Razão e Emoção
13 Capítulo 13 – Do que é feito o amanhã
Notas iniciais
– Fiu, fiu, mas o que uma gata como você faz sozinha na rua, uma hora dessas?
Prentiss riu reconhecendo a voz do amigo Morgan e se virou para trás segurando um saco de gelo no rosto:
– Esperando um bonitão como você aparecer, é claro!
– Cacete, Em! O que houve? – disse JJ que estava ao lado do rapaz, em tom preocupado chegando mais perto.
– Digamos que ando precisando treinar mais esquivas de golpes de esquerda...
JJ revirou os olhos tocando com cuidado o rosto da morena, depois começou a mexer na bolsa em busca de algo para fazer um curativo.
Morgan ficou com um tom sério:
– Foi a Rizzoli?
– Uau, foram quantos anos de treinamento do FBI pra chegar nessa conclusão hein? – respondeu Emily num tom sarcástico.
– Na realidade não precisaria de nenhum, era algo mais do que previsível que fosse acontecer em algum momento enquanto estivéssemos na cidade... Pensamos até em fazer um bolão sobre a data! – respondeu Reid sorrindo atrás de JJ que já havia achado algumas coisas e pedia para a outra abaixar a cabeça.
– Puxa, muito obrigada! Por que vocês não pensaram num bolão de quando eu ia quebrar a cara dela e não o contrário?
– Porque você estava pegando a mulher dela, e sabia que estava errada, não o contrário! – respondeu JJ de maneira ácida enquanto dava um ponto falso na outra.
– Só pra esclarecer: uma não era oficialmente mulher da outra, tá bom, JJ? — Prentiss gemeu quando a loira apertou com força seu machucado depois ficou calada ainda olhando em frente. Morgan se virou analisando a casa para onde a outra olhava:
– Deixa ver se eu adivinho: a doutora mora ali?
– Uhum.
– E você está parada aqui na rua dela, porque...
– Estou esperando para ver se a Rizzoli vai entrar ou não.
Os três fizeram uma cara confusa então a agente contou sobre a briga no banheiro e que ao final deixou a detetive lá e foi pedir uma sacola com gelo para o rapaz do bar, depois saiu e ficou de tocaia esperando para ver se a outra iria mesmo atrás da legista.
– Se ela não entrar você vai fazer o que? – perguntou JJ finalizando o curativo e limpando a água que escorria do rosto da outra por causa do gelo.
– Entrar lá você e “consolar” a doutora? – disse Morgan num tom malicioso.
Emily balançou a cabeça rindo:
– Não que fosse má ideia... Mas não, cara. Eu vou é arrastar aquela morena pelos cabelos pra dentro e obrigar as duas a se declararem. Eu nunca tive chances com a Dra. Isles, elas se amam e são um casal perfeito, só precisavam de um empurrãozinho pra perceber isso!
JJ levantou uma sobrancelha para a amiga que logo se defendeu:
– Pode ter sido um empurrãozinho meio aproveitador, é verdade, mas bom... Deu certo não deu?
Os três sorriram para a morena e Reid se pronunciou:
– Mas o que ela está fazendo sentada ali na escada com o celular?
– Deve estar mandando mensagens pra criar um clima ao invés de ir entrando simplesmente e chocar demais a outra... – disse JJ fazendo Morgan e Prentiss a olharem com horror – Que foi? Nem todo mundo é um garanhão impaciente como vocês dois que ia ter a confiança de entrar lá do nada achando que a outra ainda ia se jogar nos seus braços sem nenhum rodeio!
Morgan ia revidar quando viram Jane ficando de pé. Os quatro se abaixaram atrás de um carro esperando o que viria a seguir. Em minutos a porta se abriu, viram Maura de relance e de repente o beijo. Acompanharam quando a legista puxou Jane para dentro da casa e fechou a porta, sem nunca interromper o ato. Sem perceber todos os agentes sorriam comovidos com a cena.
– Bom, missão adicional cumprida com sucesso, pessoal! – disse Morgan se levantando e dando um tapa no braço de Emily — Quem diria que você iria de conquistadora a cupido, hã, Em?
A morena riu depois se lembrou de algo:
– Bem, mas agora me digam: o que vocês faziam sozinhos aqui nessa rua a esta hora da noite?
– Geralmente a gente junta a equipe e sai para comemorar quando completa um caso complicado e estressante e tudo dá certo no final, não é? – respondeu JJ sorrindo.
– Sim, mas eu não estou vendo o Hotch nem o Rossi aqui e eu mesma não estava com vocês até pouco tempo atrás...
– Isto é porque os dois são velhos e estavam cansados! – disse Morgan num tom debochado – Nós, jovens, tiramos um cochilo quando chegamos ao hotel e agora estamos renovados para uma noite de bebedeira. Porém como não conhecemos Boston pedimos pra Garcia dar uma pesquisada e mandar lugares legais, ela indicou este bairro, na sequencia dizendo que o GPS do seu celular apontava que você já estava por aqui, então viemos!
– Tecnicamente eu só vim porque sofro de insônia e gosto da companhia de vocês, não vejo graça em explorar novos bares a cada cidade que a gente vai, não é sempre a mesma coisa? – comentou Reid ajeitando os botões de seu colete estampado.
Morgan revirou os olhos, Emily continuou:
– Neste caso, será um prazer acompanha-los! Só digo uma coisa: vamos procurar outro bar, que este aqui da frente já conheço e não quero que o bartender venha me perguntar se preciso de mais gelo...
Todos riram. Morgan se botou no meio de Emily e JJ passando um braço na cintura de cada uma e começando a andar pela rua:
– Senhoritas e meu caro Doutor, apenas uma regra para nossa noite: o primeiro a cair...
– Paga a conta de todos! – responderam os outros três ao mesmo tempo gargalhando.
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Maura puxou Jane para dentro da casa e fechou a porta, sem nunca interromper o beijo, somente quando o ar se fez necessário é que se separaram, levemente ofegantes. Jane parecia completamente envergonhada:
– Uau...
A legista encarou a outra nos olhos ainda abraçada em seu pescoço com um tom divertido:
– Uau?
– É... – respondeu a morena corando um pouco e logo se colocando na defensiva — O que você esperava que eu dissesse?
– Não sei, na verdade. É só engraçado ver você sem graça, é tão raro você ficar assim...
– Desculpe se não saio todo dia por ai me declarando para minha melhor amiga e ela revida com um dos melhores beijos que já tive na vida!
– Melhores? Jura? – disse a outra com ar provocante – Posso tentar de novo e ver se dessa vez vira “o” melhor?
A morena sorriu de canto e segurando a outra com firmeza com as duas mãos em sua cintura sussurrou num tom provocante:
– Talvez mais tarde, agora deixa eu tentar fazer isso.
Mal terminou a frase já estava invadindo a boca da legista que logo cedeu passagem para a língua da outra. Travavam uma luta consensual de quem pressionava quem por mais tempo ali dentro. Jane deu alguns passos a frente colocando Maura contra o balcão da cozinha, a legista soltou um gemido abafado quando sentiu o gelado do mármore em suas costas. As duas já estavam bem quentes e a loira começava a tirar o blazer de Jane que subitamente se afastou com um ar ainda em transe:
– Minha mãe...
– O que tem sua mãe? – perguntou a legista com a testa franzida segurando nas mangas do casaco da outra mas ainda sem puxá-los para baixo.
A detetive olhava para Maura só de camisola, o decote bem marcado, os cabelos levemente bagunçados e ainda úmidos, um olhar firme sobre ela, aquela junção era uma imagem desconcertante demais. Passou a língua nos lábios e balançou a cabeça tentando organizar os pensamentos:
– Minha mãe mora aqui... Não acho que seria muito bom se...
– Ela não está, Jane! Vai dormir na casa do Cavanaugh.
A loira se repreendeu mentalmente pela segunda frase, sabia que a outra não gostava muito de imaginar sua mãe com seu chefe o que era inevitável quando ouvia coisas assim, mas já era tarde. Só esperava que não tivesse quebrado o clima.
Jane fez uma cara de nojo mas logo balançou a cabeça novamente:
– É? Bom... quer saber? Ótimo! — surpreendeu a outra a agarrando com mais força pela cintura e a levantando para que sentasse em cima do balcão – Assim temos mais espaço disponível!
Maura sorriu terminando de tirar a primeira peça da detetive e a jogando no chão, depois com força a puxou para perto dando mais beijos calorosos que ficavam cada vez mais necessitados. Jane apertava com força as coxas da legista que logo utilizou suas pernas para enlaçar a outra pelas costas e descia a mão pelo seu colo. A morena interrompeu os beijos na boca, mas os continuou no rosto, descendo até o pescoço onde dava algumas chupadas de leve, sentiu Maura descer as mãos até seus seios e os apertou devagar. Ela gemeu e recuou um pouco, a médica notou que não foi um gemido de prazer exatamente:
– Tudo bem?
Jane ficou parada um instante pensando, não queria dizer que havia levado um murro menos de meia hora atrás naquele ponto da agente do FBI com quem por sinal ela não fazia a menor questão de lembrar naquele momento que já esteve com sua Maura provavelmente de uma forma igual ou pelo menos parecida.
– Só... treino pesado na academia essa semana. Tá meio dolorido meu peito, desculpa!
A loira assentiu com a cabeça, colocando as mãos nos ombros da detetive se colocou na beirada do balcão e desceu. Jane acompanhou com os olhos a outra se afastar com suavidade indo em direção um dos armários da cozinha sem nunca desfazer um sorriso para ela:
– O que você está fazendo?
– Claramente eu não estou sendo uma boa anfitriã, vou pegar vinho para nós!
A morena balançou a cabeça rindo sem saber o que dizer, a outra lhe apontou o sofá da sala enquanto separava duas taças. Ela se dirigiu até ele aproveitando para retirar o cinto com o coldre, arma, distintivo e demais apetrechos da cintura e deixando numa mesa de canto. Descalçou as botas também as deixando debaixo da mesma mesa. Esperou Maura se aproximar com as taças cheias, fizeram um brinde e deram um longo gole. Logo em seguida se sentou no sofá da maneira displicente que sempre fazia. A legista se ajeitou ao lado dela fazendo carinho em seu braço. Jane acompanhava o movimento fazendo o mesmo na perna da loira. Se beijaram novamente. Um beijo mais calmo dessa vez, menos urgente mas não com menos emoção que os anteriores. Tomaram o restante do vinho trocando sorrisos e se abraçaram com ternura. Maura sussurrou baixinho perdida nos cabelos da outra:
– Eu sempre te amei, Jane.
– Eu também, Maur... desculpe por ter levado tanto tempo pra aceitar isso.
– Eu também levei, mas isso não importa agora. – a legista finalizou a frase com uma lágrima tímida no canto do olho, Jane se afastou do abraço a encarando e deu um beijo suave no local. Pegou a taça vazia das mãos da outra e a colocou na mesa de centro juntamente com a sua, depois se inclinou novamente capturando seus lábios com mais força.
Em pouco tempo estavam trocando beijos mais ávidos novamente e a cada pequeno movimento de mãos roçando no corpo parecia que as deixavam mais excitadas. Gemidos suaves começavam a ser emitidos pelas duas, Maura se levantou de uma só vez puxando a outra pela mão e a guiando até seu quarto.
Entraram na suíte e a morena tropeçou na cama caindo sentada. Riu de seu pequeno desastre sem deixar de encarar a outra que lhe lançava um olhar de pura malícia. Aproveitou que a detetive já estava sentada para se colocar entre suas pernas e ainda de pé foi desabotoando os botões da camisa social dela da maneira mais lenta e sensual possível. Jane respirava com dificuldade apenas de sentir as mãos da outra passando de maneira tão provocante perto dela. Esperou que terminasse o “serviço” para então tirar a peça de maneira menos sutil e atirá-la em qualquer canto. Puxou a legista mais para perto a beijando com força enquanto lhe segurava a nuca e a cintura. Maura ajoelhou com uma perna na cama, pressionando sua coxa contra a intimidade da morena que soltou um gemido mais alto e mordiscou de leve seu lábio inferior.
A loira sorriu satisfeita com a reação e logo levou as mãos à calça da detetive lhe abrindo o zíper. Jane aproveitava para beijar o pescoço e ombro da outra que expunha essa região do corpo enquanto tirava sua calça. Maura a empurrou com alguma força para trás forçando-a se deitar na cama, esperou a outra se ajeitar melhor indo mais para o centro depois subiu nela. Seus olhos estavam escuros de tanto desejo, seus mamilos turgidos marcados na camisola de cetim quase transparente que usava. Jane não conseguia comparar aquela cena com nada que já tivesse vivido antes. Maura com tesão era simplesmente a coisa mais ridiculamente obscena e maravilhosa que podia imaginar. Voltaram a se beijar, dessa vez com urgência, vontade, paixão.
A loira saiu da boca e começou uma trilha de beijos pelo corpo da outra, indo em seu pescoço, colo, abdômen, coxas... Sentiu que a morena estava tão se não mais preparada que ela, se afastou um pouco sentando e encarando seu sutiã. A detetive ergueu o tronco entendendo o recado e rapidamente tirou a peça. Levou as mãos a cintura que logo foram cobertas pelas da legista que lhe acompanhou na retirada da calcinha. Admirou o corpo da outra totalmente nu um breve instante, parecia paralisada pela visão até que sentiu as mãos da morena na bainha de sua camisola, as cobriu novamente com as suas retirando a peça com calma. Jane não sabia como aquilo podia ficar melhor, era incapaz de não olhar abobalhada para a outra que já não vestia nenhuma peça por baixo da roupa e a encarava aguardando alguma espécie de permissão.
Jane foi se reclinando novamente na cama trazendo a outra consigo. Maura suspirou ao sentir seus seios tocarem o da outra e logo foi se encaixando nas pernas da morena. Quando os sexos se encostaram ambas soltaram um gemido bem audível. Começaram um vai e vem sem pressa. Estavam muito molhadas o que facilitava o processo e dava ainda mais sentimento a cada fricção. Aos poucos aumentaram a velocidade, as bocas voltaram a se procurar com necessidade, usavam as mãos para trazer o corpo uma da outra para mais perto e apertar alguma outra parte que lhes desse prazer e em alguns minutos gozaram juntas.
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