Rainha Das Armas
3 Capítulo 3 - Você disfarça...
Notas iniciais
boa leitura...
_Temos que conversar pai. –disse Tenten entrando na sala de jantar de forma tempestuosa.
_Agora não Tenten, estou tomando café.
Tenten grunhiu de raiva, era sempre assim, seu pai sempre tinha algo mais importante do que dedicar alguns minutos a ela, e naquela manhã após o incidente com Kiba não era diferente.
_Não, papai, tem que ser agora. –ela se prostrou próxima ao pai e ergueu a voz pra que ele tirasse os olhos do jornal e a encarasse.
_Eu já disse que agora não. –ele disse entre os dentes, voltando os olhos novamente pro jornal.
Tenten teve um ataque de fúria, soltando tudo o que estava preso dentro dela há muito tempo e arrancou o jornal das mãos do pai, o jogando no chão.
_Agora sim! Você vai me escutar por bem ou por mal. Estou farta de sempre virar as costas pra mim e comandar minha vida, estou farta de como me trata e de como nunca tem tempo pra mim e agora essa história de segurança. Pelo amor de Deus, eu sou uma mulher adulta e eu sei o que eu preciso ou não pra minha vida.
_Uma mulher adulta? Está agindo feito uma menininha mimada. –ele disse se erguendo e ficando nervoso, começando a gritar como Tenten gritara. –Você é só uma fedelha intrometida.
_Não, eu não sou. Sou sua maior representante, tenho mais conhecimento de armas que todo o pessoal que trabalha pra você e eu ajudei a erguer sua fortuna, não é justo que agora me trate assim. Eu sou sua filha, sua única filha e me trata desta forma?
_Tem razão, é minha única filha, pra meu eterno desgosto. Nem pra me dar um filho homem sua mãe prestou antes de morrer. Agora veja lá como fala comigo. Eu fiz tudo o que eu tenho sozinho, e ainda sou obrigado a me preocupar com a sua segurança, e gastar meu precioso dinheiro com isso, porque você não sabe não meter o nariz onde não é chamada.
_Como pode falar assim de mim? De minha mãe? Sempre fizemos tudo pra você. Mas agora chega, você não manda mais em mim.
_Sua insolente. –ele se aproximou mais dela, e Tenten se lembrou porque o temera sempre. Ele era maior que ela, mais forte, e lhe batia sempre que não agia como ele queria. –Você vai continuar fazendo o que eu mando se não...
_Se não o que? –ela o provocou, era tarde de mais pra recuar, e estava cansada de correr quando a coisa complicava, não era hora de ter medo.
Mas o medo veio, assim que a mão dele grande e forte lhe atingiu o rosto de maneira violenta e doendo muito, a jogando contra o chão, e lágrimas correram por seu rosto, mas ele nem se dignou a pensar nisso, apenas a ergueu pelo braço e deu mais um tapa em seu rosto, em seguida um soco, e ela caiu zonza, querendo não chorar mais, sem ter resultado nenhum.
Quando o pai dela foi dar mais um soco, Tenten baixou a cabeça, esperando a pancada, mas ela não veio, ao invés disse uma sombra grande a tapou, e de vagar ela ergueu os olhos vendo que estava a sua frente e porque seu pai parara, e acabou se assustando com Neji segurando o pulso de seu pai e o encarando fortemente.
_Me solte agora. –disse o Mitsashi entre os dentes, encarando Neji.
_Tenten, sai daqui. –disse Neji com a voz grave.
_Ela não vai a lugar nenhum.
_Tenten, anda, sai daqui. –insistiu Neji.
_Neji... –a voz de Tenten saiu fraca.
_Eu disse agora. –disse Neji desviando os olhos pra ela apenas por um momento.
Tenten não esperou mais, se ergueu meio zonza e saiu correndo, esbarrando em algumas coisas no caminho, até estar do lado de fora da mansão, então entrou em seu carro, ainda ofegante pela corrida, que não fora pequena, e fechou os olhos apertados, tentando respirar.
_Vamos sair daqui.
Tenten se assustou e encarou a porta do passageiro sendo aberta, então pode ver Neji.
_O que fez com ele?
_O que já deveriam ter feito há muito tempo, agora só vamos sair daqui.
_Eu não sei se consigo dirigir. –ela disse olhando pras mãos tremulas.
_Eu dirijo.
Ele desceu do carro e deu a volta neste, enquanto ela passou pro banco de passageiro, e quando ele enfim deu partida, e arrancou, Tenten pode ver o rosto de seu pai pela janela, carregando um ódio que ela jamais vira, nem mesmo quando ele lhe batia.
Neji dirigiu quieto, e Tenten agradeceu por isso, mesmo não fazendo idéia de pra onde ele ia, apenas olhava a paisagem pela janela, enquanto sua cabeça vagava pelas lembranças ruins de sua infância e juventude, a fazendo chorar.
A morena jurara que jamais iria chorar na frente de um homem que não nas vezes que seu pai lhe machucaria, mas ali, com Neji ao seu lado, isso parecia banal perto de tudo o que ele vira e se não fosse por ele, não teria acabado tão cedo.
Por horas eles ficaram andando de carro, até Neji parar na frente de um chalé, nas redondezas da cidade onde eles moravam.
_Venha e pegue as suas coisas no porta-malas, depois entre. –ele disse descendo.
Tenten ficou encarando as costas dele, enquanto ele entrava no chalé, e se perguntou o que mais ele teria xeretado em relação a seus hábitos e sua vida, mas desistiu, ele poderia saber tudo dela, mas ela não saberia de nada sobre ele, e já descobrira isso desde a primeira visita que fizera ao pelotão dele alguns anos atrás.
Ela desceu, pegou uma pequena valise que deixava ali pra emergências, e aquela era mesmo uma emergência, e foi atrás de Neji dentro da casa.
Era um lugar pequeno, mais bonito, bem organizado e com um cheiro agradável que vinha do bosque aos fundos do local.
_Seu esconderijo? –ela indagou.
_Não, esse é meu lar. Nasci e cresci aqui. –ele respondeu colocando uma chaleira no fogão e ascendendo o fogo. –No fim do corredor tem um banheiro, pode tomar banho enquanto faço um chá.
De uma hora pra outra ele perdera completamente o ar de superior, arrogância e o modo esnobe de olhar pra ela, simplesmente a tratava como uma pessoa normal.
Claro, ele não era afetuoso, nem simpático e nem nada disso, mas só de conseguir controlar aquele ego masculino sempre em ascendência, já era uma grande coisa, e Tenten não entendia por que. Odiava que tivessem pena dela, que a tratassem diferente, mas ele não parecia sentir nada disso, pelo contrario, a tratava por igual, sem a querer sob si.
Tenten suspirou, não conseguia chegar a conclusão nenhuma com aqueles pensamentos, então rumou para o final do corredor como ele dissera, e então tomou um banho quente, depois vestiu algumas roupas mais “comuns” e foi pra sala.
Neji a encarou de cima a baixo, onde fora parar todo o seu ar de mulher superior e intocável?
Ao invés das saias tubo justas e curvilíneas, ela usava uma calça jeans comum, escura, uma regata vermelha e uma sandália baixa, com os cabelos molhados e perfumados caindo sobre os ombros até o meio das costas.
Sem jeito pelo olhar dele, ela esfregou a mão direita no braço esquerdo, e baixou os olhos, o que o fez perceber que ficara preso tempo de mais na figura dela, então pigarreou, se colocou ereto novamente e foi até a cozinha, onde era inteiramente vista da sala.
_Venha, tome o chá.
Ela foi, se sentou em uma banqueta de frente a um balcão, que separava a sala da cozinha, e ele serviu duas canecas, levando uma delas aos lábios em seguida, mas Tenten ficou encarando o liquido castanho claro fumegante, com as mãos unidas entre as pernas, como se fosse uma garotinha desprotegida.
_Sobre o que houve hoje... –ela disse erguendo os olhos pros dele.
_Já sei. Você sabe se virar, não queria minha ajuda, porque eu sou um homem intrometido ee tudo mais que seu discurso metido a feminista tem, mas acontece que...
_Eu só quero dizer obrigada.
A voz dela estava baixa, e o cortou no meio da frase, mas o fez se calar no mesmo instante, a encarando surpreso e atordoado.
_Obrigada mesmo por ter se metido. –ela disse vendo que ele ficara sem reação.
_Desde quando aquilo acontece?
_A mais tempo do que posso me lembrar, mas não importa, nunca vai parar. –ela baixou os olhos novamente, sentindo as lágrimas quererem cair novamente.
_Vai, vai sim, ele nunca mais vai encostar em você.
_Isso está acima das suas possibilidades, afinal, eu moro naquela casa, dependo dele e...
_Você não vai voltar pra aquela casa e não depende nenhum pouco dele. Eu sei que é você que projeta a maioria das armas, eu sei que você é mesmo a melhor representante que ele tem e com esse seu ar de sou invencível, não precisa de nada dele, e depois, pode começar seu próprio negocio com a herança que sua mãe lhe deixou.
_A herança é parte da empresa dele.
_E daí, mais motivo pra tirar tudo dele.
_Não é assim que as coisas são Neji.
_Não é porque você não quer. Ele não merece nada de bom vindo de você.
_Sejamos francos Neji, você pensa como ele. Pra homens como vocês mulheres são inúteis e... –ela ergueu os olhos e a voz.
_Não ouse me comparar aquele monstro, porque eu não sou assim. –ele a cortou com o tom firme. –Eu concordo que você é diferente da maioria das mulheres que tenho como exemplo, porque não gosto mesmo de te ver no meio de batalhões de guerra, sendo sempre tão superior e arrogante, mas ainda assim, te admiro pela sua força e coragem, e também pelo modo com que nunca baixou a cabeça pra mim. Aceitei o emprego justamente pra tentar te desvendar.
_E acabou até sabendo qual cinta liga eu uso. Parabéns, você conseguiu.
_Está errada, quanto mais tempo fico te observando, menos sei sobre você. É verdade, agora sei porque se sub julga perante seu pai, mas passei um dia inteiro te observando e essa manhã de novo e não consigo entender porque se levanta todos os dias e fica olhando pela janela do seu quarto, não entendo como consegue andar sempre sobre esses sapatos feitos com saltos que mais parecem linhas, não sei porque morde a tampa das canetas quando lê e nem porque separa tudo no prato na hora de comer, e principalmente, não consigo entender como nenhum homem é capaz de te olhar e não ver que mais que as belas curvas que você tem, seus olhos são a coisa mais linda que se pode ver, e brilham quando vêm uma borboleta, ou ouvi um simples pássaro cantando. Quanto mais tento te desvendar, menos sei sobre você.
Tenten viu que ele parecia até sema r pela velocidade com que disse tudo aquilo, mas ao invés de se sentir invadida em sua privacidade ou irritada pelo modo seco com que ele lhe olhava, Tenten sentiu uma vontade enorme de provar aqueles lábios masculinos que sempre tinham algo que a fazia se perder e ficar sem palavras, então sem pensar muito nisso, Tentehn afastou a sua caneca e apoiada nos pés na banqueta, ergueu o corpo e se debruçou no balcão, agarrando a nuca do homem a sua frente e lhe beijando.
Neji segurou firme a cintura dela e a puxou pra si, a pondo sentada na bancada e afastando sua caneca também, então invadiu com sua língua a boca delicada e desenhada que tanto lhe chamava a atenção, e sentiu ela retribuir.
Não era calmo, não era romântico e não era delicado, mas era exatamente o que Tenten precisava mais do que nunca.
Foi fácil ficar sem ar, mais ao invés de parar, se separavam puxavam ar e continuavam, com frenesi e luxuria.
Ela enredava os dedos nos fios cumpridos que partiam da nuca dele, enquanto a outra mão corria pelas costas e peito dele, sentindo as mãos dele em sua cintura, descerem pros seus quadris e voltarem a cintura.
Sem paciência e sentindo um calor enorme invadir seu corpo, Tenten arrancou a camisa de Neji, e passou a beijar seu pescoço, então ele desceu os lábios pra orelha dela, e tratou de tirar a regata que ela usava, revelando seus seios livres e empinados, de seu jeito orgulhoso, o fazendo sorrir de canto, e a puxar contra seus lábios, lambendo os bicos de seus seios.
Sem poder controlar, Tenten gemeu baixo contra o ouvido de Neji, que se arrepiou todo pelos lábios úmidos e a voz quente e sedutora contra sua pele, aumentando o desejo dele, assim, retirou a calça que ela vestia, e ela fez o mesmo com ele.
Neji achou a bancada muito alta pra suas idéias, então a levou pra cama, sustentando ela em seu colo, que aproveitava os beijos nos seios e na barriga, enquanto o arranhava na pele branca e tenra que ele possuía pelas costas e abdômen.
Assim que as costas quentes de Tenten se encontraram com o tecido gelado da cama dele, sentiu ainda mais ardor, mais vontade de se aquecer, e mais ânsia de o ter por completo, sendo ainda mais voraz no beijo.
Nunca na sua vida movimentada e acompanhada Neji sentira tanto desejo por alguém, e muito menos alguém havia o deixado sem ar, mas ela não era só alguém, era exatamente ela, a dona das pernas mais bonitas que já vira e que lhe atormentava a cabeça desde que a conhecera. Tenten deixara de ser a garota irritante pra ser a melhor coisa que já lhe acontecera, e ali, naquela cama não era diferente.
A sua Mitsashi era diferente em tudo, e agora sabia porque a achava tão intrigante. Ela era perfeita por ser diferente.
Segurando firme a cintura dela, Neji pressionou os quadris contra os dela, que arqueou o corpo em um gemido rouco, que quase a fez engasgar, em seguida ele retirou a calcinha dela, lhe tomou a intimidade com luxuria, lhe explorando e pressionando cada pedacinho, de sua intimidade, vendo ela se agarrar com força aos lençóis e morder o lábio inferior numa tentativa vã de contar sua voz embargada.
Neji não parou até a moça se despejar contra seus lábios, o que ele saboreou com cuidado, sentindo aquele gosto doce e sensual que ela possuía, e assim que ela pegou ar, retirou a cueca preta que ele vestia e o enlaçou com as pernas longas e torneadas, fazendo o membro dele escorregar pra dentro de si lentamente, o torturando.
Ela jamais pensou que Neji poderia ficar mais lindo, mas ali estava ele, incrivelmente mais bonito com a expressão séria de prazer e tortura que lentamente era percebido com a entrada dentro dela, porque ele ansiava por velocidade, ritmo, voracidade, e ela também, mas provocá-lo era muito mais interessante.
Quando finalmente ele estava por inteiro dentro ela, Tenten gemeu ao senti-lo pulsar involuntariamente dentro dela, come se cresce ainda mais aquela ereção majestosa, que a preenchia deliciosamente, e sem mais esperar, Neji impulsionou ritmo e força, enquanto era embalado pela voz dela e os toques de ambos, entremeados com beijos abrasivos.
Não demorou muito, mais ambos tiveram o melhor orgasmo de suas vidas, e chegaram ao ápice juntos, tendo os corpos molhados de suor e ainda unidos.
Não importava o que teria de fazer ou enfrentar, Neji nunca mais deixaria Tenten sair de seus braços, ele só ainda não se dera conta de que não teria de fazer nada pra convencê-la disso, afinal, era tudo o que ela também queria.
Notas finais
bjos e até o proximo...
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