Rainha Dos Mares

6 6. Percebo que vou ser madrasta. Boa ou má?


Capitulo 6 – Percebo que vou ser madrasta. Boa ou má?

Acordei sentindo-me estranhamente feliz, como se o efeito da Ambrosia ainda não tivesse passado.

Com os olhos ainda fechados, passo a mão pelo colchão ao meu lado, esperando sentir o corpo quente de Poseidon ao meu lado, mas não há nada além de um travesseiro gelado.

É isso, não consigo deixar de pensar. Ele conseguiu o que queria, tirou minha virgindade e agora me largou. Talvez cancele o casamento.

Mas, porque diabos eu me importava? Não era isso o que eu queria desde o começo? Que ele me esquecesse? Que terminasse tudo? Por que estou reclamando agora?

Reprimindo uma inesperada vontade de chorar, eu levanto da cama e volto a colocar o vestido bege. Eu já estava pronta pra voltar ao meu quarto, quando vejo um pequeno papel em cima de uma cômoda com o meu nome.

Por alguns poucos segundos, olho para a caligrafia elegante, então, entendo a mão e pegando o papel, o abro.

‘Bel, meu amor.

Fui obrigado a sair do Olimpo para resolver alguns problemas em meu palácio. Sinto não poder me despedir de você adequadamente, mas você estava tão glamorosa enquanto dormia que fiquei com pesar de lhe acordar.

Vemo-nos hoje à noite, no casamento.

Poseidon. ’

Acho que isso significa que ele não desistiu do casamento e por mais estranho que parece... fiquei feliz com isso.

-*-

A verdade é que eu já estava ficando cansada de ficar em frente a espelhos enormes trocando de vestidos (sempre vestido! E eu nunca fui uma pessoa que gostasse de usar muitos vestidos!).

Claro que, o vestido que eu estava usando hoje, era completamente diferente. Era um tomara-que-caia branco com vários detalhes em dourado. Era lindo! E era o vestido do meu casamento.

Separadamente, Atena e Hermes haviam vindo falar comigo. Hermes fez algumas ‘brincadeiras’ sobre minha noite de núpcias e depois começou a me dar umas ‘dicas’ de como manter meu marido bonitão e imortal sobre as minhas rédeas. ‘Faça cair aos seus pés, querida’ disse o deus. ‘E se ele a trair com uma mortal fique por cima e o traia com dois’. Com Atena, foi um momento um tanto constrangedor. Acho que ele não estava gostando da ideia de que uma de suas netas se casasse com um de seus rivais.

Deméter e Persephone (o que achei bem estranho, acredite) também vieram. Conversamos um pouco. Na verdade, foi Deméter que falou o tempo inteiro. Ela estava indignada com o fato de eu não poder ter um casamento ‘adequado’, com dez dias (no mínimo) de festas, só por que Poseidon queria me ter logo como esposa. E juro que ouvi uma das duas sussurrar quando estavam saindo ‘espero que um dia ela se apaixone por ele’.

Mas, quando Cinna me perguntou se eu gostaria de ver mais alguém antes do casamento, não chamei meus pais, nem mesmo Anne, que eu não via a um bom tempo. Pedi que ele chamasse Percy Jackson, filho de Poseidon.

Meu estilista olhou pra mim por alguns poucos instantes, depois se virou e saiu.

Sento em uma das milhares de poltronas que havia no cômodo, tomando o cuidado necessário de não amassar o vestido.

Em poucos minutos, a porta volta a se abrir e Percy entra, usando um terno cinza escuro. Serio e ainda sem disser nada, ele se senta ao meu lado.

Eu respiro fundo, e começo a falar.

-Percy, você esta bem com essa situação? Somos amigos, apesar de eu não alguns anos mais nova e agora estou prestes a me casar com seu pai... E não sei o que você pensa sobre isso.

-Tudo bem, Bel – responde, sorrindo – É um pouco estranho o fato de você se tornar minha madrasta, mas ok.

-Madrasta? – pergunto um tanto confusa.

A verdade é que eu não havia pensado nessa parte ainda. Filhos. Pelos deuses, quantos filhos Poseidon deve ter? Eu realmente espero que não sejam muitos, porque nunca fui boa em lembrar nomes.

Espera... Para tudo!

Será que ele iria querer ter mais filhos comigo? Eu ia ser mãe? Pelos deuses... Filhos? Oh, não... Com toda certeza não.

‘Querido, você não acha que já teve filhos demais? Um a mais, um a menos... ’

Ok, esse argumento não ia colar. Bem, pensando por um lado, era melhor ele ter filhos comigo do que ter filhos com qualquer vadia por ai.

-Bel? – chama-me Percy, me tirando de meus devaneios – Você esta bem?

-Sim, sim – respondo.

-Seu pai já veio lhe buscar – diz, indicando a porta – A cerimonia já vai começar e... eu realmente preciso ir. Sou o padrinho do noivo, lembra?

-Claro – sorriu, e me curvo em sua direção para lhe dar um beijo no rosto.

Percy apenas sorri e sai, deixando meu pai entrar. Vou ate ele, em busca da proteção de seus braços. Naquele momento, tive uma enorme vontade de chorar, por que sei que a partir de agora, irei vê-lo muito pouco.

-Se acalme, querida – diz, beijando o topo de minha cabeça

Quero disser que estou calma, mas não consigo, e ele sabe disso. Então, entrelaça seu braço com o meu e começa a nos guiar pelos corredores do Olimpo.

Andamos por algum tempo, e logo que passo por um arco com flores douradas, consigo ver toda a multidão que esta a minha frente. Todos os deuses estão presentes (incluindo os menores), como também os campistas do Acampamento (me pergunto se Josh foi convidado), os moradores da enorme cidade no céu e todos que tinham alguma ligação com o Olimpo, por mais mínima que seja.

Talvez, eu realmente não devesse ter deixado a deusa do amor fazer minha lista de casamento.

Mas, tudo e todos somem quando meu olhar encontra o de Poseidon. E sei, que de alguma forma, serei feliz ao seu lado.

*Vestido -

Notas finais
Então, o cap foi meio chatinho (eu quase sempre acho isso dos meus caps, mas ok)... Mas mesmo assim, quero saber o que acharam, o que eu devia melhorar, coisas assim ..
Eu queria ter postado antes, mas fui viajar, então, realmente não deu ..
Beiijos ;*