REC - Catedral
3 Capítulo 3 - Final
Notas iniciais
– Barcelona – Igreja –
– Tira ele daqui agora! – Gritou Luka com a cruz em mãos – Ele vai virar o que a Saya e o Date estão agora... – Ela olhou para o lado e viu uma porta que dava para um banheiro.
– E se trancarmos ele lá? – Perguntou Tomoe.
– Ele vai ficar descontrolado igual eles – Disse Nick – Temos que deixar ele aqui antes que ele nos ataques.
– Não... – Disse Sasha paralisada – Isso é culpa da Layla! Se não tivéssemos concordado em entrar aqui, nada disso teria acontecido, não estaríamos presos nessa droga de lugar! – Ela se sentou e começou a chorar.
– Calma Sasha... – Disse Tomoe a abraçando de lado – Vamos sair daqui...
– Temos que achar o Padre... – Disse Luka – Nunca viemos aqui, deve ter alguma passagem que ele saiba...
– Mas só tem ele aqui? – Perguntou Yuki.
– Não vimos mais ninguém se não ele – Falou Nick.
– E se ele estiver igual o pessoal? – Perguntou Nelsi – Não devemos arriscar.
– Não devemos... AH! – Yuki foi interrompido de falar quando o Akise, já infectado, começou a morder sua perna sem cessar – Me solta! – Ele deu um chute em sua cabeça fazendo Akise cair no chão.
– Porcaria! – Gritou Tomoe abrindo a porta – Vamos sair daqui! – Ele correu junto com Sasha e Layla.
– Não devemos deixar o Yuki aqui! – Nelsi tentou levantar Yuki mas o rapaz já apresentava sinais da infecção.
– Sai de perto de mim! – Disse Yuki empurrando Nelsi fazendo-o se esbarrar com o Akise.
– Merda... – Luka puxou Nick para fora e fechou a porta deixando os três trancados.
– O Nelsi estava vivo! – Falou Nick assustado.
– Não... ele não está mais, temos que sair daqui antes que eles apareçam – Disse Luka correndo e sendo seguida pelos outros.
Enquanto corriam, os infectados da Igreja – Date, Saya, Bruna, Nelsi, Yuki e Akise – estavam andando pelo grande espaço que havia, ambos haviam adquirido características estranhas da doença demoníaca, seus rostos, seus corpos estavam diferentes, cada tempo que passava surgia um novo tipo de mutação.
– Sabe aonde estamos? – Perguntou Tomoe parando ao lado de Sasha.
– Devemos estar no segundo andar... eu não lembro aonde ficava a sala dele, mas acho que é em um desses corredores – Disse Luka com a cruz na mão.
– Só falta ele estar morto – Falou Sasha com sinal de decepção – Eles devem estar por qualquer lugar.
– É aqui... – Luka abriu uma porta e todos entraram, fechando-a logo em seguida.
– O que querem aqui?! – O padre se levantou de sua mesa fazendo todos se assustarem – Estou tentando rezar para me proteger e vocês que causaram isso, querem que eu acabe igual aquelas coisas?! – O padre ficou extremamente irritado – Acharam que eu não sabia né?Es tá cheio deles pelos corredores da Igreja, estamos condenados aqui dentro, por causa de vocês.
– Se acalma – Disse Luka – Eles não estão por aqui, queremos que você ajuda a gente a sair...
– Como... se todas as saídas estão fechadas – O Padre falou enquanto andava de um lado para o outro.
– Deve ter uma outra, esse lugar é enorme, não é possível que não tenha – Disse Tomoe.
– A única saída é pelos túneis – Disse o Padre.
– Que túneis? — Perguntou Sasha.
– Eles ficam nas salas dos geradores... no térreo – Disse o Padre – Ele dá para outros lotes – Ele andou até a porta e a abriu – Se formos por lá, nossa chance é maior de escapar daqui e... – Date apareceu na porta e começou a prensar o padre na porta, fazendo-o escapar muito sangue.
– MERDA! – Tomoe pegou uma cadeira e jogou na cabeça de Date, fazendo este desmaiar, mas logo Saya e Akise apareceram e começaram a atacar Tomoe, fazendo Sasha começar a gritar e atrair mais infectados para perto.
– Temos que sair daqui Sasha! – Nick a puxou para fora enquanto Luka e Layla corriam pelos corredores até as escadas.
– Não vou deixar o Tomoe! – Falou Sasha tentando voltar enquanto namorado era morto pelos infectados – SAAAI! – Ela deu um breve grito e Saya a derrubou, a atacando.
– Nick! – Layla apareceu do seu lado – Temos que sair daqui! – Ela puxou o moreno e os dois correram até as cercas de segurança das escadas – Cadê a Luka! – Ela olhou para o andar de baixo e viu Luka com os olhos vermelhos enquanto ela rosnava.
– Temos que sair daqui! – Nick puxou Layla enquanto eles corriam pelo vasto corredor enquanto eram seguidos pelos próprios amigos que tentavam os devorar – Por ali! – Eles pararam em frente à uma porta branca e Layla deu chute a abrindo e a fecharam imediatamente.
– Eles não vão entrar aqui – Disse Layla ouvindo as batidas na porta.
– É uma escada de emergência... pode nos levar para o térreo – Disse Nick descendo.
– Mas vai nos levar para a nave da igreja – Disse Layla – Eles podem estar lá.
– Não podemos ficar aqui – Disse Nick enquanto descia as escadas até chegar outra porta – Preparada?
– Espera – Disse Layla pegando um machado de incêndio na parede – Agora eu estou.
Nick abriu a porta e deram de cara com a Sasha infectada, ela estava com os olhos cinzentos e a pele mais pálida que o normal, havia sangue em seu pescoço e no rosto e parecia que havia perdido parte do cabelo. Layla usou o cabo do machado e o bateu no rosto de Sasha, fazendo-a cair.
– Vamos! – Layla saiu do lugar e atravessou a nave da Igreja correndo enquanto alguns dos infectados descia as escadas de acesso.
– Deve ser ali! – Eles foram para o lado lateral da nave uma porta escrita ‘’Manutenção’’.
Eles fecharam mais uma porta e desceram uma pequena escadinha que dava para os geradores.
– Tudo bem – Disse Layla – Estamos próximos de sair desse inferno.
– E se os soldados estiverem pelos túneis? – Perguntou Nick preocupado enquanto andava pelo local.
– Eles pode tentar matar a gente, para que ninguém saiba o que está acontecendo lá – Disse Layla – Ou simplesmente deixar a gente trancado aqui.
Nick a olhou preocupado, estavam a poucos metros de saíram dali, aquelas duas horas traumáticas que estavam sofrendo naquele cenário sanguinário que se encontrava, seus próprios amigos estavam convertidos naquelas coisas.
Estava tudo acabado para eles.
Layla abriu a porta e revelou dois GEO’s, que combatiam a doença no Prédio e no Casamento, eles não hesitaram e atiraram em Layla e Nick que caíram mortos no chão.
De qualquer forma, a infecção se espalhará.
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