Raio de Sol
1 «« quero ser seu sol »»
Iva entrou no quarto secando os longos cabelos esverdeados. Ah!, como era relaxante tomar um banho depois do estresse diário... Mesmo que ela fosse do tipo durona, que briga com os colegas e que põe para baixo os inimigos, quando em sua vida particular, era como qualquer mulher.
Seus olhos verde-mar focaram sua enorme cama queen size, onde um corpo pequeno e delicado residia.
Um sorriso presunçoso estendeu-se em seus lábios. Lá estava o seu objeto de desejo, que a fazia ficar horas acordada à noite.
Em vários sentidos.
Riu internamente por sua sorte e caminhou em direção à cama, deixando a toalha sobre o braço de uma poltrona.
Inclinou-se, engatinhando até o corpo e pondo-se sobre ele. Arrastou os cabelos loiros para o lado gentilmente e plantou um beijo suave no pescoço fino. Sorriu contra a pele pálida, deslizando a boca para cima, chegando à orelha, onde lambeu lentamente o lóbulo.
O corpo mexeu-se sob ela, um gemidinho deliciado ecoando pelo quarto. Iva sorriu, deslizando a mão levemente sobre as costas cobertas por algodão.
Ela era tão delicada e feminina que Iva tinha medo de quebrá-la com seu jeito altivo. Gemeu deliciada ao chegar às nádegas pequenas, apertando-as levemente. Sobrepôs o corpo menor com o seu, apoiando as mãos no colchão para abaixar-se e beijar a bochecha exposta. Seus seios fartos, mal suportados pelo top do pijama, deslizavam pelas costas dela em uma carícia sensual.
— Tsukumo-chan? — sussurrou em seu ouvido, vendo com fascinação os olhos lilases se abrirem, nublados pelo sono.
— Iva-san? A reunião já terminou?
— Sim, minha linda, já terminou. Você ficou me esperando? — Sorriu docemente para sua amante, que corou.
— Desculpe-me. Eu pretendia esperá-la, mas acabei pegando no sono.
— Não precisa se desculpar. Você estava em missão hoje mesmo, deve estar cansada, e já é tarde — disse e levantou-se, sentando na beirada da cama e assistindo Tsukumo espreguiçar-se.
A garota rolou, esticando os braços e bocejando. Seu vestido rosa pink ergueu-se levemente, deixando à mostra as pernas longas.
Iva as conhecia muito bem.
— Está com fome? Eu trouxe algumas frutas da cozinha. Aqueles caras fizeram uma parafernália por causa de nada — reclamou revirando os olhos.
— Um pouco. Eu não consegui jantar direito — confessou.
Acenando, Iva levantou-se e pegou uma bandeja em cima da mesa. Voltando para a cama, ela colocou-a de um lado e deu a volta, deitando ao lado de Tsukumo, apoiada no cotovelo. A outra a fitava com interesse genuíno. Elas eram muito unidas.
— Você está bem? — indagou Tsukumo.
— Ficarei melhor quando ganhar um beijo seu — respondeu maliciosa.
Tsukumo corou, mas não se intimidou. Erguendo a mão, segurou o rosto de Iva e puxou-o para si, fazendo os lábios se tocarem gentilmente. Seus lábios eram finos e doces, delicados como pétalas de rosas; sobre os volumosos e tentadores de Iva, deslizaram como plumas.
Iva adorava o modo como sua amante beijava, mas estava impaciente. Elas teriam muito tempo para desfrutar de beijos lentos. Tudo o que Iva conseguia pensar, no momento, era em mergulhar naquela boca deliciosa.
E foi o que ela fez. Usando seu corpo, prendeu Tsukumo contra o colchão e segurou sua nuca, deslizando sua língua pela costura dos lábios dela, provocando-a. Tsukumo suspirou, separando os lábios para receber a língua aventureira.
O gosto de ambas se misturou, o leve sabor de álcool inundou Tsukumo, mas ela não protestou, apenas levou suas mãos para as costas da outra, acariciando-a lentamente. Iva a beijava com os olhos abertos, deleitando-se em assistir a sua garota. As línguas se enrolavam e deslizavam uma sobre a outra, procurando dividir sua paixão.
Tsukumo foi quem quebrou o beijo. Afastou-se ofegante, seus lábios inchados e suas bochechas vermelhas. Iva riu, esticando o braço e pegando uma uva verde de dentro da bandeja. Ela levou-a à boca de Tsukumo, olhando maravilhada como ela sugou a fruta de entre seus dedos. Tsukumo mastigou e engoliu, lambendo os lábios. Iva pegou outra uva, dando-a na boca da amante, mas antes que ela pudesse lamber os lábios ao engolir, a mais velha a beijou profundamente, provando o gosto na boca dela.
Elas comeram e se beijaram, Iva rindo do jeito recatado de sua amante. Ela era linda e perfeita, e Iva sentia-se muito bem ao lado dela.
Iva bocejou, deixando que seu corpo despencasse na cama convidativa. Tsukumo juntou as coisas de volta na bandeja e a colocou de lado, apagando a luz e se aconchegando ao corpo voluptuoso junto ao seu. Iva puxou-a para seu colo, fazendo o rosto dela ficar no vale de seus seios. Fechou os olhos enquanto acariciava as costas da amante.
— Assim está bem melhor — murmurou sonolenta.
— Você tem alguma reunião amanhã? — indagou Tsukumo.
— Não que eu saiba — respondeu. — Que tal aproveitarmos para dar um passeio? Amanhã todos estarão ocupados com a preparação para o evento.
— Talvez eles precisarão de mim — desculpou-se.
— Não precisarão. Você estará em uma missão com a Iva — declarou a mais velha convicta, sorrindo maldosa.
Sorrindo, Tsukumo aconchegou-se mais à amante. Poderia vir o que viesse, acontecer o que acontecesse: elas estavam juntas e assim continuariam. Uma era a coluna da outra. Tsukumo dormiu sentindo os dedos quentes da outra deslizarem por suas costas. Não havia nada melhor do que ser amado e amar alguém.
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