Rakuen PROJECT I ~ FIRST STAGE [BETA VERSION]
5 CHAPTER #2 ~ The Harem Project Club
Notas iniciais
Sobre o JIKAI ou IN NEXT, será JIKAI (só Debby-chan votou, e ela escolheu isso, então que assim seja). Quanto à enquete das garotas, permanecerá até o final da fic, e aí sim divulgarei resultados (mas acredito que ninguém mais vai votar... T_T). Enfim, contando com o meu, só tenho três votos T_T
Deixando as enquetes de lado, a história a partir daqui será intensa, até porque Hikari Yuri entrará nas narrações centrais! As coisas vão piorar para o Arashi...
Outra novidade são a abertura e o encerramento, FANFIC VERSION!
Rakuen PROJECT (abertura): http://www.4shared.com/music/g66iKBle/Rakuen_PROJECT_FANFIC_VERSION.html?
Happy Girl (encerramento): http://www.4shared.com/mp3/3S6u22U4/happy.html?
Enfim, vamos logo para a história!
Recapitulando
Depois que fui amaldiçoado por Yami Tsuki, uma misteriosa garota que se transferiu para minha escola, uma série de fatos bizarros começaram a acontecer, e agora várias garotas estavam em minha casa. Deixei-os na sala e entrei em meu quarto para trocar de roupa, porém alguém me seguiu e trancou a porta...
***
Quando eu entrei em meu quarto, ouvi alguém trancando a porta. Virei-me para ela, e vi Noyogi-san a minha frente com alguns botões da camisa do uniforme abertos... Ela me encarava de forma estranha, e respirava pela boca. Tremia. Enrubescida. Nervosa.
–Você que trancou a porta? – perguntei a Noyogi-san.
–Sim... Preciso conversar com você, Ara-chan...
–Mas... Precisava trancar a porta?
–Sim...
–Me devolva ela. Você não devia fazer isso...
–Então venha pegar...
–Onde ela está? – perguntei, pois não conseguia vê-la.
–Aqui. – ela respondeu, abrindo um pouco da camisa e apontando para o sutiã.
Senti minhas bochechas queimarem. Os meus dias não serão mais chatos com essa maldição, mas... Isso será perigoso..., pensei.
–--ABERTURA---
[01/04/2013 – MONDAY – EVENING]
Engoli em seco. Noyogi-san estava determinada, mesmo que eu não soubesse para o quê. Ela se aproximava de mim em uma velocidade suspeita, sensual... Eu estava com medo do que poderia ocorrer. Engoli em seco novamente quando ela me deitou na cama atrás de mim e começou a deitar sobre mim. Um suor repentino escorria por todos os poros de meu corpo. Ela, com um semblante indefinível, perguntou:
–Quem você quer?
–O quê? – questionei, sem entender.
–Você tá afim de que garota, na verdade? Várias te cercam, mas você tem escolher uma.
–Err... Bem...
–Por que você beijou a Chitsujo-san?
Não sabia como respondê-la. Até o fim do ginásio, pelo menos, eu era dividido por Yui e Toshimi-sempai, a irmã mais velha de Noyogi-san. Claro que eram apenas amores platônicos, mas mesmo assim eu as amei. Talvez por Toshimi-sempai ter se tornado cada vez mais ausente, eu tenha esquecido ela um pouco, mas minha paixão explodiu quando Yui me beijou intencionalmente.
–Noyogi-san... Por favor, se afaste um pouco... – pedi constrangido – Quero conversar com você claramente...
Contrariada, ela obedeceu, sentando-se a minha frente na cama.
–Pois bem, – continuei – o que pretendia me... assediando dessa forma?
–N-não é óbvio?! – ela exclamou – Eu quero ficar próxima de você! Mais próxima do que todas! Como a Yui foi insana, devo ser mais ainda para te conquistar!
Fiquei confuso em um primeiro momento, mas depois entendi o que ela quis dizer. Eu nunca havia pensado sobre esse assunto direito, mas no momento em que ela me encurralou, cheguei a uma conclusão. Acertei minha postura na cama, pigarreei e disse:
–Noyogi-san, entenda uma coisa: eu te amo.
Ela pareceu surpresa por essa confissão, mas logo sorriu e começou apressadamente:
–Eu também! É por isso que –
–Mas... – interrompi-a, concluindo o raciocínio que eu havia começado – Eu não te amo como amo a Yui. Meu amor por você é de amigo. Agora por Yui... É diferente...
Lágrimas se formaram nos olhos dela.
–Não chore... – pedi – Estou tentando não perturbar minha irmã...
–Sua irmã?
–Sim. Ela está aqui do lado, chorando... E, bem, deve ter ouvido o que eu falei... Estou preocupado com ela...
–E não está preocupada comigo?! – vociferou Noyogi-san.
–Mas é claro que estou! É por isso mesmo que digo: desista dessa ideia de me assediar! Você não vai ganhar nada com isso!
Realmente eu não via prazer em namorar ela. Por mais que eu a amasse, nosso relacionamento seria sempre amizade. No momento em que Noyogi-san gritou e eu a respondi da mesma forma pude ouvir Junko-nee-chan sair do seu quarto, que fica ao lado do meu, e caminhar pelo corredor. Noyogi-san não notou a movimentação de Junko-nee-chan, então tentou me assediar mais uma vez.
–Tenho certeza de que você não amava Chitsujo-san daquela maneira antes do beijo... De qualquer forma, eu te quero. E irei te conquistar... de qualquer maneira. – Noyogi-san declarou a poucos centímetros de me beijar.
Ela estava muito perto de arrancar um beijo meu. Amaldiçoei a “maldição do amor” e, quando ela finalmente iria me dominar, alguém socou a porta com força. Então pude ouvir vozes, cochichando, mas logo Yui gritou:
–O que vocês dois estão fazendo aí sozinhos?!
–Onii-chan? Quero conversar com você!
–Só se for depois de mim! – Yui contrariou.
As duas começaram a bater na porta. Noyogi-san suspirou e saiu de cima de mim, levantando-se da cama. Suspirei aliviado. Ela olhou para mim com um sorriso fraco e informou:
–Respeito sua decisão, Ara-kun. Pelo menos por enquanto... Mas... Só te peço que... não me esqueça...
–Mas é claro que eu não vou te esquecer e... não seja mais tão agressiva... Isso me lembrou... o seu pai.
Ela se assustou um pouco. Toquei em um assunto delicado. Anos antes, a ajudei a se livrar de seu pai, que todo dia a espancava e tentava lhe tirar a virgindade. Filmei um vídeo escondido e depois intervi na situação, com acompanhamento da polícia, e prendemos o sujeito. Noyogi-san, de certa forma, me lembrou do pai dela, quando a tal agiu dessa maneira comigo.
–Não me compare a ele... Eu quero ser feliz com você... Ele é louco.
Engoli em seco e me levantei. Talvez tivesse exagerado.
–Enfim... Tenho que te entregar a chave... – e então ela começou a tirar a camisa.
–Errr... Noyogi-san?
–Me chame de Sho-chan, com antigamente... Por favor... ♥
Kawaii~
–Okay... Sho-chan, poderia tirar o sutiã no banheiro? – perguntei, apontando para a porta do banheiro integrado ao meu quarto.
Ela riu maliciosamente para mim e continuou. Procurei o travesseiro, mas não o encontrei. Furioso, perguntei:
–Você escondeu o travesseiro, não é?
Ela esticou mais o sorriso. Fiquei irritado com aquela atitude, mas logo minha marca da maldição começou a arder. Abaixei a cabeça e coloquei as minhas mãos sobre a testa. A dor só aumentava, me fazendo gemer, contorcer e gritar. Pude ouvir os passos de Sho-chan se aproximando, preocupada comigo. Ela se ajoelhou a minha altura, mas eu só podia ver até a sua barriga nua.
Conquiste-a, dizia uma voz maligna em minha mente. Ela está bem diante de você, pronta para se entregar! Deixe-se levar pela luxúria!
Mas que merda! Além de atrair garotas, você fala? Maldição filha da puta!, pensei.
Hu, hu, hu... Tolo... Eu não sou a maldição, essa marca em sua testa, além de atrair as garotas já apaixonadas por você, permite comunicar-me com você telepaticamente a qualquer momento. Fiz esta ligação entre nossas mentes para lhe aconselhar, ou melhor, ordená-lo. Se aproveite dela. Agora!
Cala a boca! Eu faço o que eu quiser!
–Você tá bem, Ara-kun? – perguntou Sho-chan, tocando uma mão nas minhas.
–Hm? – questionei.
A dor passou naquele momento, e então ergui a cabeça. Meus olhos pousaram nos seios expostos de Noyogi-san, que não estava nem um pouco envergonhada. Senti minhas maçãs do rosto queimarem, e então gaguejei:
–N-n-n-n-n-n-n-n-noyogi-san! Tape isso!
As formas da dupla eram perfeitas. Ovais; não tão grandes quanto os da Yami-san, mas eram de um tamanho maior do que o da média; aureolas e mamilos perfeitamente desenhados por Deus e, para piorar tudo, eles se encaixavam perfeitamente no corpo sensual, que eu só notei naquele momento. Eu deveria estar mais vermelho do que nunca, porque ela riu levemente e afirmou:
–Você não é mesmo como todos dizem! Se fosse, já teria me atacado!
–Se é o que quer... – respondi, tentando assustá-la para desistir da ideia.
–O-o quê?!
Quando iria atacar os peitos, a porta é destrancada e escancarada. Meu pai havia aberto com a chave dele, e quando nos viu, sorriu e disse:
–Se não fosse por essas invejosas, você finalmente viraria um homem, Arashi! É assim que se faz, meu filho!
–P-pai! Yui! Junko-nee-chan! E até você, Tomodachi? – arquejei quando vi todos na porta.
–Como você não abriu a porta, tivemos que esperar seu pai chegar do emprego... – Tomodachi informou. – E, bem... Desculpa por não conseguir impedi-los! Parecem que... estavam se divertindo.
–Are?! – estranhei.
Yui e Junko-nee-chan esperaram Tomodachi parar de falar para adentrar o quarto, separarem-me de Noyogi-san e me jogarem na cama. As duas deitaram em cima de mim. Minhas bochechas começaram a queimar. Meu pai informou:
–Eu tenho algumas coisas para resolver, filho. Divirta-se!
–E-ei!! Não vá! Me ajude!
–Te ajudar?! – Yui arquejou – Você vai é nos explicar o porquê de você estar sozinho com Noyogi-san, e ela estar SEM sutiã!
–Isso mesmo! – Junko-nee-chan concordou – Farei uma trégua com Yui-chan para VOCÊ nos explicar tudo!
–Sim! – Yui assentiu, batendo na mão dela e sorrindo. Junko-nee-chan acompanhou os movimentos de Yui, e por um segundo elas se esqueceram de mim. Somente por um.
Fodeu, pensei. Elas se uniram de novo para foder com minha vida! Que merda...
Elas voltaram a olhar para mim seriamente, e então todos ouviram uma voz familiar. Ela ecoou pela casa, mas vinha da porta de meu quarto.
–Vejo que há mais pessoas assediando meu noivo do que eu pensava... ♥
–Yami-san! – reconheci-a pela voz, e consegui vê-la empurrando Yui e Junko-nee-chan um pouco para meu lado direito.
–Hu, hu... Vejo que meu plano alcançará níveis que eu nem imaginava...
–Hm? Como assim?
–Não é nada! Enfim, acho que vocês deveriam pedir permissão a mim antes de qualquer coisa.
–Se fosse assim, VOCÊ teria que permitir a nossa permissão para noivá-lo! – Yui, Sho-chan (ainda sem sutiã) e Junko-nee-chan responderam em uníssono.
–Eu pedir permissão a alguém? Não me rebaixem... Sou superior a isso. E se eu o escolhi ninguém pode me impedir...
O que ela quer dizer com isso?, pensei.
Yami-san empurrou Yui e Junko-nee-chan para o lado direito, tirando-as de cima de mim e ocupando o lugar delas.
–Ei! – Yui exclamou – O que pensa que está fazendo?
–Apenas mostrando que ele é meu noivo...
–Como as—
Tentei dizer, mas tudo ficou turvo. Quando voltei a mim, Yami-san estava me beijando na boca, e todos assistiam pasmos. Meu corpo não respondia a minha mente, por isso eu retribuí o abraço dela e comecei a acariciá-la em direção a sua bunda. Nossas línguas faziam várias acrobacias e voltas dentro e fora de nossas bocas, explodindo em luxúria. Apertei os quadris dela, fazendo-a gemer. Eu não sei de onde veio àquelas técnicas, mas as realizei até tirar sua calcinha, excitá-la de uma forma como ela nunca sonhou, por ser virgem, e começar a procurar sua vagina para tocá-la. Os beijos continuavam, o que fazia eu não contar com a visão. Uma parte de mim achou aquilo divertido, mas a outra estava apavorada com até onde eu poderia chegar. Meu amigo despertou e estava lutando contra a dupla barreira para entrar nela. Quando estávamos prestes a perder o fôlego, e eu começar a masturbá-la, Junko-nee-chan explodiu em fúria e jogou Yami-san no chão, gritando:
–DAAMEEEEEEEEEEE*!!!!!
Yami-san deu uma cambalhota no ar e elegantemente firmou-se no piso, e nesse momento consegui ver a região do púbis nua dela. Estava escorrendo de excitação, pingando no chão do meu quarto. Meu nariz começou a sangrar. Junko-nee-chan me deu um tapa e ordenou:
–Pare de ser tão pervertido!
–Desculpa... – pedi envergonhado.
–Você é incrível, onii-chan... Promete para mim que daria atenção só a mim e agora tenta assediar a Noyogi-san e depois ataca a Tsuki-chan! Está me decepcionando cada vez mais...
Não foi bem assim, mas...
Tomodachi tinha uma cara espantada e idiota no rosto. Yami-san sorria maliciosamente. Sho-chan deixou a chave no criado mudo e entrou no banheiro, talvez porque finalmente havia reparado que não estava usando sutiã. Yui nos observava, curiosa.
–Mas eu te perdoo se prometer uma coisa.
–O quê?
–Que só fará coisas pervertidas comigo!
–O-o-o quê?!
Eu iria perguntar mais coisas quando Junko-nee-chan me interrompeu com um beijo. Yui ficou louca e tentou nos impedir enquanto ainda era um selinho, mas Yami-san a segurou. A língua dela invadiu minha boca, ansiando cruzar-se com a minha. Novamente meu corpo foi dominado e abruptamente a abracei e coloquei-a meu colo. Entrelacei nossas línguas e lhe proporcionei prazer. Trocamos saliva e carícias. Inconscientemente comecei a tirar a camisa e saia dela, ao mesmo tempo em que ia massageando seu belo corpo de pré-adolescente. Ela, conscientemente, me abraçava, acariciava e arranhava minhas costas, e a única coisa que nossos corpos queriam era mais. Nossas bocas se encontravam e desencontravam, fazendo um pouco de saliva escorrer. Pela boca dela ser pequena, minha língua dominou todo o espaço. A língua dela lutava contra a minha por espaço, ao mesmo tempo em que queria mais e mais dela, cruzando-se sempre. Novamente meu amigo começou a brigar com minha roupa. Quando nossos fôlegos acabaram, separamos lentamente. Ela sorriu maliciosamente para mim e depois comemorou:
–YUHUUU!!! MEU PRIMEIRO BEIJO FOI COM O ONII-CHAN!! YUHUUU!!
–QUE CONFUSÃO É ESSA AÍ EM CIMA?! – uma voz inquiriu no primeiro andar.
Vish... Fodeu...
–Junko!! Venha cá. AGORA!
–HAI*! – ela respondeu, morrendo de medo e saindo do quarto aos tropeços do jeito que estava.
–Coitada... – Tomodachi comentou.
–Eu... não acredito... meu amado... é um tarado... – Yui sussurrava em um canto do quarto, depressiva e sozinha.
Hu, hu, hu, hu... Isso! Finalmente você está se tornando um..., disse a voz.
Cala a boca, fantasma do além!, retruquei, interrompendo-a. Você fez algo para eu ter essa coragem toda, não é?
Digamos que eu dei um empurrão com a Tsuki. O resto foi você.
Mentira! Você me controlou!
Ora, se não pode controlar a si mesmo não deveria culpar aos outros...
Merda...
Ele estava certo. Eu fiz isso porque eu, mesmo inconscientemente, quis. Agora estou em um campo de batalha, incapaz de fazer algo. Suspirei e levantei da cama. Sho-chan do banheiro vestida na mesma hora que eu levantei. Ela então perguntou:
–Que gritos foram esses? Realmente a Junko-chan...
–Sim, ela me roubou um beijo. – respondi constrangido e meio rancoroso.
–Mas eu não queria... Eu...
–Você a agarrou! – Yui gritou – Você aceitou tudo isso! Você é o pior!
–Tente ver pelo lado positivo. – Yami-san disse – Todo homem é assim... É instinto. Além disso... Acho que ele tem um motivo a mais para ter feito isso...
Não! Nem pense em falar da maldição! Elas vão pensar em merda!
–E que motivo seria esse? – Yui perguntou extremamente magoada e descrente.
–O Tomodachi. – ela respondeu, aliviando, porém surpreendendo-me.
–O quê? – perguntei junto com Yui
–Não está óbvio que ele quer impressioná-lo?
–Impressioná-lo? – Yui estranhou
–Mas é claro! – Yami-san respondeu como se fosse óbvio – Como vocês viram hoje, o Tomodachi é o sempai do amor do meu noivo, e como ele é popular e meu noivo não era notado, começou a fazer coisas bem ousadas... Começou com a Yui... Depois foi com a Shoujo, comigo e com a Junko! Ele não faz isso pelo prazer dele, e sim para mostrar que é capaz de conquistar garotas!
–Ridículo! – Yui exclamou – O Shizuka-kun que eu conheço nunca faria algo... tão idiota...
–Até que ele é capaz disso... – Sho-chan disse – De iniciar sim, mas depois deve ter se deixado levar pelo prazer inconsciente...
–Ei! Eu não sou assim! – gritei – Eu...
–CALA A BOCA!! – Yui, Sho-chan e Yami-san gritaram em uníssono.
–Enfim... Dá para parar com isso, Ara-kun? – Sho-chan perguntou – Você deve seguir sua vida, sem se importar quem é melhor do que você.
Suspirei. Não era nada daquilo, mas seria impossível explicar. Eu estava confuso, então a única saída seria concordar. Depois disso, as garotas se acalmaram, e Yami-san colocou sua calcinha de volta de uma forma rápida, discreta e na minha frente.
–O que foi? – ela perguntou ao ver minha cara de pastel.
–N-n-nada!
Ela sorriu e acertou a postura.
–Bem, acho melhor organizarmos isso direito! – Yui declarou – Certo, para que vieram aqui?
–Para conversar com ele! – todos assentiram em uníssono e apontaram para mim.
–OK, então um de cada vez e... Shinrasei-kun, vigie o quarto para não acontecer besteira!
–Sim, senhora! – Tomodachi se prontificou.
–Espera! – exclamei – Como você pode confiar nele e não em mim?
–Você é um pervertido em qualquer lugar e hora. – Yui respondeu sem hesitar – Ele apenas é um pervertido quando está sozinho e trancado em seu quarto, o que é mais confiável.
–Isso não faz sentido...
–Como a Noyogi-san já falou com ele, é a minha vez! – Yui determinou – Alguma objeção?
–Não... – Sho-chan e Yami-san responderam juntas.
–Mas... e a Junko-nee-chan? – perguntei.
–Deixa que eu vá olhá-la... – Yui disse, saindo do quarto.
Alguns momentos depois ela voltou com Junko. Minha irmã explicou que nossa mãe, Suminoe Yukari, ouviu os gritos dela, porém a tal mentiu, dizendo que era apenas uma brincadeira comigo. Por sorte nossa mãe acreditou, e ela foi liberada. Só esperava Yui vir buscá-la...
Folgada..., pensei.
–Já expliquei o esquema para a Junko-chan e ela concordou. – Yui afirmou – Vamos conversar nessa sequência então: eu, Noyogi-san, Junko-chan, Yami-san e, por último, Tomodachi!
–Não, eu não vou falar com ele agora... – Yami-san revelou
–Por quê? – todos questionaram em uníssono.
–Bem, eu quero falar com ele em outra hora... Por hora eu tenho que conversar com os pais do meu noivo. Fiquem bem! ♥
E então saiu do quarto. Estranhei um pouco essa atitude, mas no fundo sabia que ela planejava algo. E aquele beijo que ela me deu na frente de todos...
Por acaso aquilo foi apenas para provocar? Bem, foi o que me pareceu e... Eu não acredito que eu beijei a minha onee-chan...
–Shizuka-kun? – Yui chamou, cutucando meu amigo. Ela estava agachada, me fazendo pensar que ela queria pagar um boquete. Logo espantei essa ideia da cabeça – Alguma coisa errada?
–Ah, eu... Ei! Por que você tá cutucando aí?
–Are?! E-eu? Ah, desculpe, não vi que aí é...
–Uhum, sei... – duvidei com um tom pervertido.
Tomodachi estava escorado na porta, rindo.
–Pare de rir. Você deveria nos vigiar! – Yui o repreendeu.
–OK, OK... Vamos, conversem!
Yui sentou em minha cama, do meu lado esquerdo, encarou-me, pigarreou e disse:
–Pois bem, me diz por que a Yami-san fala que é sua noiva.
–Ela inventou isso. – respondi – Talvez seja apenas uma brincadeira, mas por algum motivo ela está levando a sério agora... Tenho que perguntar isso direito para ela...
–Então, se ela está “brincando” com você, – Yui riscou aspas – por que você se deixa levar pelos encantos dela?
–Bem... Homens são tentados muito facilmente pelas garotas. E, bem, eu nunca tive uma chance de tocar uma garota, então hoje está sendo um dia... bom. Mas ruim também, porque estou magoando a você e as outras garotas... Me perdoe... Não queria ferir os sentimentos de ninguém...
Yui sorriu e me deu um selinho.
–Eu entendo, mas... Por favor, se segure para mim e a Junko-chan, ok?
–Eh? Por que você incluiu a onee-chan nisso?
–Ora, nós somos melhores amigas! E como Junko-chan não é mais tão infantil como antigamente, ela aceitou meus sentimentos e decidimos dividi-lo entre nós duas!
–Err...
–Agora é a vez de Noyogi-san! Até mais!
–Até...
Ela enlouqueceu!, pensei.
Tomodachi se levantou e abriu a porta, e ela saiu do quarto. Pude ouvir Yui indo até a sala chamar Sho-chan. Logo ela entrou no quarto, Tomodachi fechou a porta e se apoiou novamente nela. Ela se sentou ao meu lado e disse:
–Bem, eu não tenho muito a conversar, he he! A única pergunta que eu tenho é: onde você conheceu Yami-san?
–Na rua... – respondi, lembrando-me de ter apertado aqueles seios magníficos....
–Por que você tá babando?
–O-o quê?! – me recuperei e sequei a baba – Ah, eu só... me perdi em uma lembrança e...
–Que lembrança? Tem haver com ela, não é?
–Não... Não exatamente... – menti.
–*chuinf* Por que você *chuinf* está mentindo para mim? *chuinf*
–Pare de fingir – ordenei friamente.
–Então conte a verdade. – ela parou de fingir e decidiu ser direta.
–Pois bem... Eu... Apertei os peitos dela...
–Você o quê?!
–Mas foi um acidente, eu juro! Eu estava distraído com o meu PSP quando ela trombou em mim e então eu apertei...
–Mas você gostou de ter acidentalmente encontrado com os peitos dela, né?
–É, um, bem... – eu estava encurralado por Sho-chan, novamente.
–Já sei o queria saber. Ara-kun, agora te entendo completamente e já sei o que fazer...
–O-o que você vai fazer?
–Se-gre-do! Hi hi!
E então, da mesma maneira que Yui, saiu do quarto.
Essa, além de perder o juízo, perdeu a vergonha também!, pensou.
A próxima foi Junko-nee-chan. Ela entrou saltitante no quarto, e logo me deu um selinho. Afastei-a dessa vez.
–O que foi? Não quer mais beijos da sua loli* onee-chan?
–Não! Além de isso ser pedofilia, é incesto! Totalmente proibido no Japão! – respondi, tentando não ser dominado por meu lado ero*.
Ela sorriu pervertidamente e sentou ao meu lado, como as duas primeiras fizeram, e então pegou uma revista... pornô... das costas...
–Ora, eu sei que no fundo você não liga para isso... – ela afirmou, abrindo em uma página onde uma garota de 12 anos está sendo fodida por três caras. – Olha! Ela é um ano mais nova que eu!
–Feche isso! – gritei desesperado
Ela riu, e em seguida jogou a revista para Tomodachi.
–Valeu! – ele agradeceu – Agora só faltam quatro revistas, Arashi-chan!
–Vá se foder, me devolve! – gritei, correndo em direção ao grandalhão.
Quando eu cheguei perto, a revista havia evaporado, sumido.
–Onde a preciosa está?
–Escondida em minha coleção.
–Como isso é possível?
–Não pergunte, apenas aceite.
–Tsc. – reclamei, voltando a sentar na cama ao lado de minha irmã. – Agora você pode me explicar o que você me disse antes de seu primeiro beijo?
–Ah, agora a promessa inclui eu e Yui-chan, tá?
–Tá, mas... Só fazer coisas pervertidas com vocês duas?
–Exatamente! Queremos que você abuse apenas de nós e de mais ninguém! Se você tem desejos pervertidos, então que os descarregue em nós apenas!
–Hm... Já que é assim...
–Arashi-chan, agora não... – Tomodachi disse em tom debochado
–Vá se foder. – quem está lendo perceberá que eu quase sempre mando o Tomodachi se foder. Motivo: ele está sempre certo, talvez por ser albino, e sempre me irrita. Mas mesmo assim ele é meu melhor amigo.
–Tá, tá... – ele parecia não ligar para a ofensa – Mas por favor, deixe para atacar sua irmã depois, ok?
–OK... Onee-chan, por favor...
–OK! Então, você promete, né?
–Vamos mudar isso um pouco! – eu disse sem pensar. Ou melhor, alguém inseriu essas palavras na minha boca. Junko-nee-chan parecia tão surpresa quanto eu.
Foi você que me forçou a falar isso, não é?!
Ele não respondeu, e imediatamente eu continuei:
–Vamos fazer outra promessa! Que tal eu dar atenção e carinho a todas, mas a você e Yui serão especiais porque serão minhas namoradas oficiais!
–Aceito! Prometo ser sua kanojo imouto*!
–Então tá! – respondi, entrelaçando o dedo mindinho com o dela.
Quando ela pensava em sair, parou no meio do quarto.
–Já ia me esquecendo de algo... – ela disse.
–O quê? – perguntei curioso.
–Eu te acordo todo dia e pego no seu pé não por implicância.
–Hã?
–Eu... faço isso por amor... Como uma mãe...
Fiquei boquiaberto, incapaz de responder algo. Tomodachi apenas sorria, como se soubesse de tudo e estivesse feliz por Junko-nee-chan ter se revelado. Depois disso ela saiu saltitante e alegre, cantarolando uma música de abertura de anime. Suspirei. Até que não estava sendo tão ruim, eu acho... Só esperava que isso não saísse de controle. Mas será que eu teria meu harém e tudo daria certo?
Chegou à vez de Tomodachi. Ele sorriu triunfante, e então se aproximou de mim um pouco, e, ainda em pé, revelou:
–Digamos que você já tenha respondido minha pergunta: de onde você conheceu Tsu-chan. Mas... eu quero saber sobre a sua marca na testa.
Como ele percebeu?, pensei.
–Achou que eu não perceberia a tatoo* nova? Mas é claro que sim! Cara, por que se tatuou logo aí?
–Cara, isso não é tatuagem...
–Ah, não? O que é então?
–Uma maldição...
–Algo haver com as garotas? Elas estão... estranhas. Pensei que estivessem passando por problemas hormonais, mas todas ao mesmo tempo é impossível. Além disso, essa marca... é estranha, mas parece que sempre esteve aí.
Ele é mais inteligente que eu pensava... Talvez eu devesse confiar...
–Mas não estava até essa manhã... – revelei.
–S-sério? – Tomodachi gaguejou. – Ela simplesmente surgiu aí?
–Não. Yami-san que me beijou na testa e então ela apareceu.
–Não é possível...
–Pois acredite. E por favor, não espalhe isso...
–Tá, mas essa maldição afeta as garotas, não?
–Sim, de alguma forma. Yami-san disse que ela era uma “maldição do amor”, mas não deu mais detalhes... Pelo que me pareceu, isso as estão enlouquecendo, mas não posso afirmar com certeza... Vou descobrir mais depois. Por enquanto é tudo que eu sei.
–Entendo... Cara, tamo junto. Se precisar, é só me ligar, Arashi-chan. Esse harém que aparentemente está prestes a se formar graças a Tsu-chan tem algo muito de errado e provavelmente será um problema para você... Enfim, enquanto nada de errado acontecer, curta as garotas, claro que com moderação! Valeu, mano!
–Valeu. – respondi, apertando a mão dele.
Saímos do quarto juntos e então me despedi de Yui, Sho-chan e Tomodachi. Junko foi ajudar na cozinha e eu voltei ao meu quarto, deitando em minha cama. Tive a impressão de que estava esquecendo alguma coisa quando um insight veio a minha mente e me respondeu: Yami-san. Ela ainda estava na sala. Saí do quarto novamente e fui vê-la.
–Você passou por mim sem nem me ver... Assim você me deixa triste, amor. ♥
–Ei! Essa história de casamento... precisamos resolver isso... – afirmei.
–Com certeza! – meu pai gritou atrás de mim, surpreendendo-me.
–Pai!
Ele mudou seu semblante de descontraído para sério e informou:
–Tsuki-chan conversou comigo e com sua mãe, e sim, eu me lembro de quando conversei com Yami-san... Me perdoe por isso, filho, mas você vai ter que se casar com ela.
–O quê?! Isso é realmente um casamento arranjado?! – eu não podia crer.
–Sim, é... – ele disse, parecendo arrependido. – E a partir de hoje ela morará com a gente.
Fiquei boquiaberto por alguns segundos. Depois que reaprendi a falar, gritei:
–O QUÊ?! ELA VAI MORAR COM A GENTE?!
–Sim, e vai dormir no seu quarto! Sinta-se lisonjeado.
Abaixei a cabeça. Eu estava confuso. Precisava pensar. Eu não sabia o que pensar da Yami-san. Não sabia se era bom ou ruim ter ela por perto, não sabia por que ela me amaldiçoou, não sabia as consequências ruins dessa maldição e qual era os efeitos totais da mesma. Precisava ficar sozinho.
–Pai, me dá um tempo, tá?
–Filho, pensei que iria ficar feliz! Olhe como ela é bonita!
Olhei para Yami-san. Vi uma bela jovem de cabelos negros, olhos verdes e belas curvas por fora, mas por dentro apenas um demônio. Havia algum bloqueio mental em mim que me impedia de confiar nela. Talvez por que ela tenha me amaldiçoado, mas era algo além disso. Assim como Tomodachi disse, havia algo muito errado acontecendo. E se eu não me acalmasse, não conseguiria descobrir nada.
Subi ao quarto e fiquei por lá até o dia seguinte. Não jantei, e fui dormir cedo. Não queria mais saber de nada, apenas queria relaxar.
[02/04/2013 – TUESDAY – OVERNIGHT*]
Por sorte, Yami-san ainda não havia entrado em meu quarto. De madrugada, comecei a pensar sobre o que havia acontecido. Após um tempo, consegui colocar os fatos em ordem e fazer uma conclusão mínima:
Se Yami-san tinha que ir a escola como eu, ela não deveria vir em minha direção. A única conclusão em que posso chegar é que ela me procurava para me amaldiçoar. Depois que chegamos à escola, Sho-chan desmaiou por que provavelmente já estava sobre o efeito da “maldição” e por ter ouvido Yami-san dizer que eu era o noivo dela. Depois que fomos à enfermaria, Tomodachi foi buscar a enfermeira que estava ausente e acabou se encontrando com Yui no caminho, que acabou acompanhando-os. Enquanto isso, eu estava dominado pelo meu modo ero e quase fiz com Yami-san. Yui nos interrompeu, não só por sua função ser de monitora, mas por já estar sendo influenciada pela “maldição”... Fomos para sala, eles primeiro e depois eu com Sho-chan. Yami-san estava nela. Não acho que foi mera coincidência... No intervalo, Junko-nee-chan cai em cima de mim, e eu acabo arrancando sua calcinha. Mesmo que ela tenha me batido, ela gostou disso porque estava sendo influenciada pela “maldição”. Sho-chan me deu um obento e comemos. Yami-san usou o celular de Yui para me enviar uma mensagem, dizendo que queria conversar comigo. Acreditei que fosse Yui e fui até a armadilha. Sobre a influência da “maldição”, Yui me beijou intencionalmente. Eu, de certa forma, sou apaixonado por ela, mesmo que hoje eu não tenha sentimentos tão profundos por alguém. Após eu retornar para sala, descobri que todos ouviram o diálogo entre mim e Yui, sabendo inclusive dos beijos... Como Sho-chan não podia deixar barato, resolveu se trancar comigo no quarto. Tomodachi estava achando essa cadeia de acontecimentos estranha, como eu, e resolveu investigar. Acredito que esteja do meu lado, pois ele é confiável. E, bem, depois que meu pai abriu a porta, Yami-san e Junko-nee-chan me beijaram. Depois disso, elas se esclareceram. Não sei se estou errado, mas me parece que essa “maldição” apenas amplia os sentimentos das garotas. Se for assim, significa que todas... realmente me amam? Pelo que me pareceu, elas já estavam apaixonadas, mas... isso é impossível! Um cara como eu... Não tem como!
–Você tá tão pensativo que nem notou que estou aqui a meia-hora, né, amor? ♥
–Y-y-yami-san! – gaguejei perplexo, e então notei que ela estava me abraçando, e os seus mamilos esfregavam-se em minhas costas, pois eu estava deitado de lado. Sua pele era fria como gelo.
–Amor... Estou cansada de esperar... Vamos... Ter... Um filho... Logo...
–CLARO QUE NÃO! É A ÚNICA COISA QUE QUERO EVITAR NESTE MOMENTO!!! – gritei.
–É mesmo? – ela perguntou, parecendo decepcionada. Eu disse só parecendo – Bem, se eu fosse você, não falaria tão... – ela pausou e apertou-se mais em mim, fazendo meu rosto queimar e os seios se comprimirem em minhas costas – alto... – ela terminou, dando um beijo no meu pescoço.
Fiquei sem fala. Um calor começou a me dominar, mesmo que o corpo dela estivesse frio, e eu não sabia o que fazer. Ela tentou me virar algumas vezes, mas eu mesmo acabei virando. E então eu vi. Um anjo nu havia caído em minha cama prestes a virar um demônio e infernizar minha vida. Inicialmente fiquei maravilhado com aquele corpo belo e puro, mas logo me lembrei de que se a situação progredisse, estaríamos ferrados. Ela riu ao ver meu rosto, e me puxou pelo pescoço. Com seu charme único, ela me atraiu e me beijou intensamente. Minha mão queria tocá-la, mas eu estava me segurando ao máximo. Estava começando a ficar impossível quando a mão de Yami-san parou no zíper da bermuda. Minha mente estava começando a ficar em branco, e ela já o abrira quando minha testa começou a arder. Com a escuridão da noite notei que a marca brilhava com cor de ferrugem. Yami-san franziu o cenho.
Não posso permitir que ela perca a virgindade agora..., disse a voz desgraçada.
–Parece que ele já evoluiu sua marca para o segundo estágio... – Yami-san observou – Agora você ouve uma voz estranha em sua mente, amor?
–Sim... – confessei – O que exatamente fala comigo?
–Bem, é difícil dizer... – senti que ela estava mentindo. – Mas essa voz só servirá para te ajudar.
–Ajudar em quê?
–A conquistar garotas!
–Isso não faz sentido! Você me amaldiçoou para eu construir um harém?
–Sim. – ela respondeu simplesmente – E eu farei parte dele. Mas antes de você poder desfrutar de minha pureza, deve ser treinado e reunir as outras integrantes do harém! Bem, como já está tarde, vamos dormir?
–Sim, mas... Você vai dormir aqui?! E não vai se vestir?
Ela sorriu e levantou da cama. Entrou no banheiro e saiu dele com um pijama de frio, até porque o início da primavera não é tão quente. No momento em que ela saiu do banheiro, perguntei:
–De onde você tirou esse pijama?
–Bem... Minhas roupas estão ali... Você estava dormindo enquanto colocaram as caixas ali...
–Ah, tá...
–Enfim, você prefere que eu durma em cima ou embaixo de você?
–O-o quê?! Espera, você não vai dormir na minha cama!
–*chuinf* Você é *chuinf* tão mal...! *chuinf* ♥
–Pare de fingir.
–OK... Eu também só estava brincando com você... Vou voltar para o meu colchonete...
Quando ela disse isso que eu vi um colchonete desarrumado no chão. Yami-san deitou nele. Um insight veio a minha mente nesse momento e eu perguntei:
–Por que eu preciso de uma voz para me auxiliar?
–Bem... Isso eu só vou dizer amanhã, hi hi!
–Maldita... – sussurrei, e assim o assunto morreu.
Logo caí no sono, e o resto da noite foi tranquila.
[02/04/2013 – TUESDAY – MORNING]
No dia seguinte, Junko-nee-chan nos acordou. Arrumamo-nos para a escola, e desta vez ela conseguiu me dar o obento. O caminho inteiro ela acompanhou a mim e Yami reclamando que no dia anterior eu havia ignorado ela. Decidi deixar o PSP de lado um pouco. Até porque minha vida tá começando a ficar interessante, pensei. Separamo-nos no portão da escola, e assim que entramos na classe, vi uma carteira a mais perto da porta.
–Será que os rumores da aluna prodígio, Hikari Yuri, que ouvimos ontem são reais? – sussurrei para Yami-san.
–Bem, essa carteira é a prova disso... – Yami-san respondeu sussurrando também – Tome cuidado com ela... Sinto como se essa criança estivesse atrás de você para algo ruim...
Olha quem fala... Se bem que não é algo to ruim, um harém... Será que eu vou conseguir construir algo assim e manter?
Acho difícil..., respondeu a voz.
Nem respondi a maldita voz. Sentei em minha carteira, e Yami-san fez o mesmo. Aos poucos os alunos foram chegando, e então a sala encheu, com exceção da carteira nova. O sinal bateu, e a professora de inglês, Kawada, entrou na sala dizendo:
–Caros alunos, uma garota prodígio se transferiu para a escola, e, realizando a prova de nivelamento, foi aprovada com apenas treze anos para o colegial, provando ser um verdadeiro gênio. Por favor, tratem a mais nova companheira de turma com respeito e aceite suas diferenças. Entre, Yuri-san!
Uma garota de cabelos curtos, lisos e de cor indefinível, exatamente como os colegas de Junko-nee-chan disseram, entrou em minha classe. Ela era alguns centímetros mais baixa que minha irmã, devia ter 1,5 m. Seus olhos eram púrpuros e frios, e sua beleza loli era milhões de vezes maior do que o de minha irmã. Seu jeito distante a deixava ainda mais linda, pura e perfeita. Minha cabeça já imaginava coisas pervertidas...
–AAAII!! – gritei quando Sho-chan me beliscou. Ela se virou para trás só para fazer isso, já que ela senta na minha frente...
–Desculpa, mas você tava babando. Apenas te acordei.
–Ah, há, há! Valeu então... – respondi, meio sem jeito.
Yuri-san se posicionou na frente de todos, ficando ao lado da professora, e com uma voz fria, baixa e inexpressiva, declarou:
–Sou Hikari Yuri, ou PURPLE DETROYER*, como preferirem. Não sinto prazer em conhecê-los, pois meu único objetivo é Shizuka Arashi-san. Onde ele está?
Todos pareciam espantados com a apresentação dela. Eu gostei da atitude dela, então respondi:
–Oi! – levantei o braço. – O que você quer...
Fui interrompido por uma visão aterrorizadora. O antibraço e mão direitos de Hikari-san transformaram-se em metal. Os dedos se tornaram três afiadas garras, e então ela começou a correr em minha direção. Podia sentir o instinto assassino dela de longe, e minha visão me enganava. Hora eu via a garra suja de sangue, e hora eu via ela limpa e brilhando. O medo subiu até meu pescoço, e então engoli em seco. Tentei sair da carteira, mas minhas pernas tremiam e meu corpo não se movia um centímetro sequer para longe da ameaça. No momento em que as garras iriam me alcançar, ela parou por um momento. Eu soube disso através dos sons, pois já tinha fechado os olhos. Quando os abri, apenas vi um líquido vermelho escorrendo a minha frente. Caí no chão, apavorado. Estou sangrando! Ela me acertou!
–Ara-kun, você tá bem? – Sho-chan perguntou.
Assim que ela me perguntou isso, entendi o que havia acontecido. Yui entrou na minha frente. Ela se sacrificara por mim.
–YUI! Você...!
–Estou tão molhada quanto você... – ela me interrompeu – O que não se faz pelo amor?
–O quê?! – estranhei, e então ela se afastou de Hikari-san, permitindo-me ver a mochila dela.
Só então entendi o que Yui havia feito. Ela entrou na minha frente e usou sua própria mochila para aparar o golpe de Hikari-san, mas além da mochila ser atravessada, a garrafa de groselha para o lanche estourou. Mas isso só foi possível graças a Sho-chan, que antes de Hikari-san conseguir golpear, segurou seu corpo. Foi na hora que Sho-chan fez isso que ela parou subitamente.
–Por que fazem isso por Shizuka Arashi-san? Ele não é digno de estar vivo, pois é meu alvo.
–Porque, bem... – Yui parecia constrangida.
–Porque nós o amamos! – Sho-chan respondeu animada.
–O quê?! Pare de brincadeiras. Ele é...!
–O cara mais pervertido e gentil que eu conheci. – Yui completou, provavelmente influenciada pela “maldição”.
–Parem com isso. – Hikari-san pediu simplesmente – Eu tenho um trabalho a fazer, então me soltem.
–Nada disso. – Sho-chan negou – Na nossa presença, você não vai machucá-lo!
–Exatamente... – Yami-san disse, levantando-se.
–Por que não fez nada?! – inquiri.
–Ora, eu já sabia que Yui, estando ao seu lado, e Shoujo, estando na sua frente, iriam te proteger muito mais eficientemente do que eu. Senti o instinto assassino dela de longe. – ela respondeu.
–Se sentiu, poderia ter me alertado pelo menos...
Yami-san apenas riu como resposta. Em seguida andou em direção a Hikari-san e repentinamente a destruidora tremeu. Próxima às garotas, Yami-san ordenou:
–Afastem-se. Esse assunto será entre mim e Yuri.
Hikari-san parecia incapaz de se mover. Kawada estava sem reação, perplexa com aquele absurdo. Sho-chan e Yui obedeceram a ordem de Yami-san sem questionar. Sho-chan se sentou, e Yui pediu licença e saiu de sala para trocar de roupa e se secar. Levantei-me e então disse:
–Professora, eu também me molhei com o suco da Yui... Posso...
–PODE! À VONTADE! – Kawada berrou, em desespero.
–OK... – confirmei, caminhando para fora de sala.
No caminho, porém, Yami-san me fez parar com uma sentença dirigida à Hikari-san:
–Já que meu noivo é seu alvo, então você é nossa inimiga.
–Exatamente. – Hikari-san respondeu inexpressiva.
–Então, declaro guerra a você. Vi que tem uma habilidade interessante, mas... eu não fico para trás...
Nesse momento Hikari-san arregalou os olhos, e Yami-san estendeu a mão direita. Da mão esticada saiu um fio de luz, e quando este atingiu a garra metálica de Hikari-san, ela congelou.
–Minha garra... Como a congelou?
–Não pense que é a única com habilidades aqui. – Yami-san respondeu sorridente.
–Tsc! – ela se conformou, desfez a garra em um segundo, voltando ao normal, e sentou-se na carteira nova.
Yami-san também se sentou, satisfeita pelo show. Todos estavam pasmos.
–Deixem elas cuidarem disso. O problema é entre nós. Apenas ignorem. – pedi.
Saí da sala e fui fazer o que tinha que fazer.
***
Quando retornei, Yui já estava em sala e o chão estava seco. As aulas correram naturalmente. Hikari-san não tentou me atacar, talvez com medo de Yami-san. Meu coração batia acelerado mesmo assim.
No momento em que eu me separar de Yami-san, fodeu para mim, pensei.
[02/04/2013 – TUESDAY — AFTERNOON]
Após as aulas, a escola organizou uma espécie de feira para que criássemos ou entrássemos nos clubes extracurriculares. Estava indeciso quanto ao clube que iria entrar. Por sorte me misturei à multidão e Hikari-san me perdeu de vista. Por fim, não entrei em clube algum. Quando eu havia desistido de entrar em um clube, Yui me surpreendeu.
–Tem um clube que está te chamando! – ela informou animada.
–Sério? – estranhei – Espera, você está nele?
–Sim!
–E quem mais?
–Isso, bem, você vai saber logo...
Isso é muito suspeito..., pensei.
Caminhei com Yui até a barraca improvisada de um clube que eu ainda não tinha visto, e quando vi os integrantes e o nome na placa, franzi o cenho.
Rakuen PROJECT Club
Era o que estava escrito. E os integrantes eram Yami-san como líder, Sho-chan, Yui, Junko-nee-chan, Tomodachi e Chie-sensei como supervisora.
–Até você esta nessa merda, sensei? – questionei.
–Shizuka-kun, isso é modo de falar? – ela perguntou em repreensão
–Tá, mas se isso não é uma merda, o que é?
–Um clube. – Yami-san respondeu
–Um clube de merda então.
–Por que diz isso? – Junko-nee-chan perguntou
–Ora, o nome do clube é Projeto Harém! O que vocês pretendem com ele?
–“Ensinar os jovens a aproveitarem a vida da melhor forma possível através de relacionamentos amorosos”! – Yami-san leu de um papel – Esse é o lema do clube!
–O que vocês querem é me assediar, não é?
–Mas é claro que não! Você apenas servirá como instrutor, assim como eu. – Tomodachi disse.
–Até você com isso? Bem, ok... Como não tenho outro clube para entrar mesmo...
As garotas comemoraram. Assinei a procuração de clube.
–Agora é só aguardar que logo levo isso na diretoria! – Sho-chan afirmou.
–OK...
Nesse momento senti uma ameaça atrás de mim. Porém, antes de eu poder reagir, Yami-san segurou a garra de Hikari-san, surgindo atrás de mim em um segundo.
–Então além de poder congelar, você é rápida... Impressionante. – Hikari observou.
–He! – Yami-san riu, subestimando Hikari-san – Tenho muito mais a te oferecer!
–Então vamos ver...
Nesse momento, Hikari usou uma velocidade incrível e lançou Yami-san no ar. Ela voou trinta metros do chão. Sangue escorreu de sua boca com o soco que Hikari-san deu em seu queixo. Em pleno ar, Yami-san recuperou o equilíbrio. Fiquei observando boquiaberto. Hikari-san saltou, e tentou atacar a indefesa no ar. Ela conseguiu defender na última hora, congelando a garra. Hikari-san estilhaçou o gelo no segundo seguinte, e então deu um chute de cima para baixo na testa de Yami-san. Contudo, ela o aparou, e em seguida jogou a menina contra o prédio da escola. Os vidros racharam, e então todos olharam na direção das duas. Engoli em seco. Yami-san caiu no chão, e uma cratera se formou. Entretanto ela não tinha um único arranhão, salvo o soco que ela levou. Olhei para ela perplexo.
–--ENCERRAMENTO---
Yami-san sorriu em minha direção e disse:
–Sou sua noiva. E, como eu te amo, entrego minha vida em suas mãos.
Ela não deu tempo para eu compreender suas palavras, saindo correndo em direção ao prédio destruído. Observei-a correr até sumir de vista. Novamente engoli em seco e desejei que ela nunca ficasse furiosa comigo.
JIKAI:
Arashi: Bem, após destruir o prédio da escola, o que pretende fazer, Yami-san?
Tsuki: Bem, continuar com o Rakuen PROJECT!
Arashi: O clube? Hã?
Hikari: Não, seu idiota. Ela quer continuar o plano dela.
Arashi: Ah, sim... Espera, o que você tá fazendo aqui?!
Tomodachi: He, he, he... Você não percebeu que ela quer entrar no clube?
Arashi: Hã?! Agora sim estou mais confuso...
PRÓXIMO: CHAPTER #3 ~ FEELINGS OUT THE CURSE
Notas finais
N/As:
*DAMEE!!: NÃOO!!
*Hai: Sim.
*loli: Garotas novas, pequenas e fofas. Uma loli geralmente tem ATÉ 13 anos, mas o comum é de 6 aos 10 anos.
*ero: Abreviatura de erótico em japonês.
*kanojo imouto: nesta situação, "irmã-namorada".
*tatoo: tatuagem em inglês.
*OVERNIGHT: "Durante a noite", mas utilizado pelo autor como "Madrugada".
*PURPLE DESTROYER: na história pode ser traduzido como "Destruidora Púrpura".
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