Rapunzelo

1 Capítulo 1


Notas iniciais
Espero que vocês curtam meu capítulo 1.
Só vou postar o outro quando eu tiver reviews, pra eu saber que eu não estou postando por nada. :D

Narrador 1 — Era uma vez...

Ei, o que você está fazendo aqui na cabine do narrador? Não sabe que não pode entrar aqui? Vou chamar o seg... O que você está fazendo com essa corda e essa fita durex? Ei saia daqui! Não! NÃO, ME LARGAAAA!! Mmmmmmmpf... Mmmpf...!!

Narrador 2 — Ah, bem melhor. E aí povada? Daqui em diante eu serei seu narrador, OK? Porque não agüento mais essas histórias que terminam com final feliz e garanto que vocês também não. Não, eu não sou amargurado com a vida, apenas não suporto mais histórias do estilo "Happy 4EVER". Sou mais ao estilo Shrek, se é que vocês me entendem. Mas ainda acho que Fiona deveria ficar com o Encantado, aquele filhinho da mamãe. Enfim.

Todos os dias, menininhas são empanturradas com baboseiras de contos de fadas, que tomam sua concentração durante a prova, fazendo-as desenhar arco-íris e pôneis voadores nas mesmas, que geralmente são corrigidas por professoras mal-amadas que acabam de levar um pé na bunda e adoram causar desespero e tristeza nas garotinhas sonhadoras. De certo modo elas são as bruxas más da história. Mas isso não vem ao caso.

Por isso que eu estou aqui: para lhes trazerem à realidade de que nem sempre histórias acabam em finais felizes de uma forma menos dolorosa do que professoras mal-amadas. Vou lhes contar a história de uma bela dama que se cansou do ramo de contos de fadas, e foi viver com, digamos assim, um pouco mais de emoção: ela virou stripper em Las Vegas, deixando um infeliz homem em seu lugar. Por respeito à moça, não direi seu nome encantado, mas o homem virou Rapunzelo.

Era uma vez... (novamente)

- Ah, de onde vem essa melodia tão bela? — falou o rapaz de olhar vago girando no meio da floresta. "Ah tempos que quero encontrar a fonte de tal voz!", pensou o príncipe, que estava relembrando seus últimos seis meses na floresta à procura da dona da canção que todas as manhãs toca em algum lugar da floresta. Mas acho que vocês já devem ter percebido que esse príncipe é muito imbecil, primeiro por girar na grama no meio da floresta; e segundo por levar seis meses só para encontrar uma canção que estava a dez quilômetros e meio de distância de seu reino! Porra!

Enfim, o príncipe abestalhado continuou sua busca, até agora infrutífera, pela dona da melodia.

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A exatamente dez quilômetros e meio da Civilização mais próxima, apoiado no parapeito da torre mais alta da região, estava um homem pressionando um botão de CD Player. O homem tinha por volta de trinta anos, um rosto gorducho, barba por fazer e uma indiscutível expressão carrancuda que dizia "eu mereço?". Em suma, ele era horroroso. Chamava a si mesmo de Rapunzelo.

"Será que essa velha não decora nada?", pensou Rapunzelo. "Faz seis meses que eu estou aqui que ela precisa que eu 'cante' para achar o caminho da torre. Porra, ela deve estar ficando gagá", ele pensou. Depois, sua linha de pensamento foi para algo que ele estava remoendo há meses: sua estadia na torre.

- Só um ano, ela disse. "Só um ano"! Eu sabia que não devia aceitar esse acordo. Mais uma semana e eu saio daqui deixando um cadáver de peruca, assim a velha morre logo e a história acaba. Fim de papo. Seria muito mais fácil assim... — resmungou para si mesmo.

Passados mais alguns minutos, Rapunzelo decidiu que já era hora de parar de rodar a música e ir se arrumar. Caminhou pelo seu quarto belamente pintado de rosa, roxo e amarelo com o teto decorado com falsas estrelas. Parou junto a sua cama de dossel alto com dois de seus vestidos sobre os lençóis de cama. Estava em dúvida quanto a qual usar: o roxo com a cintura destacada com uma trança fina dourada, bem discreta; ou o azul com decote nas costas detalhado com flores douradas. Fez "unidunitê" e ficou com o azul. Pôs seu busto falso, a peruca loira com um ganchinho na nuca para o aplique da trança maior que usava quando sua tia/ madrasta queria subir, fez a barba e começou a maquiagem. Decidiu colocar algo bem discreto: sombra prata com delineador glitter e um batom rosa-choque. Olhou-se no espelho e falou.

- Espelho, espelho meu. Existe homem mais horroroso, idiota, azarado e ótimo na maquiagem do que eu?

Assim que acabou de falar a frase, um jumento com óculos, parecido com o da Dona Benta da história do Sítio do Pica-Pau Amarelo, apareceu. O jumento analisou Rapunzelo e pesquisou no dicionário. Por fim, falou.

- Claro que não! Nunca vi bípede mais primitivo que você, mas a definição de "primitivo" no dicionário não lhe faz juz. Porém, adorei a maquiagem. O batom rosa-choque lhe deu aquele ar de atitude que lhe falta. Pelo menos pode fingir que tem. Por obséquio, cancele essa ligação de Espelho 2D. Os custos estão mais altos para quem faz, e eu sei que você não tem dinheiro o suficiente para bancar. Ande, vá!

Rapunzelo deu um sorriso fraco, agradeceu ao burro e desligou. "Cara, se eu soubesse que tinha talento pra maquiagem, não tinha embarcado nessa. Afinal, a velha não vem logo não?", pensou Rapunzelo.

E falando no diabo...

Notas finais
AAAH! Eu amei esse capítulo, desculpem por colocar tão pequeno, mas eu queria começar por algo que atiçasse a curiosidade :P
Bjos, REVIEWS PLEASE??