ah, mar

tu que és o chão sem ar

as correntezas e mares

os barcos e navios, que flutuam pela imensidão

todos seguindo para o mesmo lugar, mas indo em lugares diferentes

ah, mar

o rio sem fim

que reflete o por do sol

no fim da tarde

dono de tantos olhares, beijos e retratos

as memórias deixadas pelo tempo se acumulam

ah, mar

me perco nessa sua beleza hipnótica

me fixo nas ondas que quebram

ao chegar na areia

ah, mar

tua calmaria me fascina

me ensina a ser tão calmo

mesmo com tantos seres dentro de ti

que estão perdendo a vida e dando um fim

ah, mar

és tão imenso

está em todo lugar

mas tem aparências tão diferentes

está sendo tão maltratado

tu que matas sem remorso ou hesitação

ah, mar

amar!

o mar.