Ray
26 Always and Forever
Notas iniciais
Por Anna
Acordei com uma leve dor de cabeça, então tudo apareceu em minha mente como um vídeo, mas de forma rápida, pude me lembrar de tudo, de tudo o que me fez chorar e parar aqui.
Afinal, porque estou na minha casa? Como vi parar aqui?
Sento-me no sofá, estou descalça, qual foi a ultima coisa que eu vi? Se lembre Anna!
– Eduardo- me lembrei do rosto que vi entre as lagrimas derramadas por Beto
– Anna- o garoto sem camisa, desde as escadas, eu viro a cabeça e sinto que corei – Desculpe!- eu viro novamente, ele já estava vestido, da a volta e se senta do meu lado.
– O que houve comigo?- pergunto olhando nos seus olhos
– Você tombou comigo, após isso desmaiou – ele sorrir cabisbaixo- Te trouxe pra cá- volta a me olhar
– Obrigada- digo me levantando e ele faz o mesmo
–Anna, me desculpe, pelo o que eu fiz com você, se eu te machuquei, as coisas as quais falei, me desculpe, eu não estou fingindo eu estou sendo sincero a cada palavra- ele segura as minhas mãos- Eu posso ser egoísta, mas eu te amo, esta claro que você não sente o mesmo, é por isso que eu tenho que ir- ele olha pra baixo e eu fico sem entender nada
– Você o que?- eu acho que estou chorando, porque meu rosto fica úmido, minha vista embasa novamente, mas continuou de pé, esperando estar errada no que acabei de ouvir.
– Eu te amo, eu te amo muito mesmo, com toda a sinceridade da minha alma, mas eu fiz coisas erradas pra você, eu só queria que você me desculpasse, eu vou morar com Matheus em Amsterdã- eu levo a mão até a boca, sento no sofá novamente
– Eduardo, você- ele faz sinal para eu me calar, seca minhas lagrimas e chega perto de mim
– Eu te amo. Adeus, Anna- ele cola seus lábios nos meus, me beija delicadamente como nunca antes. Então, ele pega sua mala e sai porta a fora, me deixando só.
Eu não sei o que fazer, eu não posso fazer nada, a não ser chorar.
Beto prefere acreditar em uma vadia, do que na sua melhor amiga. Eduardo vai embora, talvez pra sempre da minha vida, eu não sei mais o que vou fazer, sinto meu mundo todo ser destruído.
Então a campainha toca, vou correndo para atender.
– Anna, nossa, tu tá um lixo- era a Carol. Chorei mais ainda e me abracei a garota, que fazia carinhos nos meus cabelos – Calma, eu to aqui, amiga, eu to aqui- ela me levou ao meu quarto
Continuei chorando por tudo, meu coração tava doendo tanto que eu não sabia mais como tirar aquela dor, eu só queria que tudo passasse.
– Me ajuda Carol, por favor, esta doendo, eu não consigo fazer parar de doer, me ajuda- não aguentei mais e chorei , até ficar desidratada.
– Eu to aqui, ok? Sou sua melhor amiga, P. Lembra? Parabatai! Juntas, sempre e para sempre! Eu não vou te deixar- ela me abraçava forte, fazendo a dor ser aliviada um pouco.
Chorei nos braços de Carol, que por um minuto ouvir chorando também, ainda por Théo, ainda por ele.
Então pra ser básica, choramos juntas, então eu peguei no sono.
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