Radical Life
29 Torturando o Sasuke
Notas iniciais
Sakura parou em frente à porta do 202 e respirou antes de batê-la, quem atendeu foi um Naruto sem camisa e de touquinha.
–Sakura-chan? — Esfregou os olhos feito criança. — O que foi?
–Naruto, você dorme de touca? — Sorri.
Tirou aquilo da cabeça meio envergonhado. — Às vezes...
Ri. — Preciso chamar o Itachi, Sasuke está mal.
–Olha, se você chamar o Itachi aí sim que Sasuke vai ficar mal. — Alertou.
–Por que vocês dois vivem falando mal dele? — Bufa. — Ele é super gente boa!
–Você ainda não o conheceu completamente. — Sorri de canto. — Pode entrar e acorda ele. — Abriu passagem.
–Obrigada. — Agradeceu e caminhou até a cama deles, o Uchiha dormia na cama de cima. — Itachi... — O cutucou.
Ele resmungou e virou de lado, mas ela insistiu tanto que no final ele acordou.
–QUE É PORRA?! — Berrou. — Tomara que seja importante! Se não for você vai conhecer a morte!
–Sasuke tá doente! — Replicou a rosada firmemente, mas no fundo, no fundo ela estava se borrando de medo.
–Ele parece que vive doente, moleque bichado. — Disse enquanto pulava da cama de cima para o chão.
–Escada pra quê, né? — Falou de forma sarcástica. — Vamos, seu irmão precisa de você.
–O que ele tem?
–Ele tá tossindo muito e a garganta dele o está incomodando.
–E eu tenho cara de médico? Não era você quem queria exercer tal profissão?
–É o seu irmão! — Bufa.
Revira os olhos. — Leva ele pra enfermaria.
–Ele não quer.
–Ele não tem que querer. — Replicou. — O leva a força.
–Ele é muito mais pesado do que eu. — Pôs as mãos na cintura.
–Se ele ficar resistindo de ir a enfermaria só vai piorar.
–Esse é o meu medo...
–Medo? — Olhou para ela com a sobrancelha levemente arqueada. — É isso! — Estalou o dedo super empolgado. — Sakura você é uma gênia!
–Não entendi essa felicidade toda.
–Pensa bem coisa rosa! Usa essa cabecinha pra funcionar. — Deu leves socos na testa dela. — Sasuke tem medo de injeção, imagina se ele descobre que vai ter que levar?
–Vai me dizer que ele vai chorar?
–Claro!
–Itachi, por favor, Sasuke não é mais uma criancinha.
–Mas ele vai, escreve o que eu tô falando!
–Você que é muito exagerado.
–Olha, se eu, gostosão, machão, musculoso, já não gosto disso, imagina o Sasuke que tem pavor de agulhas? Vai pedir pra morrer!
–Duvido.
–Vamos apostar então.
–Não Sakura-chan! Não faz isso! — Alertou Naruto que até agora só escutava a conversa.
–Que aposta? — Indagou a rosada.
–Mais ignorado que anúncio do Youtube... — Murmurou o loiro.
–Escuta, a aposta é o seguinte... — Prosseguiu Itachi. — Se Sasuke não chorar só de ouvir a palavra "injeção" eu faço o que você quiser. Mas se ele chorar... — Sorri de canto. — Você vai ter que beijar ele, e nada de selinho, beijo mesmo! Com língua e tudo mais!
–Feito. — Apertou a mão do moreno. — Você vai comer na minha mão, Uchiha!
–Veremos... — Mostra um sorriso maroto. — "Ah, como eu sou um irmão legal... Viu Sasuke? Está a um passo de dar uns pegas na sua 'amada'". — Pensou.
–Isso não vai dar certo. — Bufou o Uzumaki enquanto via os dois saindo pela porta.
Quando Sakura chegou no quarto junto com Itachi, Sasuke encarou o irmão e bufou, ele tinha certeza que ele não viria, mas acabou que ele veio.
–Oh Sasuke, tá dodói? — O primogênito se aproximou do irmão e lhe tocou a testa. — Caracas! Tá quente mesmo!
–Eu disse. — Suspirou a garota.
–Minha garganta tá doendo... — Murmurou o caçula.
–Sua voz tá pior que uma ovelha rouca. — Gargalhou o Uchiha. — Voz de traveco.
–Itachi! — Repreendeu Sakura.
Itachi parou de rir e se aproximou do ouvido do irmão. — Aproveita que tá todo podre e abuse do carinho dela. — Cochichou.
–Idiota. — Replicou.
–Tô te ajudando e é assim que me agradece. — Se afasta bufando. — Toma conta dele Sakura, vou ver o que posso fazer.
–Tá bom. — Assentiu e encarou o homem deitado. — Tá sentindo algo?
–Dor de cabeça, não consigo dormir por causa da tosse, febre e estou vendo a luz no final do túnel.
–Bobo. — Bateu na mão dele com uma expressão alegre. O puxou de forma que ele ficasse deitado com a cabeça em sua coxa, dessa forma ela podia fazer cafuné nele e o mesmo adormecer.
Ele finalmente estava quase dormindo quando foi surpreendido por seu irmão.
–Sasuke você está muito quente. — Jogou água gelada cheio de gelo nele. — Isso deve resolver.
–Ah! Me molhou toda! — Reclamou a rosada.
–Doente! Cria dos infernos! Eu tô mal e você me trata assim?! — Reclamou o moreno mais novo. — Você tem demência?!
–Ah, cala a boca, o site dizia que tem que abaixar a temperatura.
–Mas não assim, né? — Replicou Sakura. — Vai trocar de roupa Sasuke, se ficar molhado só vai piorar.
–Ah, eu tô com dor no corpo... Quero ficar deitado. — Resmungou.
–Não senhor! — Foi levantando a camisa dele. — Você vai se trocar nem que eu tenha que fazer isso!
Ele levantou os braços para que ela retirasse sua camisa, mas logo ela teve que tirar a calça dele.
–Tira você... — Falou levemente corada.
–Mas eu tô dodói... — Fez beicinho e só viu seu irmão o olhando com uma cara de "Esse é o meu garoto!".
–Tá bom. — Suspira rendida.
Demorou cerca de 2 minutos pra retirá-la, já que ela estava mais vermelha que beringela. (N/Leitores: mas berinjela é roxa... ; N/A: Ah, dane-se).
Mas a parte mais difícil foi a de pôr a roupa, já que ambos não entravam num acordo do que ele usaria.
–Quer saber Sasuke, dorme só de cueca mesmo! — Falou seu irmão.
–Ele pode pegar um resfriado assim! — Brigou a coisa rosa.
–Ele já tá uma merda mesmo. — Deu de ombros. — É só ele se cobrir direitinho que não tem problema.
–Não, ele tem que ir a enfermaria! Levanta Sasuke!
–Ah Sakura, eu não preciso de um hospital nem nada do tipo! — Reclamou com voz rouca.
–Precisa sim! Você está doente!
–Eu tenho certeza que se formos pra enfermaria, eu vou tomar injeção!
–O que eu disse? — Sussurrou o moreno mais velho para a Haruno.
–Mas ele nem chorou. — Sussurrou de volta.
–Aguarde e verá. — Ri baixinho.
–Vocês estão tramando alguma coisa pra cima de mim, não estão? — Bufou Sasuke.
–Claro que não! Não tem como eu fazer isso com meu irmãozinho favorito!
–Itachi, eu sou seu único irmão. — Revirou os olhos.
–Não exatamente, você é o meu único irmão vivo, o outro eu já me livrei.
–Como assim? — Indagou Sakura que estava perdida na conversa.
–Longa história. — Suspirou Sasuke.
–Minha mãe disse que eram trigêmeos, só que ela acabou perdendo um. E o médico disse que o que "morreu" era gêmeo idêntico do Sasuke! Pode isso? Já basta esse!
–Que horror Itachi! — Bufou a rosada.
–Preciso vomitar! — O caçula correu para o banheiro.
–Oh, depois que você terminar, nós vamos te levar pro hospital! — Lembrou o primogênito. — Vai pegando umas roupas pro Sasuke, Sakura.
–Tá.
Ambos pegaram umas mudas e estavam indo partir.
–Bora Sasuke! Tá cagando aí dentro ou tá vomitando o estômago também? — Itachi batia incansavelmente na porta.
Seu irmão saiu com uma cara péssima. — Aleluia! — Bufou Shuichi. — Toma suas roupas.
–Obrigado. — Balbuciou, quase não tinha mais voz.
Se trocou rapidinho e os acompanhou para fora da escola. Eles decidiram ir direto para o hospital, a enfermaria estava fechada naquela madrugada.
Chegaram ao hospital e Sasuke foi colocado sobre uma maca enquanto o médico anotava os sintomas dele.
–Bem, de acordo com os sintomas, foi bem o senhor ter vindo ao hospital. Isso que você está tendo são sintomas de uma infecção. Você comeu algum enlatado vencido?
–Não lembro... — Coçou a nuca.
–De qualquer forma, eu já sei como tratá-lo. Aguarde. — O médico se retirou.
–Viu Sasuke como foi bom ter vindo? — Disse a rosada.
–É. — Concordou meio cabisbaixo.
–Como você pega infecção se você só come salada?! — Indagou seu irmão. — É bichado mesmo, todo podre você!
–Ah, que saco! — Murmurou o caçula.
–Nasceu com defeito. — Bufa e recebe uma cotovelada da Haruno.
–Não liga pra ele Sasuke, vai ficar tudo bem. — Segurou na mão dele. — Nossa, você tá suando frio!
–Vou cantar uma musiquinha pra você relaxar. — Itachi limpou a garganta.
–Aí, ninguém merece! — Bufou Sasuke.
–Sei que você vai querer ser uma de nós!
–Depois o gay sou eu...
–Mas eu transo! Diferente de você que cheira calcinha pra depois bater punheta!
–Como assim? — Indagou Sakura.
–Mentira dele. — O moreno corou dos pés a cabeça. — Sakura, você também tá suando frio. O que houve?
–Eu? Nada. — Engoliu seco.
–Porque ela vai perder a aposta. — Riu o primogênito.
–Que aposta? — Quis saber. — Tem algo a ver comigo? Ou melhor, com o tratamento?
–Tanto faz, só não chore quando a enfermeira entrar por aquela porta, pelo amor de Deus! — Pediu Shuichi.
–Você vai chorar sim senhor! Nem que eu tenha que te espancar por tal coisa! — Replicou o Uchiha.
–O que é isso de chora e não chora? O que estão tramando?
Dito isso, o médico entrou no quarto e logo em seguida a enfermeira. E adivinhem? Ela carregava consigo uma agulha desumana.
Sasuke olhou aquilo, levantou da cama e tentou fugir, mas Itachi fez questão de segurá-lo.
–Não! Tudo! Qualquer coisa, mas eu não quero tomar Benzetacil! Olha o tamanho dessa agulha! — O caçula estava desesperado e seu irmão não conseguia parar de rir. — Isso é agulha pra cavalo! Shuichi me ajuda!
–Desculpa Sasuke, é para o seu bem. — Disse a rosada meio receosa.
–Não! Me larga Itachi!
O primogênito colocou o irmão novamente sobre a maca. — Vai ter que tomar INJEÇÃO! — Mostrou um sorriso like a psicopata.
E foi como o Uchiha mais velho disse: ele vai chorar só de ouvir a palavra "injeção".
–NÃÃÃO! PELO AMOR DE DEUS! NÃO! SHUICHI ME AJUDA PORRA!
–Aê! Ganhei! Eu ganhei! Eu ganhei! — Itachi começou a fazer a dancinha da vitória.
–Merda! — Bufou Sakura.
–Vocês planejaram tudo isso, né? Vai ter volta seus bando de cornos! Vai ter! Me aguardem, pois quando eu me recuperar eu vou fazer vocês sentirem a mesma dor que eu sen... Aaaah! — A injeção foi aplicada, e no bumbum.
–Ah! Como eu adoro isso! — O primogênito dançava igual um louco no quarto em meio a risadas, enquanto isso Sasuke chorava e a Sakura se lamentava.
Voltaram para casa carregando o caçula que chorou tanto que no final desmaiou. E o moreno mais velho cantava super empolgado.
–Que saco! — Resmungou a rosada enquanto caminhava pelo corredor ao lado de Itachi. — Por que ele teve que chorar? — Fuzilou Sasuke que dormia nas costas do irmão.
–Mas não foi de tudo ruim pra você, né? — Sorriu olhando para ela. — Vocês vão dar um belo de um beijo. — Ri.
–Mas isso é constrangedor!
–Mas tudo bem, né? — Indagou. — Afinal, vocês se gostam...
Ela corou.
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