Radioactive
22 Chapter XXI - If You Find Another Way, Fight For It
Chapter XXI: If You Find Another Way, Fight For It
Rapunzel
Já fazia uma semana desde a infestação. Jack, Kida, Malévola e Alice haviam ficado por lá todo esse tempo. Eu não dormia direito, assim como o resto do grupo. E a cada dia que se passava, mais pessoas eram infestadas. Dessa vez, Hayley, Finn e Hiccup haviam ido para o estábulo. Todos os dias eu ia visitá-los, levar a eles comida, água e roupas limpas. Não passava uma única noite sequer que eu não chorasse por seus estados e pedisse a Deus que os curasse. Peter, Merida, Milo e eu estávamos desesperados, precisávamos encontrar remédios, antibióticos que combatessem essa gripe.
– Não temos escolha. Precisamos checar aquela universidade veterinária em Marietta.
– Marietta?! Mas é muito longe daqui!
– É a nossa melhor chance, Pan. — Meri suspirou — Não há outro jeito. Quanto tempo de viagem até lá, Milo?
– Dois dias de carro. — sinto meu queixo cair — Mas eu tenho uma coisinha que pode encurtar a nossa viagem.
***
– Puta que pariu, por que não nos disse antes?!
O helicóptero preto com listras cinzas estava em perfeito estado. Pelo o que Milo e Merida, que estranhamente sabe bastante sobre helicópteros, disseram que aquele era um Pantera K2, que fora montado em 2012 e cedido aos Estados Unidos pelo Brasil. Milo o nomeara de Atlantis. Estava armado até os dentes, e o cientista havia feito mais melhorias e adaptações, como acrescentar mais um tanque de gasolina extra e colocar mais duas camadas de ferro no exterior da aeronave. Eu e Peter apenas encaravamos o helicóptero boquiabertos, enquanto a ruiva zanzava por todos os lados dentro do gigante metálico.
– Ele é perfeito, Milo!
– Ahn, Meri, como você...
– Entenda, quando seus pais são os maiores e milhonários produtores de pêssego do estado, é normal que tenham coisas como esta. Aprendi a dirigir essas belezinhas aos doze anos de idade.
– Ótimo. Rapunzel, você ficará aqui comigo, enquanto Peter e Merida irão até aquela faculdade. Agora que Simba se foi, teremos menos chances de encontrar seus amigos nômades.
– Tudo bem.
– Vocês dois, por favor, tomem não só cuidado de si mesmos, mas também com esse Pantera. Dei muito duro para fazer essas melhorias. Oh sim, vasculhem também farmácias, supermercados e etc, estamos ficando sem suprimentos.
– Beleza. — Peter verificou seu cinto, com suas armas, e Merida, sua aljarva — Vamos indo então.
– Pode se despedir de Hick ppr mim, Punzie? Eu não posso ir lá agora.
– Te peço o mesmo por Alice.
– Tudo bem, eu os aviso sim. Mas por Cristo, voltem inteiros!
Eles pularam para dentro do helicóptero, enquanto eu e Milo nos escondíamos atrás de uma árvore. Vi o Pantera K2 Atlantis desaparecer entre as copas das árvores, então segui o cientista para dentro do parque, indo em direção ao estábulo. Bati no vidro, vendo as silhuetas negras lá dentro dançarem pelas sombras. A primeira a vir falar comigo fora Lice, que tinha um pano enrolado em sua cabeça e rosto na forma de um tubante. Ela abriu o tecido o suficiente para sua boca se mexer.
– Oi Punzie.
– Ei Lice. Como vai aí dentro?
– Ruim, bem ruim. Acabamos de enterrar Nala e Tiana na floresta. Como está aí fora?
– Merida e Peter foram atrás de remédios. Milo tinha um helicóptero cara.
– Um helicóptero? Uau. Eles devem voltar bem rápido.
– É. — suspirei — E como estão Hick e Jack? E os outros?
– Jack está bem, até desistiu de usar os panos. A imunidade do albino é bem forte. Eu, Kida e Malévola também estamos bem. Hiccup ainda está fraco e bem pálido, mas não vomita sangue igual a Finn e Hayley.
– Oh Deus.
Senti meus olhos arderem. Alice me olhou com pena e compaixão enquanto as lágrimas rolavam pelo meu rosto. De repente, ela se virou assustada. Sacou o porrete do cinto e acertou a pobre Hayley na cabeça. A garota ruiva tinha os olhos leitosos, e estes estavam sangrando. A boca estava negra. A loira suspirou, me dando uma rápida despedida antes de acertar a porreta na cabeça da morta outra vez, estinguindo qualquer restício de vida que poderia existir.
Afastei-me do vidro, enojada. Matar walkers havia tornado-se meu dia-a-dia, mas eu simplesmente não podia suportar ver alguém que eu amava ser morto daquela maneira. Caminhei até a Hutaka, abraçando meu próprio corpo conforme me aproximava do chalé. Milo tomava uma xícara de café sentado de frente para os computadores, observando os perímetros de Atlantis. Sentei-me ao seu lado, esquadrinhando as telas brilhantes a minha frente.
– Como estão os outros?
– Estão na medida do possível. Finn e Hiccup ainda estão vivos. Hayley acabou de morrer. Os outros estão bem.
– Viu Kida lá dentro?
– Vi sim. Ela estava cuidando de Finn.
– Hum...
– Milo, posso perguntar uma coisa?
– Claro.
– Você e a Kida... — não conseguia formular a pergunta certa — São um casal?
– Nós somos casados a quatro anos. — ele comentou, sem tirar os olhos dos monitores.
– Vocês formam um belo par.
– Obrigado. Digo o mesmo de você e o seu namorado.
– O que? Do que você está falando?
– De você e Jack, oras.
– Nós não somos namorados. — revirei na cadeira, desconfortável.
– Hum, se parecem. Sabe Rapunzel, você me lembra a mim mesmo olhando para Kida na faculdade. Posso te dar um conselho? — assenti com a cabeça — Se você o ama, entre nessa de corpo e alma. O mundo a nossa volta está desmoronando, caindo em ruína a cada minuto que se passa. Se deixar escapar essa chama de esperança que está sendo formada através do amor, nunca mais a verá novamente. Vá descansar um pouco, relaxar sua mente. Eu tomo conta daqui.
Deixei o chalé com as palavras do cientista ecoando em minha mente. Pensei em como o albino havia se transformado em minha vida. Á um ano atrás, ele era apenas um estranho que salvara a mim e Hick de uma horda de dragões. Agora, eu me preocupava a cada segundo com ele. Será que Milo está certo? Caminhei até o chalé de Hiccup, onde Nemo brincava com carrinho de madeira. Havia achado alguns jogos e brinquedos nos chalés, o que foi muito bom para destrair o garotinho. Sentei na cama, o observando brincar.
– Tia, aonde está minha mãe?
Já havia se passado três meses desde que resgatamos o ruivinho. Ele se apegara tanto a Hick e a Meri que o chamavam de pai e mãe, respectivamente. Ele havia ficado tristonho e desesperado quando Hiccup, Finn e Hayley foram infectados. Suspirei e o chamei para sentar ao meu lado, para que eu podesse lhe explicar a situação. Ou bom, pelo menos tentar.
– Ela teve de sair. Foi procurar remédios para os outros com o tio Peter. Já já ela volta, tudo bem? E também meu amor, a HayHay não resistiu a doença. Ela...
– Ela morreu, não foi? — assenti, limpando as lágrimas que escorriam pelo meu rosto — E aquele barulho alto lá fora?
– Eles foram de helicóptero.
– Um helicóptero?! Puxa! Eu queria ter visto...
– Vai poder ver quando eles chegarem.
Ele assentiu e voltou a brincar com seu carrinho. Graças a Deus, esse menino tem a mente formada. Também peço a Ele que traga Merida e Peter inteiros, e que mantenha Hiccup, Finn, Jack, Malévola, Kida e Alice vivos.
Porque, afinal de contas, se você acha um outro caminho, deve lutar por isso.
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