Raise your glass
6 Capítulo 6-Lealdade
Notas iniciais
Olá de novo migxssss.
Bom, vamos lá as minhas não tão pequenas notas.
O capítulo esta levemente mais curto, de novo por conflitos de agenda. Mas, contudo, entretanto, todavia, eu já estou me organizando e os próximos capítulos prometem altas aventuras! ~voz de narrador de sessão da tarde~
Espero que vocês se divirtam ♥ nos vamos nas notas finais!
—Eu vou matar o Malfoy. -James disse empurrando a carteira para frente, derrubando seu caderno do Manchester City.
—Prongs, isso me parece um plano ruim em mil níveis diferentes. -Eu disse baixo, tentando espantar uma dor de cabeça insistente.—Então nós temos que falar com o Dumbledore!Eu vi Pads concordando com a cabeça enquanto girava distraído seu celular sobre o tampo da mesa.—Pra quê? -Eu perguntei baixo.—AH EU NÃO SEI, TALVEZ PARA FALAR DO PSICOPATA QUE ESTÁ PERSEGUINDO A NOSSA AMIGA?!—Eu adoro quando vocês me chamam de amiga. -Eu murmurei, mas eles não me ouviram.—Isso não pode ficar assim, nós temos que atacar com a mesma moeda! -Sirius se manifestou agora, com veemência.—Gritos, muitos gritos. -Eu disse fechando os olhos e levantando as mãos, eles entenderam o recado e pararam de gritar.—Nós não temos marcas, nem uma história convincente, somos nós quatro, sendo que vocês dois nem estavam lá,-Eu disse me dirigindo à Prongs e Moony. -Contra todo aquele bando da Sonserina. Além do que, Lucius nunca me atacou fisicamente, eu já ataquei ele.—Dumbledore não precisa dessas baboseiras, ele é a porra do Dumbledore pelo amor de Deus!—Nós não vamos reportar nada para o Dumbledore. -Eu disse, colocando o capuz sobre a cabeça e me deitando sobre os braços. Eu ouvi James e Sirius tentarem voltar a discutir mas eles subitamente pararam, o que eu só posso supor ser obra de Moony.Eu continuei naquela posição durante toda aula do Flitwick, mal me dando o trabalho de tirar o capuz. Eu ouvia os três falando rápido e baixo sobre tudo isso atrás de mim, mas eu estava, sinceramente, muito cansada. Depois que a adrenalina baixou, eu comecei a colocar os pensamentos em ordem.Nas duas vezes em que eu acabei me confrontando com Lucius, os meninos estavam comigo o que foi reconfortante à princípio, mas agora eu só conseguia pensar que eu os tinha colocado em um risco desnecessário. Por que eu valeria todo o desgaste e desgosto que aquela situação estava proporcionando?Além disso, Malfoy tinha alguma parcela de razão, Hogwarts não era o meu lugar, meu lugar e de pessoas como eu, é exatamente onde eu estava antes de ir para o internato. Tentar ser algo mais do que eu era parecia algo digno de pena.Portanto eu iria sim falar com Dumbledore, mas meu assunto tomaria um rumo um pouco diferente. Eu iria pedir para ele para sair de Hogwarts.A próxima e última aula era do Slug, eu fiz questão de me levantar quando o sinal tocou para encará-lo de queixo erguido. Não que eu odiasse o Horace, longe disso, eu apenas não concordava com algumas de suas atitudes (ignorar os alunos que não tinham grande tato para sua matéria por exemplo, ou o favoritismo claro por sua Casa), mas enfim eu já estava cansada de me lamentar e eu já tinha tomado minha decisão, tudo aquilo acabaria com a mesma rapidez que começou.Slug chegou mas, para o meu desespero, ele não estava sozinho, no seu encalço vinha meu capataz.Lucius e Slug conversavam acaloradamente e pararam no batente da porta para terminar seu assunto. Com um último "não se preocupe, eu cuido disso." do professor, Malfoy se virou e foi embora, um sorriso malicioso cravado no rosto de cavalo.O transtorno que pairava por Slughorn era visível, ele encarou cada um de nós grifinos (éramos mais uma vez os únicos na sala) com uma frieza fora do comum até para ele.Balbuciando um "bom dia" seco, ele agarrou o giz e escreveu com seu garrancho na lousa."Teste surpresa quarta-feira."Lily foi a primeira a levantar a mão.—Professor, que quarta-feira?Horace pareceu se acalmar um pouco vendo o rosto de uma de suas alunas favoritas, uma das mais brilhantes químicas do colégio, mas isso não durou muito.—Depois de amanhã, senhorita Evans. -O rosto de Lily que sempre exibia um característico sorriso amigável se desmanchou até virar uma máscara assustada.Foi a vez de Prongs, que parecia ainda mais assustado, falar.—Senhor mas o terça-feira nós temos o jogo... -Slug não o deixou terminar.—Senhor Potter, existe um ponto em sua vida em que escolhas devem ser feitas, esse é um desses momentos, sua nota ou seu joguinho de futebol. -Ele fez uma pausa e então se voltou para todos nós. -As vezes, atos de alguns acarretam em punições gerais.Lembram o que eu disse sobre eu não odiar o Slug? Pois esqueçam.—O crime não passa da pessoa do criminoso. -Eu murmurei, a ira corando minhas bochechas. Eu sabia por que ele estava fazendo isso e se ele queria me punir era bom não tocar nos meus amigos. Naquele momento, todo o ar da sala não me parecia suficiente, eu estava sufocando no meu ódio. —Como disse senhorita? -Ele falou, sem se dar o trabalho de ao menos esconder o quão desagradável lhe parecia falar comigo naquele momento. Eu prendi o cabelo e voltei a falar.—É uma máxima legal professor. -Eu disse, o encarando com o mesmo desdém."Se ele não gosta de mim, estamos partindo do mesmo ponto." eu pensei e então continuei. -Nenhuma punição deve passar da pessoa que cometeu o delito, ou seja, ninguém pode receber qualquer castigo por um crime que não cometeu.
A postura de Slughorn mudou tão drasticamente que chegou a parecer que ele tinha evoluído como um Pokemón, ele franziu o cenho até marcar sua testa, as unhas encravadas contra as palmas das mãos, a cabeça abaixada apenas um pouco, fazendo com que ele me encarasse por sobre as sobrancelhas grossas. —O senhor acompanhou o raciocínio ou quer que ela desenhe? -Padfoot falou enquanto dava um pequeno peteleco em uma bolinha de papel, ela descreveu um bonito arco e caiu aos pés do professor.—Você estaria sugerindo senhorita Bouler. -Ele falou quase cuspindo meu nome. -Que você cometeu de fato um crime?—O senhor pareceu perfeitamente capaz de ser o juiz, promotor e executor nesse "caso" não é mesmo? -Eu falei gesticulando as aspas. -Afinal, me parece que o senhor não precisou da minha defesa para me sentenciar. Aliás a mim e aos meus colegas. Do fundo da sala eu ouvi a aquela risada que parecia sempre estar presa a tempo demais de Remus. Sirius e James o acompanharam. Eu apenas ergui as sobrancelhas esperando a resposta do meu professor. O resto da classe parecia preso numa tensão gelatinosa, o espaço da sala parecia pequeno demais para nossa discussão e todo o resto parecia andar em câmera lenta. Meu coração retumbava contra meus ouvidos.—Tudo bem, o teste está cancelado. -Ele disse passando as mãos em seus ralos cabelos, mas antes mesmo que os alunos começassem a comemorar, ele continuou. -Menos para a senhorita. -Ele completou me encarando.Eu apenas assenti, o alívio substituindo o ódio. Eu não me importava de fazer o maldito teste, eu nem estaria ali por mais muito tempo de qualquer forma e Horace não tinha o direito de fazer nada contra os outros grifinos.—Eu ajudei a Pietra. -Remus falou lá do fundo, sua voz preenchendo o ambiente silencioso. -Eu tenho que fazer o teste também.Eu me virei pasma, minha boca entreaberta com a surpresa e encontrei um Moony muito seguro de si. Eu balbuciei um "cala a boca" mas ele apenas me deu um sorriso.Antes que eu pudesse negar tudo aquilo que o idiota acabara de falar Prongs se pronunciou.—Ela não teria feito nada que eu não tivesse mandado, também tenho que fazer o teste.A linha na testa de Slug se aprofundou mais.—Eu fiz todos os planos. Inclusive eles só são geniais por que eu os fiz. -Padfoot falou com um meio sorriso.—O jogo! -Eu falei com urgência, mas eles me ignoraram.Horace voltou a olhar para a sala e eu não sei ao certo distinguir o que era seu semblante.—Os quatro então farão o teste... -Ele falou com certa insegurança, mas foi cortado por mais uma voz.—Eu estava com eles o tempo todo, podia tê-los impedido mas não o fiz. -Lily Evans falou com imponência, o queixo erguido em direção a Slug, seu professor favorito. Eu não sabia definir aquilo, um misto de pavor e alegria caiu como um véu sobre minha cabeça.—Nós duas também ajudamos. -Alice falou, apontando para Molly com a cabeça, Molly concordou.—VOCÊS NÃO PODEM ESTAR FALANDO SÉRIO! -Eu explodi finalmente. Que porra era aquela?—Vocês sete, -Slug falou se sentindo triunfante, não foi exatamente uma vitória para ele, mas não foi uma derrota. -O teste aguarda vocês.Slug se voltou para a lousa mas Lily o chamou mais uma vez.—Professor? -Horace olhou para ela, mas sem o brilho que ele sempre exibia ao falar com Lily e eu vi a decepção no rosto dela. -E o Clube do Slug?—Vocês não serão convidados até segunda ordem.Mais uma vez eu quis levantar e esmurrar a cara do meu professor. O "clube do Slug" era uma reunião reservada aos melhores alunos de química, eu não saberia dizer em detalhes o que acontece, em vista que eu sou um desastre na matéria, mas eu sabia que Lily era convidada desde o primeiro ano, quando demonstrou dons excepcionais durante as aulas. Lily apenas baixou a cabeça e começou a rabiscar em seu caderno. Alice, que estava sentada atrás dela fez um leve carinho em seu ombro. É nesse tipo de situação que você tem a certeza absoluta sobre coisas que em outros momentos você nem ao menos pensaria. Por exemplo o fato de que naquele segundo, ao ver Lily recebendo uma culpa que não era dela, que não era de nenhum de nós, eu notei que minha raiva fazia o tempo parar. Quando Malfoy me xingou no Três Vassouras, o tempo congelou e eu pude pensar em como eu o atacaria, o mesmo aconteceu quando os garotos entraram no dormitório enquanto eu tentava roubar a cueca do Prongs. Aquela aula do Slug me pareceu infernalmente longa e com isso eu pude pensar em tudo. Nós estudaríamos para a prova, juntos, cada um de nós. E nós iríamos bem, eu faria com que cada um decorasse cada uma daquelas fórmulas e minha vida dependeria disso. Quando eu finalmente conseguisse falar com Dumbledore, eu explicaria o "castigo" aplicado contra meus amigos e suas notas em resposta. Slughorn não teria outra alternativa a não ser admitir todos eles no seu clube ridículo. E por fim, eu iria fugir sim na sexta-feira com os meninos e eu mostraria para eles todas as coisas boas que Londres tem para oferecer e quando eu enfim estivesse de volta, minha partida de Hogwarts não deixaria nenhuma ferida aberta, nenhuma marca permanente. Nenhum deles teria motivo algum para se lembrar de mim. Como uma neblina eu teria sumido antes mesmo deles se darem conta e cada uma das engrenagens voltaria ao seu eixo.Quando o sinal bateu e todos se dirigiram para o refeitório, os cinco, de forma quase intuitiva, vieram na minha direção.—Eu não vou nem começar a discorrer os diversos motivos do por que eu quero matar cada um de vocês.—Sem sermão mamãe. -Sirius falou, mas sem sorrir.—De qualquer forma, eu sou muito grata...—Wormy, sem essa, nós somos da Grifinória não é mesmo? -James falou me dando um tapinha nas costas.—Lealdade. -Lily falou segurando minha mão, ela parecia bem menos abatida.—O espírito de vingança é parte da nossa Casa também? -Eu perguntei com um sorriso de lado. —Se não era, agora é. -Alice falou esfregando as mãos uma contra a outra.—Lily, você tem planos para hoje a tarde? -Eu perguntei me virando para ela, seus olhos logo brilharam com o entendimento.—Hm, -Ela começou, colocando a mão em baixo do queixo. -É bem hoje que eu planejava estudar toda a matéria de química sozinha!Molly deu uma risada suave, Moony também.—Você se importa de ter companhia? -Prongs falou, deixando até a mim surpresa.—E o treino? -Pads perguntou.—"Existe um ponto em sua vida em que escolhas devem ser feitas!" -Ele respondeu fazendo uma imitação de Horace, inclusive segurando uma grande barriga imaginária, todos rimos e eu pude notar o nariz de Lily enrugando durante a risada, assim como Remus, ela fazia isso quando se divertia de verdade.—Então... Você se importa? -Eu perguntei mais uma vez.—Vamos logo, -Ela disse enroscando seu braço no meu. -Estamos perdendo tempo!Enquanto ela me arrastava para fora da sala eu virei a cabeça para trás e dei uma piscadela para James, ele assentiu tentando conter um sorriso e falhando. Quando Sirius tentou virar em direção ao Grande Salão para o almoço Lily exclamou.—Sem tempo para isso, eu tenho que ensinar três meses de matéria para um grupo de portas!—UOU, EVANS... -Prongs começou irritado.Ela soltou meu braço, se virou para ele e mandou um beijo.—Soldado ferido. -Moony falou avaliando o olhar estático de James, ele ficava muito abalado perto de Lily e ela sabia disso. Minutos depois estávamos na Sala Comunal, que por motivos claros estava vazia.—Eu tô com fome. -Sirius falou sentando-se na maior mesa redonda. —Não é como se você não precisasse perder uns quilinhos. -Alice falou fazendo um maneio de cabeça, um sorriso malicioso no rosto.—O QUE VOCÊ QUER DIZER COM ISSO JONES?! -Ele falou irritado, se levantando e espalmando as mãos contra a mesa.Eu e Moony nos encaramos, a mesma expressão de "vai começar" no rosto.Molly parecia preocupada de verdade.—Alice! Isso lá é coisa que se fale?—Quer saber? -Padfoot falou tirando as mãos da mesa e puxando seu blusão do time, em segundos ele tinha tirado também a camiseta preta que estava por baixo. Eu soltei um suspiro de tédio. Chega um ponto em que se você aprecia por muito tempo uma obra de arte, ela perde um pouco do encanto, mas ao que parecia aquele canto da sereia ainda funcionava em Moony e em todos os outros presentes, à exceção de James.Sirius começou uma exibição idiota dos seus músculos do peitoral e braços enquanto as garotas (e Moony) precisavam de um balde logo abaixo de suas bocas.
James, que estava sentado do meu lado, contraiu a mandíbula, alternando o olhar entre Lily e o projeto de Terry Crews. Com cuidado eu bati com meu joelho contra o dele, quando ele me olhou eu apenas mexi a boca falando um "calma, não é nada" e ele pareceu abandonar a ideia de bater no amigo dele, pelo menos naquele momento. Eu agarrei a blusa preta de Padfoot e joguei no peito dele.—Química garotão, não striptease, huh?Ele deu de ombros e colocou de novo a camiseta.—Ainda acha que eu preciso perder alguma coisa? -Ele falou encarando Alice.—Não, senhor. -Ela falou rápido, ainda meio vidrada, o que foi bom para quebrar o clima estranho.Moony ficou muito vermelho e eu sorri da fofura que ele se tornava envergonhado.—Funções orgânicas! -Lily falou com uma animação quase irritante e assim nosso estudo começou.—x-—Como poderia se tratar de uma amina se aumenta a secreção celular?! -Lily falou irritada. A paciência de Lily Evans era algo extraordinário. Nas últimas quatro horas ela fez e refez exercícios, ajudou com as dúvidas de cada um de nós (menos Moony, que com as explicações simples e repletas de piadas de Lily pareceu se tornar o novo Pasteur) e respondeu as perguntas mais ridículas. Mas essa paciência de santa parecia encontrar uma barreira intransponível: James Fleamont Potter.A tensão que se formava entre os dois chegou a um ponto tão cômico que cada um de nós abandonou nossos exercícios apenas para apreciar a briga entre os dois.—Ele diz no exercício que também estimula as atividades das papilas do gosto Evans, só pode ser uma amina, por Deus!Ela agarrou o caderno dele e começou a virar as folhas freneticamente.—Cadê as coisas que o professor passa na lousa?! -Ela perguntou ríspida.—Não é da sua conta! -James falou com um salto, pegando o caderno de volta, irritado de verdade.—Isso são desenhos? -Lily falando puxando o caderno mais uma vez. A cena lembrava uma daquelas comédias torta-na-cara do anos 60.Agora toda a mesa estava interessada, eu olhei rápido para Pads e Moony e eles também pareciam não saber do que se tratava.—Deixa eu ver Potter! -Lily falou tentando abrir o caderno que ele mantinha fechado a todo custo.—Não... Não! -Prongs falou dando um último puxão, o que fez o caderno se abrir e várias folhas soltas caírem como no outono.—VOCÊ NÃO PODE VER! -Ele falou agarrando várias folhas juntas, amassando a maioria. Todos nós estávamos pregados no nosso lugar, assistindo a cena se desenrolar.Mas não adiantou, Lily segurava um pedaço amarelado de papel e o analisava com olhar crítico, quando James notou ele tentou a todo custo puxar a folha, mas ela desviou, virando-se de costas para ele.Eu ouvi ele murmurar um "Ah, foda-se" e logo depois um olhar de compreensão tomou o rosto dela. Ela encarou a folha mais de perto, ficando subitamente tão vermelha quanto seu cabelo.—Isso... -Ela começou, se virando mais uma vez para ele, que colocava todas as folhas dentro do caderno com uma força desnecessária, eu já tinha visto Prongs irritado, mais de uma vez diga-se de passagem, mas aquilo era diferente. -Esse desenho...—Sim Evans, ele é um esboço seu, de perfil para ser específico. Em cores pastel se não ficou claro o suficiente. Satisfeita, huh? -Ele disse pegando o papel e colocando dentro do caderno. -Querem saber? Eu tenho mesmo que ir pro treino. -Ele pegou sua mochila e jogou suas coisas dentro. -Até mais.—Isso foi... Inesperado. -Padfoot falou se levantando também. -É melhor eu ir com ele. Obrigado por tudo Evans. Bem... Tchau.Eu olhei para Moony levemente desesperada. Ele não parecia muito melhor do que eu.—Eu vou acalmar o Prongs e impedir que o Padfoot faça uma piada inapropriada. -Ele disse quase em tom de pergunta. Então se virou para Lily. -Obrigado pela aula maravilhosa e por tirar todas as minhas dúvidas e... não se preocupe com isso, ok? Logo passa. -Ele disse com um sorriso se levantando. -Te vejo no jantar? -Ele perguntou para mim, eu assenti e ele saiu também.—Uou. -Alice falou, segundos depois dos três terem saído. Eu e Molly assentimos.—Ele está sendo infantil. -Lily falou tentando não parecer abalada com nada daquilo mas sua voz tremeu durante a frase. -Ele me dá cantadas pelos corredores, vive se exibindo para cima de mim, me chamando para sair e ai ele faz isso?!—Eu acho que ninguém tinha visto aqueles desenhos Li. Tipo... Nunca.—Você não sabia que ele desenhava? —Não fazia ideia. Black e Lupin também não. -Eu acrescentei.Lily encarou suas unhas pintadas de rosa claro.—O desenho estava bonito pelo menos? -Alice perguntou.—Lindo. -Ela respondeu sem pensar, mas logo se retratou. -Quero dizer... Bem, estava legal.Eu fiz uma anotação mental de contar essa cena para Prongs mais tarde.—Eu acho que é tudo uma questão de confiança. -Molly falou, sua postura sempre parecendo a de uma mãe. Eu e Alice concordamos e deixamos o silêncio pairar sobre a mesa. Lily sacudiu a cabeça, como que para espantar uma mosca irritante, ou um pensamento irritante e voltou a explicar a matéria. Nós passamos mais duas horas estudando as malditas funções orgânicas até que eu fechei o caderno. Eu nem me dera conta de que já estava atrasada. Agradecendo Evans até não poder mais e me despedindo das meninas, eu corri para fora da Sala Comunal.Eu precisava encontrar McGonagall antes do jantar para poder agendar o mais rapidamente possível minha "reunião" com Dumbledore. No caminho, meu cérebro queimava com pensamentos incansáveis. Eu não queria sair de Hogwarts, mas ao mesmo tempo eu não queria ficar. Meus passos ecoando pelos corredores cujos quais cada centímetros eu conhecia, meu corpo respondendo automaticamente aos caminhos do colégio, minha mente perdida em todos aqueles séculos de história, tudo aquilo me parecia certo, mas ao mesmo tempo eu não sentia que aquilo era meu, que eu fazia parte. Eu respirei fundo e bati na grande porta da sala de McBoo (eu ri sozinha imaginando como ela reagiria ao ser chamada de McBoo) e aguardei a resposta.—Entre. -A voz áspera dela ordenou e assim eu fiz.—Boa noite professora. -Eu disse entrando cautelosa na sala.—Senhorita Bouler. -Ela respondeu com um maneio de cabeça. -A que devo a honra? A senhorita não me pareceu nem um pouco interessada na minha pessoa hoje mais cedo.Eu senti minhas bochechas corarem.—Desculpe por isso professora.—Não se desculpe por algo que não te fez sentir culpa, sim? -Ela disse me encarando fixamente. -Agora, a que devo a honra?—Eu preciso falar com Dumbledore? -Eu falei, muito incerta.—Isso é uma pergunta para eu responder? -Ela falou em um tom mais leve, quase irônico.—Oh, não.... Quero dizer, eu preciso falar com Dumbledore. -Eu disse com firmeza.—Dumbledore está em uma conferência em Drumstrang, vai, provavelmente, voltar no final da semana.—Ah, sim... -Eu deixei a frase morrer.—Eu aviso ele, senhorita. Assim que ele voltar eu digo que você precisa vê-lo. -Eu dei um sorriso fraco e murmurei um "muito obrigada, boa noite". Ao sair de sua sala, ela me chamou.—Sim professora?—Você está bem Bouler?Eu levei a mão direita ao meu cabelo já preso e com um sorriso de lado respondi.—Estou sim professora. Tenha uma boa noite. Essa não era a primeira mentira que eu contei e estava longe de ser a última.—x-Durante o jantar eu fui pedida em namoro.A brincadeira toda teve início quando Crouch começou a reclamar sobre o fim de seu namoro, já que ele e Bellatrix Black estavam tendo uma "coisa" desde o começo do ano. Algo que Bartô logo rotulou como um namoro, mas ao que parece, Bellatrix não via a relação da mesma forma e agora Crouch era um homem solteiro, o que sinceramente me fazia pensar no que era pior, se o casal já me dava arrepios só de imaginar, um Bartolomeu rancoroso e solitário me dava até pesadelos.—...esses relacionamentos com garotas idiotas que me tiram do serio. -Ele concluiu, depois de um longo e tedioso monólogo que quase fez todos do time adormecerem sobre o prato de torta de frango.—Nem todo relacionamento gira em torno de garotas idiotas. -Eu falei olhando para Moony, na tentativa que ele entendesse o recado. Se eu conseguisse ver ele e Sirius como um casal para valer antes de sair de Hogwarts, minha vida estaria completa. Mas eu não podia apressar algo tão importante assim, então eu iria me contentar com as alfinetadas eventuais.—Amém irmã. -Sirius falou, agarrando mais um pedaço de torta.—É verdade! -Ludo falou com sua habitual animação, qual era a fórmula para toda aquela energia? -A Pietra por exemplo!—Eu?—Sim você mesma. -Ele disse com um sorriso enorme no rosto. -Você não é uma garota idiota, só te falta um relacionamento. Algo que eu posso arrumar agora mesmo!Eu coloquei as mãos no rosto, tentando me esconder quando o garoto loiro levantou da ponta da mesa e veio andando até mim.—Pietra Bouler, você namoraria comigo? -Ele perguntou, se espremendo entre mim e Remus e sentando do meu lado. Ele pegou minha mão e deu um beijo.Eu vi os garotos do time comemorando, batendo palmas e fazendo barulho, o que me fez querer me enterrar no fundo do planeta. Eu vi James agarrando um punhado de gergelim e jogando em nós.—Para os futuros noivos!Enquanto eu ainda tinha um surto de vergonha, Ludo me deu uma piscada, fazendo um carinho suave na minha mão, eu respirei fundo e sorri.Uma brincadeira, que mal teria?—Claro Ludo. -Eu disse me acalmando cada vez mais. -Eu namoro com você.Os garotos explodiram em barulho, eu não pude evitar se não dar risada junto.—EEEEEEEI! -Pads gritou no meio de tudo aquilo. -Se não tiver um beijo, não vale!Todos os meninos entraram nessa nova onda com muita rapidez. Eu não podia ver Moony, com Ludo ao meu lado, mas eu o ouvi dizer "ela vai te matar", para Padfoot.Mas ele já não estava ouvindo, puxando o coro, ele e os garotos começaram um "Beija, beija, beija!" incessante. Fabian e Gideon pareciam nunca ter se divertido tanto na vida, batendo palmas e sorrindo, Bartô e Creswell ditavam o ritmo do corinho, Prongs e Padfoot olhavam para mim com sorrisos de lado.Eu olhei para Ludo, que agora estava tão vermelho quanto eu, olhando todo aquele rebuliço. Ele se virou para mim e perguntou no meu ouvido.—Tudo bem por você? Uma brincadeira, que mal teria?Eu aproveitei que Ludo estava com o rosto próximo ao meu e colocando minha mão em sua bochecha rosada guiei sua boca para perto da minha. O beijo durou milésimos de segundo, mas pareceu o suficiente para fazer a mesa ficar mais eriçada, se é que isso era possível.Alguns alunos da Lufa-Lufa(obviamente incomodados com o barulho) tinham parado para acompanhar a cena também e aplaudiram junto com os garotos do time quando eu e Ludo nos separamos.Fab e Gid se entreolhavam soltando "awwwwwwns" de momentos em momentos. E Pads e Prongs pareciam prontos para morrerem em paz. Eu olhei para Ludo e lhe retribui a piscada, puxando sua mão para cima da mesa e entrelaçando na minha, nós dois ainda muito vermelhos, mas nos divertindo.Quando nós finalmente saímos do Grande Salão, eu e Ludo já tínhamos até nome de casal, uma cortesia de Padfoot.—Lá vai Bougman, o casal mais lindo que essa joça já presenciou senhoras e senhores! -Ele falava a plenos pulmões enquanto todos nós rumávamos para nossos dormitórios, Ludo tinha passado o braço por cima dos meus ombros e eu tinha passado o meu por sua cintura. Poucas pessoas que não da Grifinória prestaram atenção no que acontecia. Mas eu pude ver com clareza Lucius e seu grupo nos encarando com nojo e, para meu eterno desgosto, eu vi Severus, que pareceu genuinamente surpreso com a visão de Pietra Bouler e um garoto abraçados enquanto Black gritava que se tratava de um casal. Por algum motivo que eu não sei explicar, ao passarmos bem ao lado de Snape, Ludo me puxou mais para perto, dando um beijo na minha testa. Eu nunca gostara tanto de Bagman quanto naquele momento. Nós dois fingimos uma separação dolorosa enquanto rumávamos para nossos dormitórios, com direito a promessas e frases do filme Titanic recitadas um para o outro. Mas, enfim, eu estava no meu quarto.—Você não para de surpreender hein Pietra? -Alice perguntou sentada na cama com Trevo no colo.—Isso, -Eu disse apontando para o gato. -Fica longe de mim. -Eu fiz uma pausa. -E sim, eu sou uma caixinha de surpresas.
Notas finais
Um aviso: não gente, eu não odeio o Slug, nem a sonserina, é mais por motivos de fazer a história fluir. Num futuro bem próximo (ao qual eu ja dei dicas do que será) eu vou mostrar todo meu amor por tooooodas as casas além de dar o devido tempo de fama para vários persongens!
Para variar esse capítulo é dedicado a @Jamespottrer (ELA VOLTOU) e é graças a ela que eu to postando hoje (eu tinha esquecido).
Além disso, a formatação não ta 100% por que eu to postando direto do celular (serviço porco) por motivos de: preguiça
E por ultimo, um Ps enorme, eu tinha prometido para um certo alguém que não haveria briga Jily nesse cap. Bem... Eu menti.
Vejo vocês quinta que veeeeem!
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