Real King
26 Capítulo 26
— Primeiro de tudo, vamos todos nos acalmar. – Yoongi odiava ser ele a dizer essas coisas, mas vendo que era o único calmo ali certamente a coisa estava feia. – Jin, senta aí e toma uma água. — Ao ver o mais velho obedecê-lo suspirou aliviado. – Quando você chegou?
— Nesse instante. Só fui no quarto de Namjoon antes, mas ele ainda ta dormindo. – Todos se entreolharam confusos.
— Ele ta em coma, hyung, não ta dormindo. – Yoongi suspirou de novo, seu namorado tinha a sutileza de um rinoceronte.
— Eu sei pequeno pônei, e o fato de vocês não saberem que ele acordou ontem me deixa mais puto. – Os quatro se entreolharam. – Recebi essas mensagens ontem na mesma hora que o hospital me ligou pra avisar que Namjoon tinha acordado. – Ele estendeu o celular e Jimin o pegou levando até a cama de Tae pra os quatro lerem a mensagem. – Tentei ligar pra todo mundo, desde o Jackson até o bitolado do Jimin, ninguém me atendeu.
— Jackson está desaparecido, e Tae tomou uma surra anteontem. – disse Jimin ainda distraído lendo as mensagens. – Meio suspeito Namjoon querer abrir as visitas.
— Totalmente, até porque ele poderia autorizar sozinho. – disse Yoongi sendo cutucado pelo namorado.
— Não leu direito, Min? Ele disse que não consegue falar. – Yoongi arreglou os olhos em compreensão e os quatro bufaram frustrados.
— Não é ele nessas mensagens. – disse Jin categórico. Os quatro pares de olhos o encaravam. – Leiam a última mensagem. – Eles olharam para a tela de novo e não entenderam nada. – Namjoon nunca me chamou de Jin. Nunca.
— Mas é seu apelido, hyung, uma hora ia sair. – disse Tae meio sem jeito.
— Não, nem na nossa intimidade ele me chama de Jin. Ele usa apelidos e tudo mais, mas fora isso eu sou Seokjin e nada mais. – Jimin fez uma careta em compreensão e olhou de novo a tela.
— Então quem mandou essa mensagem?
— A mesma pessoa que não avisou nenhum de vocês sobre o despertar do Nam. – disse Hoseok entrando no quarto. – Jackson entrou em contato, ele está bem, volta amanhã para Seul. – Todos respiraram aliviados e o recém chegado deu dois tapinhas no ombro de Jin.
— Isso foi obra da Ji Su, e eu cansei de aturar essa merda calado. – Hoseok apenas concordou com a cabeça.
— Eu entendo Seok, mas acho que primeiro de tudo você deve falar com Namjoon.
— Eu sei, só to tentando me acalmar aqui. Kai ainda está na porta?
— Sim, e ele encontrou a enfermeira que pegou o celular de Namjoon. – Todos olharam atentos para o Jung.
— E cadê ela? – perguntou Jin se levantando.
— Tendo uma conversa nem um pouco agradável com Hwasa. – disse Hobi divertido, indo até a cama de Tae e lhe entregando uma bolsa. – Vou ter que ficar dando plantão na empresa hoje, e vou roubar o Yoongi. – Ele olhou para um Jimin bicudo e riu. – Você vai escoltar o doente um e o doente dois pra casa e ficar de guarda pro casal enfermaria. – disse apontando para Tae e Jungkook que o encarava espantado. – O médico acabou de assinar sua alta, eu estava cuidando disso agora. Daqui há uma hora se os exames do Tae estiverem ok ele também será liberado. – Jungkook acenou concordando. – Yoongi, Seok, vamos pro quarto do Namjoon.
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Namjoon acordara pela terceira vez em sua contagem, mas ao contrário das duas anteriores, agora seu quarto estava muito barulhento.
—... e eu já falei que eu não quero saber de investigar porra nenhuma, eu vou dar na cara daquela desgraçada na primeira oportunidade que eu tiver! – Jin se assustou com a risada que ouviu atrás de si. – Nam?
— Eu mal acordo e você já está fazendo rap, Seokjin?! — Yoongi olhou espantado para Jin que o encarou de volta com a feição convencida.
— Eu te disse, Gasparzinho, ele é um homem de hábitos. – Namjoon os olhou confuso.
— Do que vocês estão falando? – e quando Jin o atualizou de tudo o que houve enquanto ele esteve em coma, o empresário soltou um suspiro pesado.
— Nem desacordado eu tenho paz! – ele encarou o marido preocupado e segurou sua mão. – Você está bem?
— Aigooo, eu quem devia estar perguntando isso pra você! – o mais novo sorriu e Jin quase chorou de saudades daquela covinha.
— Eu estive aqui, seguro esse tempo todo. Quem foi jogado aos lobos foi você. – O Kim mais velho fungou e olhou pra o lado desconsertado.
— Eu dei um pouco de trabalho pros seus amigos, mas acho que a gente se saiu bem. – Namjoon olhou para dois dos seus melhores amigos, que estavam rindo da reação tímida de Jin.
— Não seja modesto, Seok, você se saiu muito bem. – Namjoon quase gargalhou pelo rubor que subiu o rosto do marido, com um simples elogio de Hoseok.
— Eu agradeço sinceramente que foi ele a passar por isso, Jimin já teria surtado e Taehyung não teria segurado o rojão. – Analisou Yoongi enquanto se levantava. – Bom, já vi que você está bem, já assinei toda a papelada que tinha que assinar com Hoseok, agora vou voltar pra empresa, porque joguei uma bomba lá mais cedo e agora vou voltar pra ver o estrago. – Só então Namjoon notou que o melhor amigo estava de terno, o cabelo loiro sumira e voltara para o preto original.
— Eu vou querer saber disso, Suga? – o Min olhou pro amigo e deu de ombros conformado.
— Não. E se quer meu conselho, não aceite conselho nenhum do Hobi. Sabe quanto tempo eu não transo? – fez uma careta e saiu do quarto ao som da gargalhada do Jung. Os dois Kims não entenderam aquela troca de farpas e permaneceram encarando o CEO do grupo Bangtan.
— Eu só o mandei parar de brincar e vir pra vida adulta de uma vez. Nenhum de nós gosta do trabalho que faz, RM, mas é assim a vida, não é?! – disse risonho. – Jackson vem aqui de manhã, antes de ir pro escritório. Convença-o de ficar mais algumas semanas, enquanto você fica na reabilitação. – Namjoon concordou com um gesto de cabeça. – Eu to saindo, vou levar Hwasa comigo, devolvo ela pra você amanhã, Seok. – Piscou para o casal e saiu do quarto.
Horas depois, longe dali Jimin estava colocando a roupa dos dois amigos que trouxe pra casa na lavanderia. Quase não aguentou o excesso de doçura na sua viagem de volta, quele casal ia mata-lo de diabetes. Suspirou pesado enquanto separava as roupas coloridas das brancas e das pretas (vulgo guarda roupa inteiro de Jungkook) enquanto pensava na sua atual situação com o namorado.
Não era que Yoongi e ele tinham brigado, mas às vezes Jimin queria que sim. Pelo menos ele teria um ponto de partida sobre a conversa que precisava ter com o namorado. Há semanas não se viam direito, sempre na correria, às escondidas e grande parte das suas conversas eram por ligação. Estranhou quando a porta principal do apartamento abriu e ficou genuinamente surpreso quando o próprio entrou lá com várias sacolas nas mãos e um sorriso cansado.
— Desculpe por vir sem avisar, mas seu tivesse ligado, o universo daria um jeito de foder com meus planos. – disse colocando algumas sacolas de papel em cima da mesa da cozinha. Jimin não queria mostrar que estava feliz pela visita, então apenas amarrou um bico na cara.
— E que planos são esses, por acaso? – com o braço que estava agora livre, Yoongi enlaçou a cintura de Jimin e aproximou seus rostos, quase sussurrando em sua boca.
— Foder você, é claro. – Deu um sorrisinho cafajeste e um selinho antes de soltá-lo. bem a tempo de evitar ser pego por Jungkook e Taehyung que saiam do quarto do mais novo. – Trouxe comida pra vocês. – Apontou para as sacolas na mesa. – Se virem com o resto, meu namorado não é babá de marmanjo, nos vemos amanhã. – disse puxando Jimin para o próprio quarto.
Ainda ouvindo os protestos dos mais novos, Jimin se divertiu com o comportamento do Min que ligou o foda-se e trancou a porta ao passar consigo; deixou o resto das sacolas cuidadosamente arrumadas em cima da cama, tirou seu sobretudo e o puxou de volta para seus braços, dando-lhe um beijo arrebatador.
— Você sabe que eu não consigo raciocinar quando me beija assim. – disse Jimin se afastando um pouco.
— Ótimo, pelo menos você não tenta me matar. – Respondeu o mais velho risonho. O Park viu com curiosidade ele ir até a cama e começar a arrumar as sacolas em seus lugares; duas foram para o chão, duas ficaram em cima da cama.
— O que é tudo isso, Yoon?
— As duas no chão são nosso jantar. – disse Yoongi pegando uma tolha de dentro de uma delas e estendendo no chão. – E as duas em cima da cama são presentes pra você. – Jimin riu daquele gesto fofo, não era muito o estilo de Yoongi, mas ele apreciava o esforço.
— Vamos começar por onde? – O Min apontou para a cama e sentou-se na ponta da toalha desembrulhando o resto das coisas
— Pegue a sacola menor e venha pra cá. – Obedecendo o namorado Jimin pegou o embrulho e sentou-se ao seu lado. Yoongi pegou uma embalagem plástica que Jimin percebeu ser de um restaurante caríssimo do centro da cidade e sua boca salivou quando o espaguete à bolonhesa perfumou o quarto inteiro. – Seu prato favorito. – Jimin sorriu pelo gesto atencioso de lembrar daquilo. Na outra sacola ele tirou duas taças e um Dom Pérignon que ele abriu habilmente e serviu para os dois.
— Por que esse champanhe, Yoon? – O produtor afrouxou a gravata e tomou um gole, suspirando deliciado.
— Porque hoje é dia de comemoração. Namjoon acordou, os pirralhos 1 e 2 receberam alta, e nós estamos fazendo aniversário.
— Estamos? – Um pânico subiu à cabeça de Jimin. Eles estavam há tão pouco tempo juntos, como se esqueceu do aniversário deles? Começou a fazer as contas na cabeça.
— Você não vai se lembrar, anjo, mas há exatos três anos você me procurou semanas depois de ter terminado com aquele babaca. – Jimin franziu o cenho.
— Você é maluco? Como você pode comemorar o fato de eu ter te procurado pra sexo de consolo? – Jimin soltou uma gargalhada que deixou o sorriso de Yoongi ainda maior.
— Não, seu pequeno insensível, essa parte eu considero como parte do processo, algo necessário... Eu comemoro esse dia porque foi quando você apareceu na porta da minha casa, há três anos atrás e eu entendi que estava maluco de saudade. Dois anos longe de você me deixaram um pouco amortecido e quando você apareceu todo molhado de chuva na minha porta eu voltei a sentir de novo. – Jimin tinha os olhos embargados e suspirou pesado.
— Você acaba de conseguir seu perdão por essas semanas de ausência. – O Min gargalhou e deu um selinho no namorado.
— Que bom, então acho que não preciso te dar seu presente. – Disse apontando para a sacola na mão do Park.
— Nem pense nisso. – disse estreitando os olhos e abrindo a embalagem delicada. Uma caixa de veludo vermelho estava dentro da sacola e ele abriu, temeroso. Duas alianças finas e prateadas estavam no estojo e Jimin o encarou assustado.
— Não se assuste, não é um pedido de casamento. Não ainda. – Jimin ria em meio as lágrimas. – é um anel de compromisso. Você sabe que eu não dou a mínima para os boatos que rodam com seu nome, e eu sei que você quer resolver seus problemas sozinho, estou te dando espaço pra isso; mas uma das coisas que eu posso fazer por você é te oferecer a segurança de um lembrete de que você tem alguém incondicionalmente ao seu lado. – Jimin observava calado o par de alianças. Depois de uns segundos refletindo, tirou a mais fina e pôs no seu anelar, tirou a outra da caixa e colocou no dedo de Yoongi.
— Ainda bem que não é um pedido de casamento, porque se você não me der um solitário da Tiffany’s vai receber um grande não no meio dessa sua cara de gato. – Yoongi riu e o beijou para apaziguar.
— Eu não ousaria, anjo.
Antes de começarem a refeição, Jimin encheu novamente suas taças e olhou distraidamente a garrafa, até que leu o rótulo.
— Puta merda, Yoongi, isso é um vintage de 1959! – O Min olhou divertido para o namorado.
— A ocasião pedia. – Disse simples. Jimin observou chocado o namorado ir novamente até a cama e pegar a última sacola que tinha ali e de lá tirar uma caixa grande.
— Uma garrafa de champanhe de quase 50 mil dólares por um aniversário? Yoongi, quanto dinheiro vai gastar quando me pedir em casamento? – Suga riu daquilo e voltou para seu lugar, desembrulhou a caixa sob o olhar curioso do loiro. — O que é isso?
— Pratos, amor, precisamos de pratos pra comer nossa refeição. – E para absoluto espanto de Jimin ele tirou uma placa preta do Spotfy com as inscrições em nome de Agust D e a frase “em reconhecimento aos 1 bilhão de streams” e olhou todo orgulhoso para o namorado. Ao ver que Jimin ainda não entendera, ele apontou para o fundo da placa, que continha o nome da música, “Serendipity”
— Yoon... – Jimin estava a ponto de chorar de novo.
— Desmarquei tudo o que eu tinha pra essa noite quando a placa chegou no meu estúdio. Tinha que trazê-la para o dono, e é claro, comemorar. – Jimin abriu um sorriso radiante – Ainda acha que a garrafa é cara demais pra ocasião? – Levou um tapa do namorado e em seguida um beijo roubado.
Os dois sorridentes arrumaram sua placa no centro da toalha e cuidadosamente ajeitaram o prato que Yoongi comprou dentro dele. Jimin arrumou a garrafa de champanhe e as duas taças, e pegou dois pares de hashi, dando um ao Min.
— Isso é italiano, anjo por que não um garfo? – Jimin sorriu pra ele e piscou.
— Somos coreanos, comemos assim. – deu de ombros e puxou o celular para registrar aquilo.
Depois de muita conversa e de terem terminado a refeição, eles levaram todo o lixo para fora e limparam a placa, depois voltaram para dentro do quarto e deitaram novamente no chão. Jimin suspirou frustrado enquanto mexia no celular.
— O que houve? – perguntou o mais velho enquanto tentava tirar as abotoaduras dos punhos da camisa.
— Eu sei que é mesquinho sentir isso, mas eu tirei essas fotos lindas de hoje e não tenho onde postar... fico meio frustrado. – disse com um bico, e se assustou quando Yoongi o mordeu e tomou seu celular de sua mão.
— Pensei nisso também, por isso resolvi fazer uma coisa. – Devolveu o celular pra Jimin que olhou a tela embasbacado.
— Você criou um insta pro Agust D? – Yoongi sorriu confirmando e feliz por ter tirado a primeira abotoadura.
— Agora você pode postar nossas fotos de casal quando quiser dividir com alguém. – Jimin sorriu e o abraçou de novo.
Já livre das abotoaduras, ele agora olhava Jimin sentado na beira da cama mexendo no celular freneticamente, e quando desbloqueou o seu, viu a primeira publicação do recém criado perfil: uma foto da placa com a refeição ainda intocada, dois pares de hashi seguros por suas mãos de alianças no dedo e a garrafa de champanhe no fundo. A legenda foi a mais fofa possível “A parceria de BILHÕES” e um coração ao final. Ele curtiu do próprio perfil e bloqueou celular; arregaçou as mangas da camisa e olhou pra frente, dando de cara com o namorado o encarando.
— Tá arrumando a camisa por que? Você sabe que vai tirá-la. – O mais velho sorriu e caminhou até ficar frente a frente com ele.
— Eu não vou tirar nada, tenho um namorado pra isso.
— Ah, é?! – Jimin entrou na provocação e olhou para cima, o encarando nos olhos. – Então entre as atribuições de namorado tirar a sua roupa é uma das que se destaca? – Yoongi riu e tirou a franja loira que cobria seus olhos fechadinhos favoritos.
— Sim, vem logo depois de “ser um puta de um gostoso”. – Jimin gargalhou e puxou o Min para deitar sobre si.
— Promete que não vai me deixar mais no vácuo por tanto tempo? – o mais velho sorriu culpado.
— Eu prometo que vou tentar. – Deu um beijo nos lábios gordinhos. – Obrigado por ser tão compreensivo. Eu sei que esses dias não tem sido fáceis pra você. – Deu outro beijo estalado em sua boca.
— Eu sabia onde estava me metendo desde o começo. – disse o mais novo despreocupado, o que fez o namorado sorrir.
— Como eu dei tanta sorte na vida? – Jimin riu bobo.
— Eu que sou o sortudo aqui. – Com uma das mãos traçou o rosto delicado do Min. – Aprontei muito na vida, como fui encontrar um cara incrível como você? – Yoongi beijou a mão pequena e delicada, sorrindo.
— Você me fez mudar de time amor, não foi exatamente sorte. – Jimin gemeu alto quando ele atacou seu pescoço. – Você é tão cheiroso... estava com tanta saudade desse corpo. – Jimin tinha sorte de não ter sessão nenhuma marcada pra amanhã, Yoon ia desgraçar seu pescoço.
Sua blusa foi retirara sem que percebesse, e Yoongi abriu um sorriso encantado.
— Você colocou piercings? – ele encarava as duas argolinhas nos mamilos do mais novo. – Caralho, anjo, eu tô tão duro agora. – Desceu os beijos de seu pescoço para a sua recém descoberta, afoito para experimentar. Jimin que já estava sensível por conta das joias gemeu alto quando a língua atrevida as circulou, uma de cada vez.
— Você é muito mau. – Gemeu manhoso para Yoongi, que estava se divertindo com as reações do namorado.
— Não sou não. Não tenho culpa de você além de ser um gostoso do caralho, atiçar a minha tara por piercings. – Jimin ergueu uma sobrancelha.
— Eu não sabia desse seu fetiche. – Gemeu ais uma vez quando a boca atrevida desceu para a sua barriga. – Ia pôr um no umbigo, mas achei que era demais. – Gemeu mais vez quando sentiu a língua no lugar citado.
— O corpo é seu, lindo, você faz a porra que bem entender com ele. – Deu uma mordida no oblíquo marcado, a famosa entradinha que Jimin tinha recém definido graças ao plano de exercícios malucos de Jungkook. Não sabia porque, mas aquele traço comumente masculinizado no corpo delicado do namorado o deixara mais maluco por ele. Coitado, passou a vida toda achando que era hetero...
— Amor, não morde! – gemeu o Park mais vez, quando não satisfeito, Suga mordeu o outro lado da entradinha no cós da calça dele.
— Vou apreciar você como se deve, fique aí quietinho, por favor. – Jimin riu e pegou um travesseiro para apoiar a cabeça e vê-lo trabalhar. Vendo que teria que dar um show agora, levantou-se rapidamente e pegou a garrafa de champanhe.
— Você não vai desperdiçar um champanhe caro desses assim, Min Yoongi! – o mais velho riu, voltando com a garrafa e tomando um gole direto do gargalo; em seguida, debruçou-se sobre ele e lhe deu um beijo na boca, o fazendo tomar um pouco da bebida por tabela.
— Na loja que comprei essa garrafa, o especialista me disse que ele é ideal pra comer com pratos finos. – Jimin concordou com a cabeça enquanto ele descia a boca mais uma vez por seu corpo. – Ora, a coisa mais refinada que eu como é você, Jiminie. – Abriu um sorriso arteiro e derrubou a bebida em sua barriga, que se arrepiou com a mudança de temperatura. O mais velho riu do gritinho fino que ele deu e não perdeu a oportunidade daquela distração para lamber a pele molhada.
— Yoon... – gemeu fraquinho, e sentiu o namorado rir em sua barriga. – Gatinho, não me tortura assim. – Yoongi amava quando o namorado o chamava assim.
— Huuuum. – Levantou a cabeça e lambeu os lábios para Jimin, lascivo. – Park Jimin e Dom Pérignon 1959, combinação perfeita. – O Park se arrepiou da cabeça aos pés e vendo o namorado deixar a garrafa de lado, sentiu suas calças sendo arrancadas de uma vez pelas mãos grandes e habilidosas. Sem perder tempo, ele sentiu seu membro ser abocanhado, e não conseguiu conter o gemido alto. O Min adorava pegá-lo de surpresa assim.
— Yoon... – gemeu mais uma vez, rendido. Amava o quão sem frescura Yoongi era. A maioria dos caras com quem já ficou não gostava de estimulá-lo daquela forma. Poxa, ele era homem também, seu pau era sempre negligenciado..., mas não com o namorado. A parte engraçada é que era pro Min ter problemas com outro pênis, mas era o parceiro mais aberto que já conhecera. Yoongi idolatrava seu corpo como nenhum outro jamais fez. Ele demostrava em cada gesto, em cada atitude que jamais teria vergonha de si, ou de seu corpo. Aquela percepção o emocionou.
Yoongi, que estava alheio àquele escrutínio, começou a aumentar o ritmo da felação e apertou as coxas grossas do outro, as abrindo mais. Olhava Jimin nos olhos e um dedo sorrateiramente tocou seu períneo, arrancando mais um gemido alto do seu mochi.
— Aí é covardia, caralho! – o produtor sorriu, sabendo que o namorado não ia durar muito. Tirou o pau molhado e duro da boca e lambeu as bolas lisas e macias, descendo sua língua para onde seu dedo estava, fazendo Jimin rolar os olhos. Desceu mais um pouco pra seu lugar favorito no mundo e cuidou de caprichar nas lambidas. Ali o outro já era um poço de gemidos incoerentes e aquilo o divertiu. Sentiu aquele buraquinho piscar algumas vezes e franziu o cenho.
— Você só vai gozar na minha boca, Park. – Jimin levantou um pouco o tronco para encará-lo e Yoongi se apaixonou de novo. As maçãs proeminentes do rosto estavam afogueadas, os lábios mais vermelhos e inchados que o normal, provavelmente em alguma tentativa de conter seus barulhos.
— Então põe meu pau na boca logo, caralho! – Yoongi gargalhou do desespero do outro e pôs dois dedos na boca e os lambeu, depois abocanhou lentamente cada centímetro do namorado enquanto seus dedos o preparavam. Ao sentir dois dedos entrando delicadamente em si, Jimin não aguentou e gozou com um urro, ofegante e desesperado. Yoongi pouco ligou para seu orgasmo, limpou centímetro por centímetro do seu comprimento e continuou seu trabalho com os dedos, e quando deu por si, já estava com três dígitos o cariciando, e sentiu sua ereção querendo voltar. – Gatinho, por favor... – Yoongi sabia que quando ele começava a barganhar dengoso daquele jeito, era porque não ia aguentar muito.
— Você acabou de gozar, anjo, não seja egoísta. – disse rouco, tirando seus dedos de dentro de Jimin e abrindo sua calça, apenas o suficiente para abaixar a boxer e colocar seu membro para fora. – Não trouxe camisinha, mas to com o resultado dos meus exames no celular. – Jimin acenou a cabeça afirmativo. – Relaxa amor, vou cuidar de você. – disse se ajeitando entre as pernas do namorado e encaixando o membro na entrada do mais novo.
Mais um grito saiu da boca de Jimin quando o namorado entrou e si de uma vez. As mãos grandes o puxaram e de repente estava sentado em seu colo, sua atual posição favorita. Quando já quicava alucinadamente no Min se tocou que o produtor ainda estava com todas as suas peças de roupas postas, o que acendeu um fogo a mais em si. Adorava transar com Yoongi vestido, dava ao namorado uma aura de poder que o deixava louco. Quando relaxou mais um pouco e deixou todo o comprimento do outro entrar, sentiu o ângulo mudar, e sem perceber tinha sua próstata surrada sem dó enquanto não conseguia proferir sequer uma sílaba, tão espantado que estava. Yoongi o conhecia tão bem, aquilo era assustador.
Quando sentiu os dedos longos e elegantes de pianista se concentrarem em seus mamilos, ele perdeu a noção, e todo o barulho que não conseguiu fazer pela surpresa saiu de sua boca em um gemido que só poderia ser classificado como pornográfico, e que curiosamente deixou Yoongi mais selvagem. Sua arremetida ficou descontrolada e seus gemidos mais guturais, até que com um beliscão em seu piercing ele conseguiu arrancar de Jimin seu segundo orgasmo, antes de se desfazer dentro do parceiro.
Yoongi deitou-se com seu anjo na cama, e ao separar-se para olhar seu rosto, percebeu as lágrimas marcando a pele perfeita.
— Amor? – Sentiu que a voz do Min estava apreensiva, mas não conseguiu sorrir para acalmar seu namorado.
— Desculpe, eu fiquei um pouco fora de mim. – Sentiu o outro deitar-se ao seu lado e o abraçar.
— Não tem que me pedir desculpas, eu te machuquei? – Jimin começou a chorar de novo, para o desespero de Yoongi. – Amor, fala comigo. – Jimin se virou de lado e afundou a cabeça no peito ainda vestido do amado.
Yoongi acariciava os cabelos loiros e vez ou outra beijava o topo da cabeça de Jimin, pacientemente esperando seu choro findar. Os solucinhos estavam mais espaçados e quando o mais novo o encarou, o rosto manchado de lágrimas, ele sentiu seu coração afundar.
— Me conta, Jimin. – pediu baixinho. O mais novo respirou fundo e fez um carinho em sua bochecha.
— Me leva pra tomar banho, te conto lá. – O mais velho assentiu e foi ao banheiro, voltando de lá algum tempo depois somente com a calça social desabotoada e o pegou no colo. O depositou cuidadosamente na banheira, e depois de tirar o resto de sua roupa entrou junto ao namorado e sentou-se a sua frente, aguardando pacientemente o Park começar afalar.
— É só... – ele respirou fundo e olhou pra baixo. Yoongi pegou gentilmente na ponta de seu queixo e o fez encará-lo. – ...Teve uma hora lá na cama que eu percebi que você não tem vergonha de mim. – O mais velho franziu o cenho, confuso. – Eu sou um pouco mais afeminado do que o permitido nesse país, ninguém com quem eu já fiquei me trata como você; você simplesmente age como se não ligasse.
— Mas eu não ligo, Jimin. – Os olhinhos do mais novo se encheram novamente.
— Tá vendo?! Você me aceita abertamente, e eu não tô acostumado com isso. – Yoongi quase riu do jeito acanhado que ele falava, todo cabisbaixo e com um bico fofo. – Todos os caras com quem eu já fiquei me tratavam como se eu fosse algo que estava ali para agradá-los; eu era um orifício bom de meter e só. – Aquilo partiu o coração do Min, tinha que mudar aquele clima pesado.
— Você tem um ótimo orifício pra meter, anjo. – O Park sorriu e deu um soco em seu braço.
— Idiota... eu quero dizer que eles não me tratavam com um homem, me tratavam como uma vadia que eles comiam e jogavam fora; e desculpe se isso soa misógino, mas não sei explicar de outra forma... eu sou gay, sou delicado, mas ainda sou um cara! – O Min acenou em concordância, pegando uma das mãos pequenas do outro e a colocado entre as suas.
— Eu sei disso, Minie. – Jimin o encarou com os olhos brilhando e lhe deu outro sorriso.
— Eu fiquei emocionado porque eu me dei conta de que sou o primeiro homem com quem você fica e mesmo assim você nunca me tratou daquele jeito. – O produtor permaneceu calado, esperando-o desenvolver aquela linha de raciocínio. – Você é um cara que até então era hetero, tem essa pose de big boss fodão e não liga pra ninguém, eu esperava que você fosse pior que todos os outros. — Foi a vez de Suga rir.
— Desculpe te decepcionar então, bebê. – Jimin se levantou um pouco na banheira e se aproximou dele, sentando em seu colo.
— Eu chorei porque percebi que você também foi o primeiro homem com quem eu me relacionei. – Os olhos molhados, agora sérios, o encaravam confiantes. Yoongi se sentiu derreter por dentro com aquela declaração, Jimin não existia.
— Eu amo você, sua coisinha temperamental; minha vida era um borrão sem graça até te encontrar e você colocar fogo em tudo. – O modelo sorriu e lhe deu um selinho. – Não há nada que eu não faça por você, basta apenas você me pedir. – Encarou o namorado sugestivo, que acenou entendendo o recado.
— Por agora eu só quero que você me leve pra cama e durma comigo. – Os dois sorriram e terminaram seu banho em um silêncio cúmplice.
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