O dia era azul

A vida era cinza

Mas de alguma forma o seu preto me coloriu

Porque são escuros como uma noite

Porque quando brilham são como noites estreladas

E quando mergulho neles sou capaz de virar a noite em claro

Sou até capaz de dizer todos os absurdos

Apenas para te observar rir da minha insanidade.

Porque me sinto ser absorvida pelo sorriso que lhe escapa dos lábios

Assim como as palavras atrevidas lhe escapam da boca

Da mesma boca que me prende

Dos mesmos lábios que não me deixam fugir

São as boas intenções, baby

As boas cheias de segundas e terceiras

São as mãos nervosas que se retorcem

São os sorrisos involuntários que se voluntariam por você

E nem precisa pedir licença

Eu já deixei a porta aberta

Chega aqui, cola em mim.

Me bagunça

Me deduz

Me abraça e me traduz

Faz o que quiser de mim

Porque eu sei que ainda sou eu

Só já nem sou mais minha

Eu já me desfiz em mil asas de borboletas

Batendo agitadas quando te sentiram

Já me desfiz em ritmo anormal

Acelerando as batidas e saltando ao vazio

Mas eu me faço, de novo e de novo

Faço e refaço

Me faço fácil por por você, você quer?

Agora você deveria saber

Que eu preciso dizer

Que de alguma forma inexplicável

Me apaixonei por você.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!