Notas iniciais
Lumus

"Juro Solenemente Não Fazer Nada de Bom."

"Todo homem tem algumas lembranças que ele não conta a todo mundo, mas apenas a seus amigos. Ele tem outras lembranças que ele não revelaria nem mesmo para seus amigos, mas apenas para ele mesmo, e faz isso em segredo. Mas ainda há outras lembrancas em que o homem tem medo de contar até a ele mesmo, e todo homem decente tem um consideravel numero dessas coisas guardadas bem no fundo. Alguém até poderia dizer que, quanto mais decente é o homem, maior o número dessas coisas em sua mente."

Dostoiévski

\"\"

Marguerite Isabelle Adjani de Valois, ou simplesmente "Margot", a idiotazinha puro — sangue. Parecia diferente, estava diferente.

A feia, despenteada, nerd, desprovida de estilo, dentuça, irritante, estridente e infantil criancinha que eu tinha deixado para trás era agora uma jovem, bela e aparentemente, calma e doce.

Quando cheguei a Hogwarts, no inicio do ano, ela estava sem o uniforme da sonserina. Envergava um longo vestido purpura, simples com apenas alguns folhos, que deixava os seus ombros descobertos. Tinha os seus longos cabelos castanhos amarrados num coque com alguns ganchos de prata cuja parte de cima era revestida por uma pérola branca. Tinha as mãos cobertas com umas luvas de seda, com as iniciais "M" e "V" costuradas com fio de ouro. Duas grandes pérolas brancas pendiam das suas orelhas, e ostentava também um colar de ouro branco. Os seus olhos azuis, tinham modado a tonalidade e estavam agora entre o azul petróleo e o cinza e brilhavam como duas esmeraldas ao sol. Ela podia até não ser perfeita, mas era a jovem mais bela que os meus olhos já haviam visto.

Fazia — se acompanhar pela ruiva Louise Conwell, uma corvinal, uma nascida trouxa, uma sangue de lama. Talvez eu tivesse sido algo parecido em tempos, talves. Mas agora eu era puro, tão puro como os Valois, os Malfoy, os Lestrange, os Black, os Blueberry e outras tradicionais familias de bruxos. Eu agora sou "Lord Voldemort", mas isso eu iria deixar para mim e para os meus seguidores.

***********************************************************************************

Era tarde, a maioria dos alunos já havia recolhido às suas casas. Atravessei alguns corredores e desci até às masmorras. Ali estava ela, na sala comunal da Sonserina, iluminada pelas lâmpadas verdes circulares que pendiam do teto.

Estava rescostada numa poltrona, apenas com uma camisa de noite rosa e branca, muito curtinha. O cabelo estava caido sobre os seus ombros sob a forma de várias tranças. Estava lendo um livro "Le Journal D´une Femme de Chambre".

De certeza que ela não esperava que ninguém aparecesse, muito menos eu, alguém que para ela não passava de um mestiço. Olhei — a por alguns segundos, mas pareceu não notar a minha presença e resolvi sair, antes que notasse.

– Espera, Tom. — ela disse numa voz calma e doce, muito diferente da irritante e estridente a que eu estava habituado, sem levantar os olhos do livro.

– Como sabias que era eu?

Ela riu baixinho.

– Há muitas coisas que não sabes sobre mim. Queres saber?

Arqueei as sobrâncelhas confuso. Ela levantou — se e apróximou — se de mim. Olhou — me no olhos, além da minha alma. Olhou para o meu interior e eu pude sentir o calor que o seu corpo emanava. Olhei também para a imensidão dos seus olhos e desejei secretamente, um dia poder perder — me neles.

Ela aproximou — se mais. Os meus batimentos e a minha respiração tornaram — se descompassados. Temi que o meu coração me saltasse do peito, tentei pedir — lhe que parasse com o quer que estivesse tentando fazer, mas não podia, não tinha forças, não queria. Estava a ser fraco e eu não podia. Não com ela. Mas foi nessa altura, quando eu vacilei, que ela fez aquilo que eu mais temia, ela uniu os nossos lábios. Pude sentir os seus, quentes e húmidos conta os meus, um beijo sem línguas, inocente mas cheio de segundas intenções.

Eu nunca havia beijado ninguém antes, eu não sabia o quão bom era. Acho que ela entendeu a minha insegurança e deu um sorrido maroto. Inconscientemente, mordi o lábio inferior, ela agarrou as minhas mãos e fez com que eu lhe envolvesse a cintura. Colocou os seus braços ao redor do meu pescoço, pude sentir a respiração dela que aos poucos se ía tornando ofegante. Senti um frio na barriga, o coração palpitando, as pernas bambas. Ela pelo contrário estava muito segura de si.

Os nossos corpos estavam colados, ela apróximou novamente os nossos lábios, passando a língua de leve pelos meus. Aquilo que devia ser apenas um beijo foi aumentado até eu já não conseguir parar. Soltei um leve e baixo gemido. De um jeito hábil, ela despiu o meu suéter, assim como a blusa branca, sem parar de me beijar. Rapidamente desapertou o nó da gravata. Passeou as suas unhas pelas minhas costas, deixando marcas por onde passava. Começou a beijar o meu pescoço e foi descendo com a mão até o botão das minhas calças.

Interrompi o beijo e afastei — me dela num movimento rápido e com o qual ela não devia contar.

– Que se passa Tom? — ela perguntou, de certeza não estava habituada a ouvir um não.

– Eu não quero.

– Porquê?

– O teu namoradinho não te chega?

– O Abraxas é muito melhor do que tu. Se eu aqui estou é porque já reparei na forma como tu me olhas. Mas o que se passa? Tens medo de ficar sem o amiguinho?

– Eu não tenho amigos, tenho aliados.

Ela gargalhou, como se aquilo que eu estivesse a dizer, fosse a coisa mais absurda do mundo, mas eu não tinha qualquer tipo de argumento contra ela.

– Ai, Tom! Tu dizes isso, mas no fundo não passas de um rapazinho assustado, com medo de voltar a ser rejeitado pela sociedade. Que provoca o terror nos outros, para esconder o seu próprio.

Ela estava a ser insuportável, levei a mão aos bolsos, mas não encontrei coisa alguma.

– Procuras isto? — ela esticou — me a varinha, eu não a devia ter substimado, ela era uma Valois, ela sabia jogar sujo. Agarrei rápidamente a varinha para de imediato a colocar de lado.

– Queres jogar? — perguntei olhando — a nos olhos e compreendendo o seu joguinho — Eu jogo!

Peguei as minhas roupas e dirigi — me a um sitio especial, sem parar de a beijar. Os corredores estavam vazios e por isso não corri o risco de ser visto com ela, não que eu me importasse.

E então, ela surgiu. A sala precisa. Esta sala só aparece quando é realmente necessário. Concentrei — me nos pensamentos pecaminosos que neste momento me transbordavam na cabeça. Entrei na sala e empurrei — a contra a cama, rapidamente, puxei — lhe a única peça que lhe cobria o delgado e belo corpo deixando — a apenas com a sua roupa mais intima. Desci pelo corpo dela, beijando e mordiscando cada pedaço, sentindo e produzindo nela o máximo prazer carnal que seria possivel. Voltei a subir até ao seu pescoço e mordi e suguei a sua pele deixando — a marcada. Olhei bem para ela que me sorriu, retribui — lhe o sorriso. Comecei a descer as minhas mãos e desapertei o seu soutien. Ela era realmente bela. Comecei a acariciar — lhe os seios e a sugá-los, ela gemeu baixinho enquanto a sua boca procurava pela minha. Voltei a beijá — la. Ela saiu debaixo do meu corpo e inverteu as posições. Desapertou o botão das minhas calças e tirou — as lentamente. O meu membro latejava, mas ela devia ser experiente, subiu lentamente e beijou — me novamente, penetrando a sua lingua quente e húmida na minha boca e explorando cada espaço.

Pouco depois já estávamos com os movimentos sincronizado e rápidamente chegamos ao apogeu.

Nunca me tinha sentido tão leve, tão saltitante. Estava cansado mas feliz. Aquilo era melhor do que torturar ou aniquilar. Decidimos passar ali a noite. Ela aconchegou — se nos meus braços e eu beijei — a carinhosamente uma vez mais.

– Que diria o Abraxas se soubesse que eu corrompi a sua inocente menina?

Ela apenas me olhou e sorriu.

Pouco depois adormeceu, mas eu não consegui, estava demasiado ocupado a aprovitar o momento. Os meus genes dominantes dançavam na minha mente. Eu desejava possui-la, nem que para isso tivesse de matar Abraxas Malfoy. Mas ela não me iria perdoar.

Inalei o odor que os nossos corpos exalavam. O sol começava a nascer e os pássaros cantavam no jardim em frente. Em circustâncias normais, tudo isso me repugnava. Câncticos, felicidade, era nojento! Mas agora, a sua melodia apenas completava o ambiente perfeito em que o meu ser se encontrava.

Nesse momento eu jurei a mim mesmo que nunca lhe faria mal, que sempre respeitaria a sua vontade, que nunca a tomaria pelo medo e que sempre a protegeria de todos os males.


Notas finais
Gostam do nome? Eu queria uma coisa charmosa e "estrangeira" o suficiente, queria num nome reflectir a beleza da personagem. Mas ela não vai ser rainha nem nada disso. Esqueçam a ligação com a rainha Marguerite. Mas sim foi inspirado no filme "A Rainha Margot", o nome é uma mistura do nome da rainha Marguerite de Valois e da sua intérprete Isabelle Adjani. Espero que esteja bom, dei o máximo. Por favor deixem reviews.

"Mal feito, feito."

Nox