Rainbow War

20 Dia de provas


Notas iniciais
Eai galera! Quanto tempo que eu estou sem dar noticias, não é?? Mas eu voltei, e agora vou ter muito mais tempo livre. Vou atualizar a fic com maior frequencia agora, e sem mais delongas, o cap:

Acordei no horário de sempre, ou seja, por volta de 6:00 da manhã, como é de costume pra ir de casa pra escola. E me esqueci de que não estava em casa e de que provavelmente não entraria sem uniforme completo. Mas se Hugo me ajudara com um quarto, ele talvez me ajudasse com isso também. E muito despretensiosamente, fui acordá-lo e pedir um uniforme emprestado.

Entrei pelo quarto, e senti o ar condicionado ligado (miserável!) e ainda estava um pouco escuro, então tomei cuidado pra não tropeçar e me guiei o mais silenciosamente possível pra cama de Hugo. E uma vez a cabeceira da cama dele, fiz minha técnica de acordo mais sutil: assoprei o ouvido dele. E por mais sutil que isso seja não eliminou o susto que ele tomou.

– Jack, se for me acordar de novo, eu prefiro que tu me dê um soco, mas não sopra mais no meu ouvido não! – falou ele ainda grogue de sono.

– Desculpa, mas é que hoje é prova e eu preciso de um uniforme pra entrar na escola. Consegue arrumar um pra mim?

– Claro, meu irmão estudou lá também. Espera aí que eu vou pegar um uniforme velho dele pra você.

E quando ele saiu da cama, surpresa! Ele estava do jeito que veio ao mundo, e devo reconhecer que o corpo dele era bem interessante: a barriga era malhada a ponto de ser usada como um tanquinho e ao mesmo tempo plana como uma folha de papel. Tinha uma bunda bonita e o instrumento era de um tamanho considerável para a idade dele. Quase quebrei o pescoço olhando pra ele de cima a baixo. Sorte minha que ele tava grogue.

Sentei-me na cama e fiquei esperando, e pensando com meus botões. Eu tinha sonhado com Rafael, e mesmo assim não conseguia lembrar direito do que tinha sonhado. Não, não fora bem um sonho. Era quase um pesadelo. Ele parecia um demônio sedento de sangue, e não se sabe como, ele de repente se transformava em Darkshadow, e de novo em Rafael e vira o Hugo e Hugo virava Darkshadow e Darkshadow tentava me matar, e justo quando eu ia matá-lo, ele se transformava em Hugo. E eu o poupava e ele voltava a ser Rafael.

Fiquei perdido em pensamentos como esses o tempo todo. Mas uma coisa me cutucava: é impossível que Darkshadow fosse qualquer um dos dois, afinal eles eram completamente diferentes. Nunca que um se pareceria com o outro! Mas cada vez mais eu percebia que o comportamento de Rafael era parecido com o de Darkshadow: alguns gestos, a posição quando fica parado te olhando, o andar. Que diabos, odeio pensar muito!

Nessa hora, meu velho amigo Hugo adentra porta adentro (ainda pelado) e com uma calça e uma camisa do colégio. Perfeito!

– Aqui está, Jack. Eu roubei do armário do meu irmão. Pode usar a vontade! – disse ele, meio sonolento ainda.

– Hugo… você ta pelado na minha frente.

– E se você não quisesse olhar, tinha virado a cara – SHIBA, CAVALO! NA MINHA CARA E NO MEU COURO! – Mas eu nem me importo. Se um dia eu terminar com a Perla, eu transo contigo na boa. Tu gostas de dar o cu ou de comer cu?

Esse Hugo…

– Comer – falei morrendo de vergonha. Eu já estava vermelho que parecia queimado de sol.

– Então eu terei o prazer de comer o teu cu pela primeira vez? Guarda-o bem guardado pra mim, viu? Já tomou banho?

– Não – respondo eu, ardendo em chamas de vergonha.

– Então vamos tomar banho juntos. Vem.

Nesse ponto eu quase morri. Sai do quarto voado, antes que o irmão dele viesse e me acusasse de pedofilia. Se bem que eles deviam acusar a Perla de pedofilia, e não a mim, mas se juntar todas as farinhas em um mesmo saco, você não vai saber quem é quem… Fui tentar me concentrar no que devia fazer longe de Hugo, já que aquele pequeno iria era me comer quando estivéssemos banhando.

– Jack, eu não vou fazer nada que você não queira, então dá pra parar de frescura e vir tomar banho comigo? Se for um de cada vez, vai demorar mais e vamos chegar atrasados na escola! Quer perder prova depois de eu ter conseguido um uniforme pra ti?

Suspiro resignado. Meia volta volver. Caminhada passiva até o banheiro. Cueca devidamente tirada. Chuveiro ligado. Hugo me abraçando por trás… EPA!!! As mãos daquele safado foram diretas pros meus mamilos, e antes que eu gemesse, gritei:

– PARA! EU NÃO QUERO!!!

– Você que sabe – com um sorrisinho cínico de Darkshadow. Eu estou ficando paranóico.

– Hugo, desde quando você é assim tão safado? – perguntei na lata.

– Cara, eu não sou safado. Sou brincalhão. Eu não vou negar que às vezes me sinto atraído por você, mas o amor que eu sinto pela Perla é mais forte que qualquer coisa que eu já senti. Não poderia machucá-la nunca, nem mesmo se eu quisesse.

Fiquei algum tempo meditando sobre aquilo, sobre como seria ter um amor tão forte assim sendo realizado. Invariavelmente na minha vida, pelo menos, todos os meus grandes amores foram platônicos. Nenhum deles jamais chegou a se realizar nem ao menos uma vez, e eu sentia que seria dessa mesma forma com Romolo. Bem, na verdade, eu sentia a mão do Hugo subindo e descendo com o sabonete pelo meu corpo, mas só reparei nisso tão depois que eu já estava branco de espuma.

– Seu tarado aproveitador! – quase gritei.

– E quem disse que você não vai fazer a mesma coisa? – disse Hugo me olhando como se não passasse de uma criança inocente.

O banho todo foi uma tortura, mas quando finalmente acabou, sai que nem um desesperado do banheiro e fui pro mais longe que podia ir dele. Mas no caminho topei, não, melhor dizendo, trombei com o irmão dele e quase derrubei nós dois no chão. Ele primeiro me olhou com raiva, depois com espanto, depois com malicia, e por ultimo com alguma coisa indecifrável que me fez perguntar o porquê dele me olhar daquele jeito.

– Eu pensava que, apesar de eu comer mulheres também, quem gostava de homem na família era eu. Mas parece que o Hugo me superou! – disse o Rafael me olhando de cima a baixo.

Como todo o bom curioso, olhei pra baixo. Péssima idéia. Acho que eu tinha dito que sai do quarto de Hugo parecendo um furacão de rápido, né? Pois o furacão estava sem roupas na casa alheia. Isso mesmo, totalmente pelado na frente de um irmão mais velho que poderia dar um simples telefonema pra policia e fazer inúmeras queixas contra minha pessoa.

– Escute aqui, Jack: eu não sei o que você é pro Hugo, mas tenha certeza de que você vai ficar muito encrencado se encostar no meu irmão, ouviu bem? – se eu tivesse uma gola de camisa, ele teria me chacoalhado por inteiro – E se quiser um conselho, se afaste dele antes que eu force isso!

Deu meia volta e me deixou completamente besta. Senti muita vontade de entrar em posição fetal, enfiar o dedo na boca, e ficar repetindo: “desculpe por ter nascido”. É isso mesmo que eu vou fazer. Só espero que o carpete tenha sido aspirado recentemente, senão terei que tomar outro banho.

– Jack, levanta... Vai chegar atrasado se não correr! – disse Hugo passando como um raio por mim e me dando um tapa na cabeça. Cogitei inúmeras possibilidades de assassiná-lo sem que ninguém reparasse. Desisti.

Levantei-me e segui para o quarto dele, e vesti-me na velocidade da luz. Acho que o irmão dele já foi muito mais magro do que é hoje, porque as roupas dele ficaram quase coladas em mim. Vou ter pesadelos com isso até as provas terminarem.

– Come logo, Jack. Eu já terminei e não vou te esperar muito tempo! – Hugo parecia um cometa de tão rápido. Peguei o pão com ovo e engoli sem muita cerimônia, e bebi a xícara de café que tinha pra mim. Peguei tudo e joguei na pia, e então pude finalmente seguir com ele para o ponto de ônibus até a escola.

Chegamos ao ponto e ônibus passou logo em seguida. Seguimos até a escola e chegamos poucos segundos antes de fecharem os portões. Não sei que milagre que entramos, mas entramos e fomos fazer as provas. E por coincidência ou não, eu fiquei na sala do Romolo. Ah, quando vamos fazer provas bimestrais, eles misturam todas as turmas desde o ensino médio até o ensino fundamental entre si, pra diminuir as chances de pescaria.

– Jack, preciso falar com você urgente! Depois da prova, espera um pouco antes de ir pra casa, porque é muito importante mesmo! – disse Romolo, sussurrando pra mim nos instantes finais de preparação.

– É alguma coisa com Darkshadow? – perguntei eu tentando me lembrar como resolver uma equação matricial de logs.

– Acho que tem relação. Mas isso também tem a ver com Kahel – disse Romolo tentando me encarar nos olhos.

– Então o negócio é mesmo sério. OK, quem terminar primeiro, espera o outro. – disse eu enquanto tentava me lembrar das regras das conjugações verbais no portugues e das conjugações de tempo no espanhol.

A prova foi a mais tranqüila possível. Se eu não tirar uma nota muito alta, então não faço a mínima idéia do que existe de certo e de justo no universo. Enfim, de alguma maneira, acabei me demorando mais do que o esperado, e como a maioria dos alunos já tinha ido embora, achei por bem ir embora também. Mas me lembrei que Romolo queria falar comigo. Raios!

Percorri um caminho até alguns dos lugares onde ele costuma se esconder, mas nada feito. Decidi ligar pro celular dele após entrar em uma sala e não encontrar nada dentro. Saquei o celular de dentro da calça, e procurei o numero dele até achar, e liguei. Deixei chamando algumas vezes, até que ele atendeu:

– Alô? – disse ele, do outro lado da linha.

– Romolo, eu to aqui em uma sala do 3º andar te esperando. Vem logo!

Virei-me pra esperá-lo do lado de fora, mas me arrependi quase instantaneamente. Parado a alguns milímetros de distancia de mim, estava o maldito para a eternidade.

– Olá, Jack! Pensei que nunca mais iríamos nos encontrar. – disse Darkshadow se aproximando ainda mais de mim, e me fazendo recuar uns 5 passos.

– Desgraçado! O que você está fazendo aqui? – minha raiva queria subir, mas era diferente quando você está numa sala toda fechada com um psicopata superpoderoso na sua frente – Quer levar outra surra, não quer?

– Ao contrário, quero dar uma surra em você. Pense nisso como uma forma de pagamento por todas as coisas que você já me fez.

Comecei realmente a ficar com medo quando as sombras ao redor dele foram crescendo e tomando conta da sala. Ainda não controlava meus poderes com perfeição para controlá-los bem numa situação de medo. Mas vamos fazer o melhor que dá pra fazer, né? Invoquei minhas asas e fiquei preparado para matar ou morrer.

Notas finais
Mereço Reviews?