Notas iniciais
Após a batalha e suas consequências trágicas. O príncipe Yzzer toma uma atitude inesperada e que irá mudar o futuro da sua nação. E para Saton, o arque inimigo dos Rozers, é o momento ideal para por em prática se plano para dominar Madriv.

Cap. 2 Alvorecer da Ambição

O exército Rozer marcha pela floresta vermelha, em direção ao seu território. O clima denso e pesado se instala entre os soldados. O que era para ser alegria de estar retornando para casa, se torna tristeza acompanhada de muitas incertezas. Reinal era mais do que um rei. Era um amigo, um confidente, um líder que todos confiavam. O que acontecerá com o território agora? O príncipe está pronto para assumir o trono? As perguntas assombravam as mentes e corações dos abatidos soldados. A noite chegara, o frio e o tom sombrio da floresta vermelha castigam ainda mais os seus atravessadores. Quando Sanágo dividiu Madriv em territórios, ele deixou algumas partes do planeta livres e sem qualquer conexão com as raças. São locais nêutros onde qualquer ser pode transitar. Esses territórios não influenciam nas habilidades, não dão e nem tiram poder. A floresta vermelha é um desses territórios. É chamada assim, porque quando anoitece as folhas das árvores e plantas mudam suas cores para o vermelho, transformando tudo em um mar encarnado em meio a escuridão. As mais variadas espécies de árvores, plantas e animais são encontrados na floresta. Imensas árvores com mais de duzentos metros de altura, troncos que se pode contruir uma casa dentro. Plantas pacíficas, carnívoras e curandeiras, a flor de Lew, que tem o poder de regenerar o físico e a energia vita de qualquer ser e é objeto de desejo de praticamente todos os guerreiros e feiticeiros de Madriv, também habitam a floresta vermelha.

Mesmo com a paisagem ameaçadora e a escuridão, os Rozers seguem o caminho que corta a floresta até o seu território. Mais de 500 soldados marchan ritmadamente e sem descanso, além da disciplina e a resistência naturais da raça, os guerreiros usam apenas uma couraça vermelha no peito, uma tunica negra e sandalhas de couro. As espadas, lanças, escudos e elmos são trazidos em carruagens de carga. O capitão Vermilion Sinus, um jovem que acabara de assumir esta patente, muito mais por sua inteligência estratégica do que por sua habilidade em batalha, visto que é um garoto magricelo e fraco. Decidiu marchar sem descanso, pois os soldados não estavam cansados e o tempo fora do território reduziria pela metade.

Yzzer descansa em sua carruagem real. Foi a primeira vez que usou a sua energia vita em uma batalha. Embora tenha treinado empurrar as coisas apenas com a força da sua aura, fazer isso em uma batalha real era bem diferente, desgastante e perigoso. As mãos queimadas, agora enfaixadas e as roupas destruidas lembravam-no o tempo todo da sua luta, mas mais do que isso lembravam da sua perda. O principe não estava se importando com seu estado, pois era temporário, já a ausência de seu pai era definitiva. Nunca entendera muito bem, quando seu pai dizia que o homem deveria sempre defender e proteger seus ideais acima de tudo, até agora. Compreendera da forma mais cruel o que é defender o que se acredita. Reinal acreditava na paz, acreditava que era possível a união sem a destruição e morreu por seus ideais. Yzzer não aceitava, mas sabia que seu pai se sacrificara para lhe ensinar a última lição. O garoto olhou através da janela da carruagem e viu a maré vermelha formada pela floresta. Uma lembrança inundou a sua mente.

– Yzzer?

– Pai? O senhor veio.

– Mas é claro, achou que ia faltar ao aniversário do meu filho? Respondeu com um sorriso tão largo que seus olhos quase se fecharam.

– Eu sei que o senhor é muito importante e está sempre trabalhando para ajudar os outros. Eu entendo. Yzzer abraçou com força Reinal.

– Sempre terei tempo para quem amo, todos devem ter tempo para quem amam. Aqui trouxe algo para você. Disse o rei tirando um objeto embrulhado da sua bolsa de couro.

– Uma faca? Perguntou o garoto animado e surpreso.

– Não é uma faca, é uma espada viva. Se chama Redmarine. Ela será sua companheira apartir de agora, crescerá e evoluirá junto com você.

O garoto desvia o olhar, e fita a bela paisagem do jardim do palácio Rozer. A tempore deixara tudo mais charmoso, as correntes de ar leves e calmas agitam as folhas e flores na medida certa. Uma rosea se destaca entre as outras, suas pétalas tem uma cor mais forte e intensa. Seus espinhos mais espessos e longos. Yzzer nota que mesmo com toda a individualidade daquela rosea, as outras não são indiferentes à ela e compartilham o mesmo ambiente com harmonia e respeito.

– Uma vez o senhor me disse que devemos sempre resolver as coisas de forma pacífica. Violência gera violência, mas gentileza gera gentileza, certo? Porque me deu está espada?

– Você apendeu a primeira coisa fundamental. A segunda é que nem todos são iguais e estão dispostos a te ouvir, entender e te seguir. Muitos irão virar as costas e muitos outros irão te confrontar só para saber o quão forte é, e se está apto a defender e seguir o que diz. Eu tenho o dom de persoadir e o uso para aplicar meus ideais. Mas muitas vezes a ganância e a ignorância são tão fortes que deixam as pessoas cegas e incazes de entender a realidade e a verdade. Na democracia o bem de todos prevale sobre a vontade do individual. Só quero que entenda que cada um tem sua forma de se expressar e lutar pelo que acredita. Se tiver que usar a força, então use-a para o bem.

A roda da carruagem passa em um buraco e o carro sacode trazendo Yzzer de volta ao presente. — Agora eu entendo. Precisou tudo isso, mas entendi meu pai. Meu jeito de lutar é diferente do seu, mas o objetivo é o mesmo, a paz. Pensou o garoto enquanto uma lágrima escorria pelo rosto.

A carruagem real era toda fechada, porta de uma folha, uma janela na frontal, outra na traseira e uma saída de emergência no teto. As rodas eram de madeira e metal, na frente um espaço com banco para o cocheiro comandar os equis. Ao lado da condução iam seis soldados de escolta, três em cada lateral. O príncipe deitou-se no banco da carroagem. Estava sozinho e aquele banco de penas gansus e capa vermelha de linho parecia extramemante apetitoso para tirar uma soneca. Usando um camisolão vermelho e um cinto de couro negro, ao qual Redmarine estava presa o tempo todo. Ele recostou a cabeça na guarda do banco e esticou suas pernas uma por cima da outra. Tentou dormir, mas logo desistiu da ideia ao ouvir a conversa dos soldados da escolta.

– Você viu o que ele fez?

– Muito imprudente.

– Eu não esperava que o príncipe fosse tão fraco e imaturo. Realmente uma decepção.

– Ele não tem condições de liderar nosso território. Se isso acontecer estaremos perdidos.

– Fênix deveria ser nosso rei.

– Sim, ele é perfeito para ser nosso rei.

– Yzzer ouve com dor no coração as duras críticas dos soldados, e se intriga com o nome que até então nunca ouvira, mas era cotado para reinar seu território. — Eles são o meu povo, não importa o que digam ou pensem. Eu sempre farei o melhor para o meu povo. É por isso que vou fazer isso agora. Um dia entenderão. Pensou o príncipe enquanto calçava suas botas de couro pretas e prendia no peito a couraça vermelha com o símbolo rosea espinhassus.

O príncipe veste uma capa negra com capuz, coloca alguns suprimentos em uma bolsa e apanha uma corda com um gancho na ponta que estava sob o banco da carruagem. Ele abre a saída de emergência da carruagem e vai para cima do coche. Deitado sobre o teto ele espera a hora certa, e ela chega quando a diligência passa por uma enorme árvore. Yzzer lança a corda que se prende em um dos galhos atrvessados sobre a estrada. A carruagem segue e o príncipe fica.

Mais um dia nascera em Madriv, hoje o sol lorem irá iluminar as próximas trinta e seis horas, deixando tudo com o toque azulado da sua luz. Os campos de triticum – usado para fazer farinha – estão vastos e se agitam com o vento. O palácio de jade logo ao lado, completa a paisagem. Uma estreita estradinha de pedra corta os campos de triticum até a corte dos Fayers. Uma magestosa e moderna obra, formada por uma torre central de pedra cinza polida, cujo cume feito de jade, toca as nuvens. Três torres menores de cinco andares completam o centro da contrução. Ao redor uma edificação de marmore branco de três andares, circunda as torres. É chamado de palácio de jade, por que os alicerces são puramente de pedras jade, a qual é extremamente abundante no território Fayer. A pedra ainda influência na energia vita dos “olhos azuis”, deixando os habitantes deste território ainda mais poderosos.

Saton convocara uma reunião com os sacerdotes e líderes militares. O ambicioso rei Fayer tem um plano já traçado em sua mente. Conhecido e temido por sua forma impiedosa e astuciosa de liderar, Saton busca a qualquer custo expandir os domínios e recursos do seu povo. Um reflexo do passado cruel dos Fayers, talvez. A raça nunca fora uma potência militar ou econômica. A classe predominante nos Fayers é a Feiticeira, uma característica inicilamente usada apenas para curar. No reinado de Maltin, pai de Saton, o território enfrentou uma grande escassez de recursos, deixando o povo na miséria extrema. Outros territórios se aproveitaram da situação dos Fayers, extorquindo suas habilidades de feitiçaria por mizeros trocados ou sementes. Certa vez, Maltin em uma discussão, lançou um feitiço de ataque sem querer, este momento foi o divisor de águas na história dos Fayers. Apartir de então o rei passou dias e noites desenvolvendo um feitiço capaz causar danos ou invés de curar. Maltin teve sucesso em sua busca quando fundiu o elemento fogo com sua energia vita. O rei estava disposto a fazer qualquer coisa para tirar seu povo da miséria, então passou seu conhecimento a todos os feiticeiros e criou o primeiro exército do território. Atacou, saqueou e dominou outros territórios e raças. Roubou técnicas, métodos e conhecimento de outras culturas. Por fim reconstruiu Fayer e remodelou os conceitos e tecnologias do território. Quando Maltin finalmente alcançou seu objetivo já estava velho e dedicou os últimos anos de vida ao ensinamento de seu Filho. Na mesma época um líder mundial chamado Reynal surgira, contaminando todo o planeta com seus ideais de paz e união, com isso os Fayers acabaram perderam o domínio externo que possuiam.

Saton sentou-se à mesa. Uma expressão séria moldava o seu rosto de feições quadradas. As sobrancelhas finas estavam levemente arquedas, os olhos azuis fitavam um a um daqueles sentados à mesa. A boca pequena quase totalmente encoberta pela densa barba negra. Os longos e volumosos cabelos azulados desciam pelo ombro até o início das costas. — Haham! Limpou a garganta com um som que calou as conversas paralelas dos presentes. Agora a atenção dos velhos anciões de cabelos brancos e barbas longas, e dos conselheiros convencidos e quase todos carecas pela intensa sobre carga de stress, estava apenas naquele sentado na ponta da majestosa e gigantesca mesa de mármore.

– É sabido de todos que o rei dos Rozers morreu, eu o matei. Não pretendo ser visto como bonzinho ou salvador dos fracos e oprimidos. Além do meu povo e minha família, nada mais importa para mim. No passado estivemos em situações críticas. Alguém nos estendeu a mão? Pelo contrário, nos exploraram, nos trataram como lixo, mas isso serviu de lição. Preocupe-se apenas consigo mesmo, pois ninguém mais merece a sua atenção. O mundo é apenas dos mais fortes, pois os fracos apenas servem aos seus interesses. E foi pensando nessa lição deixada por nossos antepassados que decidi dominar completamente Madriv!

Os convocados se agitam e dabatem entre si sobre as palavras impactantes que acabaram de ouvir do seu rei.

– Silêncio! Matar Reinal foi o início de meu plano. Sem a liderança do rei dos Rozers todos os outros territórios estão sozinhos e suscestíveis a qualquer ataque. Reinal tinha o poder da palavra, mas era fraco e incapaz de proteger a sua frágil existência, assim como qualquer outro líder que queira nos confrontar. Vamos tomar a dianteira e instaurar o império global dos Fayers. Não contei meu plano antes porque sabia que iria enfrentar resistência de alguns. Como eu disse pensei muito na nossa lição e não posso deixar que os Fayers caiam na miséria novamente...

– Mas meu senhor, mesmo na situação atual do nosso território temos a condição de nos autosustentar. Um conselheiro interrompeu apoiando-se na mesa.

– Com isso o senhor quer dizer que estou sendo ganâncioso em meu plano? Interrogou Saton, olhando diretamente para o seu opositor.

– Não foi essa a minha intenção, vossa majestade. Só penso que não há necessidade de tal atitude. Sinceramente sou contra essa ação.

– Você é contra? Perguntou Satou com uma sorriso ironico. — Guardas! Gritou. — Prendam-no! Dois dos guardas que estavam distribuidos pelo salão vieram.

– Isso é um absurdo, você está louco! Protestou o conselheiro sendo levado pelos guardas.

– Por hora você ficará preso, até eu decidir o que fazer. Bem, mais alguém é contra? O silêncio tomou conta do ambiente, nem mesmo os grilos ousaram se manifestar. Foi o que eu pensei. Exclamou Saton com um ar de superioridade. Talvez não tenham entendido muito bem, mas vou explicar. Não preciso da aprovação ou concessão de ninguém. Os que quiserem participar afim de ajudar, serão bem vindos. Os que forem contra e tentarem de alguma forma interceder ou manipular meu povo contra mim serão sumariamente castigados. Agora, se ninguém quer mais se manisfestar, vam... Saton interronpe a frase ao notar que algo começa a se formar ao seu lado.

Uma nuvem de poeira negra começou a se formar ao lado de Saton. Os filetes de cinzas vinham de todos os cantos, rastejavam pelo chão com serpentes negras. As cinzas se revolviam e se entrelaçavam formando uma espécie de redemoinho de cinzas. O fenômeno começou a se solidificar e revelou sua verdadeira forma, Almotrip estava de volta. Os presentes de espantaram, suas bocas se emudeceram e suas mentes vervilhavam em interrogações.

– Achei que tinha tirado férias! Exclamou Saton em tom ironico e quebrando o silêncio.

– O poder de destruição da técnica daquele vermelho era maior do que eu esperava, além disso o príncipe me golpeou com uma espada viva, isso atrasou ainda mais a minha regeneração.

– Chega de choro Almotrip! Você chegou na hora certa. Está na hora de contar-lhes o meu plano para dominar Madriv.

Notas finais
Wow! Beleza pessoal! Que, fala é o RDA. Esse é o segundo cap. da minha história e gostaria de pedir a imensa contribuição de vocês. Seus comentários com críticas ou elogios me ajudam muito. Se gostarem favoritem, divulguem e é isso ai!! Paz pra todos e até! Wow!