Radioactive.
4 Superfície.
...Semanas Depois...
James havia conseguido vários cilindros de oxigênio, junto com as máquinas e uma roupa especial.
– É provável, que haja robôs da base na Superfície. Eles buscam pelo mínimo sinal de vida e mandam uma mensagem codificada para o Centro de Controle da base.
– Fale minha língua por favor. – Eu brinquei, fazendo James rir e derrubar seu pedaço de pizza.
– Como ia dizendo, se eu for visto, a base será avisada e me trarão de volta, mas comigo, viria a radiação, e eles teriam que limpar a base. Comigo junto.
– Ou seja...
– Me matar.
– Eles são meio...
– Maníacos por limpeza.
Começamos a rir e James pega outro pedaço de pizza.
– Onde você encontra tanta comida assim, James?
– A cozinha é aberta à cientistas. Podemos pegar comida na quantidade que quisermos.
– Nossa. Por isso ainda não desconfiam de você?
Ele afirma com a cabeça.
– Mas eu disse à eles que eu como muito desde que eu era pequeno.
Começamos a rir de novo.
– Mas isso é verdade!
_ _ _
– Vamos, Kiara?
– Vamos, Karen.
Eu acompanhava Karen, meio cabisbaixa, mesmo sabendo que James estaria comigo.
No corredor que dava para a saída, havia uma fileira de cientistas e James, o último da fileira, estava realmente próximo da porta.
Ele colocou a sequência de números no painel e a porta se abriu lentamente. Os cientistas, rapidamente, colocaram as máscaras e James também. Eu andei até o que seria a Superfície e ali sentei, esperando James.
Tudo era diferente do que eu lembrava. Estávamos, supostamente, em Washington, pelo que eu via. Haviam ruínas de prédios, árvores secas e mortas, ruas quebradas e calçadas quebradas e também um céu cinzento.
Logo, a porta atrás de mim se abriu novamente e James saiu.
– Você parece um astronauta.
Nós rimos.
Eu me levanto e começamos a caminhar pela Superfície.
Se você achou que Hiroshima tinha ficado um “inferno” radioativo, em ruínas e destruição, você não viu o efeito que a Terceira Guerra Mundial teve sobre o país. Em todo o lugar se viam cinzas, ruínas de prédios e casas, bandeiras dos Estados Unidos rasgadas e carbonizadas... Comecei a chorar. James tentava reconhecer prédios famosos e eu só observava, chorando, pensando nas milhares, ou milhões de famílias que morreram ou perderam suas casas e familiares.
Andamos muito pelas ruas destruídas até que James me puxa para o chão e cobre minha boca com a mão.
– Lembra dos robôs? — Faço que sim com a cabeça. – Tem um logo ali, na frente. Por favor, não grite.
Ele me solta.
– Isso não foi nada legal, Demônio.
– Eu sei Pirralha.
Houve um barulho alto que não reconheço como nada que conheço.
Me levanto um pouco para ver o “tal” robô. Ele se parece com uma garotinha. Literalmente.
– James...
– Eu sei. São feito para atrair os sobreviventes, por isso, se parecem com um.
– Mas ela...
– Não é de verdade, Kiara.
– Mas...
Ele me puxa e me vira para ficar de frente para ele.
– Não é real, Kiara. Eles querem que pensem que é real, mas não pode cair nesse truque.
“Por favor, tem alguém aí?” o robô se pronunciou. James pediu silêncio e se sentou ao meu lado. O robô tornou a repetir, mas vendo que ninguém estava lá, saiu, talvez, procurando em algum outro lugar.
James e eu nos levantamos, procurando um “abrigo decente” sob as ruínas de Washington.
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