Rainha Das Armas

1 Capítulo 1 - Um a zero


Notas iniciais
como prometido, mais uma curta fic pra vcs se divertirem assim como eu estou me divertindo ao escrevê-la.
boa leitura...

_Bom dia tenente.
_Bom dia capitão.

_Tenente vamos ter que arrumar novas armas, o pelotão já está só com os cacos.

_Tem razão, vou providenciar. Mais alguma coisa?

_Não, é só por enquanto.

_Certo, obrigado.

O tenente ficou olhando o telefone e suspirou, sabia no que daria aquele telefonema e não gostava nenhum pouco da idéia.

_Corporações Estraus, em que posso ajudar?

_Bom dia, gostaria de falar com o Sr. Hatake.

_Pois não, só um segundo que vou ver se ele está disponível.

Uma musica de espera ensurdecedora começou a soar no telefone e deixou o rapaz irritado, até ouvir a voz firme do Hatake.

_Fala Hyuuga, como está?

_Melhor agora sem essa musiquinha irritante, pelo amor de Deus isso ai em.

_Sua reclamação está anotada, mas pra que me ligou? Pra reclamar da musica da espera é que não foi.

_Não, não foi, na verdade preciso de armas.

_Ah, finalmente está falando minha língua. Tenho novidades incríveis, vocês vão adorar. Mando minha representante amanhã mesmo.

_Quanto a isso, será que não poderia mandar um dos rapazes? Esse batalhão fica no meio do nada, sabe como os homens ficam com um par de pernas.

O outro riu divertido na linha, deixando o tenente ainda mais irritado.

_Então é isso que o irrita não é? Minha musica de espera é só pra complicar. –ele ainda tinha um tom de escárnio na voz.

_Não enche Hatake, uma coisa não tem nada haver com a outra.

_Não, claro que não.

_Olha quer saber, mande a marrenta mesmo, não faz diferença.

Com um baque surdo Neji bateu o telefone.

O dia fora agitado, vários estudos treinamentos e vigilância, o que fez Neji nem lembrar de novo que no dia seguinte teria um encontro com a representante de Kasashi, mas quando foi acordado pelo capitão dizendo que havia algazarra por uma mulher no pátio, ele se lembrou daquela dor de cabeça que atendia pelo nome de Mitsashi.

Neji se arrumou rapidamente e foi de encontro à mulher de cabelos castanhos, olhos igualmente amendoados, boca desenhada e nariz arrebitado, usando uma saia tubo preta, uma camisa de linho fino branca, com detalhes pretos, sapatos ordinariamente lustrados de salto alto e os cabelos presos em um rabo de cavalo baixo, segurando uma pasta preta nas mãos.

_Acho que o senhor deveria por uma amordaça nesses homens tenente. –disse Tenten desvencilhando do cumprimento seco de Neji.

_Eu até colocaria, se a Sra. colaborasse usando roupas descentes e se dando ao respeito.

_Como ousa a me ofender desta forma?

_Bom, chumbo trocado não dói. Ofendeu meus homens, logo, não posso ficar quieto.

_Escute aqui Hyuuga insolente eu não sou paga pra...

_A gente pode ficar nessas discussão o dia todo ou podemos ir direto ao que interessa e a senhora dá o fora daqui o quanto antes, deixando nós dois felizes.

Ela ainda bufou contrariada, mas ele tinha razão, quanto antes terminasse tudo, mais rápido voltava pra casa e pra civilização.

Neji deu passagem a Tenten de forma cínica e ela não se importou, arrebitou mais o nariz e caminhou na frente com perfeição, usando seus sapatos muito caros e que a deixavam com pernas lindas.

O Hyuuga acompanhou o rebolado da morena e tinha que concordar, ela tinha pernas lindas com uma bunda arrebitada que fazia qualquer marmanjo babar, no entanto, era teimosa, irritante e orgulhosa de mais pra uma mulher, na opinião do moreno.

Tenten pensava que Neji tinha os cabelos mais bonitos que os seus, longos e sedosos, que combinados com os olhos perolados e reluzentes, junto dos músculos aparentes, faziam dele um pedaço de homem que qualquer mulher tinha vontade de agarrar e morder, mas por outro lado tinha um ego e um machismo que podia dar a volta ao mundo de tão grandes, e isso ela não suportava.

Eles adentraram a sala de Neji, junto com o capitão e se sentaram, analisando a lista e modelos de armas que ela explicou detalhadamente como funcionavam.

A família Mitsashi era eximia conhecedora e fabricante de armas no país, e forneciam esse conhecimento ao exército a um preço até que razoável, mais ainda assim alto de mais aos cofres públicos, mas necessidade é necessidade e esse era o caso no momento.

_Esse é o valor de seu pedido. –disse Tenten dando a nota a Neji.

_O que? Está de brincadeira? Eu comprei alguns revolveres e não seu estoque de tanques de guerra.

_São as melhores armas já fabricadas no mundo, o que queria?

_Deixa eu te dizer uma coisa, a melhor arma do mundo ainda é uma Glock semi-automática, de calibre 38 que nunca falha. –ele colocou a arma sobre a mesa. –Isso é a melhor arma do mundo, agora não me venha com esse roubo.

_Disse que a arma nunca falha, não é?

_Não, nem de baixo d’água, ainda mais com uma modificação que fiz. –ele sorriu orgulhoso.

_Certo, fazemos um acordo então. Se eu conseguir travar sua arma, o senhor me paga o que pedi e não chora nada pro governo, agora se eu não consegui, lhe dou esse pedido sem custo algum.

_De graça? –disse o capitão surpreso.

_Sim, de graça e ainda concedo um pedido de desculpas pela vergonha que irei passar.

Neji sorriu de canto presunçoso, ela não poderia conhecer mais uma arma do que ele que sabia como manejá-la, então aceitou a proposta, mesmo o capitão não querendo deixar.

Tenten vendo que ele aceitou, pegou o revolver e o analisou com cuidado, então puxou a trava, o cartucho de balas e depois devolveu tudo pro lugar, parecendo não ter feito nada de mais, então segurou o revolver com o cabo virado pra Neji e mandou ele pegar, mas não soltou a arma, mantendo a mira contra seu peito.

_Atire.

_Se soltar eu faço isso.

_Não, não vai precisar, pode disparar.

Neji a olhou intrigado, mas ela continuava plácida, apenas com seu ar de superior.

_É só disparar, ou está com medo de perder? –ela sorriu maquiavélica.

_Não quero ser responsável pela sua morte apenas porque bancou a tola.

_Eu confio no meu taco, obrigada, agora pode disparar.

Neji cansado daquele joguinho e não dando a mínima pro que ia acontecer a ela, fez o que ela mandou, e a arama disparou, no entanto quem caiu pra trás foi Neji, pois a bala saiu, ricocheteou no gatilho e explodiu dentro do cano do revolver contento o tiro.

_Me deve uma boa quantia, Sr. Hyuuga.

Tenten sorria de canto e se erguendo, se encaminhando pra fora, mas antes de sair, jogou um revolver dos seus pra Neji.

_Uma cortesia, já que nunca mais usara sua Glock.

Ela foi embora e Neji ficou fulo da vida, revoltado e mais nervoso do que nunca.

Um ano depois Neji estava de volta a sua casa, havia sido dispensado de seu posto, e começaria a trabalhar em um centro do governo na parte apenas burocrática três vezes por semana, o que lhe dava muito tempo livre.

Uma noite, houve o convite pra um jantar comemorativo pro governador, e como sendo alta patente condecorado, ele não pode dizer não, assim se emplumou em seu melhor terno, usando seu precioso perfume e foi pra tal festa.

_O terno lhe cai melhor que a farda é verdade, mais um homem de requinte teria escolhido um fraque.

A voz feminina veio bem perto de seu ouvido, por trás, melodiosa e quente, o fazendo se arrepiar e se virar imediatamente pra ela.

_O vestido vermelho também lhe caiu muito bem, mais uma mulher de requente nunca seria tão chamativa.

_Sempre uma resposta na ponta da língua...

_São pra momentos como este de encontrar você. Mas que bom te ver, tenho mesmo que lhe cobrar uma Glock novinha.

Ela sorriu matreira.

_Lhe fiz um favor, meu revolver nunca falha.

_Veremos...

_Neji Hyuuga, que prazer em vê-lo.

_Boa noite Sr. Mitsashi.

_Tendo trabalho com minha filha?

_Imagina, ela é um doce de pessoa. –disse Neji sorrindo de canto e encontrando os olhos de Tenten.

_Ela pode ser muitas coisas mais um doce? Acho que não. –ele sorriu, mas Tenten o olhou diferente, como se estivesse submissa.

_Vejamos... Quer dançar, docinho? –disse Neji provocativo.

Tenten quis negar, mas o olhar repreendedor de seu pai não deixou, então pousou a mão no braço que Neji lhe oferecia e o acompanhou até o centro do salão, onde ele segurou uma de suas mãos e sua cintura de forma possessiva e exigente, a conduzindo na dança.

_Então quer dizer que a mulher altiva sem medo de desafios é a filhinha do papai. –ele sorriu em escárnio, sussurrando no ouvido dela.

_Não seja ridículo eu não devo satisfações a ninguém, nem mesmo a meu pai.

_Então porque está dançando comigo? Eu vi a maneira com que vocês se olharam e tenho certeza do que vi.

_Se é um problema eu ter aceitado seu convite, estou te liberando deste fardo. –ela parou de dançar e tentou se afastar, mas ele colou seus corpos a conduzindo novamente.

_Se continuar assim arredia, nunca vai se casar.

_O que te faz pensar que quero ter minha vida girando em torno de um homem?

_Sua devoção a seu pai e sua submissão a ele.

Tenten perdeu a paciência e deu um tapa ardido no rosto dele, chamando a atenção de todos no salão.

_Você não sabe nada sobre mim. –ela tentou controlar, mais as lágrimas pesadas vieram e correram por seu rosto. –Não tem o direito de falar assim comigo.

Ela lhe deu as costas e saiu correndo do salão, cega pelas lágrimas que a fazia trombar nas pessoas em seu caminho. Depois que ela sumiu das vistas de todos, eles se voltaram pra Neji novamente, que ajeitou desconfortável seu terno e disse seco:

_O show acabou.

Todos viraram os rostos e passaram a comentar o incidente, então Neji pegou o resto de dignidade que lhe restava, se é que restava e saiu dali, indo pra sua casa de cabeça quente.

Notas finais
bem, esse é só o primeiro cap., mas espero que tenham curtido muito e comentem...
quero dedicar essa fic a MitsashiMarie, que adora NejiTen e é um doce de pessoa, e minha mais nova amiga...
bjos flores