Razão e Emoção

18 Capitulo 18 – Tudo que é bom...


Notas iniciais
Oi gente! Mais uma vez queria agradecer os comentários de todas e bom, um capítulo animado pra começar bem a semana! Boa leitura!

UM MÊS DEPOIS

Jane e Maura contaram no dia seguinte ao jantar com Angela para o pessoal do precinto que estavam namorando. Não queriam esconder, um: porque não fazia sentido, dois: porque seria pior se os amigos próximos e os chefes descobrissem de outra forma. Não era assim que elas agiam, nem profissionalmente muito menos na vida pessoal, se queriam algo, iam lá e faziam, então contaram diretamente. A verdade é que Cavanaugh se fez de surpreso, mas uma semana depois confessou que já sabia, afinal Angela havia ido conversar com ele no dia que “fugiu” para a casa da irmã. Korsak e Frost como bons detetives que eram já haviam notado a falta da aliança no dedo de Jane e sempre suspeitaram de um possível romance entre ela e a doutora, mas sabiam que se fosse sério logo elas viriam contar, não havia necessidade de pressioná-las. E foi exatamente assim que ocorreu. Ficaram muito felizes por elas, afinal eram grandes amigas.

O namoro delas ia muito bem, tinham conseguido conciliar com sucesso a vida profissional com o relacionamento desde sempre, quando podiam davam umas escapadas nem que fosse para passar um tempo a sós juntinhas sem fazer absolutamente nada de especial, apenas curtindo a companhia uma da outra. Era domingo e resolveram almoçar na casa de Maura: a família Rizzoli toda e Jaques. O loiro havia marcado uma “viagem para espairecer” pela Europa na segunda-feira ou “viagem de rico entediado” como definiu Jane assim que soube da notícia, mas que no fundo não deixava de a fazer feliz notando que o novo amigo já parecia bem mais recuperado de todos os acontecimentos terríveis passados, logo apoiava a ideia e é claro que Maura queria aproveitar mais um tempinho com ele antes do embarque. Ela fingia não estar incomodada com nada mas a verdade é que naquele dia fazia exatamente 1 mês que ela e Jane haviam se beijado pela primeira vez e consequentemente começado a namorar. Estava meio chateada pelo fato de a outra simplesmente não ter tocado no assunto em nenhum momento ao longo do dia, parecia que nem se lembrava... Não que ela, Maura, achasse a coisa mais importante do mundo comemorar apenas 1 mês de namoro com alguém, ela não tinha 15 anos nem nada, mas no fundo não podia negar uma leve decepção ao ver que a companheira visivelmente se importava ainda menos que ela com isso.

– Vaaaaii....

– Não, não, nãaaoooo....

– Poorrraa!!!!

Angela já havia desistido de mandar os filhos pararem de berrar palavrões em frente a TV e apenas revirou os olhos terminando de separar as taças para a sobremesa. Maura deu um risinho de cumplicidade para ela resmungando baixo:

– Se eu soubesse que Jaques também havia virado fanático pelo Red Sox não teria o chamado para se juntar a esse coro de baixo calão lá na sala...

Angela riu logo apertando os olhos quando um deles voltou a gritar:

– Corre filho da puta, correeeee!!

Maura já começava a pensar onde tinha deixado seu remédio para dor de cabeça quando a italiana segurou em seu braço:

– Me promete uma coisa, Maura? – disse Angela a fitando com seriedade – Por mais que a Jane insista, não comece a assistir os jogos com ela, senão quando menos esperar você vai estar torcendo também, e eu vou ficar totalmente sozinha, ok?!

As duas riram e logo levaram uma mousse para a mesa chamando os torcedores da casa para se servirem. Todos comeram ainda de olho da tela que foi desligada com certa violência após a perda do time no jogo.

Frankie, Tommy e Jaques ainda permaneceram um bom tempo na casa da legista conversando com elas e Angela enquanto tomavam cervejas e contavam as mais variadas histórias. Adoravam estar juntos, era sempre muito divertido e engraçado. Quando anoiteceu um a um os convidados foram indo embora até só restar Maura e Jane na casa. A morena estava largada no sofá trocando de canal de TV de maneira meio aleatória enquanto com a outra mão fazia carinho nos cabelos de Maura que estava encaixada nela mexendo em seu notebook.

– Jane? – disse a loira de repente fitando a morena que ainda tinha os olhos fixos na tela a frente – Você vai dormir aqui hoje?

– Uhum... – disse a outra sem nenhuma emoção.

– Amanhã eu preciso chegar mais cedo ao laboratório, fiquei de ensinar a Susie um novo tipo de coleta, eu acho que vou tomar banho e já vou deitar então, ok?

– Claro amor, vai lá...

Maura se levantou dando um selinho na detetive. Guardou o notebook e foi em direção à cozinha alimentar Bass. Separou os morangos de maneira relativamente lenta observando vez ou outra a morena que havia se deitado no sofá e continuava vendo pequenos trechos de qualquer programa. Subiu para seu quarto e entrou no banheiro dando um suspiro, ajustou o chuveiro para que ficasse na temperatura que queria e logo entrou embaixo dele. Sentia a água morna lhe caindo na cabeça e fechou os olhos um instante, ficou alguns minutos imóvel apenas curtindo a sensação. Ouviu um barulho na porta mas nem se importou, de repente deu um pulo ao sentir duas mãos lhe rodeando a cintura por trás:

– Jane?! Que susto! – disse se virando para encarar a detetive sem roupa que havia entrado no box junto com ela.

– Esqueci de avisar que você não pode entrar mais cedo amanhã no trabalho... – falou a morena com um sorriso largo no rosto.

– Quê? Como assim? – a loira parecia realmente confusa.

Jane ao invés de responder foi deslizando as mãos pela cintura da outra a trazendo mais para perto enquanto beijava seu pescoço molhado subindo para o queixo onde deu uma mordiscada, parou perto da boca e sussurrou:

– Porque hoje a gente faz um mês de namoro e eu pedi para o Cavanaugh antecipar minha folga e a sua que tiraríamos semana que vem para amanhã, logo nós não vamos trabalhar... – ela subiu uma mão pelas costas da outra a arranhando de leve até chegar na nuca e segurar com força a trazendo para bem perto de si e dando uma lambida provocante nos lábios da outra — Só aproveitar! – terminou a frase finalmente a beijando com um beijo quente e cheio de desejo.

Maura sorria entre os lábios da outra, não podia estar mais feliz, Jane era mesmo surpreendente e a cada dia que passava ela parecia se apaixonar mais pela detetive. Desligou a água colocando Jane contra a parede explorando a mão pelo seu corpo com vontade sem nunca desgrudarem da boca uma da outra. Em pouco tempo puxou a toalha que havia pendurada se afastou poucos minutos se secando apenas o suficiente para não escorregar no chão e se deixou ser levada pela detetive até o quarto.

Caíram na cama se beijando com força, Jane por baixo apertava a loira contra seu corpo que em resposta soltava gemidos e lhe arranhava de leve as costas. A morena foi descendo dando chupões em seu pescoço e logo chegou aos seios, intercalava entre beijos suaves e chupadas fortes nos mamilos da outra que agora emaranhava uma mão em seu cabelo a trazendo para mais perto com força enquanto a outra mão ainda acariciava as costas descendo até a bunda onde ela dava alguns apertões. Ambas tinham a respiração cada vez mais descompassada e gemiam mais alto quando um celular começou a tocar. Maura olhou para os lados vendo seu aparelho no criado mudo oposto ao lado que geralmente deitava na cama. Colocou as mãos nos ombros de Jane a fim de afastá-la, a detetive rosnou em resposta:

– Arrgghh, sério mesmo, Maur?!

– Amor, pode ser importante! – respondeu a legista erguendo o tronco a fim de se levantar.

A morena como era mais forte prendeu Maura mais um pouco em cima dela “atacando” o lóbulo de sua orelha (coisa que sabia que deixava a outra em órbita). Maura a princípio ficou sem ação mas aquele maldito barulho não a deixava se entregar totalmente a outra, finalmente empurrou com força suficiente a namorada para se desvencilhar e foi para trás, levantando pela base da cama encarando a morena que havia se sentado e a acompanhava com um olhar predatório. Deu a volta chegando ao criado-mudo. Viu rapidamente no visor um número desconhecido, mas não teve tempo de raciocinar se apertava o botão de atender ou não porque Jane havia rolado para o lado oposto, ficado de joelhos na cama a agarrando pela cintura e usando toda sua habilidade de lutas a jogou de volta para o colchão, confiscando o celular de suas mãos assim que ela caiu deitada dando um grito de susto:

– Você nem conhece o número! Não, não é importante! – disse a detetive dando uma olhada rápida no visor.

– Jane! O que você... – Maura se ajoelhou tentando recuperar o aparelho das mãos da outra que foi se deitando para impedir que a loira a alcançasse enquanto levava a mão até a gaveta do criado mudo, puxando de uma vez a bateria e jogando o aparelho já desligado lá dentro.

A legista subiu na morena com o objetivo de ainda alcançar o objeto com ar inconformado, Jane esperou que a outra estivesse quase na beirada da cama para escorregar mais para baixo, segurando com as duas mãos nas coxas da loira afundou a boca em seu sexo sem nenhuma delicadeza. Maura soltou um gritinho agudo surpresa com a atitude da outra que rapidamente se pôs a chupar com vontade seu clitóris e subiu as mãos para a cintura da loira fazendo-a sentar totalmente em sua boca.

Maura ofegou jogando a cabeça para trás com força enquanto se segurava nos braços de Jane. A detetive satisfeita com a reação que tinha conseguido acelerou o trabalho com a língua, se pondo a fazer movimentos circulares intercalando com as chupadas, logo desceu suas mãos para a bunda da outra forçando-a a rebolar em sua língua que dava estocadas no interior da loira.

– Ooohhh, Jane! Isso...isso, continua!!

Estava praticamente levando a outra ao limite quando ouviu uma barulho estranho e logo reconheceu que era seu próprio celular vibrando em algum canto. Ela parou os movimentos virando um pouco apenas a cabeça em busca do aparelho. Mal o viu jogado no chão dentro do bolso de sua calça quando sentiu Maura reclinar totalmente seu corpo em cima do dela esticando um braço para alcançar seu sexo, o apertando sem avisar com força:

– Nem pensar! – disse a loira ofegante – Você quis começar, agora não vai tirar a boca dai tão cedo!

Jane ficou arrepiada, adorava quando a outra usava um tom autoritário sobre ela e ao mesmo tempo soltou um grunido quando sentiu a loira passando a mão em seu sexo totalmente molhado. Voltou a chupar com gosto cada pedaço daquela mulher que tanto lhe enlouquecia e ela queria mais que tudo naquele instante fazer gozar em sua boca. Voltou a pressionar o quadril da loira que agora tentava rebolar ao mesmo tempo que estimulava a morena, fazendo-a praticamente se engasgar mais de uma vez com isso.

Finalmente atingiu o clímax gritando o nome da detetive e escorregando para o lado dela de bruços totalmente esgotada. Jane também sem ar permaneceu estirada olhando para o teto um instante. Maura virou apenas a cabeça, levando uma mão a perna da morena:

– Esse... Isso... – procurava as palavras mas ainda não tinha nem ar tampouco capacidade de raciocínio para formular a frase que queria dizer.

– Foi bom? – perguntou a morena abrindo um sorriso e erguendo a cabeça para olhar a namorada.

– Incrível! Sem dúvida o melhor orgasmo que já tive, Jane.

A detetive pousou uma mão sobre a bunda da outra dando um suave aperto enquanto se virava na cama para ficar com a cabeça do mesmo lado que ela, abrindo um sorriso ainda maior:

– Ótimo, então consegui o que queria!

A legista enfim ergueu o tronco se apoiando sobre os cotovelos na cama e admirando a morena que vinha para seu lado deslizando a mão sobre suas costas:

– E onde foi que você aprendeu a fazer isso, detetive, posso saber?

Jane olhou nos olhos da outra depois afastando seus cabelos do rosto sussurrou de maneira maliciosa em seu ouvido:

– Digamos que tive uma professora experiente...

Maura corou um pouco com a frase, mas logo sorrio e puxou a morena para um beijo suave, cheio de amor e satisfação. Ficaram deitadas acariciando o rosto uma da outra um longo tempo. Jane abraçou a legista com cuidado, fazendo cafuné em sua cabeça:

– Está sendo um bom primeiro aniversário de namoro, não acha?

– Bom? Excelente, você quis dizer! — elas riram juntas – Achei que você não fosse se lembrar, sabia?

– E como é que eu poderia esquecer uma coisa tão importante dessas? – disse Jane com um sorriso brincalhão puxando a loira para um beijo demorado.

Maura sorriu brincando com os cachos da morena um instante. De repente Jane se afastou um pouco franzindo a testa e dizendo levemente culpada:

– Os celulares! Será que era do trabalho?

Maura arregalou os olhos se levantando juntamente com a morena da cama indo cada uma em direção seu aparelho. Jane pegou o seu de dentro da calça e disse olhando no registro de chamadas perdidas:

– Estranho... Também não conheço esse número. Aliás, é de outra cidade! – comentou a detetive lendo o número que aparecia na tela em voz alta.

Maura que já havia religado seu aparelho também observava o registro de chamadas e fez um ar preocupado:

– Jane, é o mesmo número que ligou pra mim.

Ambas ficaram se encarando com a testa franzida. Jane colocou seu celular no viva-voz e retornou a ligação. Após algumas chamadas uma voz feminina respondeu:

– BAU, Unidade de Análise Comportamental do FBI, boa noite.

Notas finais
Musiquinha de suspense com esse final! Hahahaha Beijoooss té breve!