R e v e n g e
3 2 — Provocation.

Nada que você possa dizer, mas você pode aprender a jogar o jogo. — The Pretty Reckless.
Agora com o guarda roupa completamente novo, os cinco andavam juntos pela rua e chamavam bastante atenção. Alguns assobios, piscadas, uns mais abusados e mais confiantes até paravam para pedir número de telefone e facebook. Pareciam estrelas de cinema, e se sentiam assim. Nunca tiveram tanta atenção.
— Argh, isso já tá me irritando. Aonde é a porcaria do lugar? Porra, porque o George escolheu um lugar no fim do mundo pra morar?
— Cala a boca Maggie. Já ‘tamo chegando.
Isso fez a garota se calar, não antes de mandar um olhar feio e um dedo do meio para o amigo. Eles estavam em silêncio, não eram amigos, muito menos próximos. Eles foram escolhidos para um plano idiota, que vários excluídos socialmente pensaram, eles queriam vingança. Mas cada um aceitou por algum propósito.
Alex era a única que conhecia o lugar, não que ela fosse falar que passará horas e horas na casa de George Smith. O que pensariam deles? Que namoravam? Pegavam-se escondidos? Mas não é nada disso. George era o único que sabia dos problemas dela em casa, e ele morava sozinho. Então ela passava a maior parte do tempo lá.
Ela parou em frente a uma estrutura estranha, quase caindo aos pedaços. Um prédio de paredes pintadas de preto quase descascando, o cheiro era insuportável. — Chegamos.
— Sério? Como alguém pode morar nesse lixo?
— Ao contrário de certas pessoas, nem todos tem dinheiro para morar numa mansão luxuosa, ou ter uma casa boa no bairro de classe média. Ainda mais quando se é filho único, os seus pais morreram e você tem que trabalhar meio período para pagar o aluguel e comprar comida. Além de, é claro, ir à escola e fazer os deveres de casa.
Ela deu um sorriso irônico na direção de Ryan. Todos olhavam chocados para Alex, que cabisbaixa pegou a chave da bolsa e abriu o portão.
— Porque diabos você tem a chave da casa de George Smith?
— Ele é meu melhor amigo. E eu prefiro passar um tempo aqui do quê em casa. Então...
Eles se calaram e seguiram ela. O corredor era estreito, tiveram que entrar um por um, na escada foi à mesma coisa. Silenciosos, eles encaram as paredes cheias de mofo e até com algumas teias de aranha, o corredor tinha cheio de xixi de gato.
Depois de quase sete lances de escadas eles finalmente chegaram. A ruiva abriu a porta e entrou. Os outros a seguiram.
Nem pareciam que estavam no mesmo prédio, as paredes vermelhas, os móveis brancos e o cheiro de flores e lasanha inundaram os narizes deles. Ela seguiu até a primeira porta e deu três batidas fracas e duas mais violentas.
— Pode entrar, garota em chamas! — alguém gritou.
Alex riu e abriu a porta. O quarto era luxuoso, com móveis limpos e bem cuidados. O cheiro mudou, estava mais pra menta. Nós três grandes sofás estavam quase todos do dia da biblioteca.
— Uau. — O tal George disse, ele pegou a mão de Alex e a fez dar uma volta. O vestido verde, que combinava com os seus olhos, girou como os de uma bailarina, de novo a risada dela invadiu o local. E fez Peter dar um grande sorriso, mesmo ele estando com vontade de bater no garoto que se diz melhor amigo da sua garota. Espera aí, sua garota? — Você está perfeita! Na verdade, todos vocês estão.
— Depois de ficarmos 12 horas enfurnados num shopping com pessoas tagarelando nos nossos ouvidos. Era o máximo, mínimo na verdade, que tinha que acontecer, não é? — ela resmungou.
Sentaram juntos no quarto sofá, Maggie no meio, Ryan na esquerda e Alex na ponta. Logo na direita da loira estavam Molly e Peter.
— Certo, vamos aos planos.
— Hm, planos? – Peter disse com a sua voz rouca, sempre com seu sorriso assustador, ele dava medo em algumas pessoas ali.
— Você não é acha que é só chegar lá segunda e já vão sentar-se na mesa dos populares. Não é?
O loiro deu de ombros, mexendo nos seus cabelos ele deu um cutucão em Molly e sussurrou — Eu já odeio tudo isso — Eu também — O surpreendendo, ela o respondeu. A voz aveludada aparecia de uma garotinha, seu rosto de anjo ajudava na aparência de frágil e delicada.
— Oh, o casalzinho já se resolveu? Vão escutar ou não?
Jake, o cara que acha que manda em tudo, disse. Isso irritou Peter, ele sabia que o cara tinha uma queda, lê-se penhasco pela morena. Então disse:
— Não, faltou só uma coisinha antes de podermos nós concentrar.
A garota olhou pra ele com as sobrancelhas erguidas, Jake deu um olhar de raiva. — O quê?
— Isso.
Então ele a beijou. Ele queria só um selinho, mas quando sentiu a boca carnuda dela em contato com a sua não resistiu. Pediu passagem com a língua e a garota cedeu. Numa dança sincronizada, eles foram até não terem mais folego. Separaram-se, mas não por completo. Com as testas coladas eles se olharam ofegantes. Sabiam que todos olhavam surpresos para eles. Ela quebrou a conexão e empurrou o ombro dele de leve, logo acomodou sua cabeça nos ombros dele.
— Idiota, se for pra fazer isso. Vamos fazer direito.
Ela disse pra ele. Ele concordou e olhou friamente pra frente.
— O que estão olhando seus idiotas?
Todos voltaram a conversar. Alex tinha uma sensação estranha no peito ao olhar o novo casal. Devia ser surpresa, pensou ela. Mas algo, bem no fundo, dizia que não era isso. Ryan queria esmurrar alguém, o seu plano foi por água abaixo e o pior, ele não podia desistir agora. Já Peter e Molly não tinham a mínima ideia do porque estavam fazendo isso, pra que se fingir ser casal? Não tinha lógica, mas eles queriam ficar juntos. Eles queriam se beijar até o mundo acabar, eles tinha uma conexão esquisita. Como se tivesse que ficar juntos, não importa o que aconteça, tinha que estar juntos para um propósito maior.
Uma hora depois todos estavam sentados no sofá, alguns até no chão. Comendo a deliciosa lasanha que o Smith fez, o sabor os fazia estremecer e querer mais e mais. Quando a noite chegava, eles já tinham tudo planejado. Metade do pessoal já tinha ido embora e a outra estava prestes a ir. Alexia decidiu ficar e isso deixou Peter furioso olhando ela e o amigo fecharem a porta.
— Você gosta dela, não é? — Molly falou, ele negou, mas ela sorriu. — Não tente me enganar, Lord eu-não-gosto-de-ninguém.
— Não tente me decifrar, Lady eu-sei-de-tudo.
Ela sorriu e o empurrou.
— Idiota.
Isso o lembrou do que ela disse depois do beijo. E lembrando-se do ato, ele repetiu. Ele a beijou. Ela correspondeu. Ele a levou até a porta de casa. Andavam de mãos dadas, quando pararam na porta, eles se encararam. Dessa vez ela tomou a iniciativa e o puxou pra ela, ele a prensou na parede e isso apertou a campainha, não que eles tivessem percebido.
Só se separaram quando a porta foi aberta, virando para o lado e o que encontraram foi Matthew Montgomery.
— Que merda é essa?
Ele disse olhando pra eles e reparando na roupa da irmã, um short curto, meia preta ¾, uma blusa curta que deixava a barriga de fora.
— Nada que te interesse. — Ela pegou a mão do namorado e foram em direção as escadas, não antes de provocar o irmão. — Vamos estar no meu quarto, não nós perturbe. Alias, pode perturbar. Nem vamos perceber, vamos fazer alguma coisa mais interessante.
Ela piscou pra ele, que deu um olhar de ódio e raiva na direção do garoto. Que sorriu sacana puxou a cintura da garota em sua direção e começou a trilhar beijos no pescoço dela. Ainda fez questão de o garoto o ver passando as mãos nas coxas dela. Ela sorriu e mandou um beijinho na direção dele e subiu.
Eles entraram no quarto da garota que começou a rir. Logo depois ela o beijou, um beijo selvagem, ela puxou a blusa dele.
— Eu achei que você só estivesse provocando ele.
— Pra que só provocar se nós podemos fazer mesmo?
— Tem certeza?
Ela revirou os olhos, e o empurrou na cama. Subiu em cima dele e começou a beijar a barriga já descoberta.
— Absoluta.
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