Ray
28 Theolina
Notas iniciais
Por Carol
─ AHHHHHH!
Caí da cama e fiquei estirada no chão.
─ Théo? Théo? ─ estava chamando por Théo, mas ele não respondia, passei a mão sobre a cama e levantei, ele não estava lá.
Ah filho de uma puta! Decidi descer e ver o que iria fazer hoje e para a minha surpresa encontro Théo com uma calça jeans que realçava a sua bunda (e que bunda) e o deixava incrivelmente gostoso, descalço, com um avental e uma espátula na mão. Eu ri da situação.
─ Olá Srta. Iorc, faça o favor de sentar-se a mesa que já servirei seu café. ─ ele disse com o sotaque mais lindo do mundo, arqueou uma sobrancelha e sorriu.
─ Ai ai Ogawa, ainda mato você um dia.
Ele gargalhou, veio para perto de mim e segurou minha mão.
─ Ma chérie, siga-moi, mostrarei où você irá sentar.
─ Tá bom Theodore, não força.
─ Quem disse que eu to forçando alguma coisa aqui? ─ ele me perguntou com a cara séria e incrédula ao mesmo tempo.
─ Você já está fazendo muita coisa pra mim.
─ Amor, ─ ele se aproximou e me pegou pela cintura ─ você merece muito mais.
O abracei, ele passou a mão sobre o meu cabelo e depois delineou meu rosto com seus dedos, eu sorri e sentei.
─ Dupuis, sente-se e aguarde que son namorado.
─ Ah, cala a boca. Serve logo esse café que eu to com fome.
─ Calma sua draguinha, ainda não está pronto. O chef precisa fazer uma boa comida pra agradar o cliente. Principalmente se ela for linda.
─ Quero ver se essa comida estiver uma bosta. ─ dei uma gargalhada.
Théo fez “beicinho” e fingiu uma cara de choro.
─ VAI LOGO SE NÃO EU MORRO DE FOME AQUI.
─ As suas ordens madame. ─ ele se curvou e seguiu para a cozinha.
─ Idiota.
Peguei o telefone e tinha mensagem das meninas, elas querem se reunir e estavam falando que íamos viajar amanhã.
Théo volta com várias coisas na mão, vai até a cozinha 3 vezes e depois senta do meu lado.
─ Você ainda vai viajar com as meninas?
─ Vou, inclusive, elas estão marcando uma “reunião” pra hoje à tarde na casa da Lissa. Elas querem ir amanhã.
─ MAS O QUE? AMANHÃ?
─ SIM, QUAL O PROBLEMA? VAI ME BATER? ─ eu balancei a cabeça que nem aquelas tias de coral em filme americano. Ele riu.
─ Nenhum, é que eu queria passar mais tempo com você. Eu sou um ser humano tá? Eu sinto saudade.
─ Hmmm tá, me erra.
─ “Me erra” é? É? Tá bom. ─ ele cruzou os braços e curvou a cabeça pra cima fingindo estar zangado.
─ Hmm, deixa de viadagem ô asiático enfrâncesado. Vem cá vem. ─ abracei ele por trás e mordi a sua orelha, senti ele se arrepiar.
─ Não faz isso, você sabe que eu não resisto.
Ele curvou a cabeça para trás e encontrou meus lábios sobre o dele, levantou e me carregou, me sentou sobre a mesa e ficou entre as minhas pernas, mas eu descolei meus lábios dos dele, o abracei e sussurrei.
─ Agora não, preciso sair. ─ e levantei.
─ E eu? ─ ele fez “beicinho” de novo e uma cara de triste.
─ Sei lá, se vira aí. ─ dei uma risada e fingi que ia beijar ele, mas virei o rosto.
─ Ai Carolina, você adora provocar não é mesmo?
─ Bom, digamos que sim.
Ele morde o lábio inferior e faz uma cara de sacana, nem pisco direito e vejo-o correndo atrás de mim, mas eu fui mais rápida. Subi as escadas e tranquei a porta.
─ Abre aí amor.
─ Não, só depois que eu tomar um banho.
Tomei meu banho, peguei qualquer roupa no closet (1) e desci as escadas mandando uma mensagem para as meninas, fui pegar a chave do carro e Théo me puxou pelo braço e depois me agarrou violentamente pela cintura (ai como eu amo isso) me pressionando na parede e pois meu cabelo para trás, segurou minha nuca e me beijou. Ai como eu sentia falta disso!
Depois que acabamos de nos beijar e de finalizarmos com um selinho/sorriso, eu fui embora.
***
Antes de ir para a casa de Helena parei em uma Starbucks e comprei um milk-shake, pois nem tinha “desfrutado” o café que o Théo fez para mim. Sentei-me em uma mesa e abri meu livro, percebi que alguém tinha sentado à minha frente. Era Matheus. Abaixei o livro e cheguei perto.
─ Não basta você acabar com a minha vida e ainda vem me procurar depois que tudo está tudo bem!? Você não tem medo de morrer não garoto?
─ Carol, bom, eu nem sei por onde começar.
─ Saindo de perto de mim.
─ É sério, eu vou viajar e...
─ Eu sei, seu irmão foi falar com a Anna. Se veio aqui pra que eu desejasse boa viagem, então, boa viagem, fume muita maconha pra lá e não apareça mais perto de mim.
─ É sério Carolina, eu vim me desculpar.
Dei uma gargalhada sarcástica.
─ Pedir desculpa? Você viu as merdas que você fez? A primeira delas foi aparecer na minha vida.
─ ESCUTA CAROL. Eu vim pedir desculpas por tudo o que eu fiz, a minha menor das intenções era magoar você, mas me deixei levar pela Angelic.
─ Bom, parabéns, acabou?
─ Não, você me perdoa? ─ ele olhou meio que preocupado e triste ao mesmo tempo.
─ Eu te perdoo porque não sou rancorosa, não tanto assim. Mas se isso for para eu me livrar da sua cara, tá ótimo.
─ Então, obrigada. ─ ele ia se levantando, mas parou ─ Fique de olho na Angelic, ela pode ter surpreender a qualquer momento.
Ele disse isso e foi embora deixando um vazio. Pensei um pouco no que ele disse, será que é verdade? Não ponho muita fé não.
Deixei o pensamento de lado e fui para a casa de Helena.
***
Estacionei o meu carro e entrei na casa.
─ Oi amigas, há quanto temmmpo!? Não tô com saudades da Anna, mas vocês andaram sumidas. ─ abracei Lena e Lissa
─ Ahhh, eu tô namorando ahahaha. ─ disse Lena.
─ Olha Anna, vê se pode uma coisa dessas, e ela não conta nada pra gente. ─ fingi chorar.
─ Ah gente, qual é, ele me pediu ontem.
─ Mas tinha que compartilhar com as amigas né sua puta! ─ disse Anna de braços cruzados.
─ Gente, não tem o que comer aqui não? Tô varada de fome. Parei em uma Starbucks pra comprar um milk-shake, nem comi direito porque o Matheus apareceu e nem pude desfrutar o lindo café que o Théo fez pra mim.
─ ESPERA UM MOMENTO. VOCÊ TEM QUE CONTAR ISSO DIREITINHO PRA NÓS!! ─ disse Anna.
─ AHHHHHH, então foi por isso que Théo não dormiu em casa. Hmmm! Safados. ─ Lena serrou os olhos e sorriu maliciosamente.
─ Vocês transaram? ─ Lissa abriu olhão e um sorriso largo.
─ Deixem de ser idiota, não rolou absolutamente porra nenhuma. Só pedi pra ele dormir comigo. Não tava bem pra ficar sozinha.
─ Sei... Tu queria era sentir o poder do asiático enfrancezado. Ui papito!! ─ disse Anna.
─ Ai, calem a boca. Vou comer!
Passamos a tarde toda conversando sobre a viagem e descobrimos o que Lissa e Lena fizeram enquanto estavam longe de Anna e de mim. Depois assistimos filme e comemos.
─ Gente, eu preciso ir embora. ─ eu disse.
─ Por que já? Tem hora marcada pra transar? ─ perguntou Lissa.
─ Claro que não gente, preciso arrumar minhas coisas já que iremos viajar amanhã de tarde. Já vão dar 22h e eu tô morrendo de sono.
─ Eu vou com você amiga, vovó já deve estar louca porque eu ainda não cheguei. ─ disse Anna.
─ Tá bom, tchau gente.
Me despedi das meninas e quando entrei no carro a Anna começou a me interrogar.
─ Pode me falar a verdade. Vai liberar? ─ Anna sorria maliciosamente enquanto fazia gestos maldosos.
Eu dei uma gargalhada, essa garota me aparece com cada uma que puta que pariu.
─ Claro que não, ele me respeita e tudo mais. Só vou fazer isso quando eu estiver pronta. Tenho vergonha.
─ Só diga que usará camisinha, por favor. Não estou pronta pra carregar o filho da minha melhor amiga! ─ ela exclamou séria.
─ Isso não vai acontecer hahaha. E eu não quero ter que ficar cuidando de pequeno enquanto minha melhor amiga tá transando selvagemente com meu primo. Não sou obrigada a ouvir gemidos e “vai Beto, meu Sr. Grey” ─ dei uma risadinha.
O sorriso de Anna murchou.
─ Acho que isso não vai acontecer. ─ disse amargamente ─ Vamos pra casa.
Ela virou o olhar para a janela. Falar o nome de Beto não foi a melhor ideia da noite.
***
Depois de ter deixado a Anna em casa, fui para a minha pensando em tomar um belo de um banho, por uma música bem alta (ou nem tanto assim) e ficar deitada em um divã. Abri a porta e um cheiro bom de comida se espalhou pela casa escura. Não acredito que Théo ficou por aqui por todo esse tempo. Vou andando para o meio do salão de jantar e vejo uma mesa posta para duas pessoas, velas, vinho e rosas com girassóis (amo girassol). Me assusto quando vejo o reflexo de Théo atrás de mim pelo espelho. Ele usava um smolking e me olhava com seus olhos de gato sedutor.
─ Eu não acredito que você fez isso para mim, e... Onde você conseguiu um smolking? ─ eu disse reparando o quão ele ficava lindo e sexy com o mesmo.
─ Eu sempre ando com um no carro, ─ ele sorriu ─ para ocasiões especiais como essa.
Cheguei mais perto e o puxei pelo ombro, passei a mão sobre a sua nuca e cheguei bem perto de seu rosto a milímetros de sua boca.
─ Eu adorei. ─ sorri e vi que ele iria me beijar. Mas me afastei e soltei uma gargalhada.
─ Você é tão má comigo.
─ Você ainda não viu nada, meu querido.
Embora já soubéssemos muito um do outro, ou talvez nem tanto, conversamos a respeito da comida que ele tinha feito. Ele descreveu as delícias do brie frito que trouxera ainda pouco e eu falei tudo o que consegui a respeito de sua salada de bacon que ele acabara de trazer também. Mas para o prato principal ele fez dois pratos diferentes, eu estava comendo carpaccio de salmão.
Eu, genuinamente interessada perguntei:
─ O seu linguado está saboroso?
─ Está ─ garantiu Théo. ─ Quer um pouquinho? ─ Ele já estava levantando o garfo e virando-o na minha direção.
─ Ahn... não ─ eu fiquei um pouco envergonhada e senti meu corpo se retorcer.
Nunca tive um jantar assim, ou um “encontro” (na minha casa). Era como se fosse a primeira vez que conhecesse Théo.
─ Vá em frente ─ incentivou ele, com a voz em tom baixo. ─ Não quero me gabar, mas está delicioso!
─ Esse é um dos diálogos mais manjados que já ouvi. ─ tentei deixa-lo sem graça e fazer com que desistisse, mas isso não aconteceu.
─ Prove um pouquinho! ─ repetiu ele.
Sem ter outra escolha, inclinei minha cabeça para frente e deixei com que Théo colocasse o garfo em minha boca.
─ Não está bom? ─ perguntou ele, com um olhar significativo.
─ Ótimo ─ concordei tímida.
Ele me observou enquanto colocava cada garfada em minha boca, e percebi que o foco de sua atenção era o movimento dos meus lábios. Fiquei um pouco embaraçada e excitada. Depois foi a hora da sobremesa, era mousse dupla de chocolate. Enquanto eu deixava deslizar para dentro de minha boca uma colherada do chocolate preto-branco, levantei meus olhos e pego Théo me olhando com muita intensidade. A combinação do sabor inigualável do chocolate explodindo sobre minha língua e a promessa que havia em seu olhar fez com que meu corpo trinisse, como se eu estivesse tendo um miniorgasmo.
Algo dentro de mim formigou tanto que fiquei meio receosa. Talvez role ainda esta noite. Talvez mesmo...
Depois de acabar de jantar, levantei-me e fui andando para a sala. Mas senti que ele acabara de tocar em minhas mãos.
─ Amor?
─ Oi amor.
Começou a tocar Jack Johnson e ele segurou em minha cintura, logo em seguida ele passou sua mão delicada em meu rosto e ficamos nos olhando.
Ficamos em silêncio, um perto do outro. Vi que estava pronta para embarcar em meu primeiro caso carnal com um homem. E seria com ele.
Foi como se nós fossemos catapultados um contra o outro. Imediatamente, estávamos encostados na parede da escada, nos braços um do outro, nos beijando freneticamente e desesperadamente. Senti suas mãos habilidosas tirarem minha blusa quadriculada, que ficou caída, todo embolada, no saguão, pouco antes dele me levar para a sala de estar, para o sofá. Ainda nos beijando, ele fez uma leve pressão em meus ombros, forçando-me a abaixar, até me colocar de costas. Então tornamos a nos beijar durante um tempo que me pareceu interminável. Toda vez que eu tentava me ajeitar para sentar ou falar com ele, ele me forçava de volta sobre o sofá e começava tudo novamente. Ele estava totalmente devotado a fazer aquilo, a me servir.
Mantive meus olhos fechados como se eu estivesse entrando em transe. Mas em minha cabeça, eu voava sobre campos de cor, paisagens e estrelas. QUEM PRECISA DE DROGAS??
Mal eu sabia onde estava quando abri os olhos, me espantei em ver que ainda estava em minha sala de estar.
Durante todo esse tempo em que nos beijávamos, eu senti Théo tocar-me e acariciar-me de forma lenta e enlouquecedora. Fazia pequenos círculos com as pontas dos dedos compridos e sensíveis sobre a minha pele, sobre meu rosto, o meu pescoço e os meus braços. De repente, eu senti sua mão acariciando minha barriga por cima de meu vestido, e então, calmamente, moveu as mãos um pouco para cima, apertando minhas costelas. Eu gemia de prazer. Em seguida, continuou subindo, até chegar quase à altura dos meus seios. Por baixo de meu sutiã rendado, meus mamilos levantaram duas tendas. Gritavam pedindo para serem tocados, mas em vez disso, ele me alisou por baixo de meus seios e passou as mãos pela área macia ao lado de meu corpo, para em seguida descer para o abismo entre meus seios. Em círculos lentos e descendentes, começou a se mover cada vez mais para dentro deles, até tocar a parte mais volumosa de meu seio direito. Lentamente, bem devagar, continuara a viajar, vencendo o espaço centímetro por centímetro, ao longo do tecido esticado. Então, depois do que pareceram horas, alcançou meu mamilo e suavemente o massageou com o dedo indicador. Tive a impressão que ia ter um orgasmo.
Ele se recostou, meio que em cima de mim, meio de lado, e senti sua ereção apertando-me o quadril. Aquilo era gostoso demais!
Ele passou a mão sobre minha perna, passou por baixo de meu vestido. Começou a formar círculos com os dedos em minhas coxas. Primeiro na frente, depois na parte externa, para em seguida mergulhar em minha pele virginal e macia da parte interna, antes de voltar para frente e fazer aquilo tudo de novo.
─ Não ─ me ralhou ao sentir que eu estava elevando os quadris em sua direção.
Forçou-me novamente a me recostar no sofá, com a palma da mão pressionando de leve meu púbis. Mais uma vez uma sensação de prazer atravessou meu corpo em doces ondas.
Eu já estava louca para tocá-lo, passar os dedos entre suas costelas, apertar-lhe o estômago com o polegar e sentir a musculatura de suas coxas. Eu estava tremendo de nervosismo e rezando para que ele não percebesse, tirei seu smoking, desabotoei sua camisa e então me ajeitei, sentei-me mais firme, meio que de lado, coloquei as mãos abertas sobre seu peito, sentindo seu tórax definido. Empurrei ele com tanta força que ele caiu para trás e ficou de costas no sofá, enquanto eu passava a olhá-lo de cima e vi sua cara surpresa.
Sorrimos um para o outro em silêncio.
A sua camisa estava quase toda aberta e o efeito que a sua barriga magra criava espaço entre a sua pele e o cós de sua calça me fez sentir vontade de enfiar a mão ali. Pousei a palma de minha mão sobre a linha de seus pelos na barriga que estavam por nascer, girei-a em seguida e movimentei meus dedos lentamente para baixo. E mais para baixo. Até entrar em contato com seu púbis.
─ Carolina... ─ grunhiu ele, tentando murmurar.
Eu estava me sentindo uma predadora.
Ele tornou a me beijar e me virou, fazendo com que mais uma vez, eu ficasse para baixo. Eu não consegui esperar mais.
─ Por favor ─ implorei levantando e desabotoando um pouco de meu vestido e tentando levantá-lo até a cintura. Théo ficou em pé e rapidamente abriu o cinto, tirou as calças, a cueca e as meias.
─ Você está pronta, amor? ─ ele perguntou.
─ Sim, estou. ─ respondi em forma de sussurro e logo em seguida sorri e ele sorria para mim.
A pele dele era muito branca, quase translúcida, tão pálida que os pelos escuros de seus braços e coxas faziam um contraste forte. Sua cintura era fina, seu estômago meio côncavo, com o abdômen definido, tipo “tanquinho”, tão reto que a pele parecia ter sido repuxada para baixo, a fim de cobrir todo o tórax. Suas coxas eram compridas e esbeltas, seus quadris tão estreitos quanto os meus, sua ereção firme e pulsante. Ele é lindo!
Théo ajudou-me a me despir de meu vestido, mas, em uma atitude silenciosa e por mútuo acordo, fiquei com apenas a roupa de baixo. Em seguida, ele se ajoelhou com uma das penas entre a minha enquanto vestia uma camisinha, então, afastou minha calcinha para o lado. Quando ele deixou deslizar bem devagar para dentro de mim, apoiando com cuidado o peso do seu corpo, senti que estava voando em um unicórnio pelos céus.
Depois de tudo, ele pareceu maravilhado assim como eu.
─ Jamais pensei que isto pudesse acontecer hoje. ─ declarou, me olhando fixamente.
─ É mesmo? ─ perguntei em um tom neutro.
─ Eu estou apaixonado por você, e louco também. E já faz tanto tempo que estamos juntos que não posso nem acreditar que...
Fez-se silêncio, estávamos nós dois ali, colados, um nos braços do outro. Mas eu senti sua mão novamente fazendo leves movimentos sobre mim. Bem devagar, ele abriu meu sutiã, tirou minha calcinha e deixou-os espalhados pela a minha sala de estar que já estava caótica. Ele me carregou para o quarto e fizemos amor pela segunda vez.
Depois do segundo tempo, percebi que Théo não queria dormir, e isso me agradou.
─ Vamos! ─ cutuquei sua barriga e o chamei.
─ Vamos aonde?
─ Para o banheiro, vamos tomar banho.
─ Por quê? Você vai ter que ir embora logo? Tem filho pra cuidar? ─ brincou ele.
─ Ora, vamos logo.
Dando risadinhas, entramos meio desengonçados no banheiro, em direção ao boxe. Entreguei-lhe uma esponja e uma embalagem de gel para banho.
─ Lave-me!
─ Tá legal ─ concordou ele, analisando cada parte de meu corpo e em seguida para a esponja, isso me fez ruborizar ─ Só que primeiro vamos ter que molhar você.
Ele abriu a torneira de água quente e me colocou debaixo dela. O jeito curioso e calado com que ele olhou para meu corpo sobre a água da ducha que descia suavemente pelas curvas de meus seios e chegavam aos mamilo antes de continuar a cair, e quando eu espremi a embalagem de gel sobre a esponja , vi que ele não cansava de me olhar . Foi algo carregado de erotismo.
─ Você está imunda! ─ ele disse forçando um rosto sério.
─ Eu sei. ─ eu estava tão nervosa que nem conseguia falar.
Ele passou a esponja bem devagar entre as minhas pernas e me contorci de desejo.
─ Fique quietinha! ─ ordenou ele colocando o indicador entre a boca e fazendo “shiii”
Tentei me manter quieta, mas a massagem firme e incessante era irresistível. A água morna, o corpo molhado dele contra minha pele escorregadia foi demais para nós.
Ele me encostou violentamente na parede de azulejos frios, pus minha perna em volta de sua cintura e ele me penetrou novamente. Por alguns momentos paradisíacos nós nos agarramos com força, os dentes serrando de desejo, enquanto ele, lançava dentro de mim golpes constantes. Até que ele perdeu o apoio dos pés no piso molhado e nós dois escorregamos e caímos estirados com as pernas entrelaçadas, caímos na gargalhada.
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