Química

7 Qual deles ?


POV Rachel

Acordei com um estrondo, abri os olhos e vi Noah entrando no meu quarto. Me assustei a princípio.

-Calma, sou só eu. – Ele disse deitando ao meu lado.

-O que está fazendo aqui Noah? É cedo e temos aula daqui a pouco. – Ele me abraçou

-Não vou na aula hoje

-Por que ?

-Vou ajudar minha mãe a carregar umas coisas para minha tia.

-Ham.. Por que está aqui?

-Por isso. – Ele terminou de falar e me beijou, ele conseguia me deixar a mercê dele apenas por chegar perto de mim. Como eu adorava o jeito dele de me agarrar, me beijar, ter o controle da situação. Ficamos nisso até meu pai bater na porta.

-Estrela.. Está acordada? – Nessa hora me soltei do Noah, eu devia estar doida em deixar ele fazer isso comigo no meu quarto e com a porta aberta. Ainda bem que meus pais eram educados e não entravam sem a minha permissão. Acho que pelo fato deles serem dois homens e eu uma menina adolescente, eles não querem criar nenhum tipo de situação constrangedora. Se meu pai entrasse agora, ele ia encontrar uma cena muito constrangedora, eu e Noah na cama, as mãos dele em lugares impróprios, e eu com a boca totalmente inchada e meu pescoço todo marcado. – Rachel?

-Sim pai – Balbuciei – Já acordei. Não entre agora, não estou descente. – Gritei. Noah olhou malicioso para mim.

-Tudo bem, vai querer carona para a escola?

-Ann.. claro. Daqui a pouco eu estarei lá em baixo. – Noah começou a beijar meu pescoço, revirei os olhos tentando me concentrar. – Ahhh – Suspirei

-Alguma coisa errada filha? – Mordi o lábio, precisava me concentrar. Empurrei Puck para o lado.

-Não pai, está tudo ótimo. Só um mosquito irritante me picando. – Dei um tapa na testa dele. Ele riu e me agarrou de novo, dessa vez ele me prendeu e não me deixou sair. Novamente tive que lutar contra mim mesma.

-Te espero lá em baixo então, acho melhor tomar um remédio. Você está estranha. – Meu pai falou e desceu. Eu ainda estava enrolada com Puck na cama.

-Para..

-Noah, por favor, para. – Ele parou e me soltou, mas voltou a me beijar. – Eu tenho que ir para a escola menino! Você não vai, mas eu vou.

-Só vim te dar bom dia, é assim que você me trata? – Ele se fez de vítima

-Bom dia? Até agora você não falou nada a respeito. – Levantei a sobrancelha. Ele engatinhou até a ponta da cama e me beijou de novo.

-Bom dia minha princesa. – Ele finalizou com um beijo no meu cabelo.

-Bom dia Noah. Que horas que vai estar em casa?

-Já está sentindo minha falta? – Ele me abraçou – Calma, vou estar aqui antes que você volte da escola. Mais tarde apareço para “brincarmos” um pouquinho.

-Tarado! – Me soltei dele – Pois saiba que você não vai fazer falta alguma, tenho que ensaiar uma música com o Finn mesmo!

-Não me testa Berry.

-Não estou fazendo nada. – Falei me fazendo de inocente.

-Não quero você de gracinha para esse Finn. O cara é gente boa, mas não te merece.

-Lembra do trato? Não temos que ser fiéis. – Relembrei

-É, mas você não faria uma coisa dessas. Você não conseguiria ficar com dois ao mesmo tempo, sua consciência não deixa. – Ele jogou na minha cara.

-Eu sei – Concordei cabisbaixa.

-Desculpa princesa, não queria te chatear. – Ele me envolveu em seus braços.

-Ta tudo bem Noah, é apenas a verdade.

-Pode até ser, mas eu não preciso ser cruel. Eu sei que você gosta dele.

-É, depois tudo se acerta. Eu espero.

-Vou indo, até mais tarde. – Ele me beijou novamente, não prolonguei muito.

-Até.

Desci, tomei meu café e meus pais me levaram para a escola. Não tinha muita coisa importante hoje, as aulas passaram voando. Depois tinha o Glee Club, eu não estava mentindo quando disse que tinha uma atividade com Finn, tínhamos que ensaiar um dueto. Logo que o professor entrou, todos ficaram animados, o professor deu a tarefa dos duetos. Eu decidi fazer um com Finn e outro com Kurt. Era mais fácil, dava pra ensaiar tudo na mesma casa e eu evitaria ficar sozinha com o Finn. Combinei com Kurt de ensaiar na casa dele hoje a tarde, vou ter que desmarcar com Noah. Kurt também me intimou a conhecer o “novo” quarto dele, acho que ele não vê a hora de gritar pro mundo que ele redecorou o quarto.

-Então.. vai lá em casa hoje né? – Finn perguntou enquanto eu fechava meu armário.

-Vou sim, temos que ensaiar as músicas.

-Temos que decidir ainda.

-Pois é, vou levar algumas e decidimos lá.

-Puck não veio..

-E..

-Er.. Quer carona para casa?

-Hmm.. pode ser. Não vai te atrapalhar?

-Não, te levo em casa você pega suas coisas e eu já te levo para minha casa, é bom que você não tem que andar muito.

-Pode ser, mas eu posso demorar um pouco em casa.

-Não me importo, só quero estar com você. – Dei um sorriso envergonhado.

-Vamos Finn.

Finn me levou até em casa, nós entramos e eu fui escolher algumas músicas no meu computador, ele ficou vendo TV na sala. Coloquei algumas opções no pen drive e fui tomar banho. Coloquei outra roupa e fui passar uma leve maquiagem, olhei na janela, Puck não tinha chegado ainda, dei de ombros desci. Finn estava totalmente confortável no sofá, apesar de ser muito grande para o pequeno sofá, ele deu um jeito. Ele estava muito engraçado, comecei a rir.

-Ah, você está pronta. Do que está rindo?

-Você

-Eu?

-É, você. Está super engraçado nesse sofá.

-Ahh, quer vir se juntar a mim? – Ele sorriu

-Finn.. não posso. – Ele levantou e veio até mim

-Qual é Rach, ta estampado que nos gostamos. O que estamos fazendo enrolando desse jeito?

-Resolvendo algumas coisas Finn, não quero começar nada sabendo que vai dar errado.

-Porque você acha que vai dar errado? – Ele segurou minhas mãos e começou a acariciar.

-Não posso dizer – Abaixei a cabeça.

-Então já que você não tem um motivo plausível..

-Como???

Ele me abraçou e me deu o selinho, só que dessa vez ele não me soltou, ele não parou, ele não foi embora. O selinho durou até virar um beijo, um beijo que eu venho esperando há muito tempo, que não hesitei em corresponder. Um beijo calmo e apaixonado, também tinha uma pitada de saudade. Terminamos o beijo com um selinho, Finn deu um beijo na minha testa e continuamos abraçados. Não demorou muito a estarmos nos beijando novamente. Depois de um tempo ele me soltou.

-Vamos? – Ele perguntou todo animado. Eu estranhei.

-Finn.. isso que aconteceu..

-Foi lindo Rach, você realmente gosta de mim.

-E-Eu gosto Finn, muito. Mas não pode acontecer novamente. – Ele avançou e me beijou.

-O que estava dizendo? – Ele disse irônico.

-Haha.. pare com isso. É sério Finn. Por favor, por mim? – Implorei

-Você sabe que vai acontecer de novo a qualquer hora não sabe? – Ele suspirou derrotado.

-Sei. Eu só preciso de um tempo para resolver umas coisas.

-Bom, então eu espero. Vamos logo.

Finn me levou para a casa dele e no caminho o papo fluiu normalmente, pelo menos ele não parou de falar comigo. Falei com ele minhas idéias para o dueto e acabamos concordando com uma música dentro do carro mesmo. Quando chegamos Kurt abriu a porta eufórico me arrastando para conhecer o novo quarto. Realmente era a cara do Kurt, não sei como ele vai fazer o Finn dormir aqui. Passamos a tarde falando de música, Brodoway, filmes e ele então começou um assunto delicado.

-Me conta, e você e o Finn? – Ops! Território delicado

-Estamos bem. – Falei esperando que ele se contentasse

-Só, eu quero saber de tudo, vocês têm passado muito tempo juntos, os olhares, os sorrisos. Todo mundo vê que estão apaixonados. Arregalei os olhos.

-Ta tão na cara assim? – Perguntei desacreditada

-Eu sabia! Você gosta dele não é? – Não tinha mais o que esconder mesmo.

-Gosto, muito mesmo.

-Ai sua besta, porque não agarra ele de vez?

-É complicado Kurt, você não entenderia. Alias, ninguém entenderia.

-Bom, não precisa me contar. Mas se você gosta dele, tem que superar seus problemas para ficar com ele. Isso antes que ele canse de correr atrás de você.

Nunca foram ditas palavras mais sábias, a questão é: Será que eu consigo superar o Puck?

Notas finais
Gostaram? Comentem por favor.