Ray

19 Você conhece a posição da nuvem?


Notas iniciais
OIIIII GEEEENTE, eu sei que vocês já estão preparando a morte da Aline e a minha morte também, então eu digo, acalmem-se e respirem. Aconteceu que eu tive que viajar e minha amiga teve alguns probleminhas também, mas estamos de volta (êee) e cheias de criatividade. Esse cap já estava mofando aqui e espero que gostem

Por Carol

─ AAAAAI.

Acordei, bom, fui acordada caindo da cama. Anna, dormindo, tinha me empurrado da cama. Essa filha da puta. Me levantei e empurrei ela também #Revenge

─ AAAAI, SUA VADIA. PORQUE FEZ ISSO? ─ ela respondeu retorcendo o nariz.

─ Ora, acordei desse mesmo modo. Agora vou deitar.

No mesmo instante, Dr. Stoppazzini entra na sala e olha para Anna estirada no chão e eu tentando levantar.

─ Isso porque tava chorando horrores para ver a amiga.

─ Até o senhor praticando Bullying comigo? Égua. ─ disse ela com a cara triste.

─ Bom Srta. Iorc, você já está de alta. Daqui a pouco você pode ir embora.

─ OBBBA, obrigada doutor. ─ disse eu feliz.

─ Mas você tem que parar de se estressar muito e tem que se alimentar direito.

─ Mas ela come igual uma draga, doutor! ─ disse Anna.

─ Mas ela tem que se alimentar de produtos saudáveis, comer menos conservante, gordura, essas coisas. Magros também sofrem minha filha!

─ Então, que horas eu posso ir? ─ eu disse.

─ A partir das 14h. ─ e assim o médico disse se retirando do quarto.

─ Esse papo me deu fome, acho que peguei seu vírus. Meu Zeus do raio! ─ disse Anna.

─ HAHAHAH, cala a boca vadia. Vai lá na lanchonete que eu quero dar um cochilo.

─ Eu vou, o Beto tá vindo pra cá. ─ disse ela, alegrinha.

─ Suruba!

─ CALA A BOCA SUA PUTA HAHAHAH

Enquanto eu ouvia a porta fechar, fui fechando meu olho bem devagar e ouvi a porta abrir de novo. Ainda com os meus olhos fechados, falei:

─ Esqueceu a pureza aqui foi?

─ Eu não esqueci você! ─ era Théo (1)

Assim que ouvi sua voz, abri os olhos rapidamente e o vi segurando vários balões, caixa de chocolate e flores, mas logo tapei meu rosto.

─ O que você tá fazendo aqui? Você não pode me ver assim, estou horrível.

Abri uma brecha na mão e vi ele colocando as coisas em cima do sofá e se aproximando de mim.

─ Deixa disso, você é linda de qualquer forma. ─ ele estava tentando tirar minhas mãos delicadamente de meu rosto, mas eu apertava ─ Olhe para mim. ─ por fim, olhei-o.

Ele se aproximou e deu um beijo em minha testa.

─ Eu estava com muitas saudades. Eu iria dormir aqui com você, mas resolvi abrir mão para a sua amiga. Só a Helena sabe o quão desesperado fiquei em casa essa noite, e te ver assim, sorrindo para mim, já torna o meu dia mais feliz, me torna feliz. ─ ele passava a mão delicada e macia sobre meu rosto colocando meu cabelo para trás.

─ Você não sabe o quanto estais me fazendo bem e feliz por esses 2 meses, eu adoro você. ─ ele se sentou na minha cama, me ajudou a sentar e me abraçou.

Um abraço desconfortável por causa da postura, mas muito bem aconchegante. A sua respiração quente que transbordava em meu pescoço me fazendo arrepiar e ver o quão era bom estar ao lado desse garoto, homem, rapaz, não sei como falar.

Ele se soltou de mim, deu um sorriso e olhou para cima.

─ Deita aqui comigo? ─ eu disse.

─ Mas essa cama é pequena para mim e pode incomodar você e...

─ Vem logo se não eu não convido mais, RUM! ─ eu disse fazendo cara de brava.

─ Tá bom, tá bom. Você venceu! ─ disse ele se ajeitando para deitar ao meu lado.

─ Uhu, Carol 1, Théo 0.

Ele sorriu e me deu um selinho, depois deitou e me abraçou. Eu fiquei parecendo um bebê dormindo com a mãe na cama. Eu estava com frio, ele estava quente e novamente escutei seu coração enquanto ele brincava com o meu cabelo. Eu olhei para cima e ele estava me olhando, dei um leve sorriso.

─ Ei, que horas você está liberada? ─ ele perguntou.

─ A partir das 14h. ─ disse imitando o médico e que o fez soltar uma gargalhada gostosa.

─ Você não quer vir comigo para a casa de praia dos meus pais?

─ O que? Pra você abusar de mim? Lá? No meio do nada?

─ Bom, eu não faço nada que você não queira. ─ ele mordeu o lábio inferior e riu, isso me fez rir também.

─ HAHAHAHA, safado. Vou falar com as meninas pr... ─ ele me interrompeu.

─ Que tal a gente fugir? HAHAH ─ ele me olhou com uma cara de “não faço nada que você não queira”.

─ Tudo bem!

Nos aconchegamos e ficamos abraçados na cama, eu estava com muito sono e me peguei cochilando sobre seu peito, até que..

─ QUE PORRA É ESSA? PODE ACORDAR, OS DOIS. ─ Anna chega gritando com Beto em mãos que só fazia gargalhar.

─ Ô amor, deixa de ser empata foda! ─ disse ele.

─ AMOR É?? HUMMMMMM ─ disse eu me levantando e arrumando o cabelo enquanto Théo ficava puxando a presilha e bagunçando ele.

─ Para Théo!

─ Você fica mais bonita assim.

─ IIIIIH AMIGA, ESSE JÁ QUER! ─ disse Anna abrindo a caixa de bombom

─ Não mexe nisso, se não eu corto seus dedos!! ─ eu disse a ameaçando.
Ela largou e pois as mãos para mim

─ Corta, estamos no hospital mesmo! ─ disse ela fazendo o Beto rir. Mas que porra, não teve nem graça.

─ HÁ HÁ HÁ, idiota! ─ eu disse revirando os olhos.

─ Eu vou de novo lá na lanchonete, eles fazem um Brownie tão bom! Bora amor. ─ disse ela puxando o Beto.

Deixei com que fechassem a porta e olhei no relógio, 14h30

─ Théo, bora fugir?

─ Agora?

─ Já passou do horário, olha aqui. ─ mostrei o relógio.

Não sei o que deu nele, ele nem esperou, me puxou com tudo, pegou as minhas coisas. Abriu a porta, olhou para todos os lados e fomos correndo e de vez em quando, deslizando na lajota do hospital e todos ficavam nos olhando tipo “esses garotos só podem ter bosta na cabeça”, quase tropecei mas ele me carregou e foi correndo. Quando já estávamos no jardim que dava para o estacionamento do hospital, ele me pois no chão, passou a mão em meu rosto e riu

─ Vamos fugir! Vou lhe levar até sua casa e você pega tudo que irá precisar para esse final de semana.

Eu fiquei assustada com essa atitude do Théo porque para mim, ele não tinha cara de quem faria isso um dia. Mas como ele já disse, ele faz qualquer coisa para a pessoa que ele gosta de verdade. E lá vamos nós.

Cheguei em casa, corri, peguei tudo o que precisava, tomei um banho e me arrumei (2), e encontro Théo encostado em seu carro, dando a sua ultima tragada em seu cigarro. Meu Zeus, como esse homem é sexy.

─ Sentiu minha falta? ─ cheguei perto dele, olhei em seus olhos e toquei em sua gola da camisa.

─ Eu quase morri. ─ ele sorriu e abriu a porta para eu entrar.

─ Nossa, quanto cavalheirismo. ─ disse rindo.

─ Eu tenho meus momentos. ─ ele deu uma piscadinha.
Ele entrou no carro e seguimos viagem, fazia uma tarde ensolarada e linda, escutávamos Summer no rádio e “dublava” o Calvin

“When I met you in the summer (summer)

Took my heart beat sound (hey)

We fell in love (summer)

As the leaves turn brown (hey)

And we can be together baby, as long as sky

Is all blue (hey)

You act so innocent now

But you lie so soon

When I met you in the summer”

Eu apenas ria e fazia uma dancinha ridícula. Depois de umas 2h de viagem, chegamos a sua casa (3)

─ Sinta-se em casa amor. ─ ele me carregou, me sentou no capô de seu carro, se pois entre as minhas pernas, me deitou e me beijou enquanto o céu escurecia e eu me sentia maravilhada por estar ali com ele.

O abracei, entramos (4) e fomos guardar nossas coisas. Enquanto eu tirava minha roupa e ficava só de biquíni e ia para a piscina. Mas antes de chegar lá, ele me puxa e me faz dar uma voltinha.

─ UAU, quando você pensa que tá bom, fica melhor ainda. ─ eu sorri e ele me abraçou.

Mas aí, eu lembrei que não sabia nadar. E agora?

─ Théo?

─ Oi amor?

─ Ér, hm, ah, me ensina a nadar? ─ falei fazendo uma cara de dúvida.

─ Tudo bem HAHA, vem amor.

Eu fiquei tão envergonhada que não conseguia nem pensar em chegar perto daquela piscina. Ele tirou a sua blusa e pude ver seu corpo sexy, oh meu Zeus, isso existe mesmo? Ele ficou apenas com um short que mostrava de novo a marquinha na sua cintura, eu já estava babando, e ele ainda me olha de lado dando um sorriso torto, mas por fim, ele me resgata de meu sonho e me faz voltar à realidade.

─ Opa, amor, você conhece a posição do cachorrinho? ─ disse ele passando um pouco de água em seu cabelo.

─ Sim!

─ Borboleta?

─ Sim!

─ Nuvem?

─ O que?

─ Eu fico nu e você vem. ─ ele começou a gargalhar

─ Seu garoto insano, não vou mais entrar aí. ─ virei de costas, mas ele me puxou e eu caí para trás na piscina.

─ SEU RETARDADO, PORQUE VOCÊ FEZ ISSO, SEU IDIO... ─ ele não me deixou falar e me beijou, depois me carregou ainda molhada e me deitou no chão.

─ Théo, não podemos fazer isso. Por favor!

─ Tudo bem, eu entendo. ─ disse ele saindo de cima de mim ─ Que tal darmos uma volta na praia? Faz uma noite linda lá fora.

─ Eu aceito. ─ lhe lancei um sorriso.

E assim a noite passou, passeamos na beira da praia, nos beijamos, tive que tomar outro banho por causa que esse idiota me jogou a água da praia e dormimos juntos em frente a lareira.

Notas finais
Espero que tenham gostado e uma ultima coisa, não me matem hahahahah (1) (http://www.polyvore.com/th%C3%A9o/set?id=127594578). (2) (http://www.polyvore.com/beach/set?id=127589147) (3) (http://s2.glbimg.com/Vvq-X0eJRT0_favHrTHTfndIzK4j8N0uD-FuSIdSoFJIoz-HdGixxa_8qOZvMp3w/e.glbimg.com/og/ed/f/original/2012/12/20/top_10_2012_praia_03.jpg) (4) (http://imovelvip.com.br/blog/wp-content/uploads/2014/02/casa-praia1.jpg)