Me recordo do ano de 1365 d.C., todos os homens presos em seus feudos e em suas mentes. Nada era eterno a exceção da noite, os filhos da noite vagavam livres, eu era líder de um pequeno grupo de vampiros. Vagávamos ao vento, da Europa Central as fronteiras da Ásia.

Voltar a Europa Central nesta época, me trazia sempre grandes lembranças e muitas expectativas, afinal fora o local onde nasci como homem e o local onde fui batizado em trevas. Nesta época estava decepcionado com a queda de Roma, além dos rumos que a sociedade humana tomara desde então. Estava chateado, pois sabia que minha antiga mestra havia selecionado a minha noiva, embora originalmente isso tenha me irritado, agora minha curiosidade era maior.

Como os espaços entre os feudos, tornaram-se imensos campos de batalha, ninguém daria conta de um pequeno grupo movendo-se. Eu era como um filósofo da morte, preferia as batalhas que terminassem tarde da noite, sempre nessas ocasiões, caçávamos em meio a batalha, bebíamos o sangue e tomávamos suas lembranças para nós, em verdade vos digo que; não passavam em sua maioria de pobres coitados sem alma e sem perspectiva. No fim, ganhávamos muito mais roubando suas poucas posses e roupas, do que sobrevivendo com seu sangue. Meu grupo possuía alguns covis chaves, guarnecidos por nossas vítimas, em corpos descarnados, feições infelizes e tristes, nada que nos incomodasse, mas com a mente supersticiosa do homem medieval, madrugar em um local guarnecido por um exército de mortos em tormenta, não era uma opção aceitável.

Na verdade, meu grupo só possuía a mim de figura masculina, selecionei cada uma das nove fêmeas, por: olhar, personalidade, cabelo, busto e cintura, todas nesta ordem. Sinceramente, as que mais me agradavam, eram as escocesas e as belezas do oriente, encontradas em meio aos desertos árabes. Provavelmente fui atraído por sua pele mais escura, porém sem exageros, bem diferente das européias, que em tons de pele, eram iguais as vampiras que eu conhecia até então. Os erros que um vampiro que vive a certo tempo comete, mesmo já não sendo um vampiro jovem. De todas as formas, um macho com nove fêmeas, era algo muito interessante, vampiras novas possuem um apetite demasiado em muitos aspectos, agradeço por elas não serem capazes de engravidar.

Das minhas belezas do oriente médio, nenhuma aceitou trocar seus nomes [algo que eu julgava ser apenas questão de tempo], estas eram Adara, Dahab e Faizah. Das belezas escocesas escolhi seus nomes; Astrid e Genevra. De todas as vampiras que criei em meus séculos, nenhuma me fascinou mais do que Adara, esta fora a mais feliz escolha que tive em muitos séculos, a qual orgulho-me até hoje.

Notas finais
Continua...
Vão escutar Epica... sem mais
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.