Radioativo
8 Capítulo 8
–Minha filha- ele estava lá, era mesmo ele -senti tanta a sua falta — eu deveria sentir alguma coisa? Quando vi e ainda vejo Carlos eu sinto raiva e tristeza, mas quando vejo meu pai eu não sinto nada a não ser desprezo
–você..-falei e lembrei, lembrei que todo esse inferno começou quando ele me internou, quando ele falou que eu estava muito rebelde e desequilibrada e me jogou ''fora''–eu sei que pode estar brava comigo, mas, tudo oque fiz foi para te proteger e tudo oque você passou foi um ensinamento — tudo oque passei, tortura, humilhação, descaso e anos perdidos. Ele sorriu e abriu os braços esperando de mim um abraço,caminhei de encontro a ele e quando estava bem perto coloquei toda a força que eu tinha em meu joelho e o bati contra as partes imtimas dele, ele soltou um grito e se inclinou como se fosse cair, fechei minha mão em punho e soquei seu nariz com a maior força que eu tive, eu esperava que aquilo machucasse e muito. Olhei de relance para Carlos e ele tinha um sorriso satisfeito no rosto. Caminhei em direção ao rio, sentei bem perto da água, tirei as botas e coloquei os pés na água, eu deveria chorar e eu realmente queria mas não conseguia.–Belo soco- fechei os olhos e senti Carlos se aproximar –me deixa em paz- falei rispidamente e ele suspirou — ele mereceu aquilo, ele estragou minha vida e ainda acha que eu ganhei com isso- pego uma pedra e taco o mais longe que consigo. Ele sentou do meu lado e por um momento parecia que ele iria me tocar mas ele parou –eu tive que fazer aquilo- ele falou baixo –você não é diferente dele, quando eu estava começando a ..confiar em você e ..não importa — tirei meus pés da água e carreguei minhas botas em uma mão, andei rápido para a ala feminina, eu queria dormir, dormir ate o final da minha vida. quando eu estava na porta da ala, senti o toque dele –por favor..-quando ele ia falar, foi interrompido –Ei- viramos na direção que vinha a voz, um homem que eu nunca tinha visto estava apontando uma arma para nós -o papai vai adorar perder a filha- ele se aproximou mais de nós e apertou o gatinho, fechei os olhos e esperei a dor, mas a dor não chegou, ouvi mais disparos, abri os olhos e vi o homem que atirou em minha direção cair com vários tiros no corpo e na minha frente, Carlos estava com a mão no abdômen, ele virou para mim –Me perdoa — ele falou e tudo ficou em silêncio, parecia que o mundo tinha parado por alguns segundos, Miguel correu em nossa direção juntamente com outros guardas e seguraram Carlos e o levaram para a enfermaria corri atras deles ele tomou um tiro em meu lugarvou perder ele..
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.
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