Real King

25 Capítulo 25


Hoseok estava se divertindo com as reclamações sem sentido de Jungkook; três meses haviam se passado do acidente, dois que ele pôs Tae para fora de seu quarto, e sem o namorado ali a vida era tédio sem fim. Yoongi agora raramente aparecia e Jimin aparentemente tomara o partido do melhor amigo na separação.

— Jungkook, se você não se acalmar vai deixar toda a equipe que cuida de você maluca!

— Olha bem a minha cara de quem se importa! – apontou o mais novo pra si mesmo. – Já recuperei todos os meus movimentos, a compressão da medula foi 100% tratada, eu juro que não sei mais o que fazer aqui!

— Você ficou três meses internado, sua reabilitação precisa ser cuidadosa, você é muito ativo. – Riu de novo quando o Jeon bufou irritado. Ambos se surpreenderam quando a porta se abriu e Yoongi entrou por ela.

— Me disseram que você está reclamando demais, moleque. – O mais novo fez um bico irritado e olhou pra baixo.

— Eu já to bem, Hyung. – disse baixo.

— Quero saber em qual escola de medicina você se formou, Jeon. – Quando notou que o outro ia permanecer calado, ele sentou na beira da cama. – Seu médico me disse que vai refazer seus exames, e se tudo sair ok em uma semana você vai receber alta. – Os olhos de jabuticaba brilharam excitados.

— Então eu vou parar de encher as enfermeiras. – Os dois mais velhos riram da cara de criança satisfeita dele e o olharam tomar seu leite com banana, seu vício infantil inexplicável – Vocês têm alguma notícia do Tae? – Hoseok abaixou a cabeça, sem graça.

— Além do fato de ele estar saindo com alguém? – Perguntou Yoongi, fazendo Hobi olhar feio para si e Jungkook sentir seu coração apertar.

— Porra, Yoon! – Hoseok deu um tapa na nuca do mais velho.

— Não vou mentir pro pirralho só pra ele se sentir melhor. Já ouvi do Jimin que ele sai todo dia e passa a noite toda fora, e uma vez fui à casa do Hobi e ouvi ele dizer pro Hoseok aqui que ia pra um encontro. – Os dois mais velhos ficaram em silêncio aguardando uma reação do Jeon. O mais novo, por outro lado, apenas ficou em um silencio resignado. – Aliás, não sabia que o hospital servia leite com banana. – Jungkook deu de ombros.

— Eu sou um mal agradecido, mas as enfermeiras cuidam de mim de verdade aqui; desde que fui liberado pra comer normalmente, o meu cardápio é coisa de primeira! E sempre tem leite com banana pra mim depois de cada refeição. – Sorriu todo pitico, deixando seus amigos confusos.

A porta do quarto abre mais uma vez e Eunwoo entra esbaforido e sem cumprimentar ninguém vai até a cama de Jungkook.

— Hyung, tenho uma noticia urgente. – O Jeon se ajeitou na cama e esperou. – Jackson Wang sofreu um atentado na saída para casa essa noite. – Os três mais velhos ficaram estáticos com a notícia.

— E onde ele está? – perguntou Jungkook enquanto Hoseok levantava e começava a mexer em seu celular.

— Não sabemos, o carro caiu da ponte no rio Han, mergulhadores estão procurando agora.

— E como você sabe que foi um atentado? – Perguntou Yoongi com o cenho franzido.

— Outro carro estava na ponte, três homens baleados, um deles morto. O carro de Jackson é blindado, então acho que a saída deles foi jogá-lo no rio. – Suga acenou concordando com o raciocínio.

— Como vamos saber se ele está vivo? – perguntou Hoseok já pressentindo a tempestade. – É o segundo presidente do grupo em três meses. A polícia vai se envolver nisso.

— Não vai. – disse Jungkook tranquilamente. – Os dois amigos se viraram pra ele curiosos. – Mark não deixaria algo como isso acontecer. – Eunwoo concordou enfaticamente.

— Conhece bem assim o Mark? – perguntou Hoseok olhando o celular que estava tocando.

— Não atenda ninguém. Se for inevitável atender, diga que não sabe de nada, se contarem do acidente, diga que nada foi confirmado. Espere Jackson aparecer e dar todas as repostas. – E vendo o olhar insistente dos seus hyungs, o Jeon suspirou. – Tento recrutar Mark há alguns anos, o conheci quando fui treinar no Afeganistão. – Yoongi o olhava incrédulo. – Ele era uma joia cobiçada, foi treinado pelo Mossad, serviu poucos anos e foi acusado de assassinar seu superior. Fugiu de lá e se refugiou nos Estados Unidos, e quando menos esperei, ele era o braço direito e o esquerdo de Jackson Wang.

— Ele anda é procurado pelo Mossad? – Perguntou Hoseok espantado.

— E por acaso o Mossad vai assumir que um dos seus se rebelou e matou seu superior? Mark é uma lenda urbana no Oriente Médio, quase ninguém acredita que ele existe mesmo.

— E como você sabe que o que aconteceu com ele era verdade? – Jungkook encarou Yoongi com a maior cara de inocência que seus grandes olhos negros poderiam passar.

— Eu ajudei a cavar a cova. – Os três o olharam espantados e ele riu. – Por favor. Não é como se vocês dois não soubessem o que eu faço da minha vida. – disse pontando para seus dois hyungs. – Mark me orientou e me ensinou muita coisa no meu tempo de treinamento. Ele também é o meu hyung, fiz por ele o que faria por qualquer um de vocês. – disse dando de ombros.

— Eu realmente preferia ter ficado na ignorância... – bufou Yoongi.

— Então tome cuidado com o que perguntam pra mim. Namjoon hyung sabe disso, só me pergunta que realmente quer saber. Não gosto de mentir pra vocês então sempre sou direto assim. – explicou fazendo um bico, o que divertiu Eunwoo. – O que foi, pirralho, veio me contar e já contou, o que mais você quer?

— Nada, hyung, eu estava vindo pra poder te dar isso aqui. – Entregou um pen drive ao irmão. – Dimitri mandou com os melhores votos de melhoras. – Olhou para os dois mais velhos que o encaravam. – Não recomendo assistir isso na presença dos hyungs. – disse fazendo uma mesura e saindo do quarto.

Hoseok se despediu de Yoongi na saída do estacionamento e foi rumo ao seu apartamento. Em todo o caminho não deixava de se perguntar o que era aquela sensação angustiante que tinha o dia todo. Parou em um restaurante para pegar algo para si e Tae comerem, e se distraiu conversando com a noiva pelo telefone. Quando o pedido ficou pronto, se despediu de Hwasa e foi para casa.

Estranhou o porteiro o parando na entrada do prédio. Reduziu a velocidade e abriu a janela para falar com o homem.

— Boa noite senhor Jung, me desculpe o incômodo, mas recebi muitas reclamações do prédio sobre o barulho no seu apartamento. – Hoseok franziu o cenho intrigado.

— Deve haver algum engano senhor Kwan, apenas Taehyung está no apartamento agora, eu passei o dia fora, agora que estou chegando. – O homem de meia idade acenou um pouco frustrado para ele.

— Várias pessoas do seu prédio interfonaram sobre os gritos e as coisas quebrando no seu andar Sr. Jung, o senhor sabe que a outra unidade do seu andar não está habitada, então só pode ser o seu apartamento. – Ao ouvir aquilo o estômago de Hoseok embrulhou. Aquilo não estava certo.

— Ok senhor Kwan, peço desculpas em nome de Taehyung, vou conversar com ele e verificar o que houve, se ele for culpado, vamos entrar em contato e nos desculpar com todos. – Fez uma leve reverencia com a cabeça e fechou o vidro, entrando a toda velocidade na garagem do prédio.

Agarrou tudo o que lhe pertencia e a sacola de comida às pressas, atravessou o pátio do estacionamento e entrou no prédio, o coração na mão. Olhava a tela do celular que fazia uma chamada para o colega de apartamento, mas sem resposta, e quando o elevador chegou, ele imediatamente subiu para o seu andar.

Ao sair da caixa metálica, o seu sangue gelou quando viu a porta de seu apartamento aberta. Cautelosamente adentrou na sala de estar, onde desde o primeiro metro estava tudo revirado. Objetos quebrados, sofá de cabeça para baixo, cortinas rasgadas... a cozinha tinha um mundo de louças estilhaçadas pelo chão. Largou tudo no corredor e correu para o quarto do amigo.

Assim que ligou o interruptor, ouviu um gemido baixo, sofrido. Ao contrário da casa, o quarto estava intacto. Ele contornou a cama e viu Taehyung deitado em posição fetal, apenas de cueca, o corpo cheio de hematomas e escoriações. O rosto genial da Coreia estava inchado, lábios cortados e sangrando. Um dos olhos fechados, e os braços protegendo a barriga.

— Tae, o que houve? – se abaixou para ver a situação real do amigo, mas só de encostar nele o mais novo deu um grito alto. – Calma, Tae, sou eu, o Hobi. – Ele desbloqueou a tela do celular e ligou para a emergência.

— Hyung? – o olho que não estava inchado abriu e encarou o amigo. – Me ajuda hyung, minha barriga tá doendo muito... – implorou num fio de voz, que cortou o coração de Hoseok.

— Alô, preciso de uma ambulância urgente! – e enquanto dava os detalhes de seu endereço, ele observava melhor o amigo com falta de ar. – Depressa, por favor, ele está com falta de ar. – desligou o telefone e encarou o amigo. – Você bateu seu pescoço? – ao ver o amigo negar com a cabeça, suspirou aliviado. – Suas costas estão machucadas?

— Não sei hyung, mas eles e bateram mais na barriga. Eles tinham umas barras de ferro e uns tacos de beisebol, um deles até quebrou. Acho que não vou conseguir andar. – Mostrou a perna para o amigo que apresentava um ângulo incomum. – Acho que tá quebrada, né?! – gemeu mais uma vez de dor apertando a barriga.

— O que houve, Tae? – perguntou pegando o amigo no colo, que berrou de dor novamente. – Vou te carregar pra sala pra poder acelerar a sua saída na ambulância. – O modelo apenas assentiu.

— A campainha tocou, como o porteiro não anunciou eu pensei que você estivesse com as mãos cheias e abri sem checar. – O Jung fechou os olhos desolado. – Eles eram uns cinco, já chegaram me nocauteando, perguntando pela papelada. Quando disse que não sabia de papelada nenhuma eles começaram a me espancar pra valer. Reviraram tudo, e quando não encontraram na sala e na cozinha me mandaram ir até meu quarto. Só me jogaram no chão, e um deles apontou para a minha mesa de cabeceira e os outros imediatamente saíram correndo. – Hobi que estava na porta do quarto do amigo olhou para a mesa de cabeceira, encontrando ali apena um abajur e um porta-retratos. Ao acurar mais a visão, se deu conta que a foto no porta retratos era de Tae com o ex, Jungkook.

— Entendi por que eles foram embora correndo. – Quando Tae o olhou curioso ele riu triste. – Ainda tem uma foto do ex no seu quarto hein?! – Hope viu então a ficha do amigo cair.

— Ele não é meu ex. – disse somente. – Eu tenho a impressão de que eles não sabiam sobre mim, eles pensavam que eu era você. – Hoseok deitou o amigo cuidadosamente no sofá e o encarou. – Em momento nenhum perguntaram de você ou falaram qualquer nome, estavam procurando documentos específicos, e deduziram haver somente um quarto nesse apartamento, uma vez que sequer abriram a porta do seu. – A campainha do apartamento tocou e Hoseok o deixou para atender. A ambulância chegara e os paramédicos entraram para atender Tae.

— Eu vou acompanha-lo — disse Hoseok trancando a porta do apartamento e seguindo a maca do amigo.

Ao chegarem no hospital que Hoseok tinha saído há pouco mais de uma hora, Tae segurou sua mão e a apertou, chamando sua atenção.

— Não conte nada ao Jungkook. – Vendo que Hoseok não aceitaria aquilo, ele lagrimou e segurou sua mão mais forte ainda. – Não quero Jungkook aparecendo aqui, Hobi, não quero a pena dele, não quero que ele volte a falar comigo porque me machuquei; por favor, se você é meu amigo, não faça isso. – Hoseok até tentou argumentar, mas sua passagem para o centro de triagem foi barrada e ele teve que ficar esperando no corredor.

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Jin estava quase dormindo, de saco cheio da agenda maluca que Hwasa o enfiou aquela semana, quando vê uma notificação chegando em seu celular. Se arrepiou quando viu que a mensagem era de Namjoon, e antes de desbloquear a tela, recebeu uma ligação.

— Sr. Kim? Responsável por Kim Namjoon? – Jin apenas resmungou, o coração na mão. – Ligamos para informar que o senhor Kim Namjoon despertou do coma há duas horas. Não ligamos antes por ele estar fazendo alguns exames com a equipe da neurologia, mas agora a equipe médica já está pronta para removê-lo para um apartamento e montar seu plano de cuidados a partir daí. – Jin levantou em um salto, correndo para o quarto de Hwasa.

— Ok, eu estou no exterior, vou ligar para o irmão dele ir imediatamente aí, vou pegar o primeiro voo que conseguir, obrigado. – Desligou a chamada quase esmurrando o quarto da secretaria.

— Mas que inferno, Jin! Se ficou puto por causa da agenda desconta em mim amanhã, me deixa dormir! – abriu o quarto furiosa até ver os olhos marejados do chefe. – O que houve...?

— Ele acordou, vamos embora! – disse somente e correu para a porta de entrada do apartamento.

— Espera Jin! Não pode sair assim! Precisamos achar um voo, arrumar nossas malas e desmarcar nossos compromissos aqui. E você só sai de pijama daqui por cima do meu cadáver! – Jin riu do jeito que estava vestido e um pouco mais calmo voltou para seu quarto. Quando fechou a porta do quarto, lembrou-se que recebera uma mensagem do marido, desbloqueou a tela e selecionou a notificação:

~Marido

Amor, eu acabei de acordar, me disseram que fiquei em

coma por três meses e que você está no exterior, é verdade?

Jin franziu o cenho, e viu que tinham mais três mensagens não lidas ali.

~Marido

Não consigo falar, sequelas do acidente,

não vou poder ligar para você,

então vou esperar você voltar.

~Marido

A equipe do hospital disse que você restringiu as visitas.

Pode liberar todas? Tenho um assunto urgente para

tratar com a Ji Su e com meu pai.

~Marido

Estou com saudades, Jin. Não demore a voltar.

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Hoseok amanheceu dormindo em uma cadeira da emergência do hospital. Mal havia raiado o sol, uma equipe de médicos sai da sala e para a sua frente.

— Você é o responsável pelo paciente Kim Taehyung? – ao ver o rapaz confirmar o medico continuou. – O Sr. Kim está bem agora, teve duas costelas fraturadas, ficou muito perto de perfurar um pulmão, mas chegou ao hospital a tempo. Tivemos que engessar a perna esquerda dele, houve uma fratura na tíbia e ele vai permanecer algumas semanas com o gesso na perna. E o mais preocupante foi seu baço que rompeu devido aos sucessivos choques das agressões. Tivemos que retirá-lo completamente, mas ele não corre mais riscos. De resto, são apenas contusões que se curarão em algumas semanas. – Ao ver o Jung se curvar e agradecimento ele sorriu simpático – Seu amigo vai ter que passar uns dias aqui em observação, mas está totalmente fora de perigo. – Hoseok concordou e respirou fundo. A enfermeira o conduziu para o quarto do amigo no exato momento em que Jimin chega, totalmente ofegante.

— O que houve, Jung? – Hoseok apenas apontou para dentro do quarto e deu passagem pro loiro entrar primeiro.

Taehyung estava acordado e riu do desespero do melhor amigo entrando no seu quarto.

— Calma Jimin, senta aí e descansa. – Os dois sentaram em cadeiras a beira da cama dele e calmamente Taehyung narrou os eventos da noite passada, com mais clareza e riqueza de detalhes. Os dois ficaram absortos com tudo o que aconteceu e Hoseok saiu algum tempo depois para a empresa, deixando Jimin tomando conta do amigo.

Tae passou a manhã e parte da tarde se divertido do melhor amigo que se lamuriava do namorado ausente; aparentemente Yoongi vivia ocupado naquelas semanas e mal o via. Assistiram um pouco de series e quando a noite estava pra cair, a porta do quarto se abre e por ela passa Yoongi empurrando Jungkook numa cadeira de rodas.

— Eu vou matar o Hoseok hyung... – murmurou Tae quando viu o ex se aproximando da sua cama.

— como você está? – Tae não olhava em sua cara, e Jungkook não sabia se era por mágoa ou vergonha.

— Bem, o médico disse que vou me recuperar totalmente. – Resmungou ainda olhando para baixo. Sentiu a mão calejada do Jeon segurar seu queixo, fazendo encará-lo.

— Ah, caramba, o que fizeram com o seu rosto...? – quando reuniu coragem para encará-lo, viu os olhos de jabuticaba marejados.

— Eu tô bem, Jeon, de verdade. – Ouviu o suspiro derrotado do tatuado e sentiu a mão dele soltando de seu queixo.

— Se não quer me encarrar por vergonha do seu rosto, apesar de achar bobagem, eu entendo; agora, se não me encara por causa da nossa discussão... por favor, vamos agir como dois adultos que brigaram e seguir em frente com isso. Ou você acha que eu não sei que vem quase toda a noite aqui subornar as enfermeiras com lanches e produtos de beleza e fica horas na cozinha elaborando e ajudando a preparar as minhas refeições?! – ao ver o modelo enfim o olhar nos olhos, abriu um sorriso singelo. – Não conheço sequer um hospital que dê leite de banana pros seus pacientes, Taehyung. – O casal que assistia tudo calado riu discretamente e fez menção de sair da sala. – Não saiam, por favor. – disse Jungkook sem deixar de encarar Tae. – Não vai falar nada, Taehyung?

— O fato de você ter me expulsado daquele quarto e ter terminado comigo não decide nada, Jungkook. Você continua sendo meu namorado, e se não queria minha presença lá era um direito seu, mas não ia me impedir de cuidar de você. – disse o modelo bicudo. Jungkook abriu um sorriso doce, segurou o rosto do Kim com as duas mãos, e lhe deu um selinho suave.

— É injusto o tanto que eu te amo, Taehyung, eu não devia gostar tanto assim de você. – Jimin pôs a mão no coração, derretido com a declaração e Yoongi riu daquilo.

— Problema seu, Jungkook, aprenda a lidar com isso, porque a gente pode brigar o quanto for, mas eu não vou te mandar embora. – Jungkook acenou em concordância. – Agora que sei o que você faz da vida, posso te pedir uma coisa? – JK assentiu com a cabeça. – Pega esses filhos da puta pra mim, por favor? – o Jeon gargalhou com aquilo, Taehyung ia de 0 a 100 muito rápido.

— Gente, odeio ser eu a pessoa a falar isso. – Começou Yoongi controlado. – Mas nesse caso acho que a violência não é a resposta, temos que nos manter calmos, todos nós e – foi interrompido com a porta do quarto escancarando e Jin passando por ela como um furacão.

— EU VOU MATAR ESSA VAGABUNDA!