RPG: Uma aventura mais que real
1 Único
Era um dia normal. Ou melhor. Em uma noite normal, um grupo de amigos se divertia dançando e fazendo piadas ao som de musicas aleatórias e diversas. Uma pequena festa onde todos riam loucamente. Guilherme, um moreno alto, de cabelos encaracolado castanho escuro. Era o anfitrião. Dançava ao som da musica eletrônica de forma bem "hetera" juntamente com os amigos.
Cansados de dançar, se reuniram em volta da mesa pra jogar o tão famoso Verdade ou Consequência. Girando uma garrafa de refrigerante vazia. Piadas não faltaram. Risos vieram em uma grandiosa quantidade. Mas não demorou até o fim do jogo. Logo veio o bolo. Depois de cantar a musica de parabenização desnecessariamente alto, comeram o tão belíssimo bolo.
Depois de comer, alguém jogou no ar a idéia de jogar RPG. O anfitrião ficou animado logo de cara. E la estavam todos novamente na mesa, preparados pra jogar e com as idéias borbulhando.
Era quase meia noite. João Luiz ou apenas Luiz, o unico adulto depois dos país do anfitrião, era quem mestrava o jogo. Todos se divertiam. Ao todo, eram seis jogando. Os dados rolaram, mas algo diferente aconteceu. Quando um dos dados de 20 lados tocou a mesa, uma faisca saiu dele. Sem entender, um deles pegou o dado o analisando. Girou nas pontas dos dedos, rolou o pequeno objeto na mesa, mas nada. Sem se importar muito, os seis amigos continuaram jogando. De repente, o dado soltou outra faisca. Na verdade, varias faiscas. Assustados, os sei se levantaram das cadeiras observando com espanto o dado faiscando e girando sozinho no meio da mesa. Uma luz avermelhada emanava do dado como se ele pegasse fogo. Essa luz, de repente se tornou insuportável a ponto de todos fecharem seus olhos e virar o rosto.
Aquele enorme clarão se tounou um beu. Ao abrir novamente os olhos, não estavam mais em volta de uma mesa. Sequer usavam as mesmas roupas de antes. Estavam em uma campina florida, cercada por arvores de todos os lados. Confusos e assustados se entreolhavam.
—Onde a gente esta?-perguntou Gulherme que usava um manto escuro com detalhes discretos em vermelho, tinha consigo um cajado.
—Não faço a menor idéia.-respondeu Luiz. Ele usava roupas esverdeadas, tinha um arco e uma bolsa com flechas.
—A gente estava jogando RPG e de repente estamos aqui assim... Não estou entendendo mais nada.-disse Murilo, um garoto moreno que trajava uma armadura e tinha na cintura uma espada.
—Só sei que ta estranho esse negócio.-disse Maira. Uma garota morena que trajava roupas de tons de marrom, verde e preto. Tinha consigo uma espada curta e uma adaga.
—Acho que deveriamos sair daqui. Sabe... Pode ter alguma coisa na floresta capaz de nos matar ou sei lá.-disse Henrique. Um rapaz de óculos que trajava um manto escuro e tinha consigo um livro grosso.
—Tenho um mau pressentimento...-disse Lucas. Um rapaz alto de cabelos castanhos que trajava roupas amarronzadas. Uma pele de animal decaia por seus ombros. Ele carregava consigo um machado bem grande e uma adaga.
—Vamos andando então. Precisamos descobrir uma maneira de voltar pra casa.-disse Luiz tomando a frente.
Os seis amigos caminharam pela floresta temerosos mas determinados. Sobre as copas das árvores, a pouca luz iluminava uma pequena trilha. Seguiram por ela por um longo tempo. Conforme andavam, fitas começaram a aparecer nas arvores. Fitas coloridas e longas. Tiras de um tecido fino quase transparente. Quanto mais avançavam, mais apareciam.
Um brilho prateado em meio as fitas chamou a atenção de Guilherme. Ao se aproximar, percebeu se tratar de uma corrente. Quando as densas árvores deram trégua abrindo-se em uma campina, um enorme castelo em ruínas podia ser visto. Agora, em meio as fitas haviam muitas correntes. Nas ruinas haviam fitas em apenas uma das varias torres. O restante do castelo era envolto apenas por correntes. Todos se sentiam atraídos. Um desejo latente por entrar naquele lugar. Todos menos Guilherme. Este, sentiu que havia algo errado naquele lugar. Havia uma aura estranha nas correntes.
—Pessoal, eu sinto que algo errado com esse lugar...-disse Guilherme incerto.
—Ja eu quero muito ver o que tem lá dentro.-disse Maira.
—Vamos lá dar uma olhada!-disse Henrique.
E assim todos simplesmente cruzaram o portão. Guilherme, foi um pouco mais atrás, inseguro. Os seis andavam juntos. O lugar era imenso. Ao entrar em um grandioso salão, todos sentiram um calafrio lhes percorrer as costas. Uma sensação ruim. Um rugido aterrorizante cortou o silêncio. Diante deles, naquele enorme salão, havia uma enorme criatura. O corpo era semelhante ao de um rato, a cabeça era semelhante a de um lobo. Sua longa calda de escorpião quase tocava o teto. O pelo cinzento cheio de falhas e cicatrizes. Uma criatura medonha de olhos brilhantes e vermelhos como sangue. Dentes e garras afiadas como lâminas, porntos para dilacerar qualquer coisa.
—Corram!-gritou Luiz.
Os seis correram para a saida. Com isso a criatura cospiu uma bola fogo que atingiu a porta. Algumas partes da parede desmoronaram impedindo a passagem.
—Aquela coisa cospe fogo!-gritou Guilherme desesperado.
—Aparentemente sim!-respondeu Lucas.
A criatura rugiu outra vez e avançou contra os seis. Em reflexo, Guilherme ergueu suas mão fchando os olhos. De repente, uma barreira de energia impedia que a criatura os alcançasse. Com rapidez, Henrique folheou seu livro e erguei sua mão se concentrando. Uma energia fria se formou na ponta de seus dedos e se juntou no ar formando uma lança de gelo. A lança mirava a cabeça da criatura, mas o medo o fazia tremer. A arma de gelo foi lançada, mas não chegou ao seu alvo inicial. Acertou apenas a ponta da calda da criatura que urrou parecendo mais irritada.
Com um golpe mais poderoso da criatura, a barreira que os protegia foi quebrada. Rapidamente, Luíz atirou uma de suas varias flechas que passou raspando no focinho da fera. Luís correu rente a parede atirando mais flechas e atraindo a atenção besta para si. Antes que a mesma o acertasse com sua calda, Guilherme a atingiu com uma bola de fogo. Maira correu juntamente com lucas e Murilo pra o outro lado do salão. Henrique, Gulherme e Luiz distraíram a criatura revezando seus ataques. Maira escalou uma pilastra encaixando a adaga nas rachaduras e usando de apoio. Lucas com seu machado, corria e fazia cortes nas patas. Murilo também escalava uma das pilastras, mas não era tão ágil quanto a garota. Sua armadura também não ajudava muito.
A criatura não sabia a quem atacar. As flechas, cortes, bolas de fogo e lanças de gelo não causavam tanto dano à criatura, mas faziam-na recuar. A besta começou a lançar bolas de fogo pra todos os lados desesperadamente. Pedras começaram a cair. O salão estava desmoronando por causa das bolas de fogo descontroladas da besta.
Mais um rugido. Desta vez, por causa da espada que Maira infincou em um dos olhos. A garota tinha saltado da pilatra e agarrado-se a uma das orelhas daquela critura. A besta por sua vez, sacodiu a cabeça de um lado a outro. O movimento lançou a garota que bateu as costas contra o monte de escombros que selavam a porta.
Quando chegou ao topo da pilastra, Murilo se lançou contra a fera e atravessou a garganta da criatura com a lâmina finalmente a matando. Os seis se reuniram na unica saida do lugar. Uma porta que dava pra uma escadaria. Mais uma vez, não tinham saida a não ser seguir em frente. A escadaria parecia não ter fim. Quando fianlmente chegaram ao fim da escadaria, suspiraram aliviados. Ao adentrar, nem parecia que estavam em um castelo em ruinas de tão belo que era o comodo. Um grandioso quarto com uma grande cama em frente a uma enorme janela. Observaram cada detalhe do lugar. Haviam as fitas coloridas por toda a parte.
—A gente ta mesmo no castelo em ruinas?-disse Maira distraida com as fitas que dançavam graciosamente com brisa suava que vinha da janela.
Mas algo lhes camou a atenção. Um corpo esguio enrosacado aos lençóis. Os longos cabelos brancos epalhados pela cama pareciam brilhar. A pele tão pálida e delicada que se assemelhava a porcelana. Uma jovem belissima que dormia tranquilamente.
Lentamente, ela abriu os olhos revelando o mais lindo azul ja visto. Um azul com um leve tom de prateado que parecia tão profundo. Aqueles olhos pareciam brilhar. O rosto era fino e delicado. De fato, se parecia com uma boneca. Ela se levantou da cama. Cada movimento era suave com a brisa do lado de fora. De pé, era a mais baixa dentre todos no cômodo e parecia não ter mais do que 15 anos.
—Vocês me libertaram...-disse ela com uma voz doce e baixa.
—Quem é você?-disse Lucas.
—Sou Ametista. Graças a vocês eu não estou mais aprisionada. Posso finalmente restaurar minha casa e viver em paz.-disse sorrindo gentilmente.
—Agora só falta a gente ir pra casa né galera?-disse Maira tirando todos do transe.
—Vocês não são daqui?-perguntou suspresa, mas logo em seguida sorriu.-Não se preocupem. Eu posso dar um jeito nisso.-disse sorrindo.
—Como?-perguntou Luiz.
—Assim...-ela ergeu suas mãos e as fitas no chão começaram a levitar.
As fitas circulavam os seis voando ao seu redor. O lugar ia se tornando mais claro. Cada vez mais iluminado. Até não ser possivel manter os olhos abertos.
—Obrigada guerreiros...-ouviram a voz suave ecoar baixa antes de perderem consciência.
(...)
Ao despertar novamente, se viram sentados ao redor de uma mesa. Os dados sobre ela brilhavam. Cada um de uma cor. Os seis se encararam. Na mesa, seis dados brilhavam em cores deferentes. Guilherme se levantou e tocou no dado que tinha um brilho azulado. Este faiscou mas nada acontenceu. Os outros fizeram o mesmo. Os dados brilhavam como vagalumes. Os dados faiscaram ao mesmo tempo. Em cada um dos seis, surgiu uma marca. Uma tatuagem da arma que usaram anteriormente surgiu no quadril. Adaga, livro, machado, cajado, arco e espada. Cada uma em seu respectivo usuário.
Aquilo era confuso. Mal sabiam os seis que estavam em um caminho sem volta
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