Radioactive.

7 This is it, the apocalypse...


Notas iniciais
Oie, lindos do meu coração ~aqui é a Naya~ Eu estou invadindo a conta da Diana, porque sim. (Ninguém manda me dar a senha) Ok, esse capítulo foi escrito de um jeito engraçado. Eu escrevi o início, depois mandei para a Diana, e ela continuou. O capítulo é dividido. A primeira parte fui eu, a segunda foi a Dih. Agora...Filha De Atena, muito, muito obrigada pela sua recomendação! Quando eu vi meu coração quase parou! Nem acreditei. Fiquei muito feliz, amei a recomendação, de verdade. Eu e a Di ficamos tão felizes que vamos postar mais um. Se não hoje, amanhã. E, se tiver muitos comentários, nós postamos um hoje e outro amanhã. Vejam como eu sou boazinha. Eu consigo convencer a perversa da Diana a escrever rápido. Aaaaah, sou um amor

– Kate, eu sempre soube que quando você coloca alguma coisa na cabeça, não tira mais. — Becky soltou um longo suspiro. — Mas agora você está passando de todos os seus limites de insensatez.

Eu estava encarando o meu reflexo no grande espelho do quarto de Madeline. Eu parecia uma rebelde agora; com roupas escuras e de couro, armas escondidas por todo o meu corpo. Me senti estranhamente bem com aquelas roupas de luta.

Eu ainda sentia dor no corpo inteiro. Cada movimento que eu fazia parecia romper alguma coisa dentro de mim. Minha cintura permanecia enfaixada. Mas isso era apenas um detalhe. Não me impediria de ir.

Estava determinada em ir até o presidente. Ele mexeu com a irmã errada. Eu não sabia bem o que eu iria fazer quando chegasse lá, mas isso não era muito importante no momento.

– Becky — eu disse. — É Simele. Não posso deixa-la sozinha com o seu pai.

– Ele não é meu pai! — ela reclamou.

– É sim. Você querendo ou não – disparei.

Eu não falava com Becky desse jeito, mas eu estava irritada. Eu não estava ligando para o que eu estava dizendo. Eu só pensava em Simele...e no que o presidente podia estar fazendo com ela. Eu precisava encontra-lo. E mata-lo.

Os outros estavam em uma espécie de conselho, decidindo se seria sensato me deixar ir para o palácio presidencial sozinha. Se eles decidissem que não, eu iria de qualquer forma. Não preciso da permissão de ninguém.

Eu ajeitei meu sinto e acabei dobrando a minha cintura. Pareceu que eu tinha sido esfaqueada de novo. Eu não consegui segurar um grito abafado.

– Você realmente quer ir assim? – Becky estava realmente preocupada. – Como vai conseguir passar por uma floresta cheia de guardas, animais, e sei lá mais o que, se não consegue nem ficar em pé direito?

– Você me conhece, Rebecca. Sabe que eu iria mesmo em uma cadeira de rodas. Não sou de desistir das minhas ideias, você sabe disso.

– É, eu sei – Ela suspirou e revirou os olhos. Se aproximou de mim com um prendedor de cabelo. Ela começou a fazer um coque, como só ela fazia.

– Você acha que ela foi obrigada a se casar? — Becky perguntou, ainda mexendo no meu cabelo. — Ou acha que ela realmente gostava do presidente?

– Não sei, Becky — respondi. — Mas quero muito acreditar na primeira opção.

– Ele é muito mais velho que ela...- ela observou. — E ela sabe que as coisas estão como estão por culpa dele. Acredito que ela tenha sido obrigada.

– Idade não é problema para ela. Meu pai era bem mais velho que a minha mãe...e ela sempre falou do presidente como se ele não fosse culpada por isso tudo...ah, sei lá, Becky. Só sei que eu vou mata-lo quando tiver a chance.

Se ela ficou assustada, não demonstrou. E talvez eu não devesse dizer isso na frente dela. Ele era um ser despresível e repugnante, mas era o pai dela, apesar de tudo.

– Seus olhos ficam mais azuis com essa roupa escura – ela disse, um pouco desanimada.

Eu estava prestes a dizer a ela que sentia muito pelo pai que ela recebeu, mas a porta se abriu.

Madeline entrou parecendo exausta, mas tinha uma animação nos seus olhos.

– O conselho já resolveu. — No momento em que ela disse isso, eu me levantei apressada. Senti um frio na barriga e minha cabeça rodando. Se eles negassem a minha ida, eu teria que fugir. E teria que ser a noite. E a noite os guardas do presidente estavam pela floresta. Ser pega andando de noite significava fazer parte do grupo dos rebeldes, e ser um rebelde resulta em morte. Não tenho muito medo da morte, mas não estava afim de morrer. Não agora.

– E o que eles decidiram? — Eu fiquei surpresa por não ter gaguejado.

– Você não pode ir — Eu prendi a respiração, tentando aparentar calma. Como se a decisão não tivesse me afetado. — Pelo menos não sozinha — ela completou, sorrindo.

[…]

Eu não podia ir sozinha. Isso era engraçado. Eu sempre fiz tudo sozinha, agora eu precisava de babás? Sempre me virei. Desde os dez anos, eu sempre consigo fazer as coisas sem a ajuda de ninguém. Se eu não precisava de ajuda antes, não preciso agora.

Segundo o Coronel, eu precisaria de pelo menos três acompanhantes. Eu não queria nem um.

– Eu não preciso da ajuda de ninguém! Posso ir sozinha. Eu só preciso ir até lá e explicar tudo a Simele. — Eu disse, tentando convencer a mim mesma de que era só isso.

– Não é só isso, Katherine, você sabe que não — disse Susan, com a animação de sempre. Ou seja, nenhuma.

– A noite tem milhões de guardas pela floresta — explicou o Coronel. — Se for pega vai ser morta.

– Eu não vou sair à noite. Vou sair agora, ainda nem chegou o meio dia.

– Se sair agora, vai chegar lá a noite. Da no mesmo. — disse Anthony segurando duas espadas que pareciam brilhar na sala mal iluminada.

Eu respirei fundo e encarei todos na sala. Eles me olhavam ansiosos e esperançosos. Menos Suzan, que parecia indiferente. Tenho a impressão de que ela não gosta muito de mim. Ah, que pena.

Eu realmente não queria ajuda nenhuma. Eu podia fazer isso. E queria fazer sem que ninguém me ajudasse. Era um problema meu. Era a minha irmã. Isso não tem nada haver com eles.

– Okay! — Ergui as mãos em sinal de rendição. — Eu vou acompanhada. Tudo bem.

O Coronel suspirou aliviado. Madeline abriu um sorriso satisfeito. Aparentemente, ela esperava que ela fosse uma das minhas “babás”, e ela estava certa. O coronel puxou uma espada com o cabo de ferro preto e me entregou. Eu peguei a espada com cautela. Ela era pesada; a lâmina brilhava e era bem afiada, eu percebi. Perfeita.

– Vai precisar dela — ele murmurrou com a voz rouca.

Eu assenti agradecida.

– Então, Heymer, quem vai com você? — Suzan perguntou com desgosto.

– Eu quero que a Madeline vá comigo — Ela sorriu para mim quando eu disse o seu nome. Becky me olhou com um olhar que dizia " Quem é a sua melhor amiga mesmo?". — E quero que a Becky fique. Não quero que o presidente a reconheça como filha.

Não era bem isso. É claro que ele nunca reconheceria ela, depois de todos esses anos. Ele perdeu Becky quando ela era apenas uma bebê. Mas eu não queria que ela fosse, não queria que ela se aproximasse do perigo. Ela e Simele eram as únicas pessoas que eu tinha; as únicas que eu realmente me importava.

Não podia perder nenhuma delas. E não irei.

Becky riu ironicamente e me olhou como se eu fosse maluca.

– Está brincando, não está? — ela perguntou, indignada.

– Não- respondi.

Ela arregalou os olhos frustada. Ela me encarou por um longo tempo, com um olhar desapontado. Ela queria que eu me arrependesse, dissesse que ela iria sim. Mas ela mais do que ninguém sabe que quando eu estou decidida, eu não volto atrás. Ela emitiu um ruído de indignação e correu porta à fora.

– Caham — O Coronel quebrou o silêncio que ficou depois de Becky ter saído. Ele me olhou; seus olhos pareciam estar sorrindo. — Madeline vai com você. Quem mais?

– Anthony — respondi rapidamente, sem saber bem o por que da escolha.

Anthony estava girando uma adaga na mão, ele sorriu sem me olhar nos olhos. Depois lançou a adaga na minha direção, com uma velocidade incrível. Eu agarrei no ar, com habilidade. Por sorte eu tinha um bom reflexo.

– Como sabia que eu iria agarrar a adaga? — Perguntei.

– Não sabia – ele respondeu, brincando com uma arma.

– Você podia ter me matado ! — Gritei indignada com a tranquilidade dele.

– Mas não matei — retrucou ele, com um sorriso sarcástico. – Essa é a minha melhor adaga, deveria estar agradecida.

Eu revirei os olhos e guardei a adaga no cinto. Mas uma para a minha coleção, pensei.

O coronel se aproximou de mim e disse:

– Ainda falta um acompanhante.

– Não faço ideia de quem chamar. Não conheço mais ninguém aqui — Eu estava falando a verdade, não conhecia mais ninguém do esconderijo. Só o Coronel, mas acredito que ele tem coisas mais importantes para fazer. Mas eu também não queria que mais ninguém fosse. Madeline e Anthony já estavam mais do que bom. Tenho certeza de que vou me irritar muito só com Anthony. Não preciso de mais ninguém.

– Eu vou — Suzan disse, dando um passo a frente. — Conheço muito bem a floresta. Sei muitos atalhos também. E...conheço alguns dos guardas do castelo.

– Tenho certeza que sim — zombou Anthony.

Ela lançou um olhar mortal ao irmão. Aparentemente, a vergonha tinha ido embora. Anthony não pareceu nenhum pouco intimidado com o olhar da irmã. Ela era o tipo de irmã mas velha que não tinha nenhuma autoridade sobre os outros irmãos.

– Acredito que nåo existam mais problemas. — O coronel levantou de sua poltrona trono e nos guiou até o portão principal. Todos estavam agitados no esconderijo, muitos corriam apressados pelo salão principal. Uma menina carregando uma cesta com várias armas, parou na frente do coronel com um olhar desesperado. Sussurrou alguma coisa para ele que eu não pude ouvir. Ele assentiu, demonstrando estar nervoso. Me segurei com todas as minhas forças para não perguntar o que a garota tinha lhe dito.

Eu engoli o seco e senti uma sensação ruim. E sempre que eu tenho sensações assim, algo realmente ruim acontece.

Mas eu tentei não pensar nisso. Más pensamentos não eram úteis agora. Tinha muita coisa para ser resolvida.

Nós nos aproximamos da entrada do esconderijo. Eu senti minha coluna toda arder. A dor ainda não tinha passado. Mas eu não iria admitir isso nunca.

Mordi o lábio para evitar um grito.

Madeline pareceu perceber que eu estava mal. Ela encaixou o seu braço no meu, me ajudando a permanecer firme. Eu não conhecia Madeline, mas sabia que ela era uma pessoa com quem eu poderia contar. E que me entendia.

Sabia que eu me sentiria horrível expondo uma fraqueza, então me ajudou.

Por mais que eu odiasse ser ajudada, dessa vez eu agradeci com um sorriso.

O coronel parou quando chegamos do lado de fora. Todos nós viramos para encara-lo. Ele sorria, fazendo as cicatrizes do seu rosto parecerem mais escuras.

– Bom passeio — ele falou como se nós estivéssemos indo em uma festa ou coisa do tipo. — Espero que todos voltem vivos.

Notas finais
A Diana e eu trocamos livros como presente de Natal, e adivinha? Eu dei um livro para ela e ela me deu o mesmo. O livro é " Querido John". Ainda bem que nenhuma das duas tinha o livro kkk Beijos fofas (e fofos)