RPG: A origem do império
1 Capítulo 1
RPG: A origem do império
Capítulo 1-Encontro entre raças- parte 1
A cidade Todionk, construída entre meio às árvores da terra de Ayers; habitada pelos puros do Ocidente ao Oriente. Todionk era uma gigantesca cidade, com os elfos transitando por todos os locais da metrópole, vivendo normalmente suas vidas, sem ao menos imaginar que tudo isso poderia mudar.
No primeiro raio de sol do dia, estavam Radyle, Eligrow e Dally caçando na floresta Tronvik. As copas das árvores cobriam grande parte da luz, deixando apenas uma pequena quantidade iluminar o interior da floresta.
—Temos que pegar algo hoje. -Falou Eligrow, segurando seu arco. As longas madeixas douradas se agitavam com o fraco sopro do vento. O elfo usava um longo casaco de couro, os olhos azuis miravam os dois amigos que o acompanhavam.
—Mas nós sempre conseguimos capturar uma presa. -Retrucou Radyle, com uma ponta de sorriso no rosto claro; os profundos olhos cor azul safira fixavam-se no jovem Eligrow.
Os pássaros pulavam de galho em galho nas árvores, recitando uma melodia confortante para os ouvidos dos presentes.
—Vamos nos separar. -Disse Eligrow com tom de ordenança.
—Por que você quer que nos separemos? -Perguntou Dally, pendurando o arco de volta nas costas.
Eligrow olhou friamente para a jovem, e respondeu com rispidez na voz:
—Não quero que me atrapalhem. -Eligrow jogou o arco de volta em suas costas e adentrou mais fundo na floresta. Radyle sorriu ironicamente enquanto observava o elfo escalar uma das gigantescas árvores.
—Não acredito que ele disse isso! -Exclamou Dally, jogando o longo e dourado cabelo para trás.
—Eligrow é muito orgulhoso, não ligue para o que ele disse. -Os olhos de Radyle brilhavam enquanto olhava para o alto das árvores.
—Vai fazer caçada solo também Radyle? -Perguntou Dally para o jovem. O longo casaco negro batia até o solo úmido, mas não escondia as curvas de uma mulher em sua juventude.
—Não posso deixar você Dally. -Radyle caminhava até a bela elfa.-Mas já não estoyi com vontade de caçar. -Proferiu o elfo, se assentando no chão banhado pelas gotas de orvalho que deslizavam das plantas próximas.
—Por que se assentou? -Indagou a jovem olhando atentamente para Radyle, esperando sua resposta.
Os olhos profundos do elfo apontaram para o rosto de Dally, que reluzia com o fino raio de luz que entrava por dentre a folhagem de uma das muitas árvores.
—Ei disse que não iria te deixar sozinha. -Falou Radyle com um tom confortável na voz. -Mas preciso meditar. Se quiser me fazer companhia.
—Acho que não. -Dally apontou um sorriso meigo no seu rosto pálido.-Não gosto muito de meditação. -Os longos cachos dourados da jovem balançavam para o lado ao qual o vento guiasse. O longo casaco negro acompanhava o movimento do cabelo. -Vou esperae você em Todionk.
Radyle olhava para a jovem correndo entre as árvores , indo em direção a saída da floresta, fechando os olhos lentamente. O elfo jazia em paz absoluta, não ouvia nada além do sopro do vento e o assobiar dos pássaros. O jovem se sentia uma parte de Tronvik. Não sentia nada, mas ao mesmo tempo percebia tudo ao seu redor. As horas se passaram, a luz da bela manhã se convertera no iluminar do pôr do sol.
Os olhos de Radyle abriram-se lentamente, o local onde só havia pássaros e um jovem elfo, estava repleto de animais.
—Acho que isso já foi suficiente. -Pensou Radyle se colocando de pé e e abanando à poeira do casaco.
O jovem escalou uma gigantesca árvore, se apoiando de galho em galho, impulsionando seu corpo para cima até chegar no topo. A copa da árvore estava banhada pelo dourado brilho do pôr do sol no horizonte.
Radyle observava com admiração o lindo repousar do sol entre as montanhas de Nagaram. Os olhos azuis brilhavam como nunca, as madeixas loiras do elfo eram levadas para trás, revelando suas orelhas pontudas.
A luz do sol desapareceu, lentamente até sobrar apenas o iluminar da lua; o jovem admirou a paisagem ao seu redor, e em um movimento instantâneo e quase qye involuntário, levou seu olhar para um pequeno vilarejo ao norte da floresta.
—Nunca havia percebido isso. -Pensou Radyle, olhando fixamente para o pequeno local. -Há dez anos qie não subo aqui, deve ser esse o motivo pelo qual não a percebi.
Agora que já tinha se passado um curto período de tempo en que a lua tomara o lugar do sol, as estrelas que a acompanhavam pontilhavam o grande tecido tecido negro acima de sua cabeça.
O jovem continuo fuzilando no lugar com seus cintilantes olhos azuis, pensando em qual seria sua ação depois de ver aquele vilarejo.
—Devo ou não dar uma olhada naquele lugar? -Perguntou Radyle para si mesmo.
O elfo deu um pulo e se agarrou em um dos galhos da árvore mais próxima, e com um um movimento giratório mergulhou em uma espantosa velocidade, chocando os pés no solo escuro de debaixo das gigantescas.
Ao chegar até a entrada do vilarejo, Radyle cobriu sua cabeça com com o capuz negro de sia vestimenta, com intenção de esconder suas pontudas orelhas de elfo.
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Capítulo 1- Encontro entre raças- parte 2
O lugar era rústico, com pouquíssimas casas construídas ao redor de um pequeno poço. Não havia ninguém fora de suas residências, como se estivessem esperando algo.
—O sol acabou de se por, e todos os que devem habitar aqui estão em suas casas? -Radyle fez uma pergunta retórica para si, estudando a arquitetura do pequeno vilarejo. De uma casa um pouco mais próxima do poço do que as outras, surgiu uma jovem mulher com um simples balde feito de tábuas de madeira. A expressão da moça era preocupada, esperando que acontecesse algo ruim. Mas a a feição da jovem naquele momento não diminuía a beleza da mulher. Os longos e reluzentes cabelos negros como o céu noturno eram guiados pela direção do cortante vento que tomava o lugar. As maçãs do rosto eram impecáveis. Os atenciosos olhos da moça, miravam o poço localizado no centro da vila. Radyle ficou admirado ao ver aquela linda mulher. o vestido branco da jovem se movia em sincronia com o casaco negro do elfo. -Quem é você? -Perguntou a moça se aproximando de Radyle, com uma expressão de espanto. O elfo olhou fixamente para os profundos olgos negros da jovem, ainda admirado, paralisado pelo encanto que sofrera ao ver uma figura tão bela. O coração disparou em uma velocidade sobrenatural; um grande nó se formou no estômago do elfo, permitindo-lhe apenas dizer: -Eu sou Radyle, Radyle Ayers. -O coração do jovem batia cada vez mais rápido quando os negros olhos da moça, penetravam em suas pupilas cor de safira. -O que você quer Radyle? -Bradou a jovem, com uma extrema frieza na voz. -Só estou examinando esse local. -Respondeu Radyle, e ao mesmo tempo retribuindo a rispidez da jovem. -E quem é você? A moça deu de ombros a Radyle, caminhando graciosamente até o poço feito de pedras. Uma grande nuvem negra encobriu o lugar. O vento cortava às copas das árvores; o longo casaco do jovem se agitava loucamente, sendo guiado pelo sopro do impetuoso. Uma grande nuvem negra encobriu o luar, o vento cortava as copas das árvores, fazendo-as se moverem brutalmente para todas as direções. -Eles chegaram! -A garota exclamou, olhando espantosamente para a grande floresta ao norte. -Eles quem? -Radyle fez a pergunta com tom calmo na voz, olhando fixamente para onde a moça mirava seus olhos. -Os lobos híbridos! -A jovem largou o balde de madeira que despencou e se desfez ao chocar-se com o solo seco do local, virando-se para correr até sua casa. -Espere! -Radyle segurou o braço esquerdo da mulher, que olhou para o elfo com uma feição assustada no rosto. -Explique o que está acontecendo por favor, não deixarei que nada aconteça com você. -O semblante calmo do rapaz se converteu para o de um homem sério, preparado para o que for que viesse. Um homem já com uma aparência mais velha, saiu da mesma casa na qual saíra a jovem; gritando pelo nome da garota; e com a mesma expressão de preocupação. -Edda! -Pai! -Gritou a garota Edda, afastando as mãos do elfo de seu braço. Radyle agarrou novamente o braço de Edda, e proferiu uma frase em um tom tão sério, que intimidou a jovem. -Me explique o que está acontecendo, ou não poderei ajudar. O homem ao fundo corria na direção em que os dois estavam, e exclamou com toda força que tinha. -Largue minha filha seu monstro! -O velho que a cada passo se aproximava mais dos dois indivíduos, portava entre as mãos uma pá de ferro. Edda olhou para o pai que corria furioso, em seguida virou os olhos negros para o elfo, que a fuzilava com as esferas azuis em seu rosto. -Pare pai! -Gritou a mulher para o fadigado pai que expressava vontade de desistir da sua corrida, mas não se deteu em proteger a filha. -Ele irá nos ajudar! -Completou a jovem. Mesmo ouvindo a Edda, o homem não parou, e momento em que se aproximou de Radyle o acertou com um golpe de pá na cabeça. A única reação do elfo foi olhar odiosamente para o velho, que arregalou os olhos, segurou a jovem pelos braços da filha e falou espantado. -Vamos nos esconder Edda! -Ei já disse pai, ele irá nos ajudar.-Explicou a moça, lançando às mãos do veterano para o ar. No alto das árvores ao longe, surgiu de dentre as folhagens, um lobo com corpo humano mas coberto pela pelagem do canino. -Se puder falar mais rápido, ficaria agradecido! -Exclamou Radyle com impaciência. Edda abaixou sua cabeça, e deu início a sua narração. -A pouco tempo, eu e meu pai nos mudamos para esse vilarejo, pois fomos expulsos do lugar onde habitávamos por culpa desses híbridos. Eles perseguem a família Allard a trezentos anos, e ainda não sabemos o motivo; agora, eles nos encontraram novamente. -Explicou a moça, com a mão sobre o peito, observando a legião de híbridos que surgira do interior da floresta. -Por favor, nos ajude! -Suplicou Edda, segurando às mãos de Radyle. A seriedade que envolvia o rosto do jovem se encobriu por um sorriso irônico; os tênues fios loiros se jogavam ao vento, o casaco negro se movia desesperadamente na direção do frio sopro do mesmo. -Entrem para sua casa, não quero que se machuquem. -Bradou o elfo desprendendo o longo arco de madeira de carvalho polido de suas costas. Edda e seu pai correram em direção a pequena casa de madeira com teto de palha, permanecendo dentro da frágil residência e observando o jovem. -Parece que terei espectadores agora. -Pensou Radyle, ainda com o sorriso no rosto, apenas observando os olhares dos curiosos dentro de suas pequenas casas. O elfo fechou os olhos e proferiu a seguinte frase em sua mente: -Iava ti soluretê perêmia saurei.-Ao pronunciar as frase dentro de sua consciência, Radyle se conectou à mente dos dois amigos. -Eligrow, Dally, preciso da ajuda de vocês. Estou em uma vila ao norte da floresta Tronvik; que está prestes a ser destruída por híbridos; venham rápido. -As pálpebras do elfo se abriram; a nuvem que cobria a luz da lua, se afastou dando lugar para a luminosidade do luar se revelar novamente. No momento em que a grande barreira no céu locomoveu-se para longe da esfera que brilhava no tecido negro, a legião dos híbridos partiu em disparada, mirando o elfo com seus olhos vermelhos como sangue, o pelo negro deixava um rastro sombrio no ar, que se misturava à escuridão da noite. -Já é hora de agir. -Radyle puxou uma das flechas que carregava de suas costas, e a atirou em direção ao híbrido que vinha pela frente da legião, cravando-a no centro da cara do lobo, o fazendo rolar para trás e ser pisoteado pelo resto que vinha em seguida.
Notas finais
Obrigado
J. S. Costa
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