Razão e Emoção
28 Capítulo 28 – Questões desconexas
Notas iniciais
Novamente estavam todos os agentes, Jane e Maura as voltas com anotações, gravações, mapas e tudo mais que pudessem lhes dar qualquer luz sobre tudo que vinha acontecendo. Hotchner retornou para a casa já no final da tarde com Rossi revelando todos os detalhes sobre o caso que conseguiram coletar. O tal Ian tinha um filho e ao que tudo indicava a única maneira de salvá-lo foi a Prentiss simular que tinha o matado enquanto na verdade a CIA o colocou num programa de proteção a testemunhas em algum lugar que nem mesmo ela tinha conhecimento. Ian foi preso acreditando que Lauren era a mulher da sua vida que o traiu, o entregou para a polícia e ainda por cima assassinou seu filho. A única motivação do homem em ficar vivo seria, portanto, conseguir escapar e matar Emily por vingança, sem se importar se tivesse que matar quantos inocentes existissem pelo caminho.
De noite Morgan recebeu um telefonema de Garcia e colocou no viva-voz. Todos ouviam a mulher chorar, Morgan ficou aflito:
– Hei, baby? O que foi, você está bem?
– Eu consegui localizar ela... – respondeu a agente fungando.
– E ai?? – perguntou JJ se levantando do sofá nervosa.
– Eu gravei o que disse no celular, vou mandar pra vocês.
Logo Reid recebeu uma gravação e abriu no notebook para todos acompanharem, basicamente era um monólogo no qual Garcia falava que todos os agentes a amavam e pedia para ela deixar a equipe a ajudar. Eles já sabiam tudo sobre o caso do Ian, sobre a Lauren e entendiam o quanto deve ter sido difícil esconder isso tudo, mas que eles eram uma família e deviam ficar juntos. Emily não respondeu nada, depois de muitos minutos tudo que se ouvia era um som de alguém num suspiro trêmulo como segurando um choro e o barulho de uma arma sendo carregada, depois a ligação foi encerrada.
– Foi isso... – completou Garcia novamente assoando o nariz.
– Mas que merda! – disse Rossi balançando a cabeça cansado – Mas onde o GPS dela diz que ela está, Garcia?
– Não diz. Ela usou algum sistema avançado de proteção. Eu apenas consegui localizar o número com sinal e liguei do telefone daqui da Central. Acho que só por isso ela atendeu. Você me falou que conseguiu alguns códigos que talvez dê para rastrear da prisão do “maluco” Doyle em Hong-Kong não é, Rossi?
– Hong-Kong?! – interrompeu Jane impressionada
– Sim, ele foi exilado e preso numa cadeia numa ilha. Nível de filme... – sussurrou Reid enquanto lia os documentos trazidos pelo seu chefe.
– Sim, vou te mandar incluindo tudo que a CIA liberou sobre ele!
Passado uma hora ouviram novamente o celular e agora uma animada agente do outro lado da linha:
– Pessoal, pessoal, acho que consegui algo útil, finalmente! – fez uma pausa para respirar e depois despejou tudo que tinha para falar – Rastreei seu ponto desde a prisão, ele foi pra muitos países, desde que chegou nos EUA ficou mais difícil dai cruzei os dados com o acervo dos soldados russos que tínhamos ambos estiveram aqui em Washington na semana que a Emily sumiu, em Boston rastreei o empresário envolvido no esquema todo, ele morreu naquele assalto ao banco, certo? Bom, isso é estranho já que aqui consta uma passagem comprada hoje de trem para a zona industrial de Boston amanhã pela manhã.
Reid se levantou correndo e pegou seu mapa cheio de rabiscos:
– Aqui!! – gritou o rapaz circulando um ponto – Já sei pra onde o Ian vai, só tem um lugar nessa região que coloquei no levantamento como possível esconderijo, é uma antiga fábrica de leite abandonada.
– Então é pra lá que a Emily também vai... – disse JJ apreensiva – Ela atraiu a atenção dele para que ele resolvesse agir logo, ficando descuidado e assim ela pudesse saber onde encontra-lo.
– E o que estamos esperando? – falou Morgan já se colocando de pé.
– Amanhecer é claro! – responder Hotchner de maneira firme. – Não podemos correr o risco de estragar o plano dela e denunciar sua posição ou pior afugentá-la de nós mesmos. Vamos esperar amanhecer e iremos até este local no horário que tecnicamente Ian estará chegando, Emily vai estar lá antes dele e assim pegamos os dois ajudando ela.
Todos os agentes se olharam preocupados mas concordaram em seguir o plano do líder. Jane e Maura foram dispensadas do caso logo em seguida:
– Doutora, Detetive, eu lhes agradeço por todo esforço e colaboração, mas agora nossa equipe vai agir sozinha. Obrigado também pela hospitalidade não passaremos mais do que esta noite em sua residência.
– Bom, eu preferia ir junto, mas tudo bem... – resmungou Jane coçando a cabeça – Boa sorte com tudo agentes, e não hesitem em ligar!
– Fico aliviada em saber que a Emily não estará sozinha neste encontro com o tal Ian. – completou Maura apertando a mão do agente. – Mas frisando o que a Jane disse, por favor, não hesitem em nos ligar se precisarem de qualquer coisa!
Um a um os agentes cumprimentaram as duas mulheres que já haviam decidido deixar naquela noite a casa só para eles terminarem de acertar os detalhes do plano em privacidade e irem dormir na casa de Jane. Morgan deu um tapinha no ombro de Jane com um sorriso:
– Obrigado por tudo! Agora deixem com a gente e vão lá se divertir! – deu um piscada safada ao final da frase deixando Jane sem jeito – Aahh, qual é, detetive, com uma doutora dessas aposto que o pouco tempo que ficamos aqui já foi suficiente pra te deixar com “saudades”.
– Não sei do que você está falando, agente folgado! – respondeu Jane meio num riso meio irritada de verdade com o rapaz
– Dizem que uma das características dos gênios é a criatividade... Ou seja, você tem sorte, tenho que confessar que te invejo por isso, é chato ter seeempre que ter as ideias bacanas pra apimentar as coisas!
Jane ficou com a boca entreaberta se sentindo relativamente mal com a frase do moreno, mas sem saber o que dizer apenas encarou Morgan que começou a rir e deu os ombros se distanciando dela para se juntar mais uma vez a seus colegas.
POV Maura
Tinha sido um final de semana corrido, tenso e confuso para dizer o mínimo. Mas agora sabíamos que se tratava de uma questão de tempo para que tudo se resolvesse, os agentes tinham um plano bem elaborado e deixaram claro que não cabia a nós interferir em mais nada. Aprendi ao longo do tempo que trabalhamos juntos mesmo que por pouco tempo em cada caso, (mas acho que devido a intensidade que aconteceram os dois) a confiar naquelas pessoas. Eles sabiam o que estavam fazendo e tudo que eu precisava fazer naquele domingo à noite era descansar um pouco. Nada melhor do que ficar em casa vendo um bom documentário científico e tomando um agradável chá para concretizar isso. Bom, ao menos pra mim este era o programa ideal, sei que para Jane seria o equivalente a: vendo algum jogo estúpido e bebendo cerveja. De qualquer forma há muito tempo, quando éramos só amigas descobrimos que o que importava mesmo era ficarmos juntas, não o programa, então era comum revezarmos essas atividades para que ao menos uma ficasse plenamente satisfeita não só pela companhia. Claro que a maior parte das vezes quando ela era a “dona” da programação eu acabava mexendo em meu celular ou notebook o tempo todo e a mandando parar de gritar quando perguntava quem estava ganhando e ela me respondia com maus modos, quando era o oposto em menos de 5 minutos ela dormia a ao acordar resmungava sobre o pouquíssimo que viu. No fim das contas íamos dormir rindo da situação e não aborrecidas de verdade uma com a outra apesar disso parecer quase impossível!
Estávamos no apartamento dela, já que o meu estava lotado de agentes e concordamos que não só eles para falar sobre os detalhes do plano mas nós mesmas precisávamos de um pouco de paz e privacidade pelo menos por algumas horas. Via um documentário realmente intrigante sobre a vida das espécies marinhas do continente asiático aninhada com Jane em seu sofá. Ambas já de pijamas e banho tomado, confortavelmente desfrutando daquele momento. Ela fazia carinho em mim como sempre, mas estranhamente não senti o peso de seu corpo cair sobre o meu mesmo depois de quase meia hora de documentário. De repente olhei para ela e a vi fitando a tela da televisão, mas parecia não ver de fato o que se passava nela. Seu olhar estava distante e ela mexia em meus cabelos de forma automática. Não falei nada e continuei assistindo ao programa, vez ou outra a ouvia suspirar. Ao chegar no fim da primeira parte peguei o controle e desliguei a tv. Ela piscou meio surpresa com a tela preta então retornou o olhar para mim:
– Já acabou?
– Não, mas eu estou com sono. – Não menti, mas não estava com tanto sono assim a ponto de desistir de ver, apenas estava a achando estranha e quis criar um pretexto para conversarmos melhor – Vamos deitar?
– Ah, tá bom, claro!
Ela se levantou e foi para o quarto, arrumou rapidamente a cama se deitando na sequencia. Eu apaguei a luz e me aproximei dela. Deitei e ela resmungou um boa noite me dando um selinho e apagando o abajur do seu lado da cama, depois ficou de barriga para cima encarando o teto. Virei para apagar o abajur do meu lado mas desisti:
– Amor, tem certeza que está tudo bem? – disse me virando para o outro lado para olhá-la melhor. – Você está meio... como se diz? “Aérea”!
Ela de um sorriso fraco, somente com a luz do abajur acesa não podia ler totalmente o que seu semblante me dizia, mas ela agora parecia um pouco mais tensa.
– Não é nada, baby. Eu só estava pensando.
– Se for sobre o caso da Emily, você sabe que... – ela me interrompeu
– Não. Na verdade eu estava me esforçando para não pensar sobre isso pelo menos um pouco e sinceramente consegui. Era sobre outra coisa mesmo.
Fiz uma pausa esperando para ver se ela continuaria mas como isso não ocorreu eu fiz uma nova tentativa:
– E é sobre o que então?
Ela abriu e fechou a boca algumas vezes parecendo ensaiar o que pretendia me dizer:
– Você acharia interessante a gente usar um... é... tipo assim...
Eu me apoiei num cotovelo ficando mais reta para poder a encarar melhor, ela estava me deixando curiosa com toda aquela hesitação e o fato de eu ter ficado com o rosto mais perto do dela a fez piorar mais:
– Eu quero dizer... de repente, alguma hora, se você toparia tentar usar um...
– Um o que, Jane? – eu não estava entendendo nada e ela sussurrou tão baixo a resposta que continuei sem entender. – Quê??
– Um vibrador. – ela repetiu pouca coisa mais alto, apertando as cicatrizes das mãos que estavam em cima de sua barriga.
– Aahh.... – respondi suavemente admirada a fazendo finalmente olhar para mim ao invés do teto – Espera, você estava tão estranha assim só porque queria me perguntar isso?
Ela balançou a cabeça, pelo calor que emanou de repente de seu rosto sabia, mesmo com a falta de luz que ela estava completamente corada, não pude me impedir de rir deixando ela ainda mais perdida:
– Não era bem essa a resposta que eu imaginava ter, você achou tão ruim assim a ideia??
– Não, não é isso. – respondi tentando parecer mais séria – Eu só acho engraçado que você sempre fala tudo que pensa, mas quando o assunto é sexo fica tão... insegura.
– E você não está exatamente facilitando nada, não acha?
– Desculpe! – respondi agora totalmente sem rir encarando os olhos escuros dela que me fitavam com insistência
– Bom, eu ainda não tinha parado para pensar nesse assunto, salvo que talvez você não fosse apreciar tanto a ideia, mas agora que sugeriu, por que não?
– Por que talvez eu não fosse gostar?
– Sei lá, eu nunca te imaginei usando um vibrador.
– Como não, se você sabe que eu tenho um, Maura? Achou que eu fazia o que com ele, batia chantilly pra confeitar bolos? – ela respondeu no tom mais irônico que possui.
– Jane, isso não seria possível, para bater chantilly é necessário... – parei balançando a cabeça surpresa – Espera, você tem um vibrador? Eu nunca soube disso!
– Como não? – ela falou inconformada se virando e ficando também apoiada sobre um cotovelo para me olhar melhor – Aquela vez que estávamos num caso e o Casey reapareceu e você foi lá fofocar pra minha mãe, eu lembro muito bem de ter dito pra você aproveitar e ir lá falar para ela sobre o meu vibrador também!
– Você usou um tom sarcástico, como eu ia saber que era verdade? – falei me defendendo — Eu não entendo o seu senso de humor!
Ela se levantou da cama acendendo a luz e abrindo seu armário. Me sentei esperando ela voltar com uma caixa em mãos, a abriu colocando sobre a cama:
– Agora parece verdade?
Eu a encarei depois ao objeto brevemente, ela cruzou os braços e permaneceu de pé ao lado da cama. Eu levei a mão a frente tirando o vibrador da caixa e o analisando:
– É azul...
– Sim, é azul... – ela respondeu novamente ficando corada mas com um ar confuso – E dai?
– Nada, achei uma escolha interessante de cor. O meu é rosa, acredito que seja mais comum.
– Você também tem um vibrador. – ela concluiu esticando a mão para apontar para mim e se sentando na cama na sequencia.
– Uhum. Só que a imitação de glande do seu é maior e mais redonda a do meu é meio achatada e inclinada, sabe? – fiz um gesto com a mão e ela me encarou abismada — Estou falando da “cabeça do pênis”.
Jane ficou em silêncio arregalando mais os olhos eu prossegui analisando o objeto em minhas mãos:
– Parece bem confortável este formato. Essas auréolas ao redor do corpo também são fantásticas para estimular a mulher quando friccionam nas paredes da vagina e...
– Eu sei o que é uma glande, Maura. – ela me cortou rápido – Só estou achando surreal ver você dissertar sobre design de vibradores...
– Oh! – disse sem entender bem, estava achando tão natural aquilo tudo que falei, tanto que prossegui – Tem mais ou menos o mesmo tamanho e grossura do meu. Há uma média que costuma agradar as mulheres pois a fazem se sentir mais confortáveis durante o ato sexual.
– Eu imagino... – ela disse revirando os olhos
– Já que você mencionou o design, devo dizer que acho mais interessantes esses designs como o meu e o seu que não imitam perfeitamente um pênis de verdade, dá mais liberdade e não geram comparação.
– Comparação? – ela perguntou num ar de tédio e confusão pelo que eu dizia
– É, por exemplo, como é o pênis do Casey?
– Quê?? – ela agora falou num tom agudo praticamente gritado comigo, havia a deixado realmente em choque – Você não acha mesmo que eu vou ficar te falando sobre o...o...o pênis dele, né?!
– Qual o problema? Vocês não tem mais nada, é não há nenhum interesse da minha parte em dormir com ele, era só pra usar de citação numa análise.
– Não acho que faça sentido a gente usar o pau de um cara que eu fui noiva como “citação de análise” nem eu sei de que... – ela respondeu ainda em choque
– Da comparação! – respondi tentando manter a paciência, Jane às vezes era tão infantil... – Por que você escolheu azul? Certamente o “pau” dele não é dessa cor. – imitei seu tom de voz fazendo questão de repetir o palavreado chulo que ela usou.
– Claro que o dele não é dessa cor, nem de nenhum homem que já vi na terra!
– Viu? Assim não gera comparação. Não necessariamente você se estimularia pensando nele, ao passo que se escolhesse um... — pensei por um instante e chutei uma hipótese viável — muito grande ou simplesmente cor de pele clara, seu subconsciente tenderia a se lembrar do pênis dele.
– Não é grande! – ela respondeu franzindo um pouco a testa – Mas é um pouquinho mais grosso que esse eu acho.
– Hum... – comentei sem conseguir segurar um risinho de canto o que a deixou visivelmente incomodada percebendo que tinha acabado de falar o que há segundos atrás tentou evitar, eu ergui uma sobrancelha em tom triunfante. Pobre Jane, sempre cai nesse meu jogo por mais previsível que seja e a melhor parte é ver ela que é tão cabeça dura ter que dar o braço a torcer.
– Tá, concordo, eu escolhi um totalmente nada a ver porque não queria pensar em homem nenhum quando estivesse usando! – ela respondeu num tom irritado que eu bem conhecia — Era pra ser meu momento, não pra lembrar de ninguém!
– Era nisso que ia chegar! Pensei o mesmo quando comprei o meu. Se bem que a característica principal da pessoa de quem eu tenderia a lembrar, qualquer formato não faria diferença mesmo... – Jane ergueu uma sobrancelha intrigada e eu terminei meio sem jeito ao perceber que estava comentando algo talvez desnecessário em voz alta ao invés de ter mantido no plano mental – Ian era circuncidado.
– Outch! – ela disse num certo tom de repulsa mas que logo virou curiosidade – Como é um pinto circuncidado?
– Ah, na aparência é praticamente a mesma, só que sem o prepúcio. – percebi que estava falando o óbvio – Com relação ao ato em si muda algumas coisas, devido as terminações nervosas que existem na glande, um homem circuncidado tem menos estímulo nessa área. Ele não sente tanto prazer, logo não se excita mais fácil se você “brincar” com a ponta do pênis dele. Mas demora mais para ejacular, por compensação e isso geralmente é tido como uma vantagem para nós mulheres.
– Puxa... – ela falou com seriedade
Ficamos em silêncio um longo minuto até que ela se manifestou:
– Tá, acho que perdemos “um pouquinho” o foco aqui... A proposta era eu e você usarmos um desses certo? Então, você topa tentar?
– Absolutamente. – respondi com um sorriso no rosto e logo ficando preocupada – Mas você quer fazer isso agora? Porque, minha menstruação acabou de descer e eu não estou com a menor vontade por conta disso.
– Não, não precisa ser agora! – ela respondeu se levantando da cama e guardando o objeto de volta na caixa levando-a ao armário – Mesmo porque, ainda você sendo a incrível “Doutora Sexy Isles” falar sobre o pau dos nossos ex, incluindo a circuncisão do Ian é uma coisa definitivamente brochante!
Eu comecei a rir e ela também. Desligou a luz e voltou para a cama me puxando para uma conchinha. Apaguei também o abajur e senti ela dar um beijo carinhoso em minha bochecha. De repente me veio um lampejo:
– Jane, mas afinal, da onde veio essa ideia?
– Ah, sei lá, só estive pensando que eu nunca me esforço pra ser criativa na cama, talvez, quer dizer, é sempre você que tem as boas ideias pra quando a gente transa, e por Deus até minha mãe tem se aventurado com um curso de massagem tântrica, porra, eu devia tentar me arriscar um pouco mais, não?
Eu ri por muito tempo a deixando novamente sem graça até que acariciei seus braços envoltos em minha cintura a deixando a vontade para rir também enquanto eu concluía suspirando:
– Você é engraçada, Jane Rizzoli...
– Ainda bem que você gosta assim! – ela respondeu convencida — Boa noite, Maur!
– Eu não gosto, amo! Boa noite, querida!
Fale com o autor