Raios de Luz
5 Capítulo 5
Raios de Luz
Capítulo 5: A Relíquia da Ira: As Garras da Lua Cheia
Akemi estava dormindo, ela havia chorado tanto que acabou adormecendo nos braços de Mamoru durante a viagem...
Mamoru decidiu que seria melhor eles voarem direto pra casa... Na velocidade em que ele estava ele chegaria lá em cerca de 30 minutos... Já era noite... Então as chances de um humano o enxergar eram pequenas...
O garoto olhava para sua melhor amiga, que dormia em seus braços...
“Ela teve uma reação humano ao matar aquele homem... Eu fico grato... Isso mostra que ainda não perdemos nossa humanidade...” Mamoru pensou para si mesmo enquanto usava uma de suas mãos para acariciar o rosto dela.
“Descanse Akemi... Tivemos um dia duro... Eu te levarei pra casa...” O jovem disse para sua amiga em pensamentos, enquanto aguentava a dor que sua ferida o proporcionava. Ele notou porém, que dor diminuía com o tempo.
Impulsionando suas asas para trás para ganhar velocidade, ele abraçou sua amiga mais forte para protege-la do frio. Eles deverão chegar em breve...
Na floresta...
Fenrir havia chamado a ambulância para cuidar do corpo de seu pai... Eles haviam entrado na floresta para levar o corpo de Karl...
“O senhor gostaria de nos acompanhar?” O paramédico perguntou a Fenrir. Que apenas balançou a cabeça.
“Não... Eu sou da CIA... Eu vou ficar aqui e investigar o local...” Fenrir respondia ao paramédico, mostrando sua identidade a ele.
O homem apenas fez um gesto positivo com a cabeça, e voltou a cuidar do corpo. Fenrir por sua vez, avistou um Lobo Infernal olhando pra ele.
Fenrir andou em sua direção, o lobo começou a andar para a direção oposta.
“Para eu te seguir, huh?” Fenrir pensou amargamente para si mesmo. Ele tentava ao máximo controlar a ira dentro de si.
Eventualmente os dois chegaram à entrada de uma caverna. O lobo infernal fez um gesto com a cabeça, mostrando que ele queria que Fenrir entrasse.
O jovem detetive, não tendo nada melhor pra fazer, decidiu entrar.
O sentimento que ele teve enquanto via os desenhos no caminho era um de nostalgia, algo em sua mente dizia que esse local era onde ele estava destinado a estar...
Chegando finalmente no final da caverna, Fenrir viu algo que o deixou excitado por alguma razão, ele se sentia feliz ao ter alcançado aquilo... Algo em sua cabeça cochichava a palavra “Vingança”...
Fenrir, tomado por um impulso fora de seu controle, correu até as garras... As pegou... E as colocou em suas mãos. Sentindo uma sensação incrível... De poder... Ele se sentia completo após ter equipado essas garras...
“Garras da Lua Cheia...” Sua mente disse a ele, ou será que era ele pensando? Seu corpo começou a tremer... Essa sensação... Ele começou a ficar... A ira em seu corpo explodiu, ele não resistiu a ira, ele simplesmente a deixou fluir pelo seu corpo.
“Sim... Sim... Com isso... Pai... EU IREI TE VINGAR!” O jovem detetive gritou, fúria tomando controle de seu corpo com uma risada alucinada. Uma luz começou a envolver seu corpo, cobrindo totalmente sua forma.
Um grande uivo pode ser ouvido de dentro da luz, que se dissipou, revelando Fenrir em uma forma nova.
Ele agora possuía duas grandes asas totalmente negras, assim como uma longa e peluda cauda cinzenta, seus caninos estavam à mostra, dando a ele uma aparência feroz, seus olhos agora estava um vermelho brilhante, o deixando ainda mais sinistro. Ele também havia ganhado orelhas de lobo em cima da cabeça, que haviam substituído suas orelhas humanas.
As garras douradas que ele havia colocado haviam duplicado de tamanho, elas estavam praticamente acopladas a suas mãos, uma fogo de cor branca era emitido na parte que ficava em seu punho, porém não queimava. Fenrir notava que ele podia retrair as garras apenas usando a mente, para permitir que ele pudesse pegar objetos normalmente, as garras então, ficavam parecidas com luvas normais.
Ele começou a rir baixo, então começou a rir mais alto até enfim quebrar em uma risada psicótica.
“AHAHAHA!!! Esse poder é incrível! Agora...Agora eu posso vingar meu pai!” Ele gritou para si mesmo em fúria e euforia.
Na manhã seguinte, na casa de Mamoru...
Os adolescentes haviam dormido bem nessa noite, uma surpreendente considerando o que eles fizeram na noite anterior...
Mamoru foi o primeiro a acordar, ele lentamente se levantou e andou em direção ao banheiro.
Ele passou em frente ao quarto de Akemi que ficava no caminho, ele parou de andar e olhou para a porta do quarto dela.
“Akemi... Como será que você está? Depois do que fizemos?” Mamoru pensava enquanto lentamente abria a porta do quarto dela e lá entrava.
Akemi estava deitada com seu cobertor cobrindo seu corpo, Mamoru notava que o cheiro de sangue havia sumido dela, talvez ela devesse ter acordado durante a noite e ter tomado um banho... Ela parecia estar em paz no momento... Seria melhor deixa-la em paz...
Mamoru ficou parado lá, ele deveria sair logo, ele não deveria perturbar o sono se sua amiga... Mas ela era tão linda quando dormia... Mamoru acabou não resistindo, ele se abaixou e beijou levemente os lábios dela, esperando que ela não acordasse.
Mamoru se afastou, olhando para o rosto de sua melhor-amiga, ele suspirou em alívio, ela não havia acordado, seria melhor ele sair do quarto dela...
“hnn...” Akemi gemeu, fazendo Mamoru quase ter um ataque no coração, ela virou de lado, seu cobertor caindo um pouco, mostrando suas costas e seus ombros, o pobre garoto começou a ficar bastante avermelhado.
“U-uh? E-ela está... D-dormindo sem r-roupas?” Mamoru pensou em pânico e então, sentindo um pouco de tentação em seu corpo, ele decidiu sair do quarto.
“Argh... Pare de pensar assim... Eu preciso de um banho... Gelado...” O Hobem demônio pensava para si mesmo enquanto ia em direção ao banheiro.
Algumas horas mais tarde...
Akemi e Mamoru estavam conversando na sala de estar, a garota de cabelos roxos estava confusa de o porquê Mamoru ficar com o rosto avermelhado de vez em quando.
“Ahh... Eu não sei se realmente fizemos a coisa certa...” Mamoru falou em voz alta, enquanto olhava pra cima, ele estava jogado no sofá, Akemi estava parcialmente deitado no outro.
“Claro que fizemos Mamoru! Digo... Do jeito que ele estava... Ele era uma ameaça às pessoas daquela cidade! O fato que vamos ganhar novos poderes é um grande bônus...” Akemi falava mais para si mesma do que para o Mamoru, tentando convencer-se de que fizera a coisa certa ao matar um ser humano. Mesmo assim ela se sentia triste e culpada pelo o que fizera.
“Mas mesmo assim Akemi... Iríamos matar ele de qualquer jeito...” Mamoru falou com resignação, eles estavam mesmo se transformando em demônios.
“De qualquer jeito vocês completaram seu objetivo” Uma voz poderosa, maléfica e autoritária falava a partir do nada. Adamantes marcava sua presença aparecendo como um vulto formado por chamas negras que pareciam engolir a luz do local, era difícil ver detalhes, porém podia-se ver seus braços, suas asas e seus olhos de cor vermelha.
“Adamantes!” Akemi gritou assustada, mas logo se acalmou um pouco, ela se levantou do sofá e se dirigiu a ele.
“Concluímos nosso objetivo, agora nos der mais poder!” Akemi exigiu de Adamantes, sua voz carregando um leve tom de ganância, que foi percebido pelo Lorde-Demônio.
“Ohh? Gananciosa por mais poder? Pois bem, aqui estão suas recompensas mortais.” Adamantes anunciou enquanto materializava o livro negro.
“Esse não é o livro que usamos na invocação?” Mamoru perguntou ao demônio, ele se sentia um pouco apreensivo, ele ainda não havia se acostumado com a tendência de Adamantes em ser sinistro.
“Sim, esse aqui é o Livro da Matéria Negra, uma das minhas relíquias. Entre todas as relíquias que possuo, esse livro é o único com o poder de me evocar para o ritual de demonização. Nele há vários rituais para aumentar a força do demônio que a ele ler, por isso vocês eram incapazes de realizar os outros rituais. Agora, como prometido, eu vou presenteá-los com um dos poderes mais usados por demônios quando estamos encurralados.” O Lorde explicou para os jovens demônios a sua frente.
“Como assim?” O casal perguntou ao mesmo tempo, curiosidade e, no caso de Akemi, um leve tom de ganância em sua voz.
“Nós demônios, temos a habilidade de transformar-nos para ganharmos mais força, velocidade, agilidade, etc. Nessas formas nossas aparências se tornam mais ferozes, ganhamos garras, nossa pele fica mais resistente, chegando a resistir cortes e perfurações, nossos caninos crescem de tamanho. Nessa forma, o demônio, por mais fraco que seja, consegue liberar uma grande quantidade de energia demoníaca, o suficiente para fazer mortais passarem mal. Eu recomendo não sobrestimar essa força, usem ela apenas em períodos de desespero.” Adamantes explicou para Mamoru e Akemi, que ouviam atentamente as instruções dele.
“Sem problemas!” Os dois adolescentes responderam ao lorde demônio.
“Eu também recomendo também treinar seus poderes para eles ficarem mais fortes, eu dei a vocês novos poderes, agora cabe a vocês treinarem... Eu irei aparecer mais uma vez daqui a um tempo para pedir mais um favor...” Adamantes disse enquanto fazia um ritual do livro.
Fogo negro começou a cercar os jovens demônios, no começo eles se sentiram assustados, mas rapidamente sentiram uma sensação de poder. O fogo os circulou por um tempo, e enfim entrou em seus corpos. Ambos abriram a boca em um grito silencioso, seus olhos ficaram totalmente brancos, ambos sentindo uma sensação de ecstasy, poder e prazer. O poder que entrava neles era enorme! Essa sensação... Era ótima!
“Ah... Ahhhh...” Mamoru gemia, perdendo as forças dos joelhos, ele caiu de costas no chão. Fogo negro saindo de sua boca e de seus olhos.
“Ahhh... Ahhh...” Akemi gemia por causa da incrível sensação que circulava pelo seu corpo, ela também perdeu a força nos joelhos, e decidiu cair logo em cima de Mamoru, fogo negro também saia de sua boca e de seus olhos.
O simples fato de estarem tocando um ao outro aumentava ainda mais a sensação de prazer e poder que sentiam.
Eles acabaram lentamente abraçando um ao outro, a sensação de poder era tão forte que nem ao menos podiam se mover corretamente.
Akemi estava com o rosto caído sobre o pescoço dele, sua respiração mandando calafrios através de sua espinha. O pescoço de Akemi também estava perto da boca de Mamoru, que respirava fortemente. Os dois adolescentes não conseguiam nem poder se mover por causa da enorme sensação que sentiam.
“E com isso, eu vou indo...” Adamantes disse em sua voz demoníaca enquanto estalava os dedos, o fogo negro tomou conta dos dois adolescentes. Sua risada demoníaca foi completamente ignorada pelos dois que estavam no chão.
Os dois demônios não estavam conseguindo controlar seus corpos devido à sensação de prazer e poder, que aumentou ainda depois que o fogo negro os envolveu completamente. Institivamente eles morderam o pescoço um do outro com seus caninos, que haviam alongado.
O gosto do sangue do parceiro era como mel para ambos, assim como a mordida os deixava ainda mais em ecstasy. Depois de 10 minutos, eles acabaram desmaiando por causa das sensações.
Akemi teve um último pensamento antes de sucumbir a escuridão da inconsciência.
“Ahh... Eu estou sentindo meu poder... Ahh... Aumentando... Junto com o seu... Ahh... Mamoru...” Ela pensou um pouco de ganância e amor em seus pensamentos.
Logo após ambos perderem a consciência, o fogo negro foi completamente absorvido por ambos os adolescentes. Podia-se notar que ambos haviam ficado levemente mais pálidos. O sangue do parceiro escorria pelos lábios de ambos os demônios.
Em um local distante...
Fenrir estava diante de uma equipe de cientistas forenses, eles estavam no local onde seu pai foi morto.
“Aqui é o local que meu pai foi morto... Ele era querido e amado por muitos de vocês... Eu amava ele...”O jovem detetive falou baixo para os cientistas que estavam no local.
“Eu tenho apenas uma única pista de quem matou meu pai... Eu presenciei o momento em que ele foi morto... Porém, fui incapaz de ver os assassinos...”Fenrir explicou para os cientistas, se virando de costas para eles. Ele tirou de seu bolso a bolsinha plástica que continha um único fio de cabelo roxo.
“Essa operação vai ser um segredo entre nós, que fazíamos parte da equipe do meu pai... Juntos... Nós vamos vingar ele!” Fenrir gritou com toda sua fúria para o céu, sua mão fechava em um punho, que ele moveu a altura do peito, ele ativou suas garras, que irradiavam energia demoníaca.
Os cientistas que estavam com ele gritaram em encorajamento, cada um deles iria trabalhar o mais duro o possível para vingar seu companheiro de trabalho. Fenrir especialmente, ele iria acabar com os assassinos de seu pai.
Na frente dele, fora do alcance da visão dos cientistas, uma enorme alcateia de lobos infernais olhava para seu novo mestre.
“Junto com meus soldados e com esses cientistas... Eu irei conseguir minha vingança!” Ele pensou em fúria para si mesmo, enquanto desativava as garras, apertando sua mão em ira.
Capítulo 5:Fim
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