Raros Olhos Pretos
1 O dia era azul
O dia era azul
A vida era cinza
Mas de alguma forma o seu preto me coloriu
Porque são escuros como uma noite
Porque quando brilham são como noites estreladas
E quando mergulho neles sou capaz de virar a noite em claro
Sou até capaz de dizer todos os absurdos
Apenas para te observar rir da minha insanidade.
Porque me sinto ser absorvida pelo sorriso que lhe escapa dos lábios
Assim como as palavras atrevidas lhe escapam da boca
Da mesma boca que me prende
Dos mesmos lábios que não me deixam fugir
São as boas intenções, baby
As boas cheias de segundas e terceiras
São as mãos nervosas que se retorcem
São os sorrisos involuntários que se voluntariam por você
E nem precisa pedir licença
Eu já deixei a porta aberta
Chega aqui, cola em mim.
Me bagunça
Me deduz
Me abraça e me traduz
Faz o que quiser de mim
Porque eu sei que ainda sou eu
Só já nem sou mais minha
Eu já me desfiz em mil asas de borboletas
Batendo agitadas quando te sentiram
Já me desfiz em ritmo anormal
Acelerando as batidas e saltando ao vazio
Mas eu me faço, de novo e de novo
Faço e refaço
Me faço fácil por por você, você quer?
Agora você deveria saber
Que eu preciso dizer
Que de alguma forma inexplicável
Me apaixonei por você.
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