar de não saber disso com antecedência. – Jimin deu de ombros.

— Não é como se eu já não estivesse queimado com ele. – Os dois se encararam e riram, e então Tae afastou a tela do celular abrindo um sorriso.

— Olá pessoal! – Ele deu um sorriso fofo e virou o rosto algumas vezes para testar o ângulo da câmera. – Vocês não erraram de perfil, é o celular do Jimin-ssi na minha mão. Ele achou que vocês estavam preocupados por ontem e quis fazer uma live, mas como eu não estou podendo dirigir, eu o contratei para ser meu motorista! – Ele virou a câmera e pegou o perfil de Jimin dirigindo. – Eu sei, é revoltante como ele parece atraente até dirigindo. – Jimin freou no sinal e olhou para a câmera sorrindo.

— Olá meu mochis! – Acenou com uma mão e voltou a prestar atenção no trânsito. – Me desculpem por não falar com vocês ontem, mas eu estive ocupado depois da entrevista. – Pelo canto do olhou percebeu o melhor amigo tentando conter o sorriso. – Mas Tete me alugou pela tarde, então pedi pra ele me fazer esse favor. Além do que, é mais divertido com a gente interagindo, não é?! – Ele deu seu melhor eye smile e Tae colocou o aparelho no suporte do painel, deixando ambos enquadrados na transmissão.

— “Jimin oppa, ao mesmo tempo que estamos felizes por saber um pouco mais sobre sua vida, nos sentimos mal por você ter que falar sobre sua irmã. Ela está bem?!” – Taehyung leu e olhou para o amigo.

— Não se preocupem com isso, essa exposição faz parte de ser uma celebridade, é uma consequência que vem com as coisas boas que a fama nos traz. – Ele ligou a seta e dobrou. – Minha irmã está bem, como eu disse ontem o tratamento está no final. Ela sofreu muito durante esses anos, mas valeu a pena, ela está em remissão total, precisa só fazer alguns exames pra confirmar. Mas eu fico muito tocado por vocês se preocuparem com ela, me dá um quentinho no coração. – Tae sorriu e olhou novamente par a tela.

— “Taehyung-ssi, por que você não pode dirigir? E o que houve com o seu rosto?” Aigoo... – o moreno tocou o machucado na maçã do rosto e sorriu sem graça. – Eu sofri um acidente há uns dias atrás e me machuquei bastante. Bati o rosto, um pouco do tronco e fraturei uma das pernas, por isso não consigo dirigir. – Quando viu os comentários pipocando ele arregalou os olhos. – Calma gente, não foi tão sério assim, eu fui atendido de prontidão e estou me recuperando bem, só é um pouco difícil andar, mas nada de mais. – Ele desconversou e olhou para os comentários de novo. – “Meu Deus, minhas duas celebridades favoritas fazendo uma live juntos, é muito pro meu coração!” – Os dois gargalharam em sincronia. – Nós nunca fizemos um live juntos, Jimin naja? – Ele olhou para o amigo loiro que ainda concentrado no tráfego, negou com a cabeça.

— Acho que não Tete, você quase não faz live também. – O garoto da Gucci leu os comentários concordando com Jimin e outros espantados com a forma com a qual se chamaram.

— Estão surpresos com os nossos apelidos, Ji. – O loiro riu mais uma vez. – Eu e Jimin somos melhores amigos, gente, temos muita intimidade.

— Melhores amigos não, somos almas gêmeas – Tae concordou solenemente e voltou a ler os comentários.

— “Que carrão, hein Jimin-ssi, está podendo!” – Jimin sorriu e alisou o couro que revestia o volante.

— E, não é?! É a primeira vez que eu pego nele, o Bad Bunny quase não me deixa dirigir os carros dele. – o Kim se assustou com a quantidade de comentários ao mesmo tempo e resolveu esclarecer.

— Calma gente, não é o rapper, é o apelido que o Jimin dá pro meu namorado. Ele nunca usa o nome dele, sempre o chama por referências a coelhos, e nunca repete! – ao ver os emojis de gargalhada ele sorriu junto.

— Seu namorado parece um coelho, Tae, não adianta negar. – O amigo riu pelo nariz e aumentou o volume do som do carro, que passava uma música conhecida por eles. – É a nossa música Tae!

Os dois passaram alguns minutos cantado no carro um dueto sobre amizade, que gerou mais um monte de comentários sore os dois, e quando a música acabou, Taehyung recebeu uma ligação no celular.

— É o Jin hyung! – Jimin sorriu com a notícia. – Vou pôr ele no viva voz. – Ele atendeu e clicou no ícone do viva voz. – Você está ao vivo Jin hyung!

— Como vocês têm a coragem de fazer uma live divertida dessas sem mim? Esse hyung aqui não significa nada pra vocês? – Os dois sorriram para o celular na mão de Tae.

— Aigooo... você é muito dramático às vezes, hyung. – disse Taehyung sorrindo para a câmera.

— Eu sei, minha terapeuta diz que eu tenho síndrome de diva. Mas não sei se isso é real ou ela tá só me zuando. — Tae riu e olhou novamente para o celular de Jimin.

— Ta chovendo comentário aqui, hyung! Querem saber nossa história. – Jin deu uma risadinha e voltou a falar.

— A história se resume a minha pessoa maravilhosa já inserida o mundo da moda quando encontrei esses dois frangos feiosos e os impedi de assinar um contrato com um charlatão. – Jimin sorriu saudoso. – Apresentei eles pro nosso atual manager e passei a cuidar deles como se fossem meus filhotes, fim da história. – Jimin murmurou um “belo resumo” e Tae gargalhou.

— Foi bem resumido, mas tudo verdade. Se não fosse por Jin hyung, talvez tivéssemos afundado nossas carreiras. – Jin murmurou um “de nada” que fez os dois rirem e se despediu depois de fazer os dois prometerem visita-lo no hospital no dia seguinte.

Depois de encerrada a ligação, eles contaram mais algumas histórias sobre eles e então o celular do Kim toca novamente.

— Seu namorado está me ligando, Jimin. – O loiro franziu o cenho, curioso.

— Deve ser porque não consegue falar comigo. Atende, por favor. – Tae deslizou o botão da tela e ligou no viva voz.

— Hyung, estamos em uma live agora. – Avisou antes que Yoongi falasse algo. Alguns segundos de silêncio depois, o mais velho deu sinal de vida, pigarreando.

— O que houve com o celular do Jimin? Aquela porcaria deu problema de novo? – Jimin armou um bico indignado.

— Ya! Meu celular pode não ser o ultimo lançamento, mas ele é ótimo, ok?! Não preciso mudar de modelo de seis em seis meses só pra posar de antenado. – Ao fundo ele pôde ouvir a risada discreta do namorado.

— Anjo, desde que eu te conheci, você só trocou de celular uma vez. – O bico do loiro aumentou. – Desfaz esse bico, não estou aí pra mordê-lo. – Tae viu o povo nos comentários enlouquecendo. “Meu deus, o AGUST D acabou de entrar!” e “meu coração não aguenta essa interação!”

— Gatinho, você não pode falar isso, estamos em uma live. Taetae, desligue na cara desse ogro. – Taehyung riu e olhou novamente os comentários.

— Vocês estão fazendo sucesso nos comentários. “Meu Deus, vocês se chamam mesmo de anjo e gatinho! Eu vou morrer!!” – Jimin riu do comentário exagerado.

— A música toda foi escrita baseada em fatos. – Disse Yoongi seco. – Bom, o papo está bom, mas tenho que voltar a trabalhar. Só liguei pra avisar que não vou conseguir jantar com você, baby, fui convocado pra uma reunião na gravadora à noite. – Jimin murmurou um “tudo bem”, pois estava muito concentrado na rua. – Aliás, por que está dirigindo? Cadê o pirralho do seu namorado, Kim?! — Tae fechou a cara e olhou para o celular do amigo, como se tivesse certeza que o Min ainda estava assistido a live.

— Não fale assim dele, hyung, ele teve um imprevisto na empresa, deixamos ele lá e estamos indo pra alguns compromissos. – Jimin riu da seriedade com que o amigo tratou uma manhã de compras.

— Certo... vejo vocês a noite então, dirija com cuidado amor, até mais, Kim.

— Tchau gatinho, bom trabalho. – Disse Jimin ainda concentrado no trânsito.

— Tchau Hello Kitty! – Gritou Tae, encerrado a chamada e seguida. Ao ver os olhos arregalados do melhor amigo, ele riu. – Se você vai usar referencias de coelhos da cultura pop pra apelidar meu namorado, vou fazer o mesmo com o seu. – E gargalhando Jimin seguiu seu caminho até seu destino final, ora cantando, ora interagindo com Tae e os fãs.

.

.

.

.

.

.

.

Jungkook entrara apressado no hospital, subindo os degraus de dois em dois, a bolsa de equipamentos pesando em seu ombro. Ao entrar no elevador leu rapidamente uma mensagem que Yoongi passara pra ele ameaçando Taehyung, mas não entendeu direito. O final era bem a cara do seu hyung “Hello Kitty é o meu ovo”. Ele encaminhou a mensagem para Tae com um “Eu vou querer saber disso?”, e bloqueou o aparelho guardando no bolso do casaco.

Ao entrar no quarto de Namjoon, ele deu de cara com o amigo e o marido conversando de forma amena enquanto o Kim mais velho alimentava o mais novo. Quase deu pena de interrompê-los naquela bolha, mas o tempo era seu inimigo.

— Kook, pensei que não o veria mais hoje! – Namjoon deu seu sorriso de covinhas, marca registrada, e Jin também o cumprimentou.

— Hyungs, desculpa aparecer de novo, mas eu preciso conversar com vocês sobre as atualizações que chegaram até mim. — O casal permaneceu calado ouvindo toda a explicação e a investigação que foi feita pela manhã e parte da tarde. Namjoon vez ou outra bufava revoltado, e Jin permanecia estranhamente calado. Tomando fôlego, Jungkook também contou de uma vez o que havia planejado a partir de então, deixando bem explícitos os detalhes de segurança.

Ao final de tudo, recebeu um grande “NÃO” de Namjoon e uma encarada de Jin que faria qualquer outro homem se encolher no lugar.

— Você garante a minha segurança? – Perguntou Jin depois de alguns segundos. Namjoon o olhou tão rápido que no silêncio opressivo do quarto o estalar do pescoço fez um som quase violento.

— Seokjin... – O empresário foi calado apenas com um olhar.

— Eu entendo que a forma como você foi criado o faz agir assim, como um macho alfa e tudo mais, mas eu sou a porra do dono da minha vida, Kim Namjoon, e quem manda nela sou eu! – Jungkook abaixou a cabeça diante da possível discussão. – Me responda, Jeon.

— Garanto, hyung. A questão aqui é: O quanto você confia em mim? – Jin estranhou aquele brilho malicioso no olhar, Jungkook queria dizer alguma coisa com aquilo.

— Tanto quanto se pode confiar num homem cheio de segredos, Kook, mas Namjoon confia a própria vida a você, deve valer de alguma coisa. – Jungkook encarou o amigo de infância que apenas observava a conversa calado, com o maxilar trincado em fúria.

— Não vou me meter, mas entenda que por mim você pegava o primeiro voo de volta pra Londres. – Jin sorriu triste e o beijou.

— E eu amo você por estar tão preocupado, mas eu estou cansado de fugir e deixar pra lá. – Namjoon concordou mais calmo.

— Bom, eu tenho que voltar pra empresa agora, terminar algumas coisas e mudar o protocolo de segurança de vocês. – Jin se levantou para levar o amigo até a porta. Namjoon ficou desconfiado com o que Jungkook possa ter sussurrado para o marido ao se despedir, mas logo relaxou ao ver Jin dar uma gargalhada e se despedir do mais novo com dois tapinhas no ombro.

.

.

.

.

.

.

Nada deixava Jin tão irritado do que ficar sem seu latte depois de uma refeição. Quando chegou na cafeteria do hospital e foi informado de que estavam sem leite, ele bufou e saiu do prédio rumo à cafeteria da esquina. Uma coisa tão simples como essa pode acontecer? Eles eram tão amadores assim? Como diabos se esqueceram de comprar leite?

E distraído com a própria revolta, não percebeu o homem atrás de si; apenas se deu conta que a distração o custaria caro quando enfiaram um saco preto na sua cabeça e uma forte pancada na nuca, o fazendo cair desacordado.