Radioactive.

6 Rebeldes na Velha Washington.


Notas iniciais
Capítulo curtinho, novos personagens... Esse capítulo vai pra Isa minha amiga que criou a Emma!

POV – Harriet

– Era realmente necessário, Gerad?

– Me chame de G, Harriet.

– Atirar nele era necessário?

– Ele não está morto. Apenas...

– Em coma! É quase a mesma coisa. Talvez ele não acorde e a culpa é sua G.

Eu olhava atenta pelo vidro. Mechas de cabelo que se soltavam do coque caíam sobre meus olhos.

– Dê um jeito de ele acordar G, por que se não, logo, quem vai estar em estado vegetativo e em uma cama de hospital será você G.

Ele assentiu e saiu do meu campo de visão.

POV Kiara

Em meu quarto de vidro tudo parecia frágil. Mas alguns vidros não são frágeis. São fortes e não quebram facilmente. Eu observava as portas de vidro, esperando que Estella voltasse. Finalmente elas se abriram, mas não foi Estella que entrou. Foram três pessoas com aparência de soldados.

– Meu nome é Emma. Estes são Ray e Dahlia. – Emma era loira, mechas californianas azuis desbotadas, olhos azuis e um piercing do lábio, no lado esquerdo. Ray era ruivo com piercings na sobrancelha direita e uma tatuagem enigmática nas costas da mão. Dhalia tinha traços orientais e cabelos longos e negros presos em uma trança. Todos trajavam roupas pretas, como um uniforme padrão.

– Eu sou Kiara.

– Sabemos quem você é. – Disse Ray.

– Somos sua equipe. – Disse Emma.

– Minha o quê?

– Equipe. Somos soldados encarregados de seu treinamento tático.

– Não seja tão formal Emma.

– Então fale você Ray, seu inútil!

– Nós vamos ensinar você a atirar e matar.

– Eu já sei fazer isso. – Eu disse.

Ray ficou vermelho e Emma começou a rir. A rir muito.

– Desculpe, é que as vezes ela como algumas coisas do laboratório que deixam ela... Feliz. São sempre soros ou remédios. Ela é assim mesmo.

Emma quase se contorcia de rir no chão. Dahlia a pegou pelo braço e a tirou da sala.

– Desculpe. – Ela murmurou.

[...]

Quando Estella foi no meu quarto eu pedi a ela para me levar fazer uma tatuagem, como a de Ray. Ela levou um tempo para pensar, mas aceitou.

– Nada muito grande, ok?

– Ok.

Quando a tatuadora de lá me perguntou o que eu queria, eu disse, quase automaticamente que queria uma fênix. Uma fênix preta. Sem cor alguma que expressasse seu fogo ou suas cinzas. Apenas... Preto.