Rachel Black
6 Jogo
Notas iniciais
―Droga de televisão com sinal ruim! ― Disse Jacob desligando-a com raiva.
―Você precisa se acalmar. ―falei enquanto me sentava ao seu lado no sofá. ― olha quem fala, logo você que costuma pirar com tudo que está fora do seu controle. ― Disse arqueando as sobrancelhas.
―Exatamente, eu que sou assim, você não. ―Respondi enquanto olhava nos seus olhos― você mudou, Jacob, está diferente.
―Você está diferente também ―falou, agora encarando a televisão desligada―seu cabelo não está mais escuro como antes, o que você fez, luzes?
Ele virou, pegou uma mecha do meu cabelo e enrolou nos dedos, bati na mão dele.
―Eu tô falando sério, Jacob, você não era assim. Está o tempo todo triste, incomodado com algo e zangado.
Ele não me respondeu desta vez, voltou a olhar para a televisão desligada.
―Se isso é por causa da Bella ―Continuei com cuidado―você
não...
― Por favor, Rachel, não. ―Ele me cortou antes que pudesse continuar.- Eu já estou cansado de todos me dando conselhos.
Falou olhando nos meus olhos, e eu pude ver que ele realmente estava sofrendo e nenhuma das minhas palavras iriam diminuir o que ele estava sentindo, o que fez me sentir inútil e eu odiei isso.
―Okay, eu só queria te ajudar, não vou forçar mais eu prometo.―Ele retribuiu com um sorriso fechado e apagado. ―é só que você sempre foi meu irmãozinho e eu sempre senti uma necessidade de te proteger ou te fazer se sentir melhor sobre algo.
―É, eu sei. ―Virando-se para mim, me encarou e sorriu de verdade―Eu lembro quando você ameaçou espancar o seu colega de classe com um taco de beisebol depois que eu te contei que ele disse que iria me bater.
Eu também ri.
―Você deveria ter me agradecido e não ter ficado bravo comigo do jeito que ficou.
―É claro que fiquei bravo, eu tinha toda razão! Uma garota te defendendo na frente de todo os seus amigos? Eu fui zoado uma semana inteira. ''Não mexam com o Jacob ou ele vai chamar a irmã dele com seu taco de beisebol''
Eu ri ainda mais.
―Para de ser chorão.
―Eu realmente mudei ―Disse depois de um período de silêncio. ―Não só por causa da Bella mas por outras coisas.
―Que outras coisas? ― Quis saber
―Nada, eu não deveria nem ter falado isso. ―Respondeu, tentando fazer pouco casa.
―Hã? Como assim? Claro que é alguma coisa, pode me contar Jacob.
Alguém bateu na porta antes que ele pudesse me responder.
―Entra! ―Jacob gritou e Embry, seu amigo de infância, apareceu no corredor vindo e direção em direção á sala.
―Hey, Jake, Rachel.
―Embry! ―Levantei e o abracei ―Quanto tempo. Olha para você, quase tão alto quanto Jacob, o que está havendo por aqui será que é algo na água? ―Brinquei, mas ele estava mesmo muito alto.
―Talvez. ― Sorriu timidamente. ―Jacob, o pessoal está todo lá na praia e eu vim te chamar.
―Ok, Ok vamos lá.
―Será que eu poderia ser convidada também? ―Perguntei, eles se olharam por uns segundos― Se não quiserem que eu vá...
―Você irá do mesmo jeito.
―Você me conhece tão bem.
Chegando lá encontramos a praia bem mais lotada do que no primeiro dia que cheguei, o que não foi uma surpresa, pois hoje o clima estava bem quente coisa que não acontece com tanta frequência aqui, só em época de verão como agora, e os turistas e moradores de Forks sempre vêm para cá nesses dias. O lugar onde estava o grupo de Jacob era um pouco menos lotado. Reconheci as pessoas que estavam lá, é claro, porque Lah Push não é muito grande, então ninguém era desconhecido exceto uma pessoa, uma mulher que tinha três profundas cicatrizes deformando o lado direito do seu rosto não a encarei muito. Até Paul estava lá, cumprimentei a todos.
―Viu, pessoal, eu disse que eu conseguiria trazê-lo aqui. Não só consegui como trouxe a Rachel de bônus. ―Anunciou Embry todo cheio de si.
.
―Eu adorei o bônus ―Paul respondeu com aquele sorriso arrogante, ele estava me provocando, mas para a decepção dele hoje eu estava de bom humor estão não me dei o trabalho de responder.
―Se controla, Paul. ―Quil, que também estava lá, o censurou.
Assim os minutos passaram ficamos lá na praia conversando e brincando, apesar de eu conhecer quase todos ali eu nunca tinha passando um tempo com eles. Descobri que a mulher da cicatriz se chamava Emily e é a nova namorada de Sam, eu já tinha ouvido falar sobre ela e de toda o drama que envolvia ela, Sam e sua prima Leah, que é ex de Sam. Kim que me pareceu uma garota simpática, apesar de sua timidez a impedir de se enturmar mais, ficou o tempo todo escondida atrás do Jared, seu namorado. Paul mandando suas indiretas bem diretas para mim o tempo todo e dessa vez eu não me revoltei ou rebati eu deixei que ele continuasse fingindo que ele estava me ganhando atingindo seu objetivo, sem ele perceber eu resolvi entrar no seu jogo, mas jogando sob as minhas regras. Mais tarde, meu primo Collin chegou com seu amigo Brady.
―A bebida acabou. ―Sam anunciou. ―Paul é sua vez de comprar.
―Okay. ―Disse e se levantou resignado.
―Eu vou com você.―Falei o fazendo se espantar, o que me fez querer rir.
―Sério que você quer ir comigo?
Perguntou, seu rosto transmitia incredulidade.
―É, por que? Algum problema?
―Não! Problema nenhum. ―Falou depressa―Vamos.
No caminho até a loja, não conversamos, acho que por essa ele não esperava mesmo.
― Então... ― Quebrei o silêncio.
―Então... ―Repetiu.
―Você estava falando tanto, agora tá todo calado, é porque está longe dos seus amigos? Só com eles por perto que tem coragem de falar comigo? ―Falei parando―o na porta da loja.
―Não, não é isso. ―Respondeu me olhando nos olhos―É só que... Pode não parecer mas ficar sozinho com você me deixa nervoso.
Falou e estão desviou o olhar e entramos na loja, fomos para a sessão de bebidas.
― Então eu te deixo nervosa―Disse sorrindo―Isso é uma novidade, porque realmente não parece, você passa tanta autoconfiança que chega a irritar.
―Mas é a verdade. ―Ele pegou algumas bebidas e foi colocando na cesta.
Ele pareceu ser sincero. Pensei sobre o que tia Connie tinha dito dois dias atrás sobre seguir em frente, bem esse era um começo.
Com um sorriso malicioso cheguei mais perto e disse:
―Bem, a gente podia sair um dia desses, aí a nós conversaríamos e você me conheceria melhor e talvez ficasse menos nervoso.
A nossa proximidade o deixou um pouco deslumbrado, ele deixou cair uma lata de coca que fez um barulho alto contra o piso de madeira e chamou a atenção da Tiffany Call que estava atrás da caixa registradora lendo uma revista, por sorte não estourou só ficou um pouco amassada.
―Você tá falando sério?― Perguntou desconfiado
―Por que não estaria?
Ele não disse nada só mexeu os ombros.
―É melhor a gente pagar logo isso e voltar para a praia.
Ele pagou e saímos da loja.
― Oito horas- eu disse enquanto andava na direção contrária da praia.
―O que? Aonde você está indo?
―Oito horas você passa lá em casa e a gente sai pra algum lugar, okay?
―Ok, você não vai voltar para praia?―Perguntou sorrindo.
―Chega de praia por hoje. Vê se não demora mais tarde eu odeio ter que esperar.
Dito isto, virei as costas e andei em direção à minha casa.
Esta noite vai ser interessante.
Pensei comigo mesma.
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