Ravings of a Dreamer
3 Sonserina ou...
Notas iniciais

POV Aliny
Trouxas. Muitos trouxas. Todos com o sangue sujo, sem um pingo de magia... Eu olhava ao meu redor e me perguntava de onde saiam tanta escoria.
– Porque a passagem pra estação tinha que ser no mundo trouxa? – perguntei pra ninguém especificamente.
– Por que a única passagem 9 ¾ que existe no mundo fica em King Cross – Charlotte respondeu com cara de obvio. Bem, e era... Mas enfim.
– Estamos atrasados – disse e os adultos riram – tudo culpa da esquecida aqui – apontei com a cabeça pra melhor amiga do meu lado.
– Eu não teria esquecido da minha frasqueira no seu quarto – me olhou ameaçadoramente – se eu não tivesse que ter te acordado!
– Detalhe – desdenhei.
– E alias você foi dormir de que horas? – ela me perguntou.
– É, que horas a senhorita foi dormir, dona Aliny Thompson? – mamãe perguntou.
Ferrou!
– Vi sua luz acessa ate tarde...
– Estava procurando uma coisa... – desconversei.
Na verdade estava arrumando meu malão, perdi a hora lendo ‘Hogwarts, uma historia’, de novo.
– Sei... – me olhou desconfiada, mas se distraiu vendo uma grande quantidade de ruivos passando ao nosso lado e falando alto.
– Aqueles não são... – tio Adrian começou a falar, mas foi interrompido por um menino.
– Com licença, sabem como ir para a estação 9 ¾? Perguntou aos ruivos.
– Hey – Charlotte chamou a atenção de todos falando um pouco mais alto que o normal, pra ela – você é o menino que nós esbaramos no caldeirão furado! – ela afirmou. Agora olhando bem, deu pra reconhecer os óculos.
– E você a garota que me defendeu! – ele sorriu e corou. Mas gente, quem cora hoje em dia?
– Nós não estávamos atrasadas? – perguntei o obvio interrompendo eles – e vocês também, não? – perguntei aos ruivos.
– É verdade! – a senhora ruiva falou – muito bem Percy, você primeiro – ela falou e um ruivo passou pela parede.
– Nossa – disse o quatro-olhos.
– Isso é demais – eu e Charlotte falamos juntas e nossos pais riram com outros.
– Fred, pode ir – voltou a dizer se dirigindo ao ruivo da direita.
– Ele não é o Fred – disse o da esquerda – eu que sou.
– Francamente mulher, e ainda diz que é nossa mãe – falou o gêmeo da direita.
– OH, desculpe George, vai lá – continuou fazendo cara de culpada.
– Estava brincando – disse o da direita – eu que sou o Fred – e saiu correndo com o outro atrás. Hilário!
– Vamos ter que passar por essa parede? – perguntou o quatro-olhos.
– Não se preocupe querido – disse a ruiva mãe – é a primeira vez do Rony também – apontou pro ruivo menor que deu um sorriso esquisitinho...
– Nós também – Charlotte se intrometeu. De novo – não precisa ter medo, é só ir correndo se estiver nervoso – disse sorrindo delica. Esse sorriso... Não acredito!
– Exato – concordou a ruiva mãe.
– Boa sorte – a menininha ruiva ao lado da ruiva mãe (que enrolado!) disse pro quatro-olhos.
E lá se foi o garoto lá. Correndo. Charlotte, não acredito que fez isso! Logo depois o ruivo foi atrás.
– Vamos juntas? – perguntei a ela.
– Sempre! – sorriu brilhante e corremos em direção à parede.
E lá estava, o trem vermelho. 5972. Expresso de Hogwarts. Finalmente!
*********************No trem********************
Realmente, tem muitas cabines, mas nem tantas. Eu e Charlotte estávamos andando entre elas a procura do carrinho de doces que passou e não vimos.
–... Esta fazendo magia? – uma garota logo a frente com um cabelo de vassoura, em frente a uma cabine falou – essa eu quero ver – e entrou. Como não sou curiosa nem nada, puxei Charlotte pela mão e fui ver também.
– Também quero ver – disse ficando na porta com Charlotte atrás de mim. E adivinha? Era o ruivo menor e o quatro-olhos. Nossa, quanto doce...
– Estão nos seguindo? -perguntou o ultimo citado.
– O que? – perguntei chocada – eu hein.
– Vai logo – disse a vassoura ambulante.
– U-hum – começou o ruivo.
– Sol, margaridas, amarelo maduro,
Torna amarelo esse rato burro!
O feitiço pegou no rato e nada aconteceu. Há! Otário!
– Tem certeza de que isso é mesmo um feitiço? – a vassoura perguntou – parece que não é muito bom, não é? – perguntou rindo. Ela manja... – é claro que eu só tentei fazer alguns simples sozinha e não tive problema – ok. Não manja mais, que menina metida... Pegou sua varinha e apontou pro quatro-olhos.
– Por exemplo – começou – oculus reparo! – e o óculo se concertou.
– Grande coisa – me meti – eu também sei fazer isso – empinei o nariz.
– Ah é? – perguntou duvidando – tenta então.
Dei de ombros e fui ate o moreno. Tirei seu óculo e o quebrei na janela. Todos ficaram surpresos. E coloquei de volta no rosto dele.
– Meu óculo... – lamentou.
– Oculus reparo! – disse com mais frieza e fim. Óculo concertado. – bem melhor.
– Enfim – Charlotte falou pela primeira vez – você tem um rato? – perguntou indignada – ele pode ter um rato e eu não posso ter um coelho? Tomara que gourmet Junior coma ele! – jogou uma praga. Pera lá!
– Sai dessa! – disse de pressa – meu gato só come pedigree.
– Não se preocupe garota, – disse a vassoura pra mim – Bichento come por ele.
– É o nome do seu gato? – perguntei e ela assentiu – quem coloca o nome de um gato d bichento?
– E quem coloca o nome de um gato de gourmet? – rebateu.
– Okay, parou! – Charlotte interferiu – vamos logo que eu quero doces.
– Eu aho que vocês não vão conseguir comprar – disse o quatro-olhos.
– Por quê? – perguntei.
– Por que eu comprei tudo! – respondeu dando u sorriso se graça.
– O que? – perguntei alarmada – mas e minhas tortinhas de abobora? E as varinhas de alcaçuz?
– Eu não acredito – Charlotte fez biquinho – eu queria tanto sapos de chocolate e feijõezinhos de todos os sabores... – e saiu da cabine reclamando. Fui logo atrás.
–Quem gosta disso Charlotte? – perguntei estressada.
– Eu gosto!
– Você pode ficar com esses – disse o moreno da cabine, que tinha nas mãos duas caixas de cada.
– Serio? – perguntou com os olhos brilhantes.
– Tem varinhas ai pra mim? – perguntei.
– Desculpe – apareceu o ruivo – comi as ultimas.
– Vamos embora Charlotte! – peguei sua mão e sai andando.
– Mas e os doces? -perguntou quase desesperada. Quase.
– Não aceite.
– Mas eu quero!
– Queria.
– Desculpe e obrigada mesmo assim! – gritou para os trouxas da cabine lá atrás – não deveria ter feito isso Aliny.
– Eu faço o que eu quiser.
***********************No castelo******************
– Você viu aqueles barcos? – perguntei pra ela.
– Não é? E essas vestes? – respondeu.
– Mas nada vence o castelo – eu disse.
– Eu sei! – disse dando pulinho e palminhas animadas. Charlotte sempre Charlotte.
No final da escadaria tinha uma velha nos esperando.
– Bem vindos a Hogwarts – começou – bom, em alguns minutos vocês vão atravessar essas portas e encontrar seus colegas. Mas antes de tomarem seus lugares, irão ser selecionados para suas casas. – disse tudo junto. Merlin! – elas são Grifinória, Lufa-Lufa, Corvinal e Sonserina – apertei a mão da minha melhor amiga quando escutei o nome da MINHA CASA. Logo a frente tinha uma cabeleira loira rindo com os amigos que não me parecia estranho. – enquanto estiverem aqui, suas casas serão como suas famílias. Seus triunfos irão render pontos. Se quebrarem alguma regra, irão perder pontos. No final do ano, a casa que tiver mais pontos ira ganhar a taça das casas.
– Trevo – gritou um menino gordo e correu ao pé da velha. Tinha um sapo lá, Mané! Todos deram risinhos e eu não fiquei pra trás. – desculpe – disse e voltou ao lugar.
– A cerimônia de seleção ira começar em instantes – e saiu andando. Maluca.
– É verdade então? – uma voz conhecida perguntou – o que disseram no trem? Harry Potter veio pra Hogwarts – e eu reconheci Draco Malfoy ido pra frente do garoto quatro-olhos. Todo mundo comentou.
– Nós brigamos com Harry Potter? – perguntei em voz alta e olharam pra mim. Draco sorriu de reconhecimento.
– Nós não – Charlotte respondeu – você brigou – nem dei bola.
E eu fui para o lado de Draco.
– Esses são Crabb e Goyle – apresentou – e Aliny – olhou pra mim e sorriu. Sorri de volta. – e eu sou Malfoy. Draco Malfoy.
O ruivo riu.
– Acha meu nome engraçado, não é? -perguntou olhando ameaçadoramente pra ele – nem preciso perguntar o seu. Cabelo ruivo, vestes de segunda mão, você deve ser um Weasley.
– Draco – interrompeu Charlotte – que falta de educação da sua parte! – la vem, todas certinha.
– Não me interrompa – ele respondeu frio e grosso, se ele souber como ela odeia gente grossa... – e essa é Char...
– Não precisa me apresentar – ela o cortou com um olhar gélido. Ai! – eu sei fazer isso sozinha – e se virou para o Potter – sou Charlotte, Charlotte Delpérier. Já nos vimos antes – o sotaque dela vibrou agora.
– Como eu ia dizendo – Draco entrou na frente dela – logo vai descobrir que algumas famílias de bruxos são melhores que as outras. Você não vai querer ser amigo da pessoa errada, eu posso ajuda-lo nisso – e estendeu sua mão em um comprimento. Aperta logo Potter!
– Eu posso ver sozinho quem é a pessoa errada – Potter lhe respondeu.
Charlotte deu um risinho e eu lhe cutuquei. Draco a olhou com ódio.
Logo a velha chegou e fomos para nossos lugares. Eu vi um vislumbre de sorriso da Charlotte em direção ao Potter.
– Charlotte – a chamei sussurrando – o que foi isso?
– O que foi isso digo eu! – ela me olhou espantada – nunca pensei que você fosse assim – a olhei chocada.
– Nós estamos prontos – disse a velha – sigam-me.
Ao entrar no salão, foi como um sonho ser realizado.
– Isso não é o teto– começou a cabelo de vassoura minha frente – foi enfeitiçado pra parecer o céu à noite.
– Isso tem em Hogwarts, uma historia – eu me intrometi. Ela me olhou com visível raiva. Sorri vitoriosa.
Paramos em frente a mês dos professores.
– Bom, antes de começarmos, o professor Dumbledore tem algumas palavras a falar.
O velho de barba grande se levantou e começou a falar:
– Antes de o ano começar, tenho alguns avisos pare serem dados: alunos novos fiquem sabendo, que a floresta negra e terminantemente proibida de todos os estudantes. E também que o nosso zelador, o senhor Filch, me pediu para lembrarem que o corredor do terceiro andar do lado direito, esta proibido a todos aqueles que não querem ter uma morte altamente dolorosa. – todos ficaram em silencio mortal – obrigado! – e se sentou.
– Quando eu chamar seus nomes – começou a velha abrindo um pergaminho – deem um passo a frente, vou colocar o chapéu seletor em suas cabeças e serão selecionados para suas casas.
– Hermione Granger – e lá se foi a cabelo de vassoura.
– Tomara que não vá pra Sonserina – eu disse pra Charlotte. Ela só revirou os olhos.
E o chapéu gritou Grifinória. Gloria! Todos deram palmas, menos os Sonserinos. Grifinória é uma escoria.
– Draco Malfoy – e lá se foi o futuro Sonserino. O chapéu nem se encostou a Draco e já falou Sonserina. Ele sorriu vitorioso.
– Susana Bout – e o chapéu falou Lufa-Lufa. Idiotas.
– Ronald Weasley – e o chapéu gritou Grifinória. Tinha que ser.
– Harry Potter – o salão inteiro ficou em silencio. O chapéu demorou mais nele do que todo mundo... Era impressão minha ou ele fala Sonserina não? Ate que o chapéu gritou Grifinória.
– Aliny Thompson – eu fui de cabeça erguida ate o chapéu.
– Bela mente, mas muito ardilosa... SONSERINA!
Eu nuca fiquei tão feliz em minha vida!
Fui ate a minha mesa e sentei ao lado de Draco.
– Só falta Charlotte – eu disse pra ele sorrindo.
– Charlotte Delpérier.
Ela foi andando calmamente ate o chapéu. Esperei ansiosa, pareceram horas! E quando o chapéu falou.
– CORVINAL!
Meu mundo caiu.
Eu não acredito! Como ela não veio pra Sonserina? Como ela pode?
Eu sentia que a raiva me consumia e eu sei que ela viu isso nos meus olhos quando sentou em sua mesa.
POV Charlotte.
Eu não sei o que mais eu sinto. Se é alivio por não ter ido pra Sonserina. Alegria por ter vindo pra Corvinal. Ou medo. Medo do que eu vi no olhar de Aliny e do que eu vou provavelmente ver-nos do meu pai.
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