Rakuen PROJECT I ~ FIRST STAGE [BETA VERSION]
9 CHAPTER #4 ~ Madness
Notas iniciais
EDIT: Erros corrigidos. Falas de narrador acrescentadas. Erro de uma fala de Arashi antes dele ser "acertado" corrigida.
Recapitulando...
Após Yami-san, uma estranha garota com poderes de gelo, me amaldiçoar com um beijo na testa, várias garotas tiveram seu amor por mim ampliado consideravelmente. Após muitas confusões, Yami-san começou a colocar seu plano em prática, criando um clube com todas as garotas que estavam atraídas, e até a Chie-sensei, na qual já passei por um estranho fato em seu apartamento, estava no clube, logicamente como supervisora. Esse clube é o “Rakuen PROJECT”, e o objetivo dele é ajudar a resolver casos amorosos dos alunos da escola e FORMAR UM HARÉM PARA MIM!! UHUUU!!
Mas... eu e Tomodachi, meu melhor amigo, suspeitamos que haja algo por trás desses fatos bizarros e desse planos, por isso estamos agindo juntos para investigar. Além disso, Hikari Yuri, uma nova aluna na escola que através de um nivelamento ilegal foi promovida até o primeiro ano do Colégio, tentou me matar duas vezes, mas após uma batalha contra Yami-san e conversar comigo, ela não é mais um perigo, e agora tenho a missão de ensiná-la o que é “amizade” e “amor”.
Além disso, Toshimi-sempai, irmã mais velha de Sho-chan, minha amiga de infância que está no harém, perdeu o emprego por uma irregularidade em seu Colégio, sendo obrigada a se retirar de seu apartamento doado pela empresa e a repetir os três anos do Colegial. Assim sendo, as duas terão que morar na minha casa por três anos.
Enquanto voltávamos para casa, conversei com Junko-neechan, e um desejo incontrolável começou a surgir dentro de mim.
***
Até chegarmos a nossa casa, um sorriso triunfante e maquiavélico não se apagava de meus lábios.
[12/04/2013 – FRIDAY – EVENING]
Um sentimento novo brotou em meu peito. Eu precisava de Junko-neechan. Ao vê-la mentir por mim, senti que era hora de avançar com o Rakuen PROJECT e que deveria ignorar por hora o perigo que me rondava. Após chegarmos a nossa casa, peguei Junko-neechan pelo pulso e comecei a puxá-la até a escada.
–Onii-chan? O que você tá fazendo?
–Ara-kun! Você tá machucando ela, pare com isso! – Sho-chan afirmou.
Ignorei-as, e como Junko-neechan estava resistindo, comecei a dar tapas em sua bunda. Seus olhos começaram a lacrimejar, mas ela estava andando.
–O que pensa que está fazendo?! – Toshimi-sempai questionou perplexa.
Não respondi e continuei subindo e dando mais tapas em Junko-neechan.
–Hm... Será que aquilo já começou? – Yami-san perguntou-se.
–Aquilo o quê? – Sho-chan inquiriu.
–Nada! Enfim, acho melhor você correr, Shoujo. Ele vai se trancar com ela...
Sho-chan correu em nosso encalço, mas quando ela estava na metade do caminho, cheguei ao quarto e tranquei a porta. Junko-neechan chorava, tanto de dor quanto de medo, e eu adorava aquilo. Não sou assim!, pensaria até alguns dias atrás. Mas, a partir do dia em que eu reconhecesse o Rakuen PROJECT, era obrigatório eu domar minhas mulheres. E naquele momento eu estava fazendo isso com uma delas...
–Onii-chan? – suas lágrimas atravessavam seu rosto fora de seu controle após eu jogá-la em cima da minha cama – O que você...?
–Apenas estou cumprindo meu dever, he, he... – respondi.
–O-onii-chan? V-v-você não é assim! O quê...?!
–Calada – ordenei, e me debruçando por cima dela, beijei-a.
A noite acabara de cair naquele momento, e ela era meu cúmplice número 1. Além disso, enquanto eu não ia ao clube, coloquei trancas novas em meu quarto. Dessa vez nem mesmo meu pai poderá nos interromper. Eu com certeza... Vou te fazer mulher, Junko-neechan!, pensei.
Apavorada, se contorcia e tentava escapar de meus braços, mas já era tarde. Ela gemia e tentar falar em vão enquanto eu continha sua voz com minha língua. Aos poucos empurrei-a mais contra a cama, fazendo-a deitar, e logo ela parou de resistir, e ao acabar o beijo, ela perguntou:
–Essa brutalidade toda... Por acaso você... me quer, onii-chan? Mesmo eu sendo bem mais... nova?
–Mas é claro... Agora me decidi. Você será minha – respondi, levemente frio. – Além disso, você me disse aquilo a alguns dias, não é? Cumpra o seu dever!
–O-o quê?
Então eu repeti aquele diálogo...
[Flashback: ON]
–Vamos fazer outra promessa! – afirmei – Que tal eu dar atenção e carinho a todas, mas a você e Yui serão especiais porque serão minhas namoradas oficiais!
–Aceito! – ela confirmou – Prometo ser sua kanojo imouto!
[Flashback: OFF]
Junko-neechan ficou meio surpresa por eu ainda me lembrar disso, mas sorriu levemente algum tempo depois. Seu rosto estava completamente enrubescido, e eu podia seu corpo esquentar. Tinha até medo de encostar algum dedo nas maçãs do rosto dela. Mesmo que estivesse escuro, eu podia enxergar se frágil e belo corpo, já suado pelo longo dia na escola e no clube. Ela respirava pela boca e pesadamente, como em... eroges*! Aquela reação pervertida me deixou excitado, e eu podia sentir meu amigo crescer dentro de minhas calças.
–Aaah! Isso... não para de crescer?! – ela estranhou.
Mesmo que eu não tenha tirado a calça, ele era totalmente visível, pois minha calça é folgada e permitia ver a forma completamente... Ri pateticamente e depois a encarei macabramente em seguida, dizendo:
–Sim... E é isso que vai entrar em você...
–Onii-chan... Não podemos parar por aqui?
–Nem pensar! – e então comecei a despi-la.
–P-pare, onii-chan~! – sua expressão estava mais kawaii~
–he he he... Essa sua cara só me faz querer mais!
Desabotoei todos os botões da camisa do uniforme, e a tirei rapidamente. Ela soltou um suspiro. Sorri, e depois tirei a saia. Ela estava somente com um lingerie verde delicada quando pediu:
–Onii-chan, por favor... pare... Mais do que isso pode... ser ruim...
–Ora quem fala! – gritei – Com essa cara, é lógico que você é uma Brocon*!
–Ah! I-isso... Não é verdade!
–Bro-con! Bro-con! – eu não parava de me divertir com aquele sofrimento infantil.
–Onii-chan, pare! Eu... eu...
–hu hu hu... Quanto mais você pede para eu parar... Mais eu quero continuar!
–NÃÃÃO! – ela gritou quando arranquei a calcinha.
–Você será minha, querendo ou não. E... parece que já está molhada, ha ha ha, ha ha ha ha ha ha...
Taquei a calcinha molhada no chão passando a mão por cima dos ombros. Ela voltou a chorar, e no momento em que eu tirei a calça, as lágrimas pareciam que iriam inundar o quarto. Ri pateticamente. Puxei seu quadril para perto de mim e abri as pernas dela. Antes de entrar, disse:
–Prepare-se. Isso irá doer.
–Onii-chan, eu... ainda não tô pronta...
–Não importa. Assim que eu estiver dentro, simples detalhes como esse perderão a importância.
Tomei impulso, e justo na hora exata a porta voou até minha nuca e me jogou para fora do quarto. Voei pela janela atrás de Junko-neechan. Virei no ar e caí no telhado de barriga para cima, machucando-me todo com o contato. Meu amigo ficou ereto, evitando tudo, mas os ovos não foram poupados. Eu chorava de dor, e tive impressão de que logo lágrimas de sangue iriam sair de meus olhos. Sim, garotas, é insuportável quando eles batem com tanta força nas telhas ou no concreto. Sejam bondosas e não os chutem! A porta, completamente destroçada por garras, caiu no chão e se partiu toda com o impacto. Suando frio, vi Hikari-san e Sho-chan na janela, me observando.
O-o que Hikari-san está fazendo aqui?!, pensei ao vê-la.
–Você tá bem, Ara...? O que você tá fazendo com i-i-isso pro lado de fora?! – Sho-chan exclamou.
Suspirei.
–O que tem Arashi estar com o órgão genital para fora das roupas em seu quarto? – Hikari-san questionou naturalmente.
–A Junko-chan também está aqui! Tem muito problema! Além disso... ela... ela...
Sho-chan estava perplexa e assustada, e quando entendeu minhas intenções, ficou sem fala e se retirou.
–Perdoe-me por isso, Arashi – Hikari-san pediu. – Após a Shoujo me dizer que...
–Isso não é importante. Por favor, me tire daqui – pedi, interrompendo-a.
–--ABERTURA---
Por sorte não quebrei nenhum osso e nem precisava ir ao hospital, segundo minha mãe, mas teria que descansar até o sábado. Enquanto fazia meus curativos, ela me alertou: Assim que estiver melhor, temos algo muito importante para falar, garoto...
Engoli em seco ao pensar naquilo, e tentei dormir. Entretanto estava morrendo de fome. A minha barriga roncava, e eu nem era capaz de levantar da cama.
–Mas que merda! Vou morrer de fome! Porra, porque ninguém...
Como eu não tinha mais porta, vi uma silhueta se aproximando e parando na porta do quarto.
–Quem é? – perguntei grosseiramente.
Ela acendeu a lâmpada pelo interruptor ao lado direito do aparador de portas e após um suspiro respondeu:
–Quem mais seria? Bem, talvez eu não devesse trazer jantar para você...
Ela carregava uma bandeja com um jantar digno de um rei.
–Sho-chan?! Oh, desculpa! É que eu não tô muito bem hoje...
–É, dá para ver...
–Como assim?
–Você e sua irmã... Por que tentou fazer aquilo?
–B-bem... Eu...
O rosto dela estava a centímetros do meu, a bandeja estava apoiada no chão e com o cenho franzido afirmou:
–Eu não sei o que está acontecendo com você, mas...
Ela pausou e ficou ponderando o que poderia dizer com os olhos fechados. Após alguns segundos de silêncio questionei:
–“Mas...” o quê?
–Mas eu... não perderei para uma criança... – ela desviou o olhar, e suas maçãs do rosto estavam vermelhas.
Ajeitou os óculos que estavam quase caindo no meu rosto, e eu engoli em seco.
–Sho-chan... Você realmente... Não vai desistir, né?
–Sim... Não até... eu ter o seu coração...
–OK, mas... – minha expressão mudou de nervoso para enjoado, e eu desviei o olhar – estou morrendo de fome... Depois... depois fazemos algo... divertido... Como namorados.
Os olhos dela se iluminaram, mas a vermelhidão se espalhou para todo o rosto.
–S-sim... Você consegue levantar?
Tentei, mas logo parei. O corpo inteiro doía com um simples movimento. Sho-chan então me sentou com as costas apoiadas na cabeceira da cama, e suas mãos eram tão macias e gentis que eu pensava que estava no céu. Ela me serviu na boquinha, e eu não podia por algo melhor. Ao final do jantar, eu já estava excitado ao ponto de ser possível ver a silhueta do meu amigo ereto.
–A-ara-kun... Não podemos começar por aí... Você está muito ferido... Espera, o que eu estou dizendo?! – ela tapou a boca com as mãos. Seu rosto estava mais corado do que nunca.
–He, he! – ri. – Desculpa, eu só... não pude me segurar...
Ela relaxou e riu antes de responder:
–Tudo bem! Parece que isso é normal para... os garotos...
–É, mais ou menos... – disse, rindo pateticamente em seguida.
Pensei em tentar abaixá-lo, mas até meus braços doíam. Não seria possível, e como Sho-chan compreendeu não me importei mais com ele.
–Já volto, vou colocar isso na cozinha – ela informou, pegando a bandeja usada e se retirando do quarto.
–OK... – respondi.
Assim que ela saiu, minha segunda cabeça voltou a dormir. Enquanto encarava o teto de meu quarto, pensei: Por que a Sho-chan me serviu comida? Ou melhor, por que ela... parece mais kawaii hoje? Espera! Ela não tá se importando mais com o fato de que tentei fazer com a Junko-neechan! E também eu... eu... disse aquilo mesmo?!
[Flashback: ON]
–[...] Depois... depois fazemos algo... divertido... Como namorados.
[Flashback: OFF]
Eu realmente disse..., pensei ao suspirar. O que será que ela pensou ao ouvir isso? Será que... ela ficou feliz? MAS! O que ela provavelmente pensará que serei exclusivo dela! NÃO!! Eu tenho... que ter... o meu... HARÉM!!! Além disso, as minhas namoradas não seriam a Junko-neechan e a Yui? AHHH! Estou confuso...
Alguém me cutucou, tirando-me de meus pensamentos e me assustando. Era Hikari-san, inexpressiva como sempre. Ela disse:
–Em que estava pensando?
–Nada, nada! – respondi rapidamente. – Ah! Em como você surgiu aqui em casa!
–Hum... Eu estava morando com o Tomodachi após a traição ao EUA, mas pensei que seria melhor ficar por aqui. Seus pais discutiram, mas seu pai ganhou e eu vou morar aqui por um tempo.
–O-o quê?! Mais uma? – suspirei em seguida.
Hikari-san comprimiu os lábios, como se aquelas palavras a tivessem ferido. Senti-me mal por ela. Após um momento de silêncio, a garota revelou:
–Bem, eu assisti a tudo.
–Sei... O quê?! C-como assim?!
–Não me viu entrando junto com Shoujo?
–NÃO!
–Ah, entendo... Isso é bom...
–Esse seu “Isso é bom...” me assusta...
–Hm, entendo...
–O que você viu?
–A Shoujo te alimentando.
–Ah, sim...
–Por que ela fez isso?
–Porque, bem, porque ela é minha melhor amiga!
–Então... isso é amizade?
–Isso o quê?
–Ajudar as pessoas.
–É como eu te disse antes: você ajuda com amor os seus amigos, para poder ser ajudado depois. É uma relação diferente de qualquer outra, e, além disso, é uma espécie de troca, mas livre de ganância ou segundas intenções...
–E o que são “namorados”? É algo diferente?
–Totalmente! – respondi apressado e constrangido – É quando duas pessoas estão se amando em um nível... que não conseguem mais ficar separadas. É diferente de quando são amigos, pois há intenções pervertidas no meio, às vezes, e é, como posso dizer, até considerado um estado civil!
–Eu... não estou conseguindo entender...
Suspirei.
–É difícil explicar...
–Mas... eu compreendo que tudo isso gira em volta de um sentimento: “amor”. Acertei?
–Sim, totalmente.
–Então... o que é o amor?
Fiquei mudo. Não havia como responder aquilo rapidamente. Não havia uma definição clara, cada uma formava a sua. Como eu poderia responder algo assim?! Felizmente Sho-chan chegou, e Hikari-san se retirou, mas antes de sair, disse:
–Estarei esperando por sua resposta amanhã.
Engoli em seco. Sho-chan se aproximou de mim, olhou para trás para confirmar a ausência de todos, colocou os óculos em cima da cômoda ao lado de minha cama e delicadamente sentou em meu colo. Fiquei constrangido. Como todo cuidado ela se recostou em mim, e ficou me encarando nos olhos de forma kawaii~. Respirava pesadamente e pela boca. Sua blusa do uniforme estava desabotoada, dando para ver seu sutiã. Pelo o que meu tato nas pernas indicava, ela não usava calcinha abaixo da saia, assim despertando meu amigo novamente... Seus lábios finos estavam a poucos centímetros, fazendo as artérias de minhas têmporas latejarem, e com uma voz doce ela revelou:
–Eu não suporto mais... Você, mais do que ninguém, deve saber o porquê de eu ter entrado no Rakuen PROJECT...
Ela pausou, talvez esperando por alguma resposta minha. Quando me convenci de que era realmente isso, deduzi:
–Porque você me ama e... quer destruí-lo por dentro?
–Exatamente. O que eu quero... é que eu seja somente sua, e você somente meu. Que mais ninguém esteja envolvido. Um amor verdadeiro é só quando há apenas um homem e uma mulher envolvidos, certo?
–Sim... – concordei, mas ainda assim não desistiria de meu harém...
–Então... Aceita ser meu namorado? – nessa hora ela deixou o sutiã cair.
Engoli em seco. Sho-chan estava séria sobre isso, e dessa vez era impossível escapar, a não ser que alguém intervisse. Mesmo assim, algo me dizia que ninguém viria. Era somente eu e ela naquela hora, e dessa vez eu não podia mais negar meus verdadeiros sentimentos.
–Sho-chan... Eu... aceito. Afinal tenho men—
Ela me interrompeu com um beijo. Parecia não aguentar mais esperar. Enquanto nossas línguas se entrelaçavam, eu podia sentir o calor de seus sentimentos fluindo para minha boca e assim que comecei a beijá-la também, o reconhecimento e felicidade dela. O nosso beijo era, de certa forma, caótico. Sho-chan estava tão ansiosa por ele que estava nervosa, então furiosamente injetava e remexia sua língua pela minha boca, esfregava seus seios nus em meu peitoral e acariciava-me com suas mãos finas. Meu amigo pulsava, querendo fugir das roupas que o prendiam. Ele penetrou milímetros dentro dela, mas a tal já sentira e soltou um suspiro e um gemido rápido, tanto de surpresa quanto de prazer. Nossos corpos pareciam duas fornalhas aquecendo em alta velocidade e a todo vapor. Suávamos freneticamente, e a língua dela não se enjoava do sabor de minha boca. Seu amor fluía para minhas pernas, e a cabeça pulava de alegria ao ser molhado, pois os líquidos atravessavam a roupa. A minha mente já estava no paraíso, e a única coisa que eu conseguia pensar era em Sho-chan, a única garota que eu deveria querer...
No exato em que o gozo dela explodiu em meu amigo contido, o meu celular começou a vibrar. Como eu estava sem movimentos, Sho-chan o pegou de meu bolso.
–Uma mensagem? Hm... – ela disse ao pegar o celular.
–Ei! Deixa eu ver! – pedi.
Ela fez o movimento com o indicador na tela do celular para desbloqueá-lo, mas quando viu o remetente da mensagem, saiu de cima de mim e se afastou. A cada passo que ela dava para longe, minha agonia por saber quem era aumentava, e dois pingos escorriam dela para o piso do meu quarto. Pelos movimentos dos dedos dela, provavelmente a tal respondeu por mim.
–Problema resolvido! – ela comentou.
–O que você fez?! – questionei.
–Nada! Era apenas uma propaganda! Botei para excluir!
Ela deixou o celular em cima da cômoda, deitou-me novamente e disse:
–Amanhã eu venho te acordar com dois cafés da manhã... ♥
–Dois?!
–Sim, o convencional e... eu... Até amanhã, amor!
–Até...
Sho-chan saiu de meu quarto e apagou a luz. Comecei a pensar:
O que foi isso? Eu realmente... joguei aquelas palavras no lixo... O que está acontecendo comigo?!
[Flashback: ON]
–Noyogi-san, entenda uma coisa: eu te amo.
[...]
–Mas... – [...] – Eu não te amo como amo a Yui. Meu amor por você é de amigo. Agora por Yui... É diferente...
***
–[...] Depois... depois fazemos algo... divertido... Como namorados.
***
–Então... Aceita ser meu namorado?
[...]
–Sho-chan... Eu... aceito.
[Flashback: OFF]
Suspirei. Será que eu estava enlouquecendo?
Espera! Preciso fazer uma lista de todas as minhas mulheres do harém, já estou começando a ficar confuso! He he he... Mas... se eu pudesse escrever!!
Meu celular começou a vibrar novamente.
–Hm? – estranhei.
Virei o pescoço e me estiquei para ver o que estava escrito na tela. Havia a seguinte mensagem:
IMPOSSÍVEL APAGAR MENSAGENS DE YUI-CHAN
Então o remetente era ela?!, pensei. Merda! Essa Sho-chan com certeza...
Fiz o máximo de esforço para esticar o braço esquerdo, que estava mais próximo, para pegar o celular, mas ao esticá-lo um pouco senti uma dor excruciante que se espalhou por todo o corpo.
–AI! – gritei em agonia.
Escutei um movimento no primeiro andar. Ouviram meu grito.
Caralho! Agora alguém vai vir aqui!, pensei em desespero.
–AAAAAH!! – gritei, tentando desesperadamente ignorar a dor e pegar o celular.
Quando Sho-chan entrou no quarto e me viu caído no chão, com o celular em mãos e atônito, era tarde demais. Eu vi o que ela fez.
Enviada por Yui-chan às 18:39: Podemos ter um encontro nesse domingo às 11:30 em frente ao Mc’Donalds?
Enviada por Arashi-sama às 18:40: Não. Estarei ocupado, pois tenho que tratar de alguns assuntos com a Noyogi-san. Mesmo assim, obrigado pelo convite.
Encarei-a furiosamente. Ela recuou alguns passos, assustada com minha expressão de ódio.
–Por que... por que você fez isso?! – inquiri berrando.
–Eu... só... queria que ela não saísse com você! — ela respondeu, duvidando de suas próprias palavras.
–Não vem com essa... – eu disse em tom sombrio, e em seguida gritei: – Ainda se dizem amigas?! Como pode ter coragem?!
–Mas eu... nós...!
–“Mas” nada. Saia da minha vista.
–Deixa eu te colocar na cama an—
–SAIA LOGO, CACETE! — interrompi-a.
Em lágrimas, ela desceu a escada. Enviei uma mensagem para Yui:
Me desculpe por isso. Sho-chan roubou meu celular e disse bobagem. Vou sair sim com você. Me aguarde.
Enviada a mensagem, taquei o celular longe. Ele quicou e rolou pelo carpete, mas não quebrou. Suspirei e soquei o piso. Depois comecei a sentir novamente dor por todo o corpo, pois o sangue esfriou, e aquela noite só não passei no chão porque minha mãe me devolveu a cama. Mesmo assim, não consegui dormir. Sempre quis sair com Yui, mas nunca tive a chance. Além disso, a Sho-chan não tinha nenhum direito de fazer isso. Como o professor Shogi disse, precisávamos “revisar nossos conceitos” sobre ela.
[13/04/2013 – SATURDAY – OVERNIGHT]
Como eu não conseguia dormir, fiquei pensando em várias coisas. No final da madrugada, a única coisa que dominava minha mente era o rosto assustado e kawaii de Junko-neechan, além dos rostos apaixonados de Yui e... Sho-chan.
As três me amam, de um jeito ou de outro. Eu preciso agradá-las, mas... elas que querem me agradar, então... he he he... Que continuem os atos eróticos!!
Minha marca da “maldição do amor” começou a brilhar, e me senti bem melhor. Tentei me mover, e voi la. Estava curado completamente. Levantei da cama, e furtivamente entrei no quarto de Junko-neechan, no qual a porta estava escancarada.
Deitei na cama junto com Junko-neechan, e, estando atrás dela, comecei a apalpar seus seios. Ela logo estremeceu e acordou.
–Ahh ♥! Onii-chan...? – ela me encarou pelos ombros, constrangida.
–Shh! – fiz sinal de silêncio com o indicador.
Ela assentiu com a cabeça, e eu continuei. Minha irmã gemia e tremia de prazer, e eu não conseguia parar. Era muito bom, principalmente quando eu apertava os bicos, porque ela dizia em sussurros e com tom erótico:
–Não aperte os bicos, por favor, onii-chan... ♥
Falando desse jeito só dá vontade de fazer mais..., pensei.
Pelo que percebi, ela estava com cada vez mais dificuldade de prender os gemidos, pois seu corpo tremia mais.
–Será que eu deveria... OPS! Escorregou! – sussurrei, colocando os dedos médio e anelar dentro dela.
–AAAAHHH~ ♥!
–Que barulho é esse...? – Toshimi-sempai questionou lentamente, sentando-se em seu colchão. – AAH! Arashi! O que você tá fazendo com sua irmã?!
Com o grito, todas acordaram e se levantaram dos colchões... Sho-chan acendeu a luz e perguntou-me:
–Ara-kun... Você não aprendeu a lição com a porta na sua nuca?!
–Talvez eu devesse ensiná-lo – Hikari-san sugeriu, fazendo as garras surgirem.
–Oh! Formidável! Enfie isso na garganta dele! – Toshimi-sempai sugeriu, quase ordenando.
–Pode deixar...
–Ei! – exclamei – Eu só...
Levantei-me, desviei o ataque de Hikari-san com uma mão, fazendo sua garra direita cravar dentro da parede, e então continuei a falar:
–...queria continuar o que comecei!
–O quê?! C-como assim? – Sho-chan estranhou.
Sorri maliciosamente.
–Minha diversão. Não sou um pervertido se não faço isso...
Ela ficou sem fala. Toshimi-sempai indagou perplexa:
–O que aconteceu com você, Arashi?! Você era um ótimo garoto! Como foi parar...?!
–Cale-se – ordenei, interrompendo-a.
–Amor... – Yami-san começou – Você... se sente diferente?
–Diferente como?
–Com pensamentos diferentes...
–Hm, acho que sim... Bah, isso é normal! Não sou um adolescente?
Ela mordeu um lábio e se retirou do quarto em um salto. O susto que todos levaram foi aproveitado por mim, que usei para aproximar-me de Toshimi-sempai com um pulo e beijá-la, derrubando-a novamente no colchão.
–A-a-a-a-a-a-ara-kun?! O-o-o-o-o q-q-q-q-que v-v-v-v-você... – Sho-chan gaguejou, acertando os óculos freneticamente.
–Apenas estou aumentando meu harém... – respondia ao finalizar o beijo de língua forçado.
Ela parecia sem palavras. Junko-neechan estava assistindo a tudo, e ao mesmo se masturbava nas sombras formadas pelo guarda-roupa próximo a cama. Toshimi-sempai provavelmente enlouqueceu, pois começou a sussurrar coisas como: “Arashi... Mais... Mais... Quero também o seu pau dentro de mim”...
Ela com certeza enlouqueceu!, pensei. Será que foi quando ela bateu com a cabeça?
–Como pôde, Ara-kun...? Me trair com minha irmã e com sua própria irmã em tão pouco tempo... Você... – Sho-chan estava incorporando, mas eu não me comportei.
–Ah, deixa disso! Só estou me divertido! – gritei animadamente, me jogando por cima dela e lambendo seu pescoço.
–Ara-kun!
–He he...
Tirei sua camisa e comecei a lamber seus seios nus, pois ela estava sem lingerie. Ela gemia, e eu sabia que a safada estava adorando. Aproveitei-me de que recuperara meus movimentos, enfiando alguns dedos para masturbá-la, assim como fiz com Junko-neechan.
–Eu quero... a sua língua... na minha boca— AAAAHHH ♥!
Sho-chan gemeu quando enfiei os dedos nela.
–Ara-kun~ ♥!
Enquanto a masturbava, comecei a beijá-la. Ela fez um arco com os braços, envolvendo-me em seus braços. Junko-neechan se sentiu mais excitada e teve um orgasmo, além de gritar pervertidamente. Com isso, ouvi uma movimentação e duas pessoas caminhando com pressa.
Yami-san entrou no quarto, e a me ver em cima de Sho-chan, concluiu:
–Parece que realmente enlouqueceu, Arashi... Mas não se preocupe...
Ela deu outro salto, parando atrás de mim. Parei de namorar Sho-chan e comecei a me arrastei para longe das duas.
–Ara-kun... Continue ♥! — Sho-chan pediu, não entendendo porque parei.
Vi então que Yami-san carregava uma enorme agulha em mãos.
–O que está acontecendo aqui?! – minha mãe inquiriu ao entrar no quarto. – Arashi, explique-se! Por que Shoujo-chan e Junko estão seminuas?!
–Err, bem...
–Explicar-lhe-ei mais tarde, senhora. Por hora, ele deve ter uma boa noite de sono...
–O quê? Não! Eu vou é correr! – exclamei, tentando fugir do quarto.
–He – ela riu, e criou uma pedra de gelo em meu caminho, fazendo tropeçar e cair de bunda empinada. – Perfeito!
Ela abaixou minha calça e cueca de uma vez.
–Ei! – exclamei constrangido – O q-que pensa que está fazendo?!
Ela injetou a seringa em um dos lados. Berrei tão alto que a casa estremeceu.
–Apenas te curando! – ela respondeu após o meu grito.
Ela removeu a agulha depois de trinta segundos, e logo a dor passou, junto com minha consciência...
Notas finais
-CHAPTER #4
-OUTSIDE CHAPTER #4
-CHAPTER #5
-OUTSIDE CHAPTER #5
-E assim por diante. Entenderam?
Deixem reviews, por favor!
Vocabulário:
-Eroge: Jogos visual novel* eróticos. Geralmente as cenas eróticas estão no final das rotas...
-Visual Novel Games: Jogos de Simulação de Encontro. São jogos em que não se há ação, geralmente você controla um garoto que, a partir de certos diálogos e eventos, pode sair e ficar várias garotas. Eles são todos ecchi, mas existem os eroges, que terminam as rotas com sexo (Routes, nesse caso, é quando o jogador consegue fazer a garota se apaixonar por você, a conquista). Os convencionais terminam com um beijo na boca.
-Brocon: Garotas maníacas por irmãos, sobretudo os mais velhos. Contrário de Siscon*
-Siscon: Garotos maníacos por irmãs, sobretudo as mais novas. Arashi é agora um Siscon?!
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