Rainbow War

30 Uma proposta sedutora


Notas iniciais
E aqui estamos nós de novo! Eu ia lançar esse cap no domingo, mas por conta de uma mudança, precisei adiantar quando soube que ficaria alguns dias sem internet... Vocês entendem exatamente o que quero dizer? ALGUNS DIAS!!! Isso sim é tortura! Mas enfim, vamos logo ao cap...

Dei um pulo e ativei minhas asas, mas ele continuou na mesma posição em que estava. Achei estranho, mas não me permiti um momento de apreciação daquele negro maravilhoso no meu campo de visão (sendo que hoje, ele realmente tinha caprichado no visual: camisa branca com gola em “V” e mangas compridas meio justa, destacando cada músculo dele, calça jeans claro rasgada, tênis all star preto e vermelho) e joguei um turbilhão de penas em cima dele.

– Eu não quero lutar, Jack! – disse ele, sem nem me olhar.

Mas mesmo falando isso, não recuei. No final das contas, foi inútil, pois ele levantou os braços e todas as sombras do recinto o envolveram como uma grossa capa protetora. As penas explodiram e não houve nem mesmo um minúsculo furo naquela capa, que se abriu e se transformou nas mesmas asas de sombras que ele usara contra mim ha algum tempo. E bem lentamente, para mostrar que não queria violência, voou até mim e me disse:

– Precisamos conversar.

Ainda olhando para ele, com meu melhor olhar de assassino psicopata sádico e canibal, flutuei lentamente até o chão. Ele me seguiu. O mais surpreendente foi quando ele me ofereceu a mão para mim. É claro que eu o deixei no vácuo.

– Tudo bem. Podemos sentar ali. Tem uma bela visão das garotas brigando e teremos o silêncio necessário.

– Você na frente! – falei entre dentes.

Ele suspirou pesadamente, mas acatou a ordem. Segui-o a uma distância respeitosa o bastante para vigiá-lo integralmente, mas que me permitisse assassiná-lo de maneira brutal o bastante para jamais sair do hospício novamente. Não que eu já tenha ido lá alguma vez, não! Longe de mim, mas vocês entenderam o que eu quis dizer. Quando chegamos à mesa, ele sentou-se e eu me sentei à frente dele.

– Bem, acho que devo explicações a você.

– Sobre o que? Sobre tentar me matar no banheiro da minha escola? Sobre ter seqüestrado uma garotinha inocente e transformado-a em uma assassina como você? Sobre ter tentado matar a Nanda e a Kahel? Sobre ter tentado matar meu Romolo? Sobre qual dos seus crimes você me deve explicações? – perguntei ácido.

– Sobre todos eles. Mas a explicação é simples: você pode imaginar um mundo sem doenças, sem fome, sem miséria, sem maldade?

Considerei a proposta por um mísero segundo. Era tentadora, de verdade. Mas tal mundo é impossível, e aliens não ajudam em nada. Deve ter algum truque nessa parada toda.

– Tento imaginar um mundo assim cada dia da minha vida. Mas é impossível! Qual é a jogada, Dark? O que você está tentando fazer?

– Já parou para se perguntar por que estamos aqui?

– Claro. Os planetas brigaram, e sobrou pra gente. O ultimo que sobreviver, volta pra casa, com a honra limpa! Mas você é o entrosado aqui. A competição era somente entre eu e os outros seis.

– Não, Jack. Está errado de novo. A competição nunca existiu. O que existe de verdade é uma caçada. Eu sou o caçador e vocês são minhas presas.

– Então por que você não me mata?

– Estou pensando em algo melhor do que ser apenas uma marionete do meu planeta. Desde a briga, os planetas se enfrentaram até chegar ao porte de uma guerra. Plutão ficou à sombra, apenas ganhando força e esperando o momento certo de entrar para arrasar todos os inimigos. Mas as coisas saíram um pouco do controle e acabou se convertendo em uma chacina. Nós aceitamos o jogo, mas apenas por sabermos que eu venceria assim que cada um se revelasse. Infelizmente eu acabei relaxando, e vocês ainda estão vivos. Então eu pensei: “por que não aproveito que eles ainda estão vivos, e criamos nosso próprio planeta?”

– Está dizendo que seremos os soberanos da terra? – perguntei com uma pitada de tentação na voz.

– Não somente soberanos, mas donos. O mundo seria somente nosso. Pense: dividiríamos o todo em oito blocos e cada um governaria sua parte, e nos reuniríamos as vezes para um conselho geral, afim de saber o que é melhor para cada bloco. Tem certeza de que não seria uma maravilha?

– Do que precisa? – tentei parecer empolgado.

– Somente da sua ajuda e da dos outros aliens. Quando tivermos o poder total, tenho certeza que poderemos moldar o mundo a nossa volta de acordo com a nossa vontade.

– Prometo pensar na sua proposta. Agora recolha sua cadela assassina, e eu recolho minha amiga.

POV Jade

Uau! Ela era realmente uma boa lutadora, mas eu vou vencer essa briga. Já estávamos brigando direto por uns vinte minutos, trocando socos, chutes, ataques e defesas sem ter tempo pra descanso, mas mesmo assim… Eu sou ágil o bastante pra me esquivar das porradas dela, sem contar que eu sou mais rápida. O “porém” disso tudo: ela é consideravelmente mais forte nos poderes e na força física, além de ter uma resistência melhor do que a minha.

– O que foi, vadia? Cansou de apanhar? – me provocou aquela cachorra.

Ignorei o que ela disse e preparei um canhão de energia. Quando já tinha energia suficiente acumulada, disparei contra ela, mas ela conseguiu se defender invocando um tornado ao seu redor. Não me abalei e convoquei esferas de energia, e disparei contra ela mais uma vez. E ela ergueu seu tornado mais uma vez, só que dessa vez seria diferente: quando as esferas foram sugadas, eu as explodi. Isso mesmo, espertinha. Coma minhas bombas!

Claro que a essa altura, ela já devia ter sido pulverizada e com certeza não iria me incomodar por mais temp… Que porra é essa?

– Vai ser preciso muito mais do que essas bombinhas de São João pra me fazer perder essa briga! Afinal, eu também tenho meus truques!!

– Mas… Mas… Isso… Isso é impossível!

Ela tinha criado um tornado dentro de um tornado! Um escudo dentro de um escudo! Como eu não tinha previsto isso? Então ela dissipou o tornado e fez a metade de uma selamento de tigre: os dedos indicador e médio apontados na minha direção, e os outros recolhidos. Aí vinha chumbo grosso! E o ar começou a espiralar levemente nos dedos dela, e a energia se acumulava nas minhas palmas. Jamais saberei quem disparou primeiro, mas da mão dela saiu um tornado enorme e das minhas um canhão de energia brutal.

O choque entre os dois ataques foi de abalar as estruturas de qualquer lugar, pois era como tentar colocar duas furadeiras ligadas se enfrentando pelas pontas. A qualquer momento uma das duas fraquejaria e esse seria o momento que a outra aproveitaria para dar fim à batalha. Mas nenhuma de nós queria desistir. Eu não sei quanto a ela, mas meus nervos já estavam começando a doer de tanto conduzirem energia. Mas um pouco de dor não é nada ser me der a vitória.

Aumentei o fluxo de energia e senti o tornado ceder um pouco, para logo em seguida empatar comigo de novo! Francamente, ela também aumentou o fluxo de ar? Isso já está começando a me dar nos nervos, mas não pensarei nisso agora. Tem que ter um jeito de fazer o meu ataque ganhar sem que eu tenha que me desgastar ainda mais. Não sei o que causou isso tudo, mas de repente, os dois ataques se cancelaram. Ótimo, eu estou fraca demais pra usar poder, então vai ter que ser na porrada!

Avancei contra ela o mais rápido que pude, pra tirar vantagem sobre a confusão que ela devia estar sentindo. Quando estava perto o bastante dela, larguei um gancho de direita na cara daquela cachorra. O soco foi tão forte que ela girou com ele, mas eu não imaginava que ela fosse tirar vantagem disso e me largado um chutão em parafuso na cara. Fui ao chão com esse, e ela aproveitou pra sentar em cima de mim, e me largar tapa sobre tapa na cara.

– Ta gostando do sabor dos meus punhos, sua vaca desgraçada? Eu vou acabar com a tua raça!

No desespero, peguei o cabelo dela e dei um meu melhor puxão. Cara, foi lindo! Ela foi ao chão com isso, e eu pude sair de baixo dela e tomar distância. Quando ela se levantou, parti pra cima de novo e larguei uma joelhada na barriga dela, mas ela conseguiu se esquivar e tentou me dar outro chutão em parafuso. Usei os braços pra me defender dessa vez e dei um gancho de esquerda, que ela segurou com uma das mãos. Eu consegui prever o que ela ia fazer: ela ia pegar meu pulso, e me jogaria no chão usando os ombros como alavanca. Dito e feito.

Quando senti o chão nas minhas costas, quase desmaiai, mas me levantei em tempo e peguei-a pelos cabelos e larguei uma joelhada segura no rosto dela. Pena que não quebrou nada. Tomamos distância mais uma vez, e dessa vez, ouvi claramente quando chamaram meu nome e o dela. Jack e Dark estavam cada um em um canto, esperando sua respectiva protegida.

– Não se mete nessa briga, Jack! Eu vou acabar com a raça dessa vadia! – gritou a cachorra da Nanda.

– Nanda, por favor! Vamos embora daqui, criança! A gente conversa melhor na volta pra casa! – disse Jack, O Medroso.

– Pode tirar o cavalinho da chuva! Agora que essa cachorra só sai daqui num caixão! – gritei eu.

– Jade, pare com isso imediatamente! Vamos embora. Lembre-se que outros dias virão! – falou Dark.

– Nem morta! Essa vadia vai morrer e é agora! – falei juntinho daquela cadela da Nanda! Pelo menos é bom saber que em alguma coisa nós concordamos.

Ela veio pra cima de mim, e tentou me dar uma canelada, mas eu desviei e tentei dar um chute na cara dela, mas ela desviou e tentou me dar um chute na barriga, mas eu desviei e fui dar uma cotovelada nos peitos dela, mas ela saiu do caminho e me deu um chutão em parafuso, mas eu me abaixei e aproveitei a fraqueza momentânea do equilíbrio para dar uma rasteira nela. Deu certo, até a hora que ela usou um tornado para subir aos céus.

Quando ela já estava a uns sete ou oito metros de altura, se estabilizou e lançou um tornado na minha direção, mas eu dei uma seqüência de mortais pra trás e fui escapando até ter acumulado energia da terra o suficiente para lançar contra aquela vaca voadora. Joguei tudo como um laser que deveria pulverizá-la sempre! Mas de novo o tornado e a energia se chocaram. Mas dessa vez as coisas seriam bem diferentes!

Convoquei toda a energia que podia da terra e ela pareceu pegar todo o ar que existia no shopping inteiro. A colisão estava cada vez mais mortal, até que chegou um ponto em que os poderes não se cancelaram, mas se uniram em uma esfera gigante de energia giratória que sugava tudo para ele. Merda! Eu e ela tínhamos criado um mini buraco negro! Pude ver a vadia ser sugada, mas de alguma forma Jack apareceu com as asas acesas e a tirou de perto da zona de perigo.

Senti as mãos de Darkshadow passarem ao meu redor da minha cintura e me afastarem dali o mais rápido que podia. Mas poderia ter sido tudo em vão, o buraco continuava crescendo e eu não fazia idéia do que fazer para conter a eminente aniquilação que ocorreria. Mas comecei a ouvir um ruído suspeito, vindo do teto. Olhei para cima e vi que os canos de água estavam fazendo aquele barulho horrível, e quando dei por mim, só vi a água caindo toda em cima do buraco negro.

A água foi imediatamente sugada e o buraco pareceu oscilar um pouco. Então refrigerante, cerveja, bebidas alcoólicas de nível e outros líquidos foram adicionados a mistura, o que fez com que o buraco oscilasse de vez e se desfizesse em uma rápida implosão. Fiquei olhando abismada para os líquidos flutuando pela praça de alimentação, sem a menor preocupação de serem notados.

– Dark, o netuniano se revelou.

– Jack, não se esqueça do que eu lhe falei! Por hora, nossas disputas estão dando uma trégua. Mas saiba que irei lutar por esse novo alien que se revelou, e se preciso for, nossa trégua estará acabada.

Senti as mãos dele abraçando a minha cintura e as sombras começaram a nos engolir, para nos levarem a algum lugar seguro.

POV Jack

Depois que Darkshadow e Jade foram engolidos pelas sombras, peguei Nanda pelas mãos tratei de encontrar um jeito de sair rapidamente dali. Ainda não estava cem por cento certo de que o perigo havia passado. Olhei cautelosamente para o local onde o buraco negro surgira e fiquei esperando alguma coisa enquanto me afastava de costas. Eu sei, eu sou muito desconfiado.

Mas depois de alguns instantes de quietude, me dei conta de que realmente não havia mais perigo algum, então dei as costas ao inimigo e fui embora. Arrastei Nanda até o local onde havíamos visto Romolo e Perla pela ultima vez. E quando chegamos lá, eles ainda estavam desmaiados, então chegamos mais perto e tentamos acordá-los. E para nossa alegria, eles acordaram sem nenhum problema mental mais grave do que já tinham.

– O que aconteceu? Onde estamos? – perguntou Perla, um pouco atordoada.

– Ainda estamos no shopping, e eu e Nanda estávamos enfrentando Darkshadow e Jade.

– Foi uma loucura. Quase tivemos um ataque do coração quando vimos vocês dois aqui abandonados à própria sorte.

– Entendo. Mas alguma vez vocês se perguntaram onde estavam Hugo, Marie e Hikari? – perguntou Romolo, completamente drogado de sono.

Caramba, eu tinha esquecido completamente disso! Hikari, Marie, Hugo! O que será que aconteceu com eles?

Notas finais
Gostaram do nosso casal Yuri da Fic? Que tal ficou a situação? Me digam com sinceridade, e tudo o mais que puderem me dizer pra que eu possa melhorar, também ajuda! Muito obrigado, e esperem pelo próximo cap...