Notas iniciais
Yooooooo! Uau gente! Vocês querem me ver feliz mesmo hahahaha Re/Desconfigurado recebeu mais uma linda recomendação *---* Ownnnn... estou vomitando arco-íris por vocês! A lindeza dessa vez veio por meio das palavras da Larissa-san (Larissa ramos silva)! Conheci recentemente essa leitora e já veio marcar presença hehehe Ownnnn linda! Obrigada pela recomendação e pelas belas palavras! Fico feliz em saber que você começa a ler e não consegue parar mais! "você acabe se envolvendo de tal maneira que faz você viajar a cada capitulo" Wowww.... me senti com o dever cumprido agora! *o* Realmente essa fic tem um universo que nunca imaginei trabalhar, pois tem que se imaginar praticamente tudo e fazer as pessoas conseguirem viajar nessa minha loucura hahaha é um grande elogio ❤.❤ to sem palavras! E claro né! Concordo com você! SasuSaku é vida! hahahaha Muito obrigada novamente por seu carinho! E por esse motivo, esse capítulo é dedicado a você! Divirtam-se!

"Porque quem ama nunca sabe o que ama nem sabe porque ama, nem o que é amar. Amar é a eterna inocência, e a única inocência, não pensar..."

(Fernando Pessoa)

Assim que parei, Sakura saiu como um furacão da moto.

Bufei para a atitude infantil que ela ainda mantinha depois do ocorrido de mais cedo.

Minha semana foi tranquila, no entanto tive muitas discussões com os meus pais devido a minha amizade com Sakura e o fato deles acharem prejudicial para mim.

Depois do meu ataque, ficou claro para todos, os meus verdadeiros sentimentos para com a rosada.

Para eles, continuar a me encontrar com ela, significava a possibilidade de ter um surto pior quando a negativa – por mais que não dissessem em voz alta, eu sabia que era o "não" que eles esperavam – de sua resposta fosse proferida em voz alta.

Não vou negar, tenho medo de sua resposta. Medo de não ser correspondido, mas tenho mais medo de me afastar dela...

E por isso, eu enfrento todos os dias os meus familiares.

Itachi e Naruto me apoiam em minhas decisões e aprovam a rosada, principalmente minha relação de amizade com ela e talvez... no futuro, algo a mais.

Minha mãe, por mais que tenha gostado de Sakura, se preocupa comigo e com a possibilidade de sofrimento da minha parte no futuro.

Meu pai, compartilha do mesmo sentimento de minha mãe, além da preocupação de Sakura em ser uma pessoa interesseira.

Quanto a suspeita, a fuga da rosada, fez com que ela fosse diminuída, porém, não extinta.

Nisuke me pergunta todos os dias sobre a rosada à noite em meu quarto. Conto sobre o que fazemos durante o dia e sempre terminamos nossa conversa com o pedido dele de poder visita-la, no entanto, sempre tenho que negá-lo, já que por hora não é o mais indicado de se fazer...

Passar os dias com Sakura sempre foi prazeroso, mas os últimos dias foram um teste constante de paciência, principalmente quanto ao seu recente emprego, mas a impulsividade acumulada durante os dias vendo cantadas baratas de homens direcionadas à mulher foi ao clímax quando um bêbado deu um tapa na nádega de Sakura, quando esta virou-se de costa para entregar o pedido no balcão.

Antes mesmo que a moça pudesse reagir, eu já estava pulando sobre o homem. Deferi contínuos golpes contra o corpo caído na calçada fria pelo inverno que chegara em Tóquio.

Sakura gritava para que parasse, mas eu ignorava.

Tsunade, a dona loira e peituda do bar e pizzaria, acertou minha costa com o cabo de uma vassoura que se partiu ao meio pela força.

Ela tratava Sakura como a filha que nunca teve com seu falecido marido Dan e por esse motivo, não gostava que eu passasse o dia inteiro sentado em uma das mesas monitorando a rosada como um cárcere de uma presidiária. Para diminuir os chiliques da loira, eu sempre pagava bebida para mim e para ela, que adorava um Sakê.

Se eu consumo, não posso ser expulso. É a lei!

Ignorei a atitude da loira que eu suspeitava saber o que eu verdadeiramente era, mas não ignorei a garrafa de vidro jogada em mim com força.

Paralisei vendo os cactos marrons brilhantes caindo no chão. Olhei incrédulo para a responsável do ato...

Sakura estava trêmula com lágrimas nos olhos.

Sem dizer nada, ela deu uma discreta troca de olhares cúmplices com Tsunade, antes de sair correndo pela rua escura.

– Sakura – chamei-a assim que abandonei o corpo desacordado rodeado de curiosos que me olhavam com assombro. – Sakura, espere! – Puxei-a pelo cotovelo assim que a alcancei em um beco.

– Me solta! – Choramingou puxando com força o braço. Fiquei encarando-a calado e temeroso. – Onde você estava com a cabeça Sasuke? Você quase matou aquele cara! – Soluçou alto. – E se o seu medo é realmente ser descoberto, tenha a certeza que quase aquelas pessoas descobriram sobre você hoje – comentou raivosa, despertando-me para a realidade do meu deslize.

Trinquei os dentes, mas Sakura não permitiu que eu me defendesse, apenas passou por mim, lembrando-me que deveríamos ir à Boca, nos encontrar com Karin.

E é exatamente onde estamos...

Olhei para a construção de três andares de cor desbotada e janelas antigas de madeira, com diversas evidências de descascamento.

Desci da moto retirando meu capacete, olhando para a rosada que se abraçava contra o frio, evitando sempre me olhar.

Suspirei cansado ajeitando o meu capuz negro.

Duas prostitutas com poucas roupas estavam prostradas uma de cada lado da porta dupla e estreita. Sorriram satisfeitas assim que nos encararam.

A da direita passou a língua lentamente pelos lábios antes de morder o indicador lançando um olhar malicioso para nós dois. A outra, sendo mais ousada, dobrou levemente a perna direita enquanto deslizava sua palma alva sobre a coxa, subindo ainda mais a saia curta com o ato. Parte dos dedos finos sumiram sob o tecido, claramente acariciando sua própria intimidade em meio à um gemido sôfrego. Com um sorriso satisfeito, ela levou seu próprio gosto à língua.

Sakura foi a primeira a adentrar o lugar fétido, ignorando a existência daquelas duas mulheres, como se aquilo fosse comum para ela.

Ela parecia atenta a todos os detalhes daquele lugar de maneira estranha.

Não conseguia ver seus olhos, por causa do seu tradicional capuz cinza, que ocultava parte de seu rosto.

A porta de entrada dava para um corredor estreito e escuro.

Teias de aranhas estavam em diversas partes do teto e dos cantos das paredes. No chão, o limbo, deixava a superfície escorregadia.

O cheiro de suor, sexo e álcool adentravam impiedosamente nossas narinas.

Sons de gemidos, camas batendo contra as paredes e até vidro se partindo no andar superior, eram audíveis por todo aquele lugar, denunciando que sim, nós estávamos em um prostíbulo típico de Boca.

Aquele tipo de ambiente era comum para mim em minha vida antes de tudo acontecer, porém, o que me impressionava, era a neutralidade de Sakura perante àquele mundo.

Por mais que soubesse que ela havia vivido sua vida toda naquele lugar, ainda me era estranho acreditar que ela era fruto daquele mundo.

Voltei meu olhar para o caminho, notando que algumas portas davam para o corredor. Em sua maioria estavam fechadas, mas muitas estavam abertas completamente ou apenas entreabertas.

A primeira porta à direita estava escancarada, mostrando uma prostituta completamente nua, cavalgando com força sobre o membro de um homem fétido.

– Mais forte, vadia! Mais forte! – Gritava apertando com força as nádegas da mulher.

Mais à frente e à esquerda, a porta estava entreaberta, denunciando o bêbado que ria, assistindo da poltrona, as duas prostitutas na cama. A loira, estava deitada com as pernas flexionadas gemendo e puxando com força os longos cabelos da morena, que por sua vez, tinha a cabeça enterrada entre as pernas da outra, ao mesmo tempo que estimulava um dos seios da companheira de programa.

Quis vomitar com a cena patética.

A terceira porta à direita estava fechada, porém eram audíveis múltiplos sons de gemidos, eram duas mulheres e três homens...

Ao fim do corredor, havia uma escada estreita de cimento. A iluminação precária e amarelada, dava-nos a visão de baratas com a barriga para cima, movimentando as pernas, em diversos pontos do local.

Subimos lentamente, rumo ao terceiro andar. Local que Karin, ao ligar para Sakura, disse que ficava o seu quarto.

Um rato passou correndo entre os pés de Sakura, que em um pulo se aproximou de mim, só que logo voltou a subir e se afastar de mim.

Assim que chegamos ao último andar, visualizamos duas prostitutas no corredor usando apenas lingerie.

Elas se beijavam vorazmente.

A que estava de encontro com a parede, apalpava a bunda da outra que apertava o seio da companheira sobre o sutiã de renda vermelha.

Antes mesmo que passássemos por elas, as duas nos notaram e se separaram com sorrisos maliciosos.

– Estão atrás de um programa, queridos? – Perguntou a que antes apalpava o seio.

– Já temos um programa marcado – respondeu fria a rosada.

– Ora queridinha. Veja essa mulher aqui – apontou para o corpo da outra risonha, ainda encostada na parede. Aproximou-se rebolando da companheira e ficou de joelhos. Arrancou com ferocidade a lingerie inferior da outra que gemeu em prazer. A língua travessa logo fez um trajeto de saliva do joelho até a parte superior da coxa da outra. – Ela não parece apetitosa? – Sussurrou maliciosa olhando para nós dois.

Sakura apenas virou a cara e passou reto, como se aquilo não significasse nada.

Assim que decidi segui-la, a que estava de joelhos se levantou com velocidade e pulou para o meu colo, cruzando as pernas na minha cintura.

Surpreso, nem reagi de imediato, quando a mulher passou a língua por toda a lateral do meu pescoço.

– Que tal nos divertimos moreno? Aposto que você curte um bom oral – sussurrou maliciosa, para que só eu ouvisse.

Assim que Sakura me olhou por cima do ombro com o cenho franzido, eu acordei para a realidade.

– Tsc – empurrei a mulher que caiu com força no chão. A outra riu e saiu rebolando sem se importar com a nudez, mas conhecendo aquele local, ela queria usar a sua avantajada comissão de trás em um rebolado para tentar me seduzir para um programa.

Revirei discretamente os olhos indo na direção da rosada.

Sakura não disse nada a respeito, apenas caminhou até a última porta do corredor.

Passamos por outras tantas portas abertas que mostravam, homens estocando com força mulheres por trás e até prostitutas fazendo oral nos clientes.

A porta de Karin estava fechada, mas era possível ouvir o som dos gemidos através da madeira desbotada.

A maldita marca um horário e nos faz ficar esperando e escutando enquanto ela está em um programa?

– Ah... vai!... Assim... é... ah... você é tão gostoso... ah... aahh... AAAHHHHH! – Gritou no último gemido, possivelmente fingindo um orgasmo após o cliente ter ejaculado.

Sakura cruzou os braços impaciente quando a porta foi aberta com força, revelando o casal em um beijo voraz e passos trôpegos em direção à saída.

Quando o ar faltou, ambos separaram o rosto um pouco.

– Agora eu posso ir matar bem relaxado – comentou o homem de aparência animalesca e jaqueta aberta mostrando o peitoral definido.

– Seu prazer é o meu prazer, Canino – falou maliciosa, enquanto seus dedos alisavam o corpo a mostra do homem.

Surpreendi-me ao reconhecer que aquele cara era o atual melhor lutador das lutas ilegais do Hozuki.

A mão direita do homem apertou com força a carne macia da nádega, tirando um gemido de Karin.

– Vamos nos encontrar depois da luta para comemorar sua vitória?

– Quem sabe – deu de ombros antes de beijar mais uma vez de maneira animalesca e se virar para nós dois. – Olha Karin, vejo que seu próximo programa já chegou e vai ser um ménage – riu nos analisando, porém, seu olhar parou em Sakura de maneira interessada.

Sem dizer mais nada, mas com um sorriso de canto para a rosada, ele passou entre nós dois.

Os nós de meus dedos estavam brancos.

– Seu autocontrole é admirável – debochou a ruiva de lingerie negra transparente, dando-nos passagem para entrar no quarto com cheiro recente de sexo. A cama à nossa esquerda tinha os lençóis bagunçados e manchados com os fluidos recentes.

– Vamos ao que interessa – falou séria a rosada observando a ruiva que arrancava os lençóis sem dó. – Como vamos conseguir informações preciosas hoje?

– Simples, abra as suas pernas para o Canino, ele 'tá muito afim de te comer. É fácil arrancar informações do idiota do Inuzuka Kiba – falou calmamente colocando outros lençóis, mas assim que terminou de falar, sorriu de maneira provocadora para mim.

– Tsc. Ao invés de falar merda, que tal você se vestir para que possamos ir?

– Que foi? A visão não é boa? – Disse falsamente ofendida, antes de dar uma volta mostrando o corpo conservado.

– É péssima.

– Como se você nunca tivesse se divertido com ele – apontou acusadoramente para mim. Não pude evitar, olhei de canto para a Sakura que se mantinha pensativa. Era estranho falar sobre uma transa que teve com uma mulher, na frente de outra que eu me declarei – mas eu te entendo. Depois que virou cachorrinho da Sakura, não quer outro corpo, se não o dela – deu de ombros.

Sakura pareceu despertar dos seus devaneios e ficar extremamente vermelha.

– É... vamos focar no que temos que fazer hoje! – Gaguejou terminando o assunto.

***

Olhei para a entrada do amplo armazém abandonado de tijolos vermelhos e janelas – em sua maioria, quebradas – altas.

Jogos de luzes eram possíveis de serem vistas vez ou outra.

Uma música alta saia do lugar, que cada vez entrava mais gente.

Abaixei meu olhar para a minha direita. Sakura parecia tensa com a situação e eu estava me segurando para não a agarrar e sair correndo daquele lugar cheio de homens que a olhavam.

Sorte da ruiva que havia vindo sozinha para não chamar suspeita, pois se ela estivesse conosco, eu sufocaria aquele pescoço sem dó.

Onde eu estava com a cabeça quando cedi para a ideia da ruiva de vestir a Sakura assim?

"Ela precisa se vestir de maneira não suspeita!". Foi o argumento dela, só que agora parecia sem fundamentos.

Sakura vestia APENAS um micro short jeans desfiado nas pontas, um sutiã de lantejoulas prateadas sob uma blusa completamente transparente e uma bota de cano longo de salto baixo e grosso.

Para esconder o cabelo rosa, Karin fez Sakura usar uma peruca estilo Chanel.

Óculos grandes e redondos de aro negro escondia parcialmente os verdes brilhantes delineados com uma maquiagem forte e boca carmim.

Para disfarçar, contornei meu braço em sua cintura e a aproximei de maneira possessiva.

Guiei-a para dentro do ambiente que cheirava a drogas e álcool.

Os corpos amontoavam-se e dançavam de maneira libidinosa ao som das batidas do DJ.

Sakura disfarçadamente tampou os ouvidos pelo incomodo que sofreu.

Quando um jovem bêbado tentou passar a mão na rosada, eu a puxei e coloquei na minha frente. Contornei a sua cintura com um abraço por trás e guiei-a para o bar.

Ouvi um praguejo baixo vindo dela, mas sabia que ela entendia que ali, ninguém era de ninguém, logo, se a pegassem, não seria só para uma dança "inocente".

Achei um banco e me sentei, deixando-a entre as minhas pernas flexionadas e abertas.

– É assim que você quer disfarçar? Tendo escrito na sua testa "Não quero estar aqui e se tocar nela, você morre"? – Repreendeu-me.

– Tsc – resmunguei antes de pedirmos nossas bebidas para disfarçar.

Não demorou muito para começar a luta e o Canino aparecer com um novo oponente.

A luta foi sangrenta, brutal, sem regras e com mais uma morte que foi comemorada em êxtase pela população entorpecida de prazer.

Sakura me confessara no início que não gostava de beber e sempre evitava, mas resolveu beber para disfarçar. Enquanto a luta ocorria, percebi que ela parecia exaltada com a adrenalina, eu não podia negar...

Eu também sentia meu corpo entorpecer e um pequeno sorriso de canto permanecer exposto em minha face.

A razão estava fugindo do meu controle...

Não me importei na hora. Só quando a luta terminou e a música voltou a tocar, fazendo com que Sakura começasse a dançar de olhos fechados e de maneira sensual para mim, que eu percebi, que havia algo de errado.

Olhei para a minha bebida e sabia que ela estava batizada com uma droga pesada, assim como o de todos no local.

Kurenai?, chamei voltando meu olhar para a mulher que ria descontroladamente enquanto tentava se segurar em mim sem sucesso.

Se-se-se-nhor, se-se-se-nhor – a voz se fez presente como um disco riscado até sumir.

Abri a boca tentando raciocinar algo, mas assim que Sakura me cutucou, eu esqueci meu raciocínio anterior.

– Eu preciso fazer xixi – gargalhou me puxando pela gola da camisa.

Entre passos trôpegos e empurrões, conseguimos chegar à entrada dos banheiros. Sakura esperneou, impedindo-me de entrar com ela, mesmo que eu jurasse "não espiar enquanto ela fazia pipi".

O ambiente escuro, de luzes multicoloridas e fumaça entorpecente parecia girar.

Um cheiro doce fazia-se presente na fumaça que eu inalava.

Droga, pensei rindo sozinho.

Gemidos chamaram-me atenção para o casal que transava sem pudores ao meu lado.

A calça do homem estava abaixada, enquanto a mulher, de vestido levantado até a cintura, envolvia a cintura do homem deixando à mostra o que eles faziam.

Fiquei analisando a cena com um sorriso de canto.

Não sei o motivo, mas eu senti a necessidade imensa de me juntar a alguém.

Alguém...

Sakura!

Eu necessitava, eu queria, eu precisava vê-la e por isso invadi o banheiro feminino à passos difíceis.

Eu ria caminhando olhando para o chão encardido, molhado e sujo, mas um barulho fez meu olhar se levantar e meu coração se apertar em dor.

Sakura estava sentada sobre o balcão da pia dupla, enquanto Canino – entre as suas pernas – segurava e beijava vorazmente a moça.

Mesmo trôpego e sob efeito de álcool e narcóticos, pulei enfurecido sobre o corpo do homem.

Assustado, ele tropeçou e ambos caímos no chão sujo.

Imobilizando as pernas do meu oponente, deferir fortes socos sem dó no rosto do homem de marcas vermelhas na bochecha.

Eu gritava "Ela é minha!" ao som das risadas alteradas de Sakura.

Canino conseguiu rebater com alguns golpes, só que naquele momento, eu mostrei quem é o verdadeiro campeão daquele mundo podre.

O corpo logo ficou imóvel, não me importei se ele estava morto ou não, apenas me levantei e fui enfurecido até a Sakura.

– Por que você estava beijando aquele homem? – Berrei, mas o sorriso mantinha-se no rosto angelical.

– Sei lá – deu de ombros descendo com dificuldades do balcão. – Assim que terminei e sai do boxe, esse cara estava aqui e pá! Ele me beijou.

– Tsc – puxei com força os fios do meu cabelo. – Droga, Sakura! Por que você sempre me deixa louco? – Gritei batendo com a lateral do meu punho no balcão da pia. A extrema força fez o concreto se partir ao meio, deixando algumas tubulações expostas, derramando a água.

Fechei meus olhos com força, mas tudo perdeu o sentido assim que senti os dedos femininos entrelaçarem nos meus fios e puxar-me com força de encontro aos seus lábios.

O mundo não fazia sentido, eu não fazia sentido, ela não fazia sentido, apenas o desejo me tomava, apenas Sakura me guiava e por isso cedi.

Esqueci meus problemas, minhas dúvidas e meus medos, para apenas me focar na língua travessa e libidinosa que alisava a minha durante um beijo sedento.

Minhas mãos foram para o quadril da mulher, colando o corpo que tanto me tentava ao meu.

Mas a vida é injusta e sons de tiros nos tirou do mundo dos desejos, fazendo nos separar.

O som da festa parou e apenas tiros, brigas, correria e gritos, ecoavam pelo local.

– Vem! Precisamos sair – falei puxando grogue a moça alterada para o fundo do banheiro.

Rodeei as coxas dela com os meus braços e a ergui para que ela passagem pelo balancinho alto.

Segui ela, mas devido as minhas dificuldades motoras, caí deitado do outro lado.

Sakura riu de mim, só que logo ofereceu a mão para ajudar.

Com dificuldades e de mãos dadas, corremos pelos becos e vielas de Boca, sem saber ao certo para onde estávamos indo, mas a voz de Juugo me fez parar antes de dobrar em uma esquina.

Tampei com força a boca da moça.

– Suigetsu-sama, irá à Hong Kong amanhã para avaliar o armamento coreano que se encontra no porto. Ele passará um mês fora, mas ninguém deve saber. Ele não quer problemas durante sua viagem. Entendido, Deidara?

– Pode deixar – disse o tal Deidara.

– Ótimo, era só isso.

Passos denunciaram que Juugo havia ido embora.

Tentei voltar pelo mesmo caminho que tinha feito, mas Sakura esbarrou em uma lata de lixo que caiu fazendo um barulho estridente.

– Quem está aí? – Gritou Deidara aparecendo na esquina.

– Tsc – resmunguei pegando Sakura no colo para sair correndo.

– Ei espera aí – gritou correndo e atirando em nossa direção.

Ao invés de desespero, Sakura ria devido ao efeito da droga ainda presente em seu organismo.

Uma bala acertou minha panturrilha direita e a outra o meu ombro esquerdo.

Nunca agradeci tanto por ser de metal...

Dobrei em uma esquina, por mais que eu fosse mais rápido, o álcool e a droga afetavam meus sistemas me deixando lento.

Uma grade alta apareceu em nosso caminho e em um salto transpassei ela.

– MAS O QUÊ!? – Exclamou surpreso o homem, com o que ocorreu.

Teríamos conseguido fugir, se eu não tivesse perdido o equilíbrio no pouso.

Sakura rolou para um lado, enquanto eu para o outro.

– Parado aí, se não ela morre – avisou apontando para Sakura quando eu fiz menção de me levantar.

Meu coração disparou vendo ele alisar o gatilho com um sorriso sádico.

Olhei para Sakura tentando imaginar uma forma de fugirmos, mas o som do disparo preencheu meus tímpanos.

Continua...

Notas finais
Pessoas querendo me balear em 3... 2... 1... Até a próxima pessoal! Quero a opinião de vocês hein! hehehe Beijinhos! Bye bye!