Notas iniciais
Hey! Espero que goste! :) Boa leitura!

Havia guerra por todos os lados. Uma nova batalha já estava no seu ápice e os guerreiros de Thor estavam ganhando, os raios no céu fazendo com que suas cicatrizes brilhassem e eles ficassem cada vez mais fortes.

Era incrível o que o exército dele fazia, era incrível o jeito que o outro exército que, apesar de possuir uma quantidade maior de soldados, estivesse perdendo a batalha.

Consigo ver claramente o resultado desse banho de sangue. E não será favorável para nenhum dos dois lados.

UM MÊS ANTES

O caos havia tomado conta da população da cidade de Skara.

Eles estavam recrutando soldados para a grande guerra que estava se formando. Filhos eram tirados de suas mães, maridos eram tirados de suas esposas. Estavam todos sendo retirados de suas casas e obrigados a irem de encontro com a morte.

Os deuses estavam com raiva. Inclusive, chegaram comentários entre nós, soldados, de que Thor, o deus dos trovões e das lutas, possuía uma grande arma secreta. De qualquer forma, seja qual for a arma dele, me mantendo vivo, aceitarei de bom grado.

O motivo disso tudo¿ Um feiticeiro que anda por aí dizendo que seus poderes são ainda maiores que o dos próprios deuses. Ele chegou até mesmo a difamar o nosso grande Odin e veio até nós medir seus poderes. Bem, eu preciso dizer que nosso exército é bem menos numeroso que o dele.

Todos nós já estávamos nos preparando para as descidas e nossa entrada em Valhala, quando o deus Thor apareceu em nosso acampamento em sua forma humana. Ele era alto, forte e tinha barba e cabelos negros, assim como olhos azuis da cor do mar, com ainda mais intensos que qualquer relâmpago.

Depois de alguns instantes desconcentrados, os soldados já haviam se jogado ao chão, fazendo uma reverência ao deus que, com um gesto um tanto que informal, pediu que nos levantássemos.

― Eu tenho o que é preciso para ganhar a guerra.

Muito tempo se passou até que os sussurros gerados por esse comentário se dissipassem.

― Com a ajuda de meu pai, desenvolvi uma arma capaz de dar poderes a vocês, temporários, é claro, mas suficientes para alcançar a Vitória.

Honrados, não houve um soldado sequer que não ficou honrado com aquilo.

Thor chamou um jovem soldado qualquer que estava a sua frente para se aproximar ainda mais. Pediu que nos afastássemos e, de repente, um raio surgiu acima de nós, rasgando o céu em uma linha prateada. Atingiu o soldado, é claro. Nos primeiros cinco segundos, ele gritou.

Em seguida, com o braço a vista, vimos uma pequena cicatriz crescer, formando pequenos galhos.

E então Thor voltou a falar.

― E no campo de batalha suas cicatrizes trarão luz e, com a luz, o poder de conjugar raios, como aquele que eu acabei de trazer. Os raios serão usados nos inimigos que, por terem um exército maior, vai se reduzir em poucas horas.

Preciso dizer que o que aconteceu depois disso foi uma confusão de soldados correndo para serem atingidos por raios o quanto antes, acreditando que aquilo os ajudaria. E ajudaria, claro, eu acreditava nisso.

Por isso, em alguns minutos, eu também estava lá, no meio daqueles que já tinham ganhado os seus poderes. E posso dizer que não houve uma sensação melhor que aquela quando, em contato com a natureza, eu pude sentir a energia fluindo pelo meu corpo e se conectando com o céu que, em questão de segundos, enviou outro raio até um lugar qualquer.

Imagino até que, naquele momento, Thor olhou para mim. Com um sorriso naquela cara fechada, quem sabe.

UM MÊS DEPOIS

Era como uma brisa fria que invadia nossos ossos, aquela sensação que o campo de batalha trazia. Era algo primitivo e brutal, algo que apenas lugares como a Colina de Hürgir eram capazes de evocar com tanta força. Os soldados por todos os lados ajudavam nessa ideia eterna de luta pela sobrevivência, onde apenas os mais fortes sobreviveriam.

E, por todo lado, havia o choro e os gritos. Homens e crianças que haviam se desiludido com a causa ou que acreditavam, com todas as suas forças, que poderiam fazer algo de grande ajuda para Thor. Não era improvável, afinal. Ele tinha nos dado poderes, teria prova maior de sua, hum, afeição, se é que posso usar essa palavra, pelos seus soldados?

E também haviam os raios, cortando o céu noturno com toda a sua força, fazendo com que olhos brilhassem e sangue escorresse no gramado esverdeado. As próprias montanhas pareciam rugir diante de tudo aquilo, movidas por toda aquela raiva, por toda aquela necessidade da luta.

Porque, no fim, nós temos sangue viking correndo nas veias. Nós lutaremos até cair. Valhala é o nosso destino final.

A propósito, esqueci de me apresentar.

Meu nome é Khan. E eu sou o filho de Thor.

Notas finais
E então o que achou? Críticas? Sugestões? Diga nos comentários para que eu possa saber do que você gostou e o que eu preciso melhorar :). Até o próximo *u*
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.