Notas iniciais
Gente desculpem a demora, esse cap já estava pronto, mas como teve e manutenção e eu viajei n tive tempo. Boa Leitura...

Eu me arrependi do que fiz com Jorge, com Raquel. Mas não do que fiz com Daniel.

Aquele desgraçado, imbecil duma figa! Queria me tratar como um brinquedinho! Claro, ele deve ter pensado que sou uma idiota do naipe dele para aceitar uma coisa daquelas. Cara de pau idiota!

Mas eu ainda gosto dele.

Droga!

Burra! Burra! Burra!

Ai mas se ele pensa que vai ficar assim ele está completamente enganado! Vou fazer esse credito implorar pra entrar novamente no útero, ou não me chamo Rachael Alves!

Abro a porta e entro em casa.
Uma hora vou ter que contar a verdade para Raquel. Para Jorge.

Droga!

Burra! Burra! Burra!

Por que eu trai os dois?! O que eu tenho na cabeça!?

Como sou idiota!

ARGH!

–Como foi?

Rebeca aparece da cozinha com um prato de comida na mão. Arroz, feijão e ovo frito. Comida de preguiçosos sobreviventes.

–Eu o deixei estéreo.

Mas tomara que ele esteja preparado, isso vei ser só o início.

Ele quer jogar? Então vamos jogar Daniel. A única diferença é que eu nunca desisto até conseguir o que quero, custe o que custar. Não estou acostumada a perder.

Jogo minha bolsa no sofá e ela me encara com uma expressão divertida.

–Você o que?

–Chutei o saco dele.

–Mas eu pensei que ficariam juntos. Cara você é demais! Você tem Audácia, ou burrice, de chutar o saco do cara que gosta!

–Ele é um idiota.

Começo a chorar sem perceber.

Caio no sofá.

–Ele queria fazer um acordo idiota de namorarmos escondidos, para não magoar ninguém. Dá pra acreditar?

–Ele é mais burro do que eu pensava. Como se a Rachael cheia de orgulho aceitasse.

–Acho que terei que concordar.

Mais lágrimas.

Odeio quando começo a chorar. Não consigo parar. Além do fato de ser extremamente nojento. Soluço enquanto fungo.

Rebeca — que é um amor de pessoa — diz:

–Isso não a torna menos idiota. Você traiu seu namorado, sua melhor amiga, além de acabar rejeitando o cara que gostava. Uma hora vai ter que contar a verdade para todos. Minha amiga, tu não é flor que se cheire.

Ok, acho que estou me acostumando a perder.

Eu já estava me sentindo um lixo, mas com ela do meu lado eu descobri que as coisas poderiam ficar pior.

Realmente, Rebeca precisava aprender a calar a boca.

Mas, infelizmente, tudo que ela disse era verdade.

Caguei com tudo pra limpar toda a merda e acabar com a cara na privada.

Deus. Até minhas filosofias são uma merda.

–Mas eae, como vai contar pra ela?

–Ai eu sou uma pessoa horrível! -Soluço novamente.

–Eu não discordo.

Não preciso dizer que isso não ajudou em nada.

–Quer assistir Razão e Sensibilidade?

Pensei que não fosse capaz, mas ela fez com que eu chore ainda mais.

–Você vai ser uma médica tão ruim que vai ter que pagar pro Wilson pra dizer que o paciente está morrendo.

–Por Deus Marianne! Pare de chorar! Você tem que fazer alguma coisa.

Olho para ela e sei que ela tem razão. Sei exatamente o que vou fazer.

–----

–Sam?

–Oi pra você também — diz ele pelo telefone.

–Preciso de sua ajuda.

–Claro que estou bem, desculpe a falta de educação.

–Está desculpado.

–Agora você me escuta?

–Cale a boca! É urgente.

Me jogo na minha cama. Estou com (o novo) celular do Ronaldo, porque nunca tenho créditos, e ele tem. Como eu peguei emprestado sem ele ver tenho que devolver logo.

–Preciso de sua ajuda. Quero que você me coloque nas apresentações de música do mês que vem, para o grand finale.

–E o que você pretende fazer?

Dou um sorriso.

–------

Decido que é momento de contar tudo para Jorge, logo depois para Raquel.

Tomo um banho e fico um tempo lavando o rosto para tentar tirar o caminho das lágrimas. Rebeca decide fazer uma maquiagem em mim.

–É melhor para eles não se assustarem com essa sua cara de exorcista — explicou ela.

Eu termino de arrumar meu cabelo e pego as chaves para sair, mas então a campainha toca.

Vou atender e quando abro a porta vejo o motivo da minha saída lá no meu portão.

–Jorge! Eu estava agora indo encontra-lo!

Abro o portão e damos um selinho.

–Precisamos conversar. -Dizemos em uni som.

–Pode falar primeiro — diz ele.

–Não, por favor, estou curiosa.

Onde está a coragem? O que ele vai dizer?

Ai que nojo estou suando feito sorvete no verão.

–No és una buena noticia.

Definitivamente preciso melhorar meu espanhol.

Talvez se eu falar rápido o suficiente e chorar depois, ele não vai me entender. Humm boa ideia. Ou não. Só porque sou uma idiota na língua dele, não significa que ele seja da minha.

–O que foi? -pergunto cautelosa.

–Volver a España

Notas finais
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