Razão e Emoção

30 Capítulo 30 – C'est la vie


Notas iniciais
Bom pessoal: "promessa é dívida" então cá está o último capítulo sendo postado sem intervalos grandes! Queria agradecer muitíssimo por todo mundo que acompanhou, comentou, favoritou, recomendou, enfim, leu e releu essa fic que sinceramente eu adorei escrever! Queria pedir desculpas pelos hiatos enormes na parte final também tanto quanto agradecer a paciência de vocês em continuar sedentos por outros capítulos nunca me abandonando e motivando a voltar! Chega de falar aqui, vamos ao que interessa! Boa leitura!

No dia seguinte Jane e Maura estavam viajando para Washington a fim de comparecer ao enterro de Emily. Todo o FBI parecia estar presente, os agentes que as duas bem conheceram ao longo do último mês estavam lá unidos e obviamente muito tristes com a perda da amiga. Cada um fez um discurso mais emocionante que o outro, focado em bons momentos e recordações positivas e que queriam guardar sobre a agente. O enterro com caixão fechado para preservar a imagem da amiga que segundo Hotch havia ficado quase irreconhecível depois de tudo que passou, teve toda a pompa que uma oficial de elite do país mereceria. Jane e Maura descobriram que a mãe de Emily era embaixadora, talvez isso explicasse o motivo dela ter viajado por tantos lugares do mundo (se pegou Maura pensando um momento). E mesmo com todo o clima pesado, todos conversaram um pouquinho, deixando claro que um novo círculo de amizade começava ali, ainda que o ponto que os uniu já não estivesse mais presente.

Voltaram para Boston algumas horas mais tarde, e no outro dia voltaram ao trabalho. Acabaram por contar a todos quem era a amiga e uma geral sobre todo o ocorrido. Não deixaram de levar uma bronca pesada do tenente, que mais pareceu um pai, estava bravo por não ter sido comunicado por que podia ter oferecido reforços, não pelo fato delas terem escondido o caso. Mas a verdade é que já não importava muito. O que era pra ser já tinha sido e o que restava era seguir adiante agora. Aos poucos todos foram voltando a suas rotinas, os agentes sempre mantinham contato com Jane e Maura e elas souberam que lá também eles receberam uma represália parecida da chefe do FBI muito mais nervosa pelo fato de não terem pedido ajuda ainda que esta tenho sido negada num primeiro instante e que todos foram obrigados a fazer acompanhamento com psicólogo antes de serem liberados de volta a trabalhar, elas não conseguiam sequer imaginar como seria uma coisa dessas e desejavam força para toda a equipe da BAU.

Algumas semanas depois Jane e Maura já estavam totalmente absortas em suas vidas de volta com os assassinatos de Boston, as confusões na família Rizzoli e tudo mais. Jaques retornou (finalmente) da Europa e fez questão de passar alguns dias com suas amigas preferidas. Ficou muito mal ao saber das novidades, afinal ele também esteve envolvido na primeira parte da história toda que trouxe aqueles agentes à Boston a primeira vez. Sem contar que havia gostado de Prentiss, se Jane não tivesse ficado esperta e pisado ainda mais na bola com Maura, ele teria encorajado sua amiga a ficar definitivamente com a outra morena!

2 meses depois, após uma série complicadíssima de casos solucionados Cavaunagh achou por bem dar férias para sua equipe em tom de revezamento, claro. Korsak foi o primeiro, viajou para Bahamas e voltou usando camisas estampadas e com mais um cachorro que encontrou no aeroporto na volta. Todos riam de suas histórias das aventuras na viagem, menos Cavaunagh que andava em crise no seu relacionamento com Angela e não andava nada bem humorado. Jane optou por ignorar tal situação, não queria se intrometer na vida amorosa da mãe mas tinha sérias suspeitas de que ela andava de caso com o tal Paolo que conheceu no curso de massagem tântrica... Faltava uma semana para as férias de Jane e Maura (que o tenente permitiu que tirassem juntas) e elas ainda discutiam sobre pra onde ir:

– Jane, nós vamos tirar férias depois de anos e você quer ir para Sta Louis?? – esbravejava Maura do banheiro do apartamento de Jane enquanto terminava de tirar sua maquiagem para deitar.

– Qual o problema? – respondeu Jane estirada em sua cama jogando um joguinho de cartas no celular.

– Como qual o problema? O que tem de interessante para fazer nessa cidade? Não tem nada, é só mais uma cidade americana!

– Claro que não, lá tem a fábrica de uma das minhas cervejas favoritas! Tenho até o roteiro turístico que eles fazem lá dentro aqui, quer ver?

A loira suspirou fundo controlando sua raiva depois entrou no quarto e cruzou os braços encarando a detetive:

– Eu me recuso a ir para uma cidade que a única coisa interessante que vou ter para fazer é assistir você bebendo cerveja! Se for para fazer isso ficamos por aqui!

– Não que fosse má ideia... – resmungou Jane baixinho, ela era muito preguiçosa para viagens, sempre foi do tipo que preferiu passar as férias em casa, mas sabia que a namorada se recusaria a fazer isso então tentava a todo custo pensar num local que não fosse muito longe e aparentemente não estava se saindo muito bem nas escolhas.

Maura revirou os olhos, depois deu alguns passos a frente sentando na beirada da cama e abrindo um sorriso:

– Que tal Paris?

– Paris?! Se for para assistir você fazendo compras também acho que podemos ficar por aqui...

– Paris não tem só lugares para comprar né, Jane? Tem um monte de pontos turísticos lindos, museus, e que eu saiba você não conhece nenhum país da Europa ainda.

– Claro que conheço! – reagiu Jane se sentando na cama de frente para a loira – Quando eu tinha 5 anos meus pais me levaram pra Itália pra família de lá conhecer eu e meus irmãos!

– E você deve se lembrar de tudo dessa viagem, né? Realmente... – comentou Maura de maneira irônica recebendo um olhar reprovador de Jane – Olha, lá tudo é perto, até podemos dar um pulo na Itália se você quiser rever a cidade da sua família!

– Ahh Maur, pra que ir tão longe? A gente não se diverte estando aqui mesmo, juntas e gastando pouco?

Maura se moveu um pouco na cama indo mais para frente e puxando uma parte da camisola para cima fazendo Jane parar de encarar seus olhos e sim suas pernas um instante:

– Sim, amor, mas por que não fazer algo diferente? Viajar é ótimo! – vendo que a morena ainda não parecia nada entusiasmada com o que ela falava foi mais a frente colocando uma mão no joelho de Jane desenhando círculos enquanto aproximava mais seus rostos antes de continuar argumentando — Já foi comprovado cientificamente que o ser humano tem necessidade de tempos em tempos renovar suas experiências pois isso aumenta a capacidade do sistema imunológico e entrando em contato com culturas diferentes e quebrando sua rotina é a maneira mais rápida e eficiente de fazer isso.

Jane não respondia nada, apenas observava Maura deslizar lentamente um alça de sua camisola para baixo e morder os lábios antes de continuar falando:

– Além do que se o problema for dinheiro, Jaques tem um apartamento em Paris, esqueceu? – a loira subiu a mão que estava no joelho para a coxa de Jane e foi apertando devagar até a virilha — Ele pode emprestar pra gente, gastaremos só com passagem...

A morena agora parecia confusa com a conversa, estava muito mais interessada no que mais Maura fazia, lambeu os lábios secos e levou a mão à cintura da loira a puxando mais para perto. Fechou os olhos quando Maura começou a mordiscar o queixo dela descendo pelo pescoço, se virou um pouco a deixando com mais acesso, de repente ouviu a outra sussurrar em seu ouvido de maneira provocante:

– A gente pode nem sair muito do apartamento a bem da verdade... O que me diz?

Jane não respondeu nada, apenas agarrou a loira com força a girando na cama e atacando sua boca com voracidade. Maura riu enquanto Jane retirava a camisola dela com força e depois se pôs a chupar sua língua. Jane com tesão a deixava mais excitada do que qualquer possibilidade de viagem a Paris e até ela se esqueceu da conversa a medida que a morena começou a acariciar seu corpo. A detetive parou só um instante para tirar a própria roupa depois voltou para cima de Maura brincando com seus seios fartos e sentindo seu próprio corpo esquentar cada vez mais. Desceu pela barriga da loira a beijando e chupando sem deixar de acariciar os mamilos. Chegou ao ventre e lambeu o mais devagar possível o clitóris da namorada a fazendo estremecer. Continuou trabalhando a língua naquela região por um tempo ouvindo os gemidos de Maura ficando mais frequentes e intensos, parou subitamente se levantando da cama e deixando a outra com uma cara de sofrimento:

– Aonde você vai?

– Lembrei de uma coisa, espera! – Jane foi até ser armário abrindo rápido e retirando uma caixa de dentro e dela seu vibrador. – A gente falou aquela vez mas nunca chegamos a botar em prática...

Maura sorriu interessada no que a morena pretendia fazer a seguir. A detetive por sua vez sorria maliciosamente enquanto voltava para cima da namorada a beijando com vontade. Devagar passou a mão no sexo molhado de Maura e depois pegou o brinquedo ligando-o e repetindo o processo. Sentiu a loira estremecer e gemer longamente na sequencia. Sorriu com a visão e voltou para os mamilos dela, os mordiscando de leve enquanto estimulava a parte de baixo da doutora.

Jane se afastou um pouco sussurrando com sua voz rouca e agora bem provocante:

– Fica de quatro pra mim!

Maura obedeceu, surpresa e excitada com o tom de autoridade da morena, geralmente era ela que mantinha esse tom da cama, a detetive por mais surpreendente que pareça, restringia ao campo profissional aquele ar mandão. Jane então acariciou a bunda da loira um momento, depois foi atrás lambendo os grandes lábios dela antes de introduzir com delicadeza o vibrador dentro dela. Maura ofegou em resposta e a morena se pôs a fazer um lento movimento de vai e vem, depois acelerou um pouco colocando mais para dentro o aparelho. Depois de algum tempo fez Maura mudar novamente de posição ficando sentada com os joelhos dobrados, se posicionou igual atrás dela e introduziu novamente o vibrador. Com a mão livre apertava os seios de Maura e chupava seu pescoço enquanto a loira subia e descia cada vez mais forte e rápido. Jane levou o tronco mais a frente colando seus próprios seios nas costas da namorada e desceu a mão para o clitóris dela. Voltou a estimula-lo ao mesmo tempo que movia o vibrador de maneira mais lenta em movimentos circulares dentro de Maura fazendo a loira gozar em seguida. Retirou o aparelho de dentro da legista subindo as duas mãos para sua cintura sentindo sua respiração irregular. A abraçou ainda no mesmo lugar por trás apoiando a testa no ombro suado dela que assim que conseguiu controlar a respiração falou num tom arrastado:

– Jane?

– Hum?

– Sua vez...

A morena soltou a namorada que se virou de frente para ela empurrando seu tronco a fazendo deitar de barriga para cima. Voltaram a se beijar com voracidade, Maura mordiscava os lábios de Jane antes de começar uma trilha de beijos pelo corpo da detetive até seu ventre. Chegando nele deu uma lambida de leve e pegou o vibrador. Começou a estimular a morena ao mesmo tempo que subia de volta para seus seios. Introduziu o aparelho e começou a força-lo de diferentes maneiras para dentro de Jane, a morena que já estava no ponto apenas de assistir sua loira gozando, não demorou muito para também ter um orgasmo. Maura desligou o vibrador o jogando para o lado da cama enquanto se deitava em cima do corpo suado de Jane a olhando nos olhos um longo minuto:

– Eu odeio te deixar mais convencida do que você já é, mas cada vez que fazemos sexo você consegue se superar e me deixar cada vez mais louca por você, sabia?

Jane riu abraçando a loira em cima dela e a beijando com carinho:

– Não preciso nem dizer o quanto isso é recíproco, certo? – fez uma pausa levando uma mecha do cabelo de Maura para trás da orelha – Tanto é verdade que nós vamos pra Paris, você me convenceu!

Na semana seguinte elas estavam embarcando. Após muitas horas de avião chegaram a Cidade Luz de noite. Jane por mais mal humorada que estivesse da viagem não pode deixar de se impressionar com a cidade. Era simplesmente linda, Maura tinha toda razão. Só não foram passear imediatamente porque estavam realmente exaustas, optaram por ir direto para o apartamento de Jaques e após arrumarem as coisas simplesmente capotaram. Da manhã seguinte em diante fizeram todos os passeios idealizados por Maura, incluindo muitos que Jane não estava de fato se interessando, mas compensava com alguns outros como lugares bons para comer e beber além, claro de praticamente todas as noites elas se divertirem entre elas no apartamento. Era o último dia da viagem já e elas acordaram cedo a fim de revisitar todos os lugares que tinham gostado mais, mal puseram o pé na calçada do prédio em que estavam ,trombaram numa loira concentrada demais em seu celular que levantou a cabeça pedindo desculpas e dando um choque nas duas:

– Agente Jerau?! – disse Maura arregalando os olhos — Que surpresa agradável!

A agente pareceu sem graça mas logo abriu um sorriso e abraçou as duas mulheres e logo perguntando como andavam as coisas. Contou que pelo FBI agora tudo parecia caminhar melhor. Com toda dificuldade que a perda trouxe, é claro, mas que eles estavam se mantendo unidos e com muito trabalho a bem da verdade. Após algum tempo de conversa JJ perguntou o que elas faziam pela cidade, Jane explicou que estavam de férias, perguntando o mesmo para a agente.

– Ah, vim com o Will! Estamos comemorando nosso aniversário de casamento.

– Parabéns! Puxa, pena que hoje é o último dia que estamos aqui senão poderíamos marcar alguma coisa... – comentou Maura animada

– Pois é, uma pena. Também, não consigo tira-lo das degustações de vinhos do hotel, ele está em uma agorinha mesmo, aproveitei para dar uma arejada pela cidade e vou voltar agora para saber qual a melhor safra lançada de ontem para hoje.

As duas riram depois deram mais um abraço na agente e se despediram contentes:

– É bom vê-la animada assim, né? Sinal de que tudo está correndo bem no final... – comentou Maura enquanto caminhava na direção oposta de para onde JJ foi, abraçada em Jane.

– É. É sim... – respondeu a morena ficando subitamente avoada

– Que foi?

– Nada, só estava fazendo as contas, quando a BAU estava indo embora do caso do ex-marido louco do Jaques, e a Prentiss me contou no aeroporto que a JJ era casada foi justamente falando que ela ajudaria na festa ou jantar, não lembro direito agora, mas era de aniversário de casamento.

– E daí? – perguntou a legista sem entender onde a outra queria chegar.

– Ué, eu presumi que estava perto então né? Mas se um mês depois eles voltaram dizendo que a Emily sumiu, depois correu toda a investigação, já passaram quase 3 meses que ela morreu, tudo isso vai fazer o que? Quase 6 meses no total e ela só está comemorando agora? Não fez sentido...

– Jane, justamente porque aconteceu isso tudo eles devem ter cancelado qualquer comemoração e agora que tá tudo mais calmo resolveram não deixar passar em branco, não sei.

Jane ainda balançou a cabeça meio inconformada, mas deixou esse assunto pra lá. Visitaram e comeram nos locais que haviam planejado o dia todo. Já era final de tarde e a programação seria ir num café perto da Torre Eiffel. Assim que o garçom terminou de servi-las Jane se esticou a frente segurando a mão de Maura:

– Obrigada pela viagem!

– Viu como eu tinha razão?

Elas riram e Jane baixou o olhar um instante. Sentiu Maura acariciar sua cicatriz na palma da mão lhe dando confiança:

– Maur? Eu queria te agradecer por outras coisas também. – a loira a olhou curiosa e ela logo prosseguiu – Quero dizer, acho que se fosse resumir seria agradecer de uma vez por tudo, mas, você sabe: por ser minha melhor amiga, por estar sempre ao meu lado mesmo quando eu fui uma babaca, por nunca ter desistido de mim mesmo com todos os problemas que passamos, por me ensinar como é amar uma pessoa de verdade...

– Jane, por favor, se for assim eu também tenho que te agradecer por tudo isso!

– Eu sei! – respondeu a detetive num tom divertido depois continuando a ficar séria – Mas além de agradecer, eu queria fazer um pedido: você já é a mulher da minha vida e parte da minha família, mas, será que se importaria de ser oficialmente uma Rizzoli?

Maura piscou os olhos um instante confusa demais para entender até que viu Jane tirar uma caixinha do bolso e colocar um par de alianças sobre a mesa. Sorriu balançando a cabeça sem graça:

– Só se você não se importar de ser oficialmente uma Isles!

Jane levantou pegando a mão de Maura e colocando a aliança em seu dedo, depois deixou a loira fazer o mesmo com ela e se beijaram. Levaram um susto quando um garçom gritou: “Viva o amor!” e todos no café começaram a bater palmas para as duas. Riram agradecendo o pessoal enquanto um vendedor de flores veio lhes entregar duas rosas brancas e a banda do café começou uma música animada aproveitando o furor de todos. Maura estava conversando com o senhor quando Jane olhou para o lado e por acaso viu a agente JJ passando por uma mesa distante no mesmo café, deixando uma pasta sobre ela nas mãos de uma mulher morena que estava de costas e sumindo rapidamente numa esquina logo em seguida. Jane franziu a testa tentando ver melhor a morena que usava óculos escuros e analisava a pasta que havia recebido, logo a mulher chamou um garçom, entregou qualquer coisa a ele, deixou um dinheiro sobre a mesa e partiu sumindo na mesma esquina que a agente.

Maura que já havia terminado de conversar com o vendedor viu Jane agindo estranho e logo se preocupou:

– Amor, aconteceu alguma coisa?

– Eu não sei direito, mas...

Foram interrompidas pelo garçom que havia ido na mesa da morena chegando perto com um guardanapo nas mãos:

– Pediram para entregar para as senhoritas!

Maura abriu o guardanapo do café onde havia escrito: “Parabéns ao casal! Se posso oferecer um presente dedico esta música. Não se preocupem em me convidar para o casamento, se eu fosse botaria tudo a perder. Um dia quando pudermos nos reencontrar vocês entenderão! Se cuidem!”

Maura ainda olhava confusa para o papel quando a banda do café começou a tocar “Fly me to the moon” do Frank Sinatra:

– Jane... – a loira agora arregalara os olhos assustada – Essa música... quando conheci a Emily no bar...

– Eu sei! – cortou Jane com um brilho nos olhos – Eu acabei de ver a JJ entregando uma pasta para uma morena...

– Então ela está...

– Sim! Ela está viva!

As duas mulheres riram de maneira abobada se sentindo mais aliviadas do que nunca:

– O Doyle fugiu, eles devem ter forjado a morte dela para a proteger dele até o encontrarem! – concluiu Jane rapidamente.

– Faz todo sentido. E somente o Hotchner e a JJ devem saber disso, por isso ela não pode “botar tudo a perder”.

– Sim... Eu nem acredito que estou tão feliz por alguém que quase tirou você de mim estar viva!

– Jaaane!!

A morena riu de maneira debochada recebendo um tapa no braço de Maura que também ria e logo em seguida a abraçou:

– Quer dançar?

– Quem disse que eu sei dançar?

– Bom, até o casamento vai ter que aprender, não acha?

Jane balançou a cabeça se rendendo a loira que se ajeitava em seus braços e iniciava alguns passos de dança embalada pela música de fundo. Aos poucos o pôr-do-sol ia surgindo e os turistas paravam para olhar aquele casal apaixonado dançando sem saber tudo que passaram até chegar ali. Mas também isso não importava para ninguém, nem mesmo para elas, o que bastava era estarem juntas, para sempre!

FIM

Notas finais
Espero que tenham gostado do desfecho de tudo! =D Agora vou ficar com a outra fic só CM "Sombras do Passado", assim que tiver tempo para voltar a escrever ela também, mas confesso que andei tendo umas idéias para um novo roteiro Rizzles crossover com outra série que mal posso esperar pra escrever e compartilhar com vocês!! Hehehe Beijão suas lindas!! E até qualquer hora!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!