Rapunzelo

5 Capítulo 5


Notas iniciais
EAÊ POVADAAAA! Demorou mas saiu!! Queria agradecer às asks do meu tumblr elogiando a fic! Sério, fiquei muito feliz!
Enfim, vou postar o resto de uma vez, oks? Bjos, boa leitura!

- Acho que essa merda desse mapa está com as coordenadas erradas. Faz mais de seis dias que o achamos e nada de encontrar a civilização! Me deixa ver. ME DÁ ESSA PORRA LOGO SENÃO DEÇO O CACETE NA TUA CARA! – Rapunzelo disse. Os três dias seguintes da descoberta do mapa foram muito tranqüilos, devido a nova esperança que surgiu em Rapunzelo. Porém, ao decorrer dos dias, ele perdia as esperanças e começara a ficar carrancudo e violento. (MINI ON: eu não disse que ia dar em merda? Pois, deu! Eu sou o narrador, sei de tudo nessa merda).

- NÃO, VOCÊ NÃO VAI VER! GÁÁÁÁÁÁÁÁ! – gritou o príncipe atabacado. Rapunzel tinha feito cosquinha nele e pegou o mapa. Claro que Rapunzelo não desceu logo o cacete em Raimundo. Por mais carrancudo que estivesse, não ia dar na cara do garoto. Mas vontade de matá-lo foi o que não faltou, quando o travesti viu que, no topo da página, lia-se “ENCONTRE O TESOURO MÁGICO DA FADA MADRINHA!”, e que o mapa era falso.

Aí a coisa ficou feia para o lado do príncipe. Feia não. Parecia o Lobo Mau dos "Três Porquinhos" com sarna, raiva e vestido roxo com bolinhas verdes.

- PUTA QUE PARIIIIIIIIIIIIU!! VOCÊ me escondeu o tempo todo que estávamos seguindo uma trilha falsa para o reino, que na verdade era uma trilha para procurar do "TESOURO MÁGICO DA FADA MADRINHA"?! O QUE VOCÊ TEM NA CABEÇA SEU PUTO?! CARALHO! Sabe o que porra pode acontecer conosco se formos pelo caminho errado?! Ser devorados e mortos! Não tem consciência de nada? Tu é mais burro do que uma jaca mole enfiada numa maçaneta, velho! E é tão útil quanto uma porta no teto, merda!

Foi a vez de Raimundo ficar irado.

- Ora, eu sabia que você seria cabeça dura de aceitar que a gente está sem sorte! Claro que eu escondi! Sabe por quê? Porque você não LIGA PARA MIM! IRIA EMBORA, ME DEIXANDO À DERIVA NA FLORESTA! VOCÊ É UMA PESSOA MÁ, QUE SÓ LIGA PARA SEUS PRÓPRIOS INTERESSES!

- PELO MENOS EU NÃO SOU UM FILHINHO DA MAMÃE QUE ACREDITA EM CONTOS DE FADAS E SE JOGA NUMA PORRA DE BUSCA FACÍLIMA, QUE NEM TEM A CAPACIDADE DA FAZER! Até meu Jumento de Espelho tem mais peito que você! Estou louco para dizer isso para você desde que eu saí daquela torre: VOCÊ É UM IMBECIL! – Rapunzelo disse a frase pausadamente à medida que ia cutucando com força o peito do príncipe, sendo o último cutucão tão forte que ele caiu na terra escura da floresta.

Isso caiu como uma bola de canhão sobre Raimundo. Ele já tinha sido ridicularizado na frente da corte toda, do reino todo e já foi humilhado por Rapunzelo. Mas nunca de uma forma tão bruta. Foi aí que a fama de moço educado ficou para trás. Raimundo se levantou e ficou encarando Rapunzelo do alto, já que era uma cabeça mais alto que ele.

- Ah, é? Então quero ver você achar a porra do caminho sozinho! Tu vai virar banquete de urso! É, banquete, porque tu é tão gordo que é confundido com um boi de carroça!

- Eu garanto que consigo seu imbecil, já que você não vai estar aqui para me impedir! E eu não sou gordo, só tenho pele flácida e excesso de fofura!

Os dois se separaram, Rapunzelo indo para frente e Raimundo pela direita.

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Raimundo estava fora de si. Ele sabia que a busca à esposa ideal iria sair pela culatra, mas não desse jeito. Toda sua vida fora uma piada. Ainda se lembra do pai o expulsando de casa, mandando-o para achar uma moça para casar. As lágrimas ameaçaram sair. Considerou voltar para Rapunzelo para pedir ajuda. “Não. Eu não vou dar esse gosto a ele. Tenho que voltar para o castelo com a cabeça erguida e contar para o meu pai a verdade. Sem choro nem vela”.

Foi à esquerda, à mercê da intuição.

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"Não acredito que me deixei levar pelos mínimos conhecimentos do cara. Claro que era uma furada confiar nele. Sabia que deveria ter visto o mapa melhor, que deveria verificar. Mas acho que foi o momento da emocionante esperança no pedacinho de papel que iria levar-nos para a civilização que me cegou da verdade. Malditas emoções!" pensava Rapunzelo, enquanto seguia em frente.

No meio de suas lamentações, Rapunzelo avistou uma casa. Depois mais outra. Logo depois uma loja. Saiu totalmente da floresta e viu a luz do dia amarela pela primeira vez em quase duas semanas de luz verde.

- Consegui – murmurou ele chocado. Não acreditava que, se tivesse andado mais um pouco de onde estavam, teriam achado o caminho para o reino. Sentiu um pouco de pena de Raimundo, mas só foi isso: um pouco. Logo passou e ele fez a única coisa que pensou: tirou a peruca e rasgou o vestido. Foi para uma loja e comprou vestes masculinas com o dinheiro que estava no bolso. Perguntou ao vendedor em que reino estava e ele disse que estavam no “H-ALLEJUIA”.

Rapunzelo, ou Abelardo, seu nome verdadeiro (acho que podemos usá-lo, agora que é um homem); lembrou-se dos momentos que estava conversando com Raimundo, e percebeu que esse é o reino que ele mora. Bateu um remorso... Tinha mesmo que pagar o trato? Uma pequena batalha interna aconteceu, e seu lado bom venceu. Perguntou para que lado ficava o castelo e foi em sua direção, pensando em Raimundo e onde ele estava.

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“Estou perdido. E agora? Anda Raimundo, tente se lembrar de seu tempo nos escoteiros.” Pensou Raimundo. Porém, não conseguia se concentrar, já que estava pensando em Rapunzelo e onde ele estava. “Espero que ele esteja perdido. Quem ele acha que é para ficar me criticando? Faz apenas dez dias que nos conhecemos e ele se acha”.

De repente, o príncipe ouve um barulho vindo das moitas. “É só uma lebre ou coelho”, ele pensa, mas está enganado: era uma cobra gigantesca. "Eita porra, fudeu agora!" pensou Raimundo, que faz a única coisa que um homem de bom senso faria(ou pelo menos o quase não-senso dele): começa a gritar e correr como nunca, superando até a vez em que foi perseguido por um falcão, mas tomba num galho de árvore e cai (ele era um bom corredor, mas em uma pista sem obstáculos). A cobra se aproxima dele e se prepara para o bote.

“Então esse é o meu ‘Feliz para Sempre’? Tá, tudo bem. Morro com dignidade”. Ele fecha os olhos e começa a rezar, esperando a dor e a entrada do veneno mortal em suas veias.

TOC!

Não era esse som que ele esperava. Aguarda mais uns segundinhos... Nada. A cobra não avança e ele arrisca uma olhadela. A cobra estava desacordada com um coco ao seu lado. Raimundo olha para cima, com certa expectativa de que seja Rapunzelo ao seu resgate, mas era só um macaco que passou para pegar uma banana da árvore ao lado e deixou cair o coco.

Dando um suspiro pesado, ele se levanta, espana a areia das roupas e sai andando. “Ah vá. Rapunzelo não irá magicamente aparecer ao meu lado para me salvar e então fazermos as pazes e sermos amigos para sempre. Ele foi pelo seu próprio caminho, sem se preocupar com nada”, pensou Raimundo andando erroneamente.

Uma luz forte interrompeu seu devaneio. Quando seus olhos se acostumaram à luz, ele viu: a lanchonete “Fada Madrinha”. Ele correu como um louco para a luz e, quando finalmente a alcançou, gritou de alegria. Tinha conseguido chegar ao reino. Agora, é só achar a direção do castelo. Mas primeiro, uma paradinha na “Fada Madrinha” para comer um pouco.