Radioactive
17 Chapter Bonus: That's The Real Family
Chapter Bonus — That's The Real Family
Finn
"Nunca conheci minha mãe. Desde pequeno, vivi junto a Jake, como mendigos, dormindo debaixo de uma ponte em Woodstock, próximos a uma fogueira. Meu pai era um bandido. Fizera tantas coisas ruins que foi preso em Alcatraz, no mesmo dia que eu fazia cinco anos. Quando tinha oito anos, e Jake dezoito, um casal abençoado por Deus, Margareth e Joshua, nos adotou e tirou das ruas. Colocaram meu irmão na sua faculdade dos sonhos, Engenharia, e me poram em uma escola. Graças ao loiro, eu aprendi a ler, escrever e fazer contas e problemas matemáticos.
"Quando essa merda toda aconteceu, eu estava voltando pra casa depois da escola. Naquele dia, eu estava fazendo quinze anos e caminhava animadamente pra casa, pulando sobre muros e latas de lixo enquanto a mochila chacoalhava nos meus ombros. Eu estava tremendamente feliz. Jake viria pra casa pra poder me visitar e me dar um presente. Continuei a caminhada até passar por uma delegacia de polícia. Estava tudo tranquilo, até que ouvi pessoas gritando e tiros disparando, então, instintivamente, me joguei no chão e comecei a rastejar em direção a um carro-forte. Escondi-me debaixo dele e observei o movimento lá fora, esperando que qualquer coisa explodisse na minha cara, ou sei lá. Mas o que realmente aconteceu foi ainda mais estranho e assustador do que qualquer ataque terrorista ou assalto à mão armada.
"Vi uma policial correr pra fora da delegacia, atirando para trás, contra o seu companheiro. Só que este tinha os olhos cinzentos, como se ele tivesse uma catarata muito evoluída, a pele descascava e o pus pulava da sua carne podre. Os dentes mordiam o ar com força, e seu nariz se remexia no rosto, atrás de sangue. A mulher de cabelos negros atirou mais três vezes, sem sucesso nos danos, até que acertou um tiro na sua cabeça. O morto caiu no chão com um baque mudo. E a mulher não deveria ter mais de 18 anos, era bonita e corria bem depressa.
"Corri pra casa, vendo outros mortos-vivos perambularem pelas ruas. Arranquei o braço de um deles, usando como um disfarce de cheiro. Joguei-o na piscina dos vizinhos enquanto atravessava meu quintal numa velocidade absurda, ignorando o fato de poder ficar tonto depois. Abri a porta da frente, dando de cara com mamãe e papai mortos no chão, e Jake sujo de sangue, segurando o velho machado da família Mertens.
– Não dá tempo pra explicar agora. — ele me jogou uma mochila que estava ao pé do sofá branco, agora manchado de vinho rubro e quente — Segura isso e vai pro carro lá na garagem.
– Eu tenho que pegar uma coisa antes, Jake!
– Você tem cinco minutos. Vou revirar os banheiros e a cozinha.
"Saí em disparada até o porão, onde meu pai guardava suas tralhas. Vasculhei rapidamente e enfim achei o que procurava. Joshua Mertens participou da Batalha de Saratoga, e como... Presente por sua bravura e coragem, recebeu uma espada vermelha de aço, com uma espécie de estrela na base. Amarrei a bainha de couro na tira da calça jeans e me despedi das coisas que guardava ali. Enquanto Jake ainda revirava a cozinha, corri até o meu quarto e procurei o único retrato que possuía da minha mãe, algo que meu irmão guardava com a sua vida. Coloquei-a num daqueles cordões que abrem e fecham, do lado da foto de Margareth e Joshua.
"Quando desci, o loiro já havia arrumado mais duas mochilas e colocado os corpos pra fora. Ignorei a mancha enorme de sangue negro e comecei a abrir portas e janelas, afinal, já que não íamos ficar naquela casa, eu esperava — e ainda espero — que ela servisse de abrigo para alguém. Juntamos tudo o que podíamos, incluindo a coleção de treze armas do meu pai, dentro do carro de Jake. Por sorte, meu irmão escolhera fazer engenharia mecânica, e conseguiu construir um carro que não precisasse de gasolina ou água, apenas do material mais inútil e livre por aí: lixo.
"Depois de ter derramado todas as latas possíveis no triturador ou sei lá o que tinha naquele motor, ele arrancou com tudo, deixando apenas poeira pra trás.
"Duas semanas haviam se passado desde que larguei minha casa por conta da infestação dos montros. Duas semanas rodando num carro, que agora, cheirava a lixo em decomposição. Minha bunda provavelmente estava quadrada de ficar tanto tempo sentado, apenas vendo a paisagem passar e ouvindo os CD's de música country do meu irmão. Eu estava ficando maluco.
– Pra onde vamos? — perguntei, colocando os pés em cima do painel.
– Eu não sei cara. Segundo o mapa, já estamos quase na I-85. Se conseguissemos um lugar pra passar pelo menos até amanhã...
– SOCORRO! SOCORRO!
"Ambos olhamos pela janela. Uma mulher alta, demasiada branca, com cabelos longos e vestindo uma blusa roxa e calça jeans berrou, erguendo sua motossera com verocidade. Uma horda de monstros a cercava, e ela avançava para fora com muita dificuldade. Jake encostou o carro e nós descemos, ele com uma espingarda e eu com minha espada, indo até a mulher. Abrimos caminho e ela correu em disparada ao carro, subindo em cima do teto alto num único pulo. Agora, de perto, podia ver suas pálpebras roxas e os olhos verdes, arregalados, numa mistura de gratidão e pânico.
– Obrigada. Céus, obrigada. Achei que ninguém me escutaria... Que ninguém pudesse me salvar.
– Calma senhora. — Jake a ajudou a descer, segurando sua mão com força e a puxando delicadamente para baixo — O que fazia no meio de um campo aberto?
– Eu fui... Socorrer uma garotinha. Ela conseguiu correr pra minha fazenda, mas aquelas pragas conseguiram me pegar antes de eu segui-la.
– Bom, tome cuidado da próxima vez, certo?
"Ela assentiu e segurou sua motossera com mais força. Eu e meu irmão subimos no carro e aceleramos, quando a mulher berrou novamente, nos chamando.
– Ei! — Jake deu a ré — Por que vocês não vem comigo? Me salvaram, eu tenho uma dívida com os dois.
– Não precisa, sério. Não queremos atrapalhar e...
– Mas não me atrapalharão! — ela entrou e se sentou no banco de trás — Eu me chamo Malévola Mertens, e é um prazer conhecê-los.
"Assim que Malévola, ou Mal, descobriu que nós éramos seus sobrinhos, ela não permitiu que deixássemos Moor, a sua fazenda. De alguma maneira, — muito foda, devo dizer — minha tia conseguira fazer uma cerca de espinhos grossos e resistentes que rodeassem toda a área da sua propriedade. Também conhecemos Aurora, a garotinha que Mal havia salvado. Tinha cabelos loiros dourados, pele macia e rosada e os olhos azuis como o céu num dia de verão. Rapidamente, minha tia havia a adotado como filha, e eu e Jake éramos seus irmãos.
"Passamos em torno de um ano na fazenda, longe de tudo e de todos, até que uma horda conseguiu nos rastrear e destruir a cerca natural. Corremos do lugar às pressas, e por acidente, paramos em King County ao invés de Atlanta. Era uma cidadezinha pequena, pacata, mas algum louco conseguira encher de armadilhas, para manter as pragas — como Mal as chamava — longe. Engenhoso, plano esperto. Conseguimos pegar algumas coisas e correr pra fora da cidade, antes que acabassem por nos matar. Finalmente então, estávamos seguindo para Atlanta.
"Porém, como a família Mertens é a mais sortuda do mundo, acabamos por seguir até Albany. Malévola optou por nos separarmos em duplas: ela iria com Jake e eu com Aurora. Saímos correndo pelos becos da cidade, até que encontramos uma farmácia limpa e, aparentemente, vazia. Arrombei a porta e Rora entrou na frente, com uma machadinha nas mãos, enquanto eu lhe dava cobertura. Ali dentro era um verdadeiro santuário: prateleiras e prateleiras de remédios, barrinhas de cereal, balas e chicletes. Juntamos o máximo que conseguimos dentro das mochilas, quando tiros vieram da avenida ao lado, nos deixando alarmados. Aurora correu na frente, e eu continuei na sua retaguarda.
"Uma horda de pragas cercava à Jake e Mal contra um prédio largo e alto. A motosserra laranja decepava cabeças e membros enquanto as balas zuniram pelo ar, cravando-se certeiramente nos pontos de 'morte' dos cadáveres ambulantes. Juntos, eu e Rora entramos no caos, matando todos os mortos possíveis. Já estávamos cansados e quase sem balas, e as pragas pareciam como uma hidra: corte uma cabeça e duas aparecem no lugar. Já estávamos pra desistir quando Deus, finalmente, nos deu uma luz.
"O carro vermelho, numa única virada, levou dezenas dos mortos pra longe, servindo de escudo contra eles. Aurora acabara sendo arrastada também. A última coisa que me lembro antes de apagar fora Malévola gritando pela nossa irmãzinha, que provavelmente, já está morta."
– É... Acho que é isso.
Lilo fungou e pude reparar que ela estava chorando. A abracei de lado, fazendo sua cabeça encostar no meu ombro, enquanto as lágrimas escorriam como uma torneira aberta pelo seu rosto. Dei um sorriso fraco, me lembrando da frase que Jake mais usava comigo: "chorar nunca serviu pra nada, parceiro."
– É tão... T-triste.
– Ei, ei, tudo bem. Todos nós sofremos não é?
– Uhum. — ela limpou as lágrimas com a manga do casaco — Vamos logo praquele ponto, não quero parecer uma idiota assim.
Ela entrelaçou a mão na minha e me rebocou até o lado Sul, o mais frágil de Atlantis. Senti meu rosto pegar fogo, pedindo aos céus que ninguém nos vesse. Eu e Lilo estávamos em uma... Amizade colorida, poderia assim dizer. Transamos algumas vezes, mas isso não impedia nossa amizade. Era tipo aquele filme com o Justin Timberlake, só que eu não sou gostoso. Não que eu ache um cara gostoso, é só que...
– Me passa a escopeta por favor?
– Uh, desculpa. Toma.
Sentamos no muro de metal alto que Milo havia construído. A havaiana abriu a lata de Coca que tinha em suas mãos e deu um gole, me oferecendo logo em seguida. Ficamos assim por algum tempo, sem nenhum sinal de walkers. A visão era simplesmente de tirar o fôlego. Podia se ver o vale verde, com altas montanhas surgindo ao redor, o cercando. O rio, que Kida chamava de Valery, descia freneticamente de uma das encostas, com sua água limpa e cristalina, reluzindo a luz fraca do Sol, que já estava pra se por. Apesar de ser resistente, o muro em que estávamos era baixo, o que me deixou um pouco preocupado demais. Sacudi a cabeça, tirando esse pensamento da minha mente. Virei meu pescoço na direção de Lilo. Um sorriso malicioso brincava nos seus lábios, e suas sobrancelhas estavam arqueadas. Ela se levantou e andou casualmente até mim, sentando no meu colo com agilidade.
Seus lábios atacaram os meus tão rápido que precisei de uns quatro segundos para me recuperar da surpresa. Sua mão arranhava minhas costas por debaixo da blusa. Comecei a acariciar sua intimidade, acessível graças a saia curta, quando gemidos próximos demais me alertaram, fazendo-me empurrá-la gentilmente pra trás.
– O que foi?
– Walkers.
– Eu não estou ouvindo nada, Finn. — ela se sentou novamente em mim, segurando os braços da cadeira, me impedindo de levantar.
– É sério, Lilo.
– É mentira! Vamos Finn, eu sei que você quer. Eu posso sentir. — ela apalpou meu membro por cima da calça.
– Lilo, eu não estou brincando. Walkers. Eles estão perto demais.
– Finn... Pare de resistir.
E tomou meus lábios pra mais um beijo. Já estava ficando irritado com aquela insistência, e a empurrei com brutalidade de cima de mim. Eu odeio mulheres que forçam a barra, por mais que sejam minhas melhores amigas. Ela se desequilibrou próximo a borda do muro, tombando para frente. Pude ouvi-la cair de bunda no chão. Corri até ela e estiquei minha mão, quando enfim percebi que era tarde demais.
Os walkers a rodearam e se lançaram sobre ela. Puxei meu braço para cima, mas acabei por também ser mordido. Berrei de dor, sentindo o sangue borbulhar do ferimento. Era como se meu braço tivesse sido colocado dentro de uma fogueira. A única coisa que pude ouvir de Lilo foram seus gritos de pavor e dor, até que enfim, ela se calou. Consegui pular o muro, segurando meu braço junto ao peito, e correr ao encontro da pessoa mais próxima. Por sorte, esta pessoa era Merida.
– Meu Deus, Finn, o que aconteceu?!
– Horda... Lilo... Salvar... Mordida....
– Calma, calma, vai ficar tudo bem. KIDA, KIDA ME AJUDA AQUI!
A mulher de cabelos brancos apareceu rapidamente, com um cutelo nas mãos. Ela deveria estar terminando de matar os porcos. Assim que viu a mordida, arregalou os olhos e levou a mim e a Meri até a Enfermaria. Com cuidado, ela posicionou meu braço sob uma mesa de ferro e apertou o cabo da arma.
– Merida, pegue um esqueiro, um pedaço de pau, e muitas gazes e panos.
– Céus... O que você vai fazer?
– Eu vou precisar cortar o braço dele.
***
Assim que abri os olhos, uma pontada aguda de dor atingiu a minha cabeça.
A luz forte me cegou momentaneamente, e assim que recuperei a visão, pude me sentar, meio tonto. Eu ainda estava na Enfermaria, porém, o dia já estava nascendo. Sangue seco estava espalhado pelo chão e um pano branco ensanguentado enrolava alguma coisa. Ergui as mãos pra coçar os olhos, e então um grito estrangulado escapou da minha boca, enquanto meus olhos se arregalavam, na mais plena harmonia do pânico.
Meu braço direito havia sumido. Apenas um cotoco demonstrava que eu ainda possuia tal membro. Balancei-o várias vezes, repetidamente, tentando entender como aquilo havia acontecido. De repente, a memória brilhou na minha mente como uma labareda brilhante na escuridão. Lilo estava morta. Eu tentei salvá-la e fui mordido. Kida e Merida cortaram meu braço. Senti as lágrimas quentes invadirem meus olhos, e me senti um completo idiota naquele momento. Um aleijado. Agora, eu era inútil. O que poderia eu fazer para ajudar Atlantis? Absolutamente nada. Cerrei o punho e soquei repetidamente o colchão branco, o ódio queimando dentro do meu ser. Meu choro era alto e berrante, e claro que alguém iria escutar.
– Finn...
– P-por que comigo? P-por que Rapunzel? O que foi que eu fiz? Eu perdi meu irmão, perdi minha melhor amiga e namorada, perdi meus pais. O que foi que eu fiz pra merecer isso?
– Pra tudo nessa vida há um propósito, garoto. — ela colocou a bandeja num móvel e se sentou ao meu lado, apertando minha mão — Deus tem um propósito pra você. Você, Finn Mertens, vai vencer nesse mundo. Afinal, a sobrevivência só é dada a aqueles que realmente merecem. E você, loirinho, foi um desses. Não deixe que esses problemas te arrastem para o abismo da tristeza que é a depressão. Você tem a mim, a Merida, a Alice, a Kida, a Mulan, a Malévola... Você tem uma família. Juntos, nós vamos vencer essa merda de mundo em que vivemos.
– Obrigado, Punzie. Acho que você seria uma boa escritora de livros de auto-ajuda se essa merda toda não tivesse começado.
– Acho que sim. — ela riu, seu cabelo curto, rente a orelha, brilhou na luz da Enfermaria — Agora mocinho, pode comer um pouco. Kida teve muito trabalho pra conseguir cauterizar seu ferimento.
– Ok. Ahn, vocês enterraram a Lilo?
– Colocamos uma cruz no vale. — ela batucou os dedos no vão da porta, já de costas para sair — Eu sinto muito Finn. Não foi sua culpa.
– Eu sei. Obrigado de novo, Rapunzel.
Ela sorriu fraco e seguiu seu caminho. Comi rapidamente o ensopado de frango que ela me trazera e me deitei, fitando o nada. Podia sentir minha mão direita coçar e se mexer, apesar de não ter absolutamente nada ali. Fechei os olhos e suspirei, tentando pensar no que o destino iria preparar para mim apartir de agora. Podia sentir o sono chegando quando a porta foi aberta mais uma vez, com alvoroço. Uma cabeleira ruiva tinha uma caixa nas mãos e um arco automático nas costas.
– E aí garoto? Como se sente?
– Vou levar um tempo pra me acostumar. O que tem aí?
– O seu novo braço. — ela me deu a prótese de ferro, com uma garra na ponta — Bem legal hun? Milo que construiu. Aliás, ele mesmo veio me entregar.
– E como ele é?
– Ah normal, bem nerd sabe? Bom, eu espero que aproveite.
Ela sorriu e trocou um high-five comigo, saindo pela porta e cumprimentando alguém lá fora. Encaixei o braço mecânico no meu cotoco. Ele servira perfeitamente. Um sorriso nasceu no meu rosto. Acho que não seria tão inútil assim. Alcançei minha espada do outro lado da cama e a empunhei. Era difícil controlá-la com a mão de ferro, mal se encaixava direito. Passei-a pra outra, e experimentei alguns golpes. Eles se realizaram com mais perfeição com a mão esquerda do que com a direita. Hmm... Acho que sou ambidestro. Isso é bom, não é?
– Querido? — Mal colocou a cabeça pra dentro e assom que me viu correu ao meu encontro, me abraçando apertado — Céus, eu fiquei tão preocupada com você, Finn. Quase tive um troço no meio dos estábulos quando Merida veio me contar.
– Eu estou bem, tia. Acabei de descobrir que sou ambidestro. Ou canhoto. Não tenho certeza.
– Bom, se você estiver bem, eu vou estar. Eu te amo muito, praguinha, lembre-se disso.
– Eu também te amo, tia.
Ela sorriu e beijou minha testa. Levantamos e segui para fora. O Sol estava alto, mas algumas nuvens cinzentas bloqueavam sua luz. Vi todos trabalhando e ajudando em algo, até que Hayley correu na minha direção, com o semblante preocupado e ao mesmo tempo aliviado. Ela segurou meu rosto e me verificou da cabeça aos pés, dando um gritinho ao ver meu braço. Ri do seus desespero e lhe dei um abraço apertado, Hay havia se transformado na minha melhor amiga, quase uma irmã.
– Jesus, eu estava tão preocupada com você! Kida teve de me dar um calmante pra dormir noite passada!
– Eu estou bem, HayHay.
Todos praticamente correram até mim, perguntando como eu estava. Naquele momento, realmente me sentia parte de uma família. Depois que Jake se fora, me senti deslocado, como um intruso no formigueiro. Não conhecia ninguém, além de Lilo e Malévola. E essa é minha verdadeira família. Eu sempre estarei bem.
Com essa família que eu tenho, eu sempre vou estar.
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