Notas iniciais
acabou!!!

— Kook, será que o Jin hyung vai matar a gente? – Taehyung estava ofegante, deitado no peito nu do Jeon que ria enquanto acariciava o cabelo do modelo.

— Príncipe, para de paranoia, daqui a pouco você vai dizer que sonhou com o Jin hyung vindo até aqui pra te matar. – Ele riu de novo quando sentiu o soco fraco em seu peito. – Tae, lógico que ele não vai matar a gente só porque nos casamos de repente em Vegas. – o Kim levantou o tronco para encará-lo.

— Você realmente não conhece o Jin, não é?! – JK fez uma careta apreensivo.

— Então vamos ficar mais um ano viajando, assim evitamos tudo isso. – Tae riu mais um pouco e suspirou.

— Temos que voltar mês que vem, amor, Hoseok hyung nunca vai nos perdoar por perder o aniversário da So Ra e tenho certeza que os gêmeos Kim vão nascer em breve. – Jungkook meio concentrado no que o marido falava, meio distraído com o contorno que fazia com os dedos no flanco delgado do Kim, apenas concordou com um resmungo. – Porra, Kook, tô falando com você, isso não é hora de viajar na maionese! – o Jeon riu, Tae nunca deixava de se irritar com seu jeito distraído, para cinco segundos depois achar fofo. – Esse seu biquinho lindo não compensa sua falta de atenção em mim, homem!

— Desculpa, vai, estava admirando esse bronze fantástico que você pegou com apenas três dias no Caribe. – Tae sorriu um pouco triste.

— Esse bronze vai me fazer perder alguns trabalhos... – Jungkook rolou os olhos.

— Maldito padrão de beleza coreano. – Taehyung riu e beliscou seu tanquinho.

— Maldito sim, mas ele é o meu ganha pão.

— Você agora é um Jeon, baby, não precisa mais trabalhar. – Tae riu e beijou o peitoral largo e tatuado.

— E você é um Kim, preciso manter seu padrão de vida alto. – JK abriu seu sorrisinho de coelho e suspirou. – E de pensar que eu dispensei você... – Jungkook passou a mão por um dos braços de Tae acariciando.

— Águas passadas, foi muito mais gostoso do jeito que aconteceu.

— Eu sei, mas perdemos cinco anos! – O mais novo riu e beijou a ponta do nariz afilado do marido. – Quanto sexo de qualidade eu perdi por pura teimosia! – Jungkook ergueu o tronco e o encarou.

— Então é isso o que eu sou? Um corpo pra você usar? – Tae riu da falsa cara de indignado dele e confirmou com a cabeça.

— Amor, não há como olhar para seu corpo e não pensar e usá-lo. – Kook abriu a boca indignado e o Kim gargalhou. – Fala sério Bunny, você foi o único cara que me tratou como um príncipe, como não querer mais disso?! – O Jeon suavizou sua expressão.

— Você é um príncipe Taehyung, não esqueça disso.

— Agora eu sei, baby, e isso fez toda a diferença. – Ele beijou o marido e novamente se espalhou pelo peitoral largo e tatuado, caindo no sono.

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— Ô Kim, dá pra parar de suspirar e prestar atenção no seu melhor amigo, por favor? – Tae estava rindo do bico frustrado que seu soulmate fazia e lhe deu toda a atenção. – Poxa, você passa um ano fora com o Tambor do Bambi e agora que volta fica me ignorando?

— É Jeon. – Disse o moreno, deixando Jimin confuso.

— Que seja, teteco, sempre vou chama-lo pelo nome de um coelho famoso, supere. – Disse o loiro fazendo um gesto de indiferença com as mãos.

— Tô falando de mim, Jimin-naja. – O loiro o encaro confuso.

— De você o que, criatura?

— Meu nome. – Ele se divertiu ao ver a compreensão chegar aos olhos do melhor amigo, que arregalava os olhos e abria a boca em um “o” perfeito, o fazendo gargalhar.

— Seu malditinho, você não fez isso! – Algumas pessoas perto dos dois os olhavam curiosas, mas Jimin não estava nem aí. – Você não casou sem mim por perto, Kim Taehyung, você não fez isso! – Tae estava vermelho tentando segurar o riso olhando para o amigo em pé com o dedo apontado para si.

— É “Jeon” agora, mochi. – Disse a voz aveludada passando por trás de si. Jungkook sentou-se ao lado do marido lhe entregando uma taça de vinho e recebendo um selinho de agradecimento. O tatuado, no entanto, quase cospe sua bebida quando o loirinho partiu pra cima de si lhe desferindo tapas.

— QUEM. – tapa – CARALHOS. — tapa – FOI. – tapa – O. – tapa – ARROMBADO. – tapa — QUE. – tapa – TE. – tapa- DEU. – tapa- PERMISSÃO. – tapa- PRA. – tapa- CASAR. – tapa- COM. – tapa- O. – tapa- MEU. – tapa- NENÉM?!. – tapa duplo. Yoongi surgiu do nada e agarrou o noivo pela cintura, afastando-o do amigo. Ele e Jungkook estavam se divertindo com aquela reação típica do modelo.

— Anjo, vai com calma, tem um monte de crianças aqui. – Jimin o olhou feio até ele afrouxar o aperto em torno de si.

— Caguei, as crianças não estão nem olhando. – Ele viu ao longe as crianças entretidas com os animadores que Hwasa contratou para o aniversário da filha. – Me responde Donnie Darko, de quem foi a ideia brilhante? – Yoongi inclinou a cabeça confuso com o assunto. – Os dois pombinhos se casaram e resolveram que ninguém ali era importante pra aparecer na cerimônia. – Disse o Park cruzando os braços. A última frase deixara Tae realmente magoado.

— Não precisa pegar pesado, Jimin, nós decidimos de impulso, as coisas simplesmente aconteceram assim. – Jimin trincou o maxilar, coisa que deixava o noivo realmente preocupado. Algo nos olhos de Jimin simplesmente sumiu, não estava mais ali.

— Não, Taehyung. Transar sem camisinha é algo que simplesmente acontece; bater o carro é algo que simplesmente acontece. Casar com seu namorado? Não é a porra de um acidente, Kim! – E teatralmente, ele levantou as mãos abertas em frente ao corpo e arregalou os olhos. – Desculpe, é Jeon, agora. – Tae ergueu as duas sobrancelhas em espanto pela reação do baixinho. – Quer saber? Eu estava todo animado te chamando pra planejar meu casamento do jeito que a gente sempre tinha dito que ia fazer, mas acho que essas memórias dos nossos anos mais fudidos nos segurando só um no outro não significam mais nada agora, não é?! – Ele pegou o celular que estava em cima da mesa o colocando no bolso. – Que se foda. – Resmungou se afastando dos três pares de olhos o encarando espantados.

— Eu vou conversar com ele Taehyung, a semana foi um pouco dura pra ele e vocês realmente nos pegaram de surpresa. Dê um tempo que ele se acalma. – Tae não disse nada, apenas abaixou a cabeça e agradeceu o Min baixinho. – Parabéns pelo casamento. – Disse o produtor fraquinho, mas sorrindo para seu amigo, que agradecia e abraçava o marido.

— E você preocupado com a reação do Jin hyung, hein?! – Tae encarou Jungook incrédulo, fazendo o mais novo rir.

— Eu te amo Kook, mas vai se foder. – JK gargalhou apertando o abraço de lado que estava dando no seu amorzinho.

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— Porra amor, o que você tomou hoje? – Tae estava tomando seu banho, concentrado na briga que tivera à tarde com o melhor amigo, pensando que o marido estava desmaiado na cama depois de duas rodadas seguidas de sexo, quando é surpreendido pelo Jeon o abraçando por trás. Ao notar o membro duro do maior, teve que rir. – Tenha um pouco de pena de mim, por favor. – A risada melodiosa atrás de si arrepiou os pelos de sua nuca.

— Vou devagarinho, bem lento, como você gosta que eu faça sempre que te maltrato muito. – Tae sentiu a mordida forte no seu pescoço ao mesmo tempo em que Jungkook entrava lenta e dolorosamente em si. – Bem lento e bem gostosinho, do jeito que o meu príncipe gosta de ser comido. – O Kim soltou um gemido gutural, a voz mais rouca que o costume, o que deixava Kook fora de si. – Porque o meu príncipe ama o meu pau enterrado bem fundo nesse cuzinho guloso, não ama? – Taehyung perdia a fala quando Jungkook começava com isso. Tudo no marido era sexy, mas aquele palavreado o tirava de órbita. – Fala amor, você não ama? – O modelo gemeu novamente quando sentiu um aperto mais firme em sua cintura, e mesmo sentindo que o marido estava ficando mais selvagem, a cadência das estocadas continuavam constantes.

— Eu... – Sua voz era um sussurro rouco e esganiçado. – Amo. – Ouviu a risada maldosa do mais novo e ganhou uma mordida na orelha, que o fez se empinar um pouco mais contra o corpo tatuado atrás de si.

— Ama o quê? O meu pau grande todo atolado em você? – Tae gemeu um pouco mais alto quando a estocada foi um pouco mais bruta, como se estivesse enfatizando o que acabara de falar. – Ou as minhas mãos te apertando, te arranhando e te marcando? – O mais baixo revirou os olhos quando as mãos grandes resvalaram eu seu falo negligenciado, mas passara direto por ali. – Ou a minha boca que morde, te chupa, te lambe, te elogia e te adora como a porra do deus que você é?! – Jungkook deu uma soprada no pescoço sensível do companheiro que tremeu levemente, arrancando uma risada do Jeon.

— Amo tudo, baby, mas você me xingando... – Ele gemeu profundamente quando o Jeon riu bem rente ao seu ouvido.

— Eu sei neném, mas te comendo desse jeitinho aqui, prefiro não abusar, porque eu também me empolgo. – E Taehyung se assustou quando a mão grande segurou seu eixo e começou a massageá-lo. – Não quero que você se machuque, amor, vamos terminar logo com isso. – E sem nem avisar, mudou a cadência das estocadas e a velocidade da masturbação, fazendo o Kim se engasgar, e ao sentir sua próstata ser atingida, ele deu dois tapinhas no flanco do marido, que entendera o sinal e imediatamente circulou o braço desocupado pela cintura esguia e o sustentou em pé.

Os gemidos graves de Jungkook se misturavam com os gritos de Taehyung, e eles chegaram juntos ao orgasmo, os fazendo ter aquele momento de silêncio contemplativo em que apenas existiam.

Depois de ter sido banhado por um JK muito carinhoso, Tae deitou-se na cama já de pijamas, esperando o marido voltar para o quarto. Começou a olhar para o cômodo amplo, e lembrou-se da confusão que foi organizar tudo aquilo logo que chegaram. Grande parte da casa nova fora decorada por profissionais, orientados por ele, claro, mas não ficou para ter todo o trabalho. Mas o quarto do casal fora inteiramente obra de Taehyung. Ao pensar na sua mudança de ares, quando Jungkook sugeriu comparem uma casa nova para quando voltassem de viagem, e dito que encontrara uma no mesmo bairro em que Yoongi e Jimin moravam, deu um aperto no peito do modelo... ainda estava mal pelo que Jimin dissera mais cedo.

— Tá viajando pra onde, amor? – Tae olhou para frente encarando um Jungkook com uma garrafa de água estendida pra si.

— Obrigado... eu estava na rua de trás. – Ao reconhecer a referência, o mais novo soltou um “oh” fofo que fez Tae rir.

— Você ficou muito mal com o que ele te disse, não é?! – Tae fez um beicinho concordando. – Amor, isso é birra do Jimin, daqui a pouco passa. – Tae suspirou e deixou a garrafa na mesinha ao lado da cama.

— Não baby, eu sei que ele falou sério. Talvez você não entenda como as coisas foram antes de nós conhecermos o Jin hyung. – Ele deu um pigarro para disfarçar a voz embargada. – Éramos eu e ele contra o mundo; eu fugindo dos meus fantasmas, sem família e pensando que nunca seria amado de verdade na vida e Jimin tendo que engolir toda a merda da vida dele pra aparentar estar bem e manter a própria família de pé. Nós dois nos metemos em relacionamentos condenados ao fracasso, e isso mexeu muito com a nossa autoestima. Éramos garotos que na rua se fingiam de fortes para aturar a escrotidão do mundo, mas em casa, entre nós dois, assistíamos comédias românticas e sonhávamos com um príncipe encantado. Nós sabíamos que eles não existiam, só queríamos acreditar pra fugir da nossa realidade de merda. – JK sentou-se e segurou as suas mãos. – Casamento pra nós, era algo tão distante que não entrava nem nos cenários das nossas fantasias. Então quando começaram a aprovar o casamento LGBT nos países ocidentais, nós prometemos um pro outro que se o universo virasse de ponta a cabeça e encontrássemos alguém que seguraria nossas mãos, iríamos compartilhar esse momento um com o outro. Porque o Jimin naquela época era a minha família todinha, e apesar de ele ter uma família incrível, eu era a alma gêmea dele. – O maior limpava as lágrimas do seu marido em silêncio. – Eu não me arrependo de Vegas, amor; casar com você foi o momento mais memorável da minha existência, mas eu entendo agora, depois de ver o olhar ferido dele, que eu pelo menos devia ter ligado pra avisar, pra minha alma gêmea se sentir feliz por mim no momento mais feliz da minha vida; e pra ele saber que metade dos nossos sonhos foram realizados, e a outra metade se realizará quando ele disser “sim” pro Yoongi hyung. – Jungkook ainda calado abraçou o marido e o deixou chorar.

— Bom, pelo menos você admite a merda que não fez. – Tae levantou os olhos assustado, encarando a figura loira no portal do seu quarto. Jimin estava de pijamas e um sobretudo, os olhos inchados e rosto vermelho de chorar. – Sai pra lá coelhinho da playboy, me dá espaço. – disse o loiro subindo na cama e empurrando o corpo pesado do Jeon para fora. – Me desculpa por ter sido um pau no cu Taetae, eu fiquei cego de raiva.

— Eu que peço desculpas Jimin-naja, não devia ter quebrado nosso pacto. – Jimin fungou profundamente e começou a chorar.

— Claro que devia, a vida é sua, e se você quiser casar naquela cidade barulhenta e fedorenta só com o seu coelhinho da Duracell não é da conta de ninguém. – Os dois caíram numa choradeira barulhenta misturada a pedidos de desculpas que Jungkook saiu do cômodo dividido entre o riso e a preocupação daqueles dois morrerem desidratados.

— E aí, Jeon? – O mais novo sentou ao lado de Yoongi no sofá, acompanhando o Min numa partida da NBA.

— Estão lá, juro que me perdi na segunda frase, ficou difícil de traduzir com aquela choradeira toda. – O mais velho riu e deu de ombros. – O que disse pro Jimin vir tão depressa? – Yoongi o encarou e riu.

— Que ele devia guardar o “momento diva” pro próprio casamento e ficar feliz pelo melhor amigo. – Jungkook gargalhou o olhando incrédulo. – Eu sei, abri precedentes, agora vou ter que aguentar o que vier dele. – Deu de ombros mais uma vez. – Tem alguma coisa pra comer aí?

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Taehyung ria divertido enquanto via Jimin torturar seu então marido na pista de dança. Olhou para os lados e viu Jungkook conversando com Jin e Namjoon e no outro lado Hoseok e Hwasa conversando baixinho com a filha, que fazia beicinho.

— Aparentemente a mesa dos padrinhos não é tão tranquila. – Tae se assustou quando Mark surgiu a sua frente sorrindo pra ele. Bebeu um gole da própria taça e rolou os olhos quando ouviu Jackson chama-lo. – Queria que ele tivesse puxado pra você nos dois pés esquerdos, Kim. — Disse o moreno olhando para Namjoon. – Com licença. – E sumiu por entre as pessoas fazendo o casal Kim rir. Taehyung ficou alguns segundos observando o casal de namorados sorrindo enquanto dançava e sua mente já borbulhava de dúvidas.

— O que foi, Tae? – JK segurou sua mão por baixo da mesa.

— Estava só divagando... – Disse apontando com o queixo para o irmão e o cunhado de Namjoon. — Eles são tão parecidos, não dá pra saber quem é o passivo. – Jungkook com seus grandes olhos inocentes encarou o casal.

— Ah, é o Mark. – Disse despreocupadamente bebericando sua taça de champanhe. Um silêncio sepulcral se fez na mesa, e quando mais novo percebeu, deu de cara com os olhos sérios do marido o encarando. — O que?!

— Como você sabe disso, Jungkook? – O Jeon sentiu seu corpo suar, de repente. Mas que se foda, eles eram adultos.

— Como eu saberia, amor? – Tae o olhou incrédulo. – Ah, pelo amor de deus, isso foi muito antes de a gente se envolver, antes mesmo de eu te conhecer. — Ao ver o biquinho irritado do Kim, ele soltou uma risada. – Amor...?

— É injusto, Kook: dos meus dois ex’s que você conhece, um você mandou pra cadeia e o outro jurou publicamente de morte; e o único ex seu que eu conheço é a porra de um maluco sanguinário. – Os amigos ao seu redor gargalharam com o motivo da birra e JK sorriu incrédulo.

— Amor, não tenho culpa pelo seu dedinho podre; Mark é uma ótima pessoa, não tem motivos pra ser mau com ele. – Tae suspirou derrotado.

— Tudo bem, pelo menos eu sou mais bonito que ele. – Jungkook o abraçou e sussurrou um “claro que é” baixinho antes de beijar seu rosto.

Algumas horas depois, Jimin em seu glamouroso terno branco exclusivo Dior aparece na mesa acompanhado de um Yoongi de smoking preto simples, rindo de alguma coisa que o loiro dissera.

— Bom, meus queridos amigos, agora é hora de demonstrarem seu amor por mim. – Disse apontando para o pequeno palco onde a banda liderada por IU tocava uma balada famosa. A mestre de cerimônias fazia sinal para a mesa dos padrinhos e Jin levantou-se com Namjoon se encaminhando pra lá.

— Já fiz discurso no casamento do Namjoon hyung, é o máximo de exposição que aguento. -Disse Jungkook fazendo bico. Yoongi riu e deu dois tapinhas nas costas do amigo quando Tae se levanta.

— Vai lá Teteco, fala por você e pelo Abel, tigrão. – JK rolou os olhos, aquele repertório do Jimin não acabava nunca.

Depois dos discursos dos seus hyungs, Tae subiu no palco nervoso, encarando Jimin que sorria o encorajando. Só mesmo aquele loiro pra lhe meter naquilo. Ele pegou o microfone a respirou fundo.

— Boa noite a todos, pra quem não me conhece, eu sou Kim Taehyung, melhor amigo/alma gêmea do noivo. – Ao ver algumas pessoas franzindo o cenho confusas, ele reiterou. – O baixinho. – Ao ouvir a gargalhada do marido ele se corrigiu. – O mais baixinho. – E todos caíram na risada ao ouvir um “teu cu Taehyung” vindo da mesa dos noivos. – Me desculpem por isso Sr. Min, mamãe e papai Park. – Falou o moreno se dirigindo à mesa da família dos noivos onde a família Park e o pai de Yoongi se encontravam vermelhos de tanto rir. – Não dei a devida educação ao pequeno Jiminie; aigooo, é tudo minha culpa! — Deu um soquinho no próprio peito como se estivesse se castigando, arrancando mais algumas risadas da plateia.

— Mas falando sério agora, fui incumbido de finalizar os brindes aos noivos e acho que me cabe nesse momento final dividir a minha história com o Jimin para vocês entenderem ao menos uma parte do que significa este momento. – Ele respirou fundo e apertou mais o microfone nas mãos. – Jimin me encontrou no pior momento da minha vida, e eu na dele. Dentre todas as nossas lutas, nos poiávamos no fato de que tínhamos um ao outro, e pra ambos isso foi todo o nosso universo por um bom tempo. Hoje a nossa família é enorme, porque tivemos a sorte de conhecer amigos incríveis e companheiros mais incríveis ainda, mas nem sempre foi assim. Jimin tinha um complexo de inferioridade que nunca combinou com a sua personalidade ousada, e eu achava que não merecia o amor de ninguém. Nós nos curamos juntos, sonhando e realizado cada sonho que sonhamos juntos; e hoje, estamos realizando mais um deles. – Ele secou as lágrimas com um dos dedos e suspirou para disfarçar a voz embargada. – Encontrar um cara como Yoongi não estava nem nas fantasias do Jimin, nós dois achávamos que íamos apenas prosperar e ser felizes com nossos amigos e nossa carreira, que o amor não era pra nós. E em meio a tantos caras errados pelo mundo, meu Chim encontrou o certo, e pela primeira vez vi meu melhor amigo ser tratado exatamente da maneira como merecia, e isso assustou a nós dois; primeiro porque Jimin não acreditava que merecia aquilo, e eu não acreditava que um cara como Yoongi hyung existia. – Ele olhou para seu agora cunhado, que lhe dava um sorriso singelo.

— Quando estávamos nos formando e Jimin me convenceu a tentar a carreira de modelo, fizemos uma lista com todos os objetivos que queríamos para nossa vida: do mais bobo ao mais impossível. – Algumas pessoas riam tocadas com a ternura da história. – Tínhamos desde comer algo extremamente caro e fora da nossa realidade, até a fazer um piquenique às margens do Rio Han. Tinham itens realmente ambiciosos, como desfilar para nossas marcas favoritas até receber uma declaração pública de amor. Era uma lista grande, extensa, eclética e praticamente impossível de se realizar em uma única vida. Mas somos dois doidos que não tinham nada a perder, então fomos em frente; e hoje, com vocês como testemunhas, estamos riscando o último item da nossa lendária lista. – Ele botou a mão no bolso interno do paletó e tirou de lá um papel dobrado, muito velho e desgastado. – Essa é a minha cópia, e neste momento, — Ele pegou do mesmo bolso uma caneta. – O item 37 da lista do Jimin está sendo riscado: “Me casar com um homem que me ame e que me aprecie.” – A voz quebrou um pouco no final da sentença e ele encarou o loirinho que estava sério o encarando do outro lado do salão, os olhos transbordando em lágrimas. – Nós conseguimos, mochi. Tiramos toda a merda do nosso caminho, superamos todas as péssimas expectativas que o mundo tinha para pessoas como nós e nos tornamos as pessoas que queríamos ser: livres e felizes. Hoje é o dia mais feliz de todos; o segundo foi quando eu casei com o amor da minha vida, mas hoje... Nada me faz mais feliz do que te ver feliz e cuidado, que eu sei que é o que o Yoongi hyung faz de melhor. Eu não poderia desejar nada melhor pra você, soulmate. Um brinde a sua felicidade, e o universo que engula isso! – Ele estendeu a taça e um Jimin meio sorrindo meio chorando se levantou e ergueu a dele gritando um “é isso aí porra!” que fez todos que estavam chorando com o discurso rirem.

Depois do momento tocante, os convidados estranharam que Taehyung ainda estava no palco com o microfone na mão. Quando todos silenciaram, ele deu um pigarro para chamar a atenção.

— Meu amigo aqui, o noivo, me deu uma tarefa para hoje, e eu sei que ele vai infernizar a minha vida se eu não cumprir. – Ele fechou os olhos resignados e tomou coragem. – Eu disse que casei com o amor da minha vida, e desde então parece que estou andando nas nuvens. Mas eu sei que algumas coisas precisam de uma conclusão certa para o assunto de fato encerrar. Somos um casal discreto, Jungkook e eu, e eu amo essa pequena bolha que criamos e que nela vivemos; mas eu devo uma coisa ao Taehyung de dez anos atrás: — Ele olhou para o marido que o encarava de cenho franzido. – Coelhinho, eu amo você, e amo ser o Sr Jeon da forma como me tornei, porque em 99% do tempo só eu e você é o suficiente; mas eu devo ao meu eu do passado um casamento coreano. – Ao ver os olhos do marido arregalarem ele riu nervoso. – Por isso, eu preciso te perguntar, na frente desse monte de gente mesmo, se você aceita se casar comigo. De novo. – Alguns arfares foram ouvidos no meio do silêncio e Taehyung só tinha olhos para o moreno tatuado no outro lado do salão. – Você foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida, e eu quero celebrar o nosso amor com a nossa família, a família que escolhemos. Diz “sim” pra mim de novo? – Ao ver os olhos marejados do Jeon, ele se preocupou, mas quando percebeu os dentinhos de coelho aparecendo em um sorriso escancarado, deu um suspiro aliviado.

Jungkook sempre diria sim pra ele.

FIM.

Notas finais
Se você só lê histórias finalizadas, então talvez seja a primeira historia minha que você lê. Saiba, querido leitor fantasma, que dá um trabalhão pra escrever essas coisas, então por favor, demonstrem apreço pelo nosso trabalho, isso é claro, se vocês gostaram. Não custa comentar, dizer que gostou ou algo do tipo; pode não ser nada pra você mas significa muito pra quem escreve. Assim que terminar minhas próximas fics, venho postar nessa plataforma. até a próxima!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!