REVENGE - A Vingança!

6 Capítulo 5 - O “não”


Notas iniciais
Oi pessoas (tem pessoas aqui? Até ontem não tinha). Se tiver alguém lendo, me deixe sua opinião, tipo se tá ruim, bom, o que precisa melhorar.... :p Bjs

Gordon foi para o laboratório da CIA, onde os dois trabalhavam, mas não encontrou seu fiel amigo lá. Então ele dirigiu até a casa de Isaac e os dois combinaram de jantar juntos em um restaurante.

— E então, o que você queria conversar comigo? — Isaac perguntou se sentando na cadeira. Gordon já estava lá o esperando.

— Querem fazer o pedido? — um garçom perguntou para eles.

— Depois — Gordon falou.

— Não, obrigado — Isaac respondeu.

— Como vai a pesquisa, Isaac? — Gordon perguntou.

— A da AIDS? Muito bem.

— Então você descobriu o que estava dando errado? Descobriu por que os ratos estavam morrendo?

— Sim, era uma mutação genética que o vírion sofria quando entrava em contato com as células dos roedores.

— E você conseguiu consertar isso?

— Sim. Foi difícil sem sua ajuda, mas acho que consegui — Isaac riu.

— Você é incrível — Gordon falou sorrindo.

— Eu sou um médico pesquisador, Gordon, o cientista aqui é você. Mas, afinal de contas, você só queria saber se eu consegui terminar o soro?

— Mais ou menos.

— Então desembuche, homem.

— Bom, você sabe que a Regina está internada no hospital.

— Sei.

— E eu fiz um exame no Josh hoje, e ele tem a mesma doença da mãe.

— O Josh contraiu AIDS? Mas eu tomei todos os cuidados para que o sangue da Regina não entrasse em contato com a sangue dele...

— Não é culpa sua, Isaac. É culpa da Regina que além de me trair nem se protegeu.

— Mas como...

— Isso não vem ao caso — Gordon interrompeu Isaac — Nós somos ótimos cientistas e a minha mulher e meu filho correm riso de vida, então...

— Eu sei o que você quer... — Isaac falou interrompendo-o.

— Ah, mas que bom, então nós passamos no laboratório assim que acabarmos de jantar e... — ele foi interrompido por Isaac novamente.

— Gordon, eu sei o que você quer, e a resposta é não.

— Como assim? Por que não, Isaac?

— Você sabe que nós não temos permissão para testar o soro em humanos, eu não posso deixar você aplicar isso na sua mulher. Eu sei que eu disse que eu descobri qual era o problema, mas não sei se consertei totalmente, ainda pode haver efeitos colaterais.

— Estamos falando da vida da minha mulher!

— É exatamente por isso que eu não vou deixar você usar o soro nela. Se trata da vida dela, Gordon. Você é um cientista renomado e sabe que nós não temos permissão para fazer isso.

— E daí? Regras só são feitas para serem quebradas.

— Não no nosso caso, meu amigo — Isaac falou levantando-se da mesa e se preparando para ir embora.

— Aonde você vai?

— Gordon, me desculpe, mas eu não quero que essa conversa se prolongue. Eu simplesmente não posso te dar o soro. Se ficarmos aqui discutindo sobre o que é certo ou não, é capaz de durar a noite toda, e eu quero passar essa noite com a minha mulher, ela está grávida e nós vamos comemorar.

— Isso mesmo, Isaac. Vai lá comemorar com a sua mulher a gravidez dela enquanto a minha está no hospital e o meu filho doente também — ele gritou se levantando da mesa.

— Sinto muito — Isaac falou saindo e deixando Gordon falando sozinho.

Gordon estava muito irritado. Ele queria estrangular Isaac, mas sabia que isso não iria resolver seus problemas, apenas iria conseguir extravasar e liberar sua raiva. Ele se levantou da mesa e foi até o banheiro para lavar o rosto e ver se relaxava. Chegando lá ele se olhou no espelho e começou a falar sozinho:

— Isso não vai ficar assim, não vai mesmo! Se ele acha que eu vou deixar isso barato... Hipócrita. Eu não acredito que ele teve a ousadia de dizer que ia passar a noite com a mulher dele sabendo que a minha não está bem. Isso é... Que ódio! Tudo bem, Isaac. Se você não quer me dar o soro, eu consigo ele de outro jeito, afinal de contas, eu também trabalho lá e tenho acesso à todo esse material.

Isaac chegou em casa se sentindo péssimo! Ele não queria deixar seu amigo triste ou prejudicá-lo. Mas infelizmente, o trabalho vinha em primeiro lugar, pois seu trabalho estava relacionado à saúde das pessoas. Nina estava jantando sozinha quando ele chegou.

— E aí? Como foi o jantar com o Gordon? — ela perguntou levantando-se do sofá e desligando a televisão.

— Horrível, Nina! — ele falou jogando-se no sofá — Eu já imaginava que ele iria me pedir alguma coisa ruim, mas isso...

— O que ele queria?

— O Soro.

— A cura para AIDS? — ela perguntou colocando o prato na cozinha, que ficava logo ao lado da sala.

— Exatamente.

— E aí? — ela voltou e se sentou ao lado dele.

— Eu disse que não daria para ele.

— E porque não? Qual é o problema?

— Nina, nós não podemos começar a testar o soro em humanos. Os anticorpos e as partículas virais presentes no soro funcionaram em alguns ratos, em outros, os prejudicaram criando doenças autoimunes e deixando-os mais violentos.

— Mas você não conseguiu consertar isso?

— Estou tentando.

— Então por que você não testa de novo e se der certo dá a cura para ele?

— Nina... — ele se levantou e preparou para argumentar, mas desistiu assim que raciocinou melhor — Você tem razão — ele falou sorrindo — Se importa se eu for ao laboratório agora? Quanto antes melhor! — ela somente assentiu, foi até ele e o beijou.

— Boa sorte, meu amor!

Isaac chegou ao trabalho super animado e imediatamente injetou os soros modificados em cinco ratos. A vontade dele de estar certo sobre o soro dessa vez era tanto que ele não conseguiu se conter e passou o resto da noite observando os ratos.

Notas finais
O que vocês acharam da atitude do Isaac? O que acham que Gordon irá fazer?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.