Radioativo

5 Capítulo 5


Notas iniciais
Fiquei um tempo sem escrever, estava sem criatividade :s mas agora eu voltei

Estremeci quando sentei a cadeira de ferro, o lugar tinha cheiro de hospital e aparência de uma sala de interogatorio, 3 homens entraram na sala, um deles era Carlos e os outros eu só conhecia de vista, um deles se se sentou e Carlos e o outro homem ficaram encostados em uma parede

–Qual seu nome?- o homem sentado a minha frente perguntou sem olhar para mim, ele tinha os olhos focados em uma prancheta

–Aniya- falei desviando meu olhar para Carlos, ele tinha os olhos perdidos

–aonde você nasceu? — ele perguntou, escrevendo na prancheta

–Russia — falei

–qual sua idade?

–20, mas para que isso importa afinal? — perguntei para o homem

–você apresentou 0% de nivel de radiação e isso indica que ou você é uma espiã ou você estava em outro planeta enquanto a guerra aconteceu — o homem que estava ao lado de Carlos falou

–isso é serio? — soltei uma risada

–creio que seja mais inteligente da sua parte contar a verdade — ele continuou, Carlos ainda estava com o olhar perdido

– passei muito tempo internada em um hospital psiquiatrico e não sei nem o motivo das Guerras que ocorreram — falei e sacudi um pouco a cabeça para me livrar das lembranças

–Oque faremos com ela? temos muita coisa para fazer e não temos tempo para ficar aqui conversando- o homem da minha prancheta olhou para mim com fúria nos olhos

–levem ela — Carlos falou se afastando da parede, os homens sorriram maliciosamente. Carlos sai da sala e os homens me pegaram pelos braços com brutalidade, me levaram para o corredor, era escuro e úmido, eles me levaram ate outra sala, a sala tinha cheiro de sangue e desinfetante, me sentaram em uma cadeira e minhas mãos foram amarradas para traz

–oque vocês vão fazer comigo?- choraminguei ao olhar para um carrinho com ferramentas assustadoras que eu nunca vi

–se você falar logo vai adiantar nossa vida e a sua- ele falou examinando as ferramentas, ele passava os dedos por elas como se estivesse escolhendo a perfeita para usar em mim, ele se abaixou e pegou uma caixa e se aproximou de mim, quando ele estava perto de mim eu vi que a caixa era uma daquelas baterias de carros, ele ligou na tomada e a ponta dos fios se iluminaram

–por favor, eu não sei de nada- as lagrimas começaram a sair descontroladamente, o outro homem atravessou a sala com um balde na mão e jogou o liquido sobre mim, comecei a soluçar, eles iam mesmo me tortura. Ouvi o barulho dos fios eletricos se chocando e se aproximando de mim, um dos homens encostou um dos fios em meu ombro, a dor era absurda, doia todo meu corpo

–o choque é só o começo da tortura- o homem se sentou em uma cadeira de frente para mim com os fios nas mãos — você pode confessar e ser julgada ou pode ser torturada ate a morte, ele sorriu

–mas eu não fiz nada- falei entre os soluços, ele se endireitou na cadeira e apoiou as costas

–sinto muito então- ele ligou novamente a bateria e mais uma vez encostou em minha pele.

Ele continuou a tortura, nas primeiras horas me agarrei a esperança de que eles iam perceber que estavam errados, mas eu estava errada, ele não iria me deixar sair a não ser morta